Isso mesmo, fomos parar em Nárnia. Estava nevando e eu estava morrendo de frio. Bisnaga estava desesperada procurando um lugar quentinho.

— Bisnaga! — chamei-a. Ela veio, e eu coloquei uma blusa roxa nela. — Melhor assim?

— Au, au — ela agradeceu, e saiu andando.

— Vamos seguir ela — eu disse.

— Por quê? — perguntou Gabita.

— Se você quiser voltar, tudo bem. Boa sorte com os mutantes.

Nós três seguimos a Bisnaga até o meio do bosque, onde encontramos uma garota cantando “The Way”, da Ariana Grande.

— Au, au au! — chamou Bisnaga.

— Oi, nem! — gritou Gabita.

— Sabe, não é muito educado você chamar as pessoas assim — comentei.

— Quem está aí? — perguntou a garota. Ela tinha o cabelo castanho claro e ondulado e olhos castanhos.

— A gente está aqui — respondi. — Quem é você?

— Eu me chamo Elen, e vocês?

— Meu nome é Haylley. Essa é a Demi e aquela outra ali é a Gabita. A cachorrinha da blusa roxa é a Bisnaga. Você está aqui há muito tempo?

— Bom... eu moro aqui.

— Sério? Que da hora!

— De onde vocês vieram?

— Bom, nós viemos do nosso castelo...

— Vocês moram em um castelo!?

— Sim, de diamantes!

Nesse momento, a feiticeira branca apareceu, e veio atrás da gente que nem um zumbi.

— Aaah! É um dos clones da feiticeira! — gritou Elen. — Corram!

— Ai, socorro! — berrou Gabita.

Todas nós corremos para onde estava o guarda-roupa, e por pouco escapamos da feiticeira zumbi. Os mutantes haviam desaparecido.

— Aqui é seu castelo? — perguntou Elen.

— Sim — respondi. — E essa é a sala dos guarda-roupas.

— Onde estão os mutantes? — quis saber Gabita.

— Acho que eles sumiram — repliquei.

— Mutantes? Que mutantes? — indagou Elen.

— Bom, tivemos um pequeno probleminha com a máquina de clonagem antes de irmos para Nárnia, e descobrimos que era uma máquina de mutantes — eu disse.

— Então... é seguro sair agora?

— Acho que sim.

Saímos da sala, recuperei minha faca de diamantes e chegamos ao saguão de entrada.

— Wow! — exclamou Elen. — É lindo! Ainda mais que é roxo!

— Você gosta de roxo? — perguntou Gabita.

— É a minha cor favorita — respondeu Elen.

— Você quer ver o resto do castelo? — inquiriu Demi.

— Ah, eu adoraria!

Então, mostramos os cômodos principais do castelo, como a sala de estar, a biblioteca, etc. Elen ficou no quarto de hóspedes.

Sinceramente, esse foi o dia mais emocionante da minha vida depois de me auto intitular “princesa do castelo de diamantes”. Os mutantes, Nárnia... hoje foi cansativo.

Segunda-feira, 1º de julho de 2013

Acordei cedo, me sentindo animada. Peguei meu café da manhã na cozinha e fui pegar o jornal. Só que não havia só o jornal na caixa de correio. Havia quatro cartas de pergaminho amarelado, endereçadas com tinta verde-esmeralda, e não havia selo em nenhuma das quatro. Uma delas tinha o meu nome:

“Srta. H. Lovato

Torre Mais Alta

Castelo de Diamantes

E.U.A.”

Ok, isso é realmente estranho, já que eu tenho 12 anos e as pessoas começam em Hogwarts com 11. Mas e daí? Eu vou pra Hogwarts!

Não acordei ninguém. Peguei as cartas e coloquei-as no quarto de cada uma. Demi acordou primeiro, depois Elen e por último Gabita.

— Eu não recebi uma dessas! — reclamou Gabita.

— Procura direito, eu deixei no seu quarto — eu disse.

— Tá bom — disse ela, correndo para o seu quarto.

— Onde a gente vai comprar esse monte de troço? — perguntou Elen.

— Londres — respondi.

— Londres? Fica na Austrália? — perguntou Demi.

— Não, Demi, Londres fica na Inglaterra — respondi.

— Tá todo mundo errado! — exclamou Gabita, com sua carta na mão — Londres fica na África!

— Fica na Inglaterra. Elen, quantos anos você tem, mesmo? — eu quis saber.

— 12 — respondeu ela.

— Mas como a gente vai pra lá? — indagou Gabita.

— Andando — respondi. — Claro que é de avião, né? Mas as aulas só começam em setembro, então não temos que nos preocupar com isso agora.

Gabita sentou em uma das cadeiras da mesa da sala de jantar e pegou uma caneca de chocolate.

— Elen... — eu disse. — Eu lembro que ontem, quando apareceu a feiticeira branca, você disse que era um clone, certo?

— Certo — respondeu Elen.

— Então, ela fez clones dela mesma ou o quê?

— Na verdade sim, mas aquele era um dos que não deram certo, por isso parecia um zumbi. Mas pode ser perigoso, porque mesmo não tendo dado certo, ainda tem um pouco de magia neles, então poderia nos atacar.

— Ah, sim. Entendi.

— Que dia é hoje? — perguntou Gabita.

— 1º de julho — respondi.

— Dia da Mentira! — exclamou Gabita.

— Não, dia da mentira é 1º de abril.

— Ih, é mesmo...