— O quê? — eu disse. — Princesa Luna? Mas como...?

— Você conhece essa doida? — perguntou Ariana.

— Não pessoalmente — respondi.

— Olha, um pônei! — disse Gabita. — Olá, pônei!

— Se preocupa não, ela é assim mesmo — eu disse.

— O que você faz aqui? — perguntou Elen.

— Equestria precisa da sua ajuda — disse Luna.

— E- quem? — indagou Dinah.

— Equestria é um lugar onde vivem pôneis — respondi.

— Pinkamena está aterrorizando todos e nós precisamos de sua ajuda para detê-la.

— E por que nós? — perguntou Demi.

— Porque a minha irmã mandou eu chamar alguém e eu achei vocês, agora vamos! — no momento que Luna disse isso, ela jogou uma magia em todas, até na Bisnaga, e todas começaram a voar.

Em um minuto já estávamos no 3º andar. Entramos por uma janela e pousamos.

— Onde é isso? — perguntou Gabita.

— O corredor proibido do 3º andar — respondi.

— Se é proibido, o que nós estamos fazendo aqui? — questionou Lauren.

— Precisamos ir por aqui — replicou Luna.

Andamos até o fim do corredor, onde havia uma porta.

— O que tem aí? — perguntou Normani.

— Um cachorro de três cabeças — respondi.

— Oba! Cachorrinhos! — exclamou Gabita (ela pronunciou “cassorrinhos”).

Ela entrou na porta e começou a conversar com o cachorro:

— Awn, que coisinha mais fofa você é! Você é muito lindo!

O cachorro deitou e rolou, revelando um alçapão.

— O quê? — disse Elen. — Como assim?

— Deixa, pelo menos o cachorro tá quieto — eu disse. — Luna, temos que pular no alçapão?

— Não precisa, eu levo vocês — disse Luna.

— Au! — disse Bisnaga, reclamando.

— Eu vou com a Bisnaga — eu disse.

Depois de alguns minutos descendo, chegamos no fundo, num chão úmido. Havia uma espécie de espelho lá, que emitia um fraco brilho lilás — a única luz do local.

— Que coisa é essa? — perguntou Lauren.

— É o portal para Equestria — disse Luna.

— E... nós temos que entrar aí? — questionou Ariana.

— Sim, agora vamos logo! — disse Luna.

Uma por uma, entramos no portal.

Me senti tonta por alguns instantes, depois abri os olhos. Não reconheci o lugar, primeiramente, mas depois percebi que me encontrava em Ponyville. Havíamos permanecido com nossas formas humanas.

— Alou? Quem são vocês? — era Pinkie Pie.

— Hm? — eu disse.

— Qual é o seu nome? — quis saber Pinkie.

— Ah, sim. Meu nome é Haylley e essas são Gabita, Elen, Ariana, Demi, Camila, Lauren, Normani, Dinah, Ally e Bisnaga... e você é Pinkie Pie, certo?

— Como você sabe o meu nome?

— Cara, eu adoro você! Você é incrível! Acho que a gente ia formar uma pela dupla!

— Eu acabei de te conhecer, mas tá bom!

— E eu? — perguntou Gabita.

— Ah, você também! Assim faremos um trio incrível! — eu disse.

— Que bom que vocês estão felizes, e tal, mas onde nós estamos? — perguntou Ariana.

— Estamos em Ponyville! — exclamei, me sentindo melhor do que nunca ao lado de Pinkie e Gabita.

— Ótimo, mas onde nós vamos ficar? — perguntou Lauren.

— Vocês podem ficar na minha casa, ela é enorme! — replicou Pinkie.

Chegamos à casa de Pinkie, que era muito maior do que parecia ser no desenho. Era um lugar alegre e doce – literalmente doce, porque a casa era feita de bolo.

— Vocês ficam no quarto da última porta à direita, lá em cima. Não subam para o 3º andar. Boa noite! – exclamou Pinkie, antes de ir para a cozinha fazer alguns doces.

“Por que não podemos subir para o 3º andar?”, pensei, “o que tem demais lá?”. Um animal selvagem? Talvez ela apenas quisesse nos proteger. Seria a dispensa? Talvez, Pinkie não quisesse que acabássemos com a sua comida. Talvez fosse a história sobre seu passado trágico? Ou até uma sala onde estariam milhares de fotos de seu verdadeiro amor? Ou então, estaria ela escondendo uma segunda identidade sanguinária? Seria ela... Pinkamena? Enfim, milhares de possibilidades se passaram pela minha mente aquela noite.

Tive um sonho estranho, onde Pinkie era irmã gêmea de Pinkamena, e elas trabalhavam em conjunto para matar os pôneis...

Domingo, 22 de setembro de 2013.

Depois de uma semana na casa de Pinkie (o portal havia se fechado, e abriria depois de um mês), não me aguentava mais de curiosidade para saber o que tinha no 3º andar.

— Ai, Pinkie, por que você tem que ser tão misteriosa? — essa frase simplesmente escapuliu da minha mente e saiu pela boca no café da manhã.

— Que!? — disse Pinkie, olhando pra mim pela porta da cozinha.

— Nada! Ela não disse... nada! — gritou Elen.

— O que você pensa que está fazendo? — sussurrou Ariana, abaixando a cabeça.

— Não vai descobrir nada perguntando pra ela — murmurou Elen.

— Vocês duas estão falando do 3º andar? — sussurrei.

— Claro, né! — murmurou Ariana.

— Nós já fomos lá... — disse Elen, numa voz quase inaudível.

— E o que tem lá? — perguntei, curiosa.

— Diga, o que mais tem a ver com Pinkie? — questionou Ariana.

— Hm... doces? — respondi.

— Mais específico — disse Ariana.

— Sei lá, cupcakes?

— Isso mesmo. Agora, o que corpos de criaturas mortas têm a ver com isso, eu não faço ideia — disse Elen.

— Agora você descobre e conta pra gente — disse Ariana, encerrando a conversa.

— Aceitam um cupcake? — perguntou Pinkie, trazendo uma bandeja com vários cupcakes. — É uma receita especial.

Cada uma pegou um, e nós provamos. Realmente, estavam muito bons, mas tinha algo de estranho neles. Não sei se era o gosto, se era a consistência, a cobertura, ou qualquer outra coisa, mas alguma coisa estranha tinha.

— Pinkie, o que você colocou nesses cupcakes? — perguntei.

— Tenho um ingrediente secreto — replicou ela.

— Que é...?

— Não posso falar, né, boba! É secreto!

— Ah, é...

De qualquer maneira, tenho que descobrir o que está por trás disso...