Sábado, 14 de setembro de 2013

Era uma fria noite de sábado quando Gabita e Demi sumiram. Quando eram apenas 4 e meia da tarde, elas saíram da sala comunal e sumiram. Agora são 8 da noite e nada delas chegarem.

— Elas são duas lerdas, Haylley — disse Elen. — É melhor você ir lá procurá-las.

— Por que sempre eu!? — indaguei.

— Uh, porque você é irmã delas? — replicou Ariana.

— Tá bom, eu vou... mas vocês vêm comigo — eu disse.

— Por quê!? — quis saber Elen.

— Vai que elas estão na floresta? Eu não vou lá sozinha.

— Tá bom — disse Elen.

Chamei Bisnaga para ir com a gente, e nós saímos da sala comunal. Procuramos em todos os cantos do castelo, em todos os andares, e nada de Gabita nem Demi. Eu já estava começando a ficar preocupada quando vimos pegadas.

— Olha gente, pegadas! — exclamei, esperando que fosse uma pista delas.

— Interessante... Bisnaga! — chamou Elen.

— Você não manda na Bisnaga! — eu disse.

Bisnaga cheirou as pegadas, latiu e saiu em disparada na direção da floresta. E o que nós fizemos? Fomos atrás. Cada hora ela corria mais rápido, e eu quase a perdi de vista. De repente, ela parou. Eu parei, Elen parou também e bateu em mim e por pouco Ariana não bateu em Elen.

— Bisnaga, é aqui? — perguntei, ofegante.

— Au — disse ela, afirmativamente. Ela apontou para um canto com sua patinha. Dali, escutei a voz de Demi dizendo:

— Não, Gabita, você tá fazendo errado! Olha só...

— Como se você fosse mais esperta do que eu! — disse a voz de Gabita.

— Tanto faz. Agora, eu acho que está funcionando!

— Que coisa vocês duas! — dessa vez, foi a voz de Normani — me dá isso aqui.

— Hey! Garotas! — gritei.

— Haylley! — exclamou Gabita, correndo para me abraçar. Às vezes ela parece ter 5 anos de idade.

— Hm, Gabita? — eu disse.

— Que? — ela respondeu.

— Não vai me soltar, não?

— Não...

— Então tá.

— O que vocês estão fazendo aqui? — perguntou Ariana.

— Acampando! — exclamou Demi, animada.

— Acampar? Aqui? Vocês ficaram malucas? — inquiri.

— Aqui parecia um lugar perfeito! — disse Gabita, me soltando.

— Perfeito se não tivessem lobisomens e outras coisas assustadoras aqui — eu disse.

— Lobisomens? — disse Gabita, com medo.

— E gigantes, também — eu disse.

— Mas tá quase pronto! — disse Demi.

— E o que vocês cinco estão fazendo aqui? — perguntei.

— Vimos elas no corredor — respondeu Camila. — E elas disseram que iriam acampar.

— Nós viemos pra rir — disse Dinah.

— Fica aqui com a gente! – pediu Gabita.

— Ah, tá bom! – eu disse, indo para o canto onde elas estavam. Lá tinham quatro cabanas, alguns troncos e um monte de madeira com umas pedras em volta, talvez uma fogueira. — Demi, essas cabanas são pra quantas pessoas?

— Pra duas, por quê? – respondeu Demi.

— É que nós vamos precisar de mais uma. Nós somos dez.

— Quê? Gabita!!

— Oi! — respondeu ela.

— O que você acha que está faltando aqui?

— Uma cabana?

— Exatamente. Então...

— Eu faço uma — eu disse.

— Se tá tudo bem pra você...

— Bisnaga! — chamei, e ela veio, abanando o rabo.

Peguei algumas folhas e galhos e fiz uma cabana, e Gabita fez questão de ficar comigo. Então, acabamos assim: Camila e Lauren, Elen e Ariana, Dinah e Normani, Ally e Demi e por último, Gabita e eu.

Domingo, 15 de setembro de 2013

Acordei no meio da noite com um choro. Levantei, saí da cabana e fui ver o que era. Vinha da cabana de Camila e Lauren.

— Camila? — chamei.

— Ah, oi, Haylley... — ela respondeu.

— O que aconteceu?

— Lauren.... ela... ela sumiu!

Daí todas levantaram e foram procurar Lauren. Depois de uns 10 minutos procurando, encontramos Lauren lutando com um gigante.

— Lauren! — exclamou Camila.

— Espere — eu disse.

Gabita saiu do meio do grupo, andou na direção do gigante e disse:

— Oi, seu moço! O que é você?

— O quê? — o gigante disse, com uma voz grave.

— Você é animal, vegetal ou mineral?

— Socorro! Uma lerda! Eu vou embora daqui!

O gigante sumiu pelo meio das árvores.

— Mas o quê? — disse Elen.

— Pelo menos o gigante foi embora — disse Ariana.

— Lauren! — exclamou Camila, correndo para abraçar Lauren.

Então, voltamos para a área das cabanas, e eu estava morrendo de sono.

— Que horas são? — perguntou Demi.

— 4 e 44 — bocejei.

Ela fez uma cara de “não gostei” e entrou na cabana.

No que pareceu ser cinco minutos depois, eu acordei e olhei para fora da cabana. Ainda estava escuro, então eu dormi mais.

— Haylley... Haylley, que horas são? — Gabita me acordou.

— Hm? — eu disse, com os olhos ainda fechados.

— Que horas são?

— São... — olhei meu relógio de pulso. – Quinze pra meio-dia.

— Ah tá... pera, o quê?

— Quinze pra meio-dia, 11 e 45, tanto faz...

— É que tá escuro ainda...

O céu continuava tão escuro como se ainda fossem 10 da noite.

— O quê? Como assim? — indaguei, saindo da cabana.

— Como assim o quê? — quis saber Ariana.

— Como que ainda tá escuro?

— Acho que nós estamos em uma parte da floresta que as árvores estão tão altas que estão tampando o sol — disse Elen.

— O que as duas lerdas trouxeram pra comer? — perguntou Ariana.

— Brigadeiro! — exclamou Demi.

— Só? — indagou Elen.

— Trouxemos pizza também... — replicou Gabita.

— Ah, bem — disse Elen.

—Temos que achar a saída da floresta — eu disse.

—Por quê? — perguntou Gabita.

— Não podemos ficar aqui para sempre — disse Elen.

— Vamos comer primeiro, porque eu estou morrendo de fome — eu disse.

Depois do que pareceram dias de caminhada, finalmente podemos ver a luz da... Lua?

— Noite? — disse Lauren. — Como assim?

— Acho que passamos o dia todo caminhando — disse Camila.

— Ficamos dois dias sem ver a luz do sol! — exclamou Gabita.

— É verdade — eu disse.

— Vocês aí! Paradas! — disse uma voz ao longe.

— Quem está aí? — perguntou Lauren.

— Bagulheti, bagulhetus! — exclamou Gabita, sacudindo as mãos, tentando fazer um feitiço.

— E quem você pensa que é pra mandar na gente? – indagou Ariana.

— Eu sou a Princesa Luna, a Princesa da Noite.