Princess Haylley's Diary - Volume I
3 The Changelings Must Die!
— Chegamos! — exclamei.
— Aleluia! — disse Gabita.
— Não enche! — reclamei.
— Essa é a sala das armaduras? — perguntou Demi.
— Não, é a masmorra.
— A gente tem masmorras no nosso castelo? — indagou Demi.
— Temos, essa — respondi.
— Mas você não disse... — começou Gabita.
— Sala das armaduras? É, eu sei, mas aqui é melhor. Tem um monte de espadas e escudos de pessoas torturadas.
— Torturadas? Por quem? — indagou Gabita.
— Por mim — eu disse, séria.
Gabita soltou um guincho.
— Haha, estou só brincando! — eu ri. — Pinkamena fez isso.
— Pinka- quem? — indagou Demi.
—Pinkamena, a pônei assassina — repliquei.
— Quem é essa? — perguntou Gabita.
— Sinceramente, você não lê jornal, não?
— Jornal? A gente recebe jornal? — questionou Gabita.
— Toda manhã — respondeu Demi.
— Na biblioteca tem vários jornais antigos, se você quiser dar uma olhada... Agora, voltando ao assunto, Pinkamena já me trouxe aqui uma vez, um pouco antes de nós construirmos o castelo. Mas ela foi burra e me deixou aqui, sendo que a chave para destrancar as correntes estavam ao meu alcance.
— Como você ensinou a Bisnaga a voar? — perguntou Demi.
— Bom, como eu percebi, ela não exatamente abana a cauda, ela gira a cauda. Então eu ensinei ela a usar a cauda como hélice, que nem eu fazia.
— Você tem uma cauda!? — indagou Gabita.
— Tenho. Não sei como, não sei porque, mas tenho. Mas você é tão lerda que não deve nem ter percebido. Demi sabia, o tempo todo. Não é, Dems?
— Yup — afirmou Demi.
— E você não me diz nada! — gritou Gabita.
— Eu te falei, mas você nunca presta atenção em mim.
— Ah, é verdade. Desculpa...
— Aqui, chegamos — eu disse.
Peguei uma espada e um escudo de um amontoado de armas. Dei a espada para Demi e o escudo para Gabita.
— Por que o escudo é pra mim?
— Medrosa do jeito que você é, não mataria nem meio mutante — eu disse.
— E você, Haylley? — perguntou Demi.
— Eu? Eu já tenho uma arma.
— Uma espada? — perguntou Gabita.
— Algo parecido. Agora vamos sair daqui. Bisnaga!
— Au au!
Saindo da masmorra, Demi e Gabita desceram da Bisnaga e eu disse:
— Demi, mate os mutantes. Gabita, você faz qualquer coisa lá, só não atrapalha a Demi. Eu já volto.
— Onde você vai? — perguntou Gabita.
— Vou buscar minha arma. Vamos, Bisnaga!
O meu quarto ficava no quarto mais alto da torre mais alta, mas não demorou muito para chegarmos lá.
— Bisnaga, vai ajudar a Demi — eu disse.
— Au au au! — exclamou ela, e desceu correndo.
Cheguei perto da cômoda, abri a primeira gaveta, e no fundo tinha uma caixa de madeira com diamantes em volta, e ao lado tinha uma chave (ou melhor, metade de uma chave). A outra metade ficava comigo, por segurança, pendurada em um cordão. Peguei a caixa e as duas metades da chave e coloquei em cima da cama. Juntei as duas partes da chave. A coisa começou a brilhar do nada, e aí eu coloquei a chave na fechadura da caixa, que abriu e brilhou também, e eu fechei os olhos. Quando tudo parou de brilhar (a essa altura, Gabita já deve ter saído correndo desesperada e deixado Demi lutando sozinha contra os mutantes), consegui ver a minha faca de diamantes intacta. Peguei-a.
Sempre achei que essa faca era mágica ou algo do tipo, mas nunca aconteceu nada (até porque nunca precisei usá-la) e agora estava brilhando muito, como se Demi tivesse jogado glitter nela.
— Haylley, você não tem tempo pra pensar nisso! — eu disse para mim mesma — suas irmãs, ou melhor, irmã, está lutando contra mutantes! Você tem que ajudar!!
Desci correndo as escadas e, como eu disse, Gabita estava correndo e gritando que nem uma retardada e Demi estava lutando sozinha. Ela já tinha matado todos os mutantes, e tinha uma maluca lá que era maior que ela. Ela tinha olhos de lagarto, era toda preta e tinha asas de mosca.
— Haylley, me ajuda!! — gritou Demi.
— Vocês nunca vão me derrotar, eu sou a rainha dos mutantes! — gritou a outra.
— Ah, morre aí! — gritei, jogando a faca, que acertou a cara dela.
— Agora vocês morrem!! — berrou a rainha.
Quando ela disse isso, caiu com a cara no chão e se dividiu em centenas de mini mutantes. A minha faca estava presa na parede, bem no alto.
— Socorro! — gritei. — Demi, corra para a sala mais perto! GABITA!!
— Oi! — respondeu ela.
— Segue a Demi.
— Tá bom.
Bisnaga veio em disparada na nossa direção, e nós entramos na sala dos guarda-roupas.
— Tem quatro? – indagou Gabita. — Mas não eram três...?
— Aquele grande ali! — exclamou Demi.
Ok, entramos no armário maior, só que era muito maior do que pensávamos. E todos nós sabemos onde isso ia parar, não é?
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