Notas iniciais
Oi oi gente! Pessoas, aonde vocês se meteram? Os comentários do cap anterior despencaram, o que aconteceu? Bom, uma pequena informação antes do cap, eu chorei escrevendo e chorei de novo corrigindo. Ok ok, leiam as notas finais pq é importante! Boa Leitura!

Emily andava de um lado a outro de seu quarto quase tentando um AVC.

– Emily você é muito burra! – Carla disse e a loira olhou para ela com os olhos arregalados.

– Obrigada Carla, você ajuda muito!

– Só estou sendo sincera, querida – ela disse se sentando na cama de Emily – você está lá, cara a cara com o Rei e ele ainda te deu a deixa para falar tudo, e você não falou!

– Não deu! – disse repirando fundo.

– E porque não?

A menina olhou para ela e mordeu o lábio sentindo os olhos marejarem.

– Porque Charlie ia se ferrar se eu contasse! – ela se jogou na poltrona com o braço em frente aos olhos.

Carla foi até ela afagando seu ombro.

– E o que vai fazer?

Emily suspirou começando a chorar.

– Não sei! – ela disse com raiva de si mesma.

– Emily...

– Você já percebeu? Que tudo comigo tem que ser difícil, complicado e... impossível?

– Não é verdade...

– É claro que é, e dessa vez não vai ser diferente! – ela quase chutou o piano de raiva – meu pai não vai permitir que eu me case com Charlie, não vai!

– Antes de tomar decisões precipitadas você precisa falar com ele!

– E se ele ficar com raiva? E se quiser botar Charlie nas masmorras ao sabe-se lá o que?

– O Rei pode ser rígido, mas não seria tão sangue frio. Se lembra? Você é o anjinho dele.

– Anjinho que vai virar um diabinho se sair do roteiro planejado para a vida dela!

– Não seja tão teatral.

– Não estou sendo teatral, estou sendo realista. E a realidade é que eu sou destinada a viver infeliz!

Ok, Emily estava a beira um ataque de pânico. Carla às vezes pensava que era exagero, mas estava se tratando de algo grande, o resto da vida dela, claro que Emily estaria surtando.

– Dois dias, eu só tenho dois dias!

– Emily senta aqui, e relaxa que vamos pensar em uma solução.

– Não tem solução – Emily começou a chorar novamente.

Bipolaridade? Um pouco.

– Tem sim – ela abraçou Emily pousando sua cabeça no peito dela – é só você falar com o Rei, eu tenho certeza que ele vai entender seu lado.

– Isso não vai acontecer – ela murmurou.

– Pelo menos tente.

– Eu não quero ferir Charlie – ela disse – eu não faço ideia do que meu pai pode fazer com ele... e eu não quero nem pensar.

Carla suspirou afagando os cabelos encaracolados da menina. Tava difícil.

– Porque não fala com Charlie sobre isso? Eu sei que falar com ele te faz sentir melhor – ela sorriu de lado maliciosa.

– Hoje é quarta, ele vem à noite – ela disse ainda manhosa abraçando Carla com mais força.

– Então, conversem sobre isso, ele é um garoto inteligente talvez saiba de algum jeito de amenizar a situação.

– Acho que não...

– Pelo menos tente Emily, não vá jogando as cartas na mesa por impulso. Você o ama, ele te ama, não tem como dar errado.

– Ah, eu sei várias formas de isso dar errado.

– Chega que negativismo! – ela quase ordenou.

Emily suspirou praticamente deitando no colo de Carla.

– Se isso tudo der errado, a culpa é sua – Emily disse séria, não estava para brincadeiras de nenhumas das partes.

Carla engoliu seco. Não podia dar máxima certeza de que aquilo daria certo, ninguém podia porque a reação do Rei era totalmente inusitada, ao mesmo tempo que ele poderia derreter com sua filha amando alguém e ceder para a felicidade dela, poderia ficar com raiva e sabe-se Deus o que poderia de fato acontecer.

. . .

Charlie acordou com o despertador irritante tocando em seus ouvidos. O parou levantando a cabeça dando de cara com a luz do sol em seus olhos.

