Princesa Emily

38 Já tomou sua decisão?


Notas iniciais
Oi oi gente! Pensem em um camarão, prazer eu mesma. Ontem meus pais tiveram a brilhante ideia de confrarterzinhar com meu namorado, por isso eu tive que ir no Parque Bariguí e ontem estava um SOL DO CARAMBA! E bem, a pessoa aqui como sempre esperta, não comeu antes de sair de casa, não passou protetor e nem repelente. Resultado? Fiquei um pimentão cheia de picadas e por eu não ter comido e ainda ficado em baixo do sol, minha pressão caiu e PUFF eu desmaiei bonito. Quando voltamos para casa meus pais foram trocar a camisa da minha mãe que ela ganhou de aniversário e deixaram o namorado média 8,5 cuidando da menina que ainda tava meio tonta. Nós dois, sozinho em casa... pésima ideia, péssima ideia e quase termos botado fogo na casa é um bom exemplo kkkk mas admito que eu ri bastante dele desesperado, foi bem cômico kkkk. Enfim, como sempre eu revisei o cap, mas podem ter erros, então peço desculpa antecipadamente. Boa leitura!

– Emily... você se sente bem? – Sylvia perguntou com o cenho franzido olhando para a garota, era mais do que perceptível de que não, ela não estava nada bem.

Emily praticamente esmagava as teclas do piano e tocava tão rápido que ela mesma se perdia na partitura porque a música simplesmente perdia o ritmo por estar tocando rápido de mais.

– Chega por hoje – ela disse fechando o piano meio raivosa.

Emily estava de mau humor, não era TPM nem nada disso, era apenas mau humor. Ela suspirou apoiando os cotovelos no piano e depositando sua cabeça com calma ali.

– Estressada? – Sylvia perguntou se sentando ao lado da menina que parecia desolada.

– Sim – ela disse baixo, mas alto o suficiente para ser ouvida.

– É porque o prazo está acabando? – Sylvia afagou o ombro dela tentando adivinhar o que seria o mais óbvio.

Ela assentiu.

– Precisa de ajuda?

– Não, estou bem obrigada.

– Ok, qualquer coisa me chame.

– Valeu.

E assim Sylvia saiu fechando a porta do quarto devagar sem fazer barulho algum.

Hoje, Emily se encontrava a quatro dias do final do prazo estipulado a ela por seu pai, quatro dias para sua vida mudar completamente, seja do jeito bom ou do jeito ruim.

Ela conseguiu sorrir ao pensar como seria sua vida com Charlie, como ele deveria ficar lindo de terno que seria o que ele passaria a usar se casasse com ela, como ele seria um bom Rei. Pensou em dormir todas as noites com ele ao seu lado, respirando fundo. Poder ficar com ele o tempo todo em qualquer lugar sem se preocupar de serem vistos. Ter um filho dele, uma miniatura dos dois que provava o amor que sentiam um pelo outro, ouvir a voz dele dizendo "bom dia meu amor" todos os dias. Beijá-lo quando tivesse vontade e deixar claro para o mundo todo que aquele garoto perfeito, moreno de olhos verdes era dela, todinho e só dela... ser feliz com tudo o que tinha direito.

Mas seu sorriso foi embora ao pensar na possibilidade de seu pai dizer um grande e sonoro "NÃO" para ela e Charlie e ele seguir em frente, sem ela... se casar, ter filhos e uma vida normal com uma mulher linda que teria a sorte de viver com ele. Fechou os olhos querendo chorar, aquilo não era uma opção, ela se casaria com Charlie e pronto, nada mais a declarar.

Às vezes ela se estressava tanto com Charlie, teve ocasiões que queria arrancar a cabeça dele, mas eis a questão, mesmo assim o amor que ela sentia por ele nunca mudava, não diminuía e nem aumentava porque não dava para aumentar mais.

Ele era um ciumento, cabeça oca e adorava provocá-la, mas a fazia feliz apenas com um sorriso, e era o que realmente importava.

Ele sempre a fazia rir, e ao mesmo tempo que era falsamente metido, era doce, carinhoso e romântico... e ainda por cima era lindo. Tinha como pedir alguém melhor? Não.

Emily olhou para além do seu quarto, cada lugar daquele cômodo trazia alguma lembrança a ela, quase todas ligadas a Charlie.

Ela coçou a têmpora, como dito anteriormente, ela ficava cheia das coceiras quando ficava nervosa. Certo, todo mundo tinha suas manias estranhas.

