Princess Haylley's Diary - Volume I
8 What’s the Secret Ingredient?
Segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Apenas uma ida ao 3º andar era suficiente para lembrar exatamente como era. E como era? Traumatizante. Corpos de pôneis e outras criaturas jogados aqui e ali, várias ferramentas de tortura e sangue para todo lado.
Todos os dias, eu escutava a porta da frente se abrir e fechar novamente. Depois disso, uma conversa. Depois, a porta se abria e fechava de novo, e um vulto de capa passava trotando para longe. O que seria aquilo?
Naquela noite, escutei a porta se abrir, mas não fechou. Fiquei preocupada. Depois, passos no corredor. Levantei da cama na hora e me escondi debaixo dela. Escutei vozes:
— Aqui estão elas — era Pinkie.
— Bom... 10, não são? — disse uma outra voz, quase idêntica a de Pinkie, só que mais séria e menos estridente.
— Exatamente.
Levantei um pouquinho o lençol que cobria a minha cama e espiei por ali. Vi oito cascos rosas, sendo que quatro deles eram de um tom mais escuro.
— Você tem certeza de que quer fazer isso? — perguntou Pinkie.
— Claro! — respondeu a outra voz. — Humanos são raros em Equestria, e nunca saberemos quando teremos outra chance como essa. Você sabe quanto nós ganhamos por vender cupcakes deste tipo da última vez que vimos um humano?
— Não...
— Muito, Pinkie. Muito mesmo. Os pôneis gostam disso, e eu também. Então... vamos levá-las?
— É claro – disse Pinkie.
“Levar elas pra onde?”, pensei.
Escutei absolutamente nada por alguns instantes. Depois, corpos sendo arrastados pelo chão. O barulho ia diminuindo a cada instante. Esperei não ouvir mais nada para sair do meu esconderijo. O quarto estava vazio. Olhei pela janela: dois vultos de capa passavam trotando, puxando um carrinho.
Pulei a janela e amorteci a queda com a minha cauda. Segui silenciosamente os dois vultos, que iam sempre para o sul. Entraram em uma caverna e desapareceram. Eu nunca tinha reparado naquela caverna antes: era baixa, com um buraco por onde tinham entrado. Fiquei espiando por ali.
Lá era frio, e muito maior do que parecia ser, já que a maior parte da caverna ficava debaixo da terra. Uma luz fraca iluminava o lugar. Colocaram os corpos em uma espécie de tábua de madeira, larga, e prenderam com correntes.
— Está faltando uma — disse a outra voz, tirando a capa. Era Pinkamena.
— Ah, a Haylley — disse Pinkie — ela é muito espertinha pro meu gosto. Ela deve ter fugido assim que percebeu que estava encrencada, e deixou suas amigas para trás. Bem, tenho que ir agora, maninha!
“Maninha!?”, pensei, “como assim?”
Pinkie saiu por uma janela. Fiquei ali espiando por um bom tempo. De repente, Pinkamena olhou para onde eu estava. Por um momento, eu não percebi, mas quando o fiz, já era tarde demais.
— Você!! — gritou Pinkamena.
Tentei correr, mas antes de conseguir ir muito longe, alguma coisa me acertou, e eu caí, desmaiando.
Quando acordei, me encontrava em uma daquelas tábuas, presa com correntes.
— Hm... quê? – disse Ariana. — Onde estamos?
— Ah! Vocês acordaram! — disse Pinkamena. — Agora podemos começar.
"Eu já vi isso antes!", pensei.
— Começar com o quê? — perguntou Elen.
— Fazer cupcakes! — exclamou Pinkamena.
— E por que você precisa da gente, então? — questionou Camila.
— Porque ela vai matar todas nós e cozinhar a gente dentro de cupcakes! — exclamei.
— Muito bom, muito bom... qual é o seu nome mesmo?
— Não te interessa.
— Ah, você deve ser a Haylley. Minha irmã falou de você, espertinha. Achou que poderia escapar do seu destino de virar um cupcake!?
— Que papo furado de destino é esse? Ninguém vai virar cupcake aqui não, gente!
— Papo furado!? Como você ousa? Todas vocês vão virar cupcakes, sim! É só uma questão de tempo...
— E é só uma questão de fazer cupcakes normais sem gente dentro, oras! É tão difícil assim?
— Já chega. Vamos começar.
Pinkamena dirigiu-se até um carrinho e depois, para Ally. Pegou um bisturi no carrinho. Ally tentava se soltar de todas as maneiras.
— É tão estranho como vocês humanos não têm marcas especiais... como vocês sabem qual é o seu talento?
— Pinkamena, não faça isso! — gritei. — Você não tem que fazer isso!
Nesse momento, ouvi latidos. Só podia ser a Bisnaga. Ela entrou voando na caverna e começou a morder Pinkamena, que gritava de dor. Bisnaga mordeu uma das pernas traseiras de Pinkamena, e puxou muito forte, arrancando-a. Bisnaga pegou um molho de chaves em cima da mesa, e soltou meu braço direito.
— Valeu, Bisnaga! — exclamei, soltando o resto do meu corpo, e Bisnaga foi soltar as outras.
Rapidamente desci dali e procurei uma arma. Vi uma espada e pensei, “é essa”. Peguei-a e olhei para Pinkamena em seu estado deplorável, com inúmeras marcas de dentes, chorando e com uma de suas pernas arrancada, sangrando mais que qualquer filme de terror que eu já vi na minha vida.
— Não... — ela tossiu. — Não me mate, por favor...
Ela ainda segurava o bisturi. Quando ela viu que eu estava começando a considerar o seu pedido, ela levantou-se e veio para cima de mim, cambaleando, apontando o bisturi para o meu rosto. Segurei a espada firmemente e golpeei seu pescoço, arrancando sua cabeça. O bisturi fez um corte longo no lado direito do meu rosto. Neste exato segundo, Pinkie Pie chegou.
— Irmãzinha!! — gritou ela.
— Pera, o quê? — disse Demi.
— Corram!! — berrei.
Todas correram o mais rápido que podiam para bem longe da caverna, eu levando a espada. Quando o relógio de Ponyville bateu meia-noite, o portal se abriu.
— O portal!! — gritei.
Todas nós pulamos no portal, para nos salvar.
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