Os franziu bocejando saindo de baixo dos cobertores e indo só de bermuda para o banheiro trombando com algumas coisas no caminho. Abriu o chuveiro tirando a bermuda juntamente com a cueca e colocando tudo no cesto de roupas da esquerda, o da direita era de Nathan.

Entrou em baixo da água gelada relaxando por um momento de olhos fechados sentindo a água escorrer por todo seu corpo, passou as mãos nos cabelos os jogando para trás começando a passar o sabonete pelo corpo.

O refeitório não estava cheio, eram quase dez horas da manhã e a maioria dos guardas já estava trabalhando, ao contrário de Charlie que era atrasado por natureza e gostava de tomar café nos últimos dez minutos antes de seu turno.

. . .

Ele fazia sua rotineira ronda pelo jardim, bocejava um pouco porque de fato não havia dormido bem, ele havia ficado mal acostumado e todas as noites longe da sua Princesa não eram tão boas, ele só dormia bem com aquele anjinho o abraçando com a cabeça apoiada em seu peito.

Iria vê-la hoje, novamente de surpresa o que era bem mais divertido na opinião dele, era cômico assusta-la o que por sinal era bem fácil. Ele achava cômico provocá-la de todos os modos, era engraçado deixá-la nervosinha e fazê-la relaxar com um beijo.

O garoto sorriu quando passou pelo lugar "deles". Foi até a fonte sentando ali se lembrando da primeira vez que falou com Emily. Ela chorava baixinho por algum motivo que até hoje ele não sabia qual era. Se ele devia de fato ter falado com ela? Com certeza não, no máximo ele deveria alertar que era tarde para ela ficar sozinha naquele lugar, nunca se intrometer na vida dela e realmente conversar com a mesma, mas vê-la chorando e não fazer nada era acima de tudo uma falta de cavalheirismo para ele, e jamais dispensaria a oportunidade de conversar com ela. Lembrava perfeitamente como seu coração acelerou quando ele olhou diretamente naqueles olhos, tão de pertinho...

E hoje o que antes parecia tão distante tão fantasioso, tão impossível... era verdade, Emily era dele, só e exclusivamente dele.

Ele sorriu passando a mão de leve na água vendo seu reflexo borrado.

Ah, sua loirinha.

. . .

9h52min. Charlie como de costume estava indo totalmente escondido para a frente da janela de Emily. Naquela noite fazia um frio que apenas uma camiseta não suportaria. Ele usava uma calça jeans, uma camiseta branca manga curta e uma jaqueta de couro preta por cima.

Charlie se escondeu atrás das arvorezinhas ali e esperou o jardim se esvaziar dos dois guardas que faziam ronda ali. Não demorou muito até eles saírem dali e Charlie grudar nas paredes de pedra e começar a escalar rapidamente a parede.

Não demorou muito para ele chegar à janela aberta e ver Emily de costas pra ele paradinha. Ele sorriu vendo a camisola vermelha e adentrou silenciosamente no quarto, assustá-la nunca perderia a graça.

Se aproximou em passos de pena e a abraçou por trás enlaçando seus braços na barriga dela.

– Oi loirinha – ele disse beijando a orelha dela logo depois.

– Oi – ela disse apenas se virando para ele devagar.

Charlie franziu o cenho, ela não havia se assustado nem sorrido... isso era muito estranho.

– Tudo bem? – ele perguntou dando um selinho em seus lábios e depois olhando em seus olhos.

Ela assentiu ainda sem sorrir. Charlie colocou as mãos no rosto dela.

– Vamos, pode falar o que aconteceu – ele acariciou de leve o rosto da menina a encorajando a falar.

Emily olhou para baixo e suspirou se separando dele sentando na cama.

– Está me deixando preocupado – ele sentou ao lado dela envolvendo sua cintura com o braço.

– Tenho que te falar uma coisa – ela disse engolindo seco.

Charlie a olhou e assentiu preocupado e com muito medo do que ela iria falar.

– Fala.

– Eu... – ela vacilou respirando fundo, assim como o Rei, Charlie era totalmente inusitado, poderia ficar calmo ou totalmente maluco com a situação – por favor, tente me entender.

– Eu prometo que vou tentar, mas pra isso você tem que me falar o que aconteceu.

Ela assentiu respirando fundo novamente.