Ela olhou suas unhas azuis e fez um bico pensando o que poderia fazer, como iria falar com seu pai... qualquer palavra fora do roteiro mental poderia estragar absolutamente tudo, e adivinha? Isso só a deixava mais nervosa ainda.

A menina se levantou indo até a janela se apoiando no batente da mesma olhando para o jardim. O jardim e a biblioteca sempre foram seus pontos de tranquilidade, os únicos lugares que ela conseguia pensar com calma, refletir e quando preciso chorar, mas agora o jardim era outro lugar que a fazia lembrar de Charlie... o primeiro encontro, o primeiro beijo, a primeira quase briga, o primeiro "Eu te amo"...

E com isso só lhe restava a biblioteca... ela poderia pegar outro livro secreto e devorá-lo dentro da passagem mesmo... é, a passagem, para lá que ela iria.

Imediatamente se levantou saindo do quarto descendo as escadas apressadamente, mas sem deixar a elegância de lado. Iria pelo caminho mais curto porque o mais longo também lhe trazia lembranças, mas essas não eram nada boas.

Entrou na biblioteca o mais disfarcadamente possível, abriu a passagem e entrou naquele túnel preto cheio de revelações e... pó, muito pó.

Ela havia parado no volume 8 daqueles livros, então se encaminhou para o 9 se sentando naquela poltrona e abrindo aquele livro com capa de couro escrito "Gardênia, 3437".

Ela folheava a vida e o reinado de mais um Rei e Rainha de Gardênia e pra variar, a Rainha havia se casado com um plebeu.

Depois de fechar aquele livro Emily franziu o cenho, havia muitos volumes dele... será que haveria um dela? Será que havia um de seus pais?

Imediatamente ela colocou aquele volume em seu devido lugar e foi para o último livro. "Gardênia, 4124" o ano em que o Rei Edwin havia nascido.

Ela afobada abriu a primeira página vendo a foto de um bebezinho lindo segurado pela Rainha e pelo Rei da época, os avós de Emily, Joseph e Charlotte. Os olhos da menina marejaram, seus avós haviam morrido na queda do jatinho que ia para a Áustria, Emily tinha 4 anos na época... mas pelo menos os conheceu, já Carter...

"Hoje o queridinho de Gardênia veio ao mundo, o fofo Príncipe Edwin, o gorduchinho bebê nasceu saudável e já sorrindo. E com isso temos outro pequeno sangue azul para amar, viva ao Príncipe Edwin!"

A menina sorriu deixando uma lágrima escapar de seu olho esquerdo. Seu pai era uma fofura quando pequeno e ela nunca teve acesso a muitas fotos dele quando bebê.

Infelizmente o livro não falava no reinado de seu pai, só falava do reinado de seus avós até eles morrerem, ela novamente quase chorou naquela última página.

E só ai que ela foi perceber que o livro de seus pais não fora escrito porque bem, o reinado deles não havia acabado e eles não estavam mortos.

E lendo mais um daqueles livros, vendo como a vida de Rainha era cansativa e puxada Emily queria cada vez menos ser Rainha, não se sentia preparada em nenhum aspecto, e ela nunca quis isso realmente, sempre foi "obrigada" a querer. Emily era muito sensível e isso podia atrapalhar, ela ficava imaginando uma catástrofe no país e ela ao invés de estar tentando resolvê-la, estaria chorando no canto borrando toda a maquiagem...

Respirou fundo e depois que a poeira entrou em seu nariz viu a besteira que havia feito e espirrou. O espirro de Emily era o que as pessoas podiam classificar como fofinho, era um baixinho "atim" que fazia qualquer um querer apertar as bochechas dela ao ouvir.

Espirrou mais três vezes seguidas até resolver sair dali, abriu a passagem esfregando de leve o nariz que coçava.

Mal saiu da biblioteca quando um guarda veio até ela meio apressado segurando a arma na cintura para não cair.

– Princesa – ele fez uma reverência meio desajeitada, parecia cansado como se estivesse procurando por ela há a um bom tempo... o que ela não duvidava porque de certa forma estava escondida.

– Soldado – ela sorriu pra ele.

– O Rei Edwin está a chamando em sua sala.

– Hã... tudo bem, ele disse por quê?

– Não senhorita – ele disse.

– Ok, obrigada – ela sorriu educada para ele e foi andando calmamente até a sala de seu pai.

Emily não sabia mesmo o motivo que a levara a sala de seu pai, mas ela sabia que ele nunca "convocava" simplesmente por nada.

Os guardas na porta não a barraram e ela simplesmente entrou vendo seu pai olhando alguns papéis em cima da mesa com os olhos azuis mais que atentos. A cabelo loiro estava perfeitamente penteado como sempre e os óculos de grau em seu rosto pareciam cair um pouco.

– Pai?

Ele tirou os óculos os colocando na mesa e depois olhou para a filha.

– Oi filha, pode sentar – ele indicou a cadeira com a mão e ela se sentou.

Eles ficaram um tempo em silencio apenas se olhando até Emily morder o lábio e se pronunciar.

– Hã... disseram que queria falar comigo.

– Ah, claro – ele disse saindo do transe.

– E então...

– Acho que sabe que seu tempo está acabando – ele disse e Emily assentiu – então... já sabe quem será meu genro?

O coração de Emily foi até a boca, pronto, era agora ela tinha que falar tudo, que já tinha tomado sua decisão e ele não era sangue azul, era um guarda que a amava muito e a fazia feliz, muito feliz.

E se ele ficasse bravo? E se ele não permitisse? Ou pior, fizesse algo com Charlie!

A voz dela falhou, mas ela falou.

– S-sim, eu já tomei minha decisão.

O rei sorriu abertamente segurando as mãos da filha por cima da mesa, ele sempre foi muito carinhoso com ela por ser sua primogênita e menina, ela sempre foi muito dependente do pai, agora Carter se virava sozinho desde os 5 anos.

– E então, quem é o sortudo?

Ela olhou bem nos olhos elétricos do pai e engoliu seco.

– Garanto que é alguém que vai te surpreender – ela disse respirando fundo pra falar – mas quero que saiba que eu o amo, muito.

O rei assentiu.

– Qualquer um deles é uma ótima escolha – ele disse empolgado – vamos, me diga qual é o sangue azul sortudo?

– Pai – ela disse baixinho – o que você faria se eu não quisesse nenhum deles, se eu amasse um plebeu?

O Rei levantou as sobrancelhas loiras respirando fundo com cara de pensamento.

– Não sei, provavelmente iria aterrorizar o moleque para desistir de você – ele disse com indiferença – você merece algo bem melhor do que um simples plebeu, merece alguém da realeza. Sem dizer que o garoto ia estar ferrado comigo porque eu ia infernizá-lo até o fim dos seus dias – Edwin disse sorrindo de lado obviamente pensando que era apenas uma brincadeira.

Pronto, a coragem de tudo foi para o Japão, depois de uma resposta daquela tinha como ela falar que estava namorando um guarda e estava completamente apaixonada por ele?

Emily sentiu mil tipos de medos, uns relacionados a ela mesma e outros a Charlie. Se a coisa fosse complicar só para ela, ela falaria, hesitaria, mas falaria, agora como a coisa podia complicar e muito para Charlie a situação mudava de figura.

A Princesa olhou bem para seu pai, sabia que ele nunca brincaria com alguma coisa daquelas, e isso a assustou bastante.

– Então, me fale quem é – ele disse ansioso.

Emily travou, simplesmente travou, ficou parecendo uma estátua. Edwin arqueou as sobrancelhas.

– Emily?

A menina continuou estática.

– Emily, filha – ele a chamou e ela piscou duas vezes voltando ao planeta terra.

– Hã? – ela disse do modo mais tongo possível.

– O seu escolhido, ainda não me falou quem é.

– Hã... bem eu... eu quero que seja surpresa.

Logo depois que falou isso fechou os olhos se xingando de burra "desculpa Charlie", ela pensou.

– Como assim surpresa?

– Surpresa, você vai saber na hora do anúncio como todos os outros – ela disse um pouco nervosa "pode ter certeza que será uma surpresa" ela pensou.

– Ah filha, não faz isso, fala logo quem é!

– Não – ela se levantou.

– É sério?

– Sim – ela disse séria – agora com licença.

E assim ela saiu se xingando mentalmente de todos os nomes possíveis, imaginando como Charlie ficaria triste e decepcionado ao saber que ela teve a oportunidade de falar tudo e não falou... da mesma forma que ela se sentia decepcionada consigo mesma.

Notas finais
Quem quer matar a Emily levanta a mão o/ Comentem pur favorzinho e agora o cabeça de banana ta do meu lado e mandou eu dizer isso, exatamene assim "a minha inspiração é meu namorado lindo que eu tenho muita sorte de ter" kkkkk ele briga comigo se eu não colocar então ta ai kkkk ele ta rindo igual besta aqui, mas ok. Mereço isso? Ok povo, até sexta, by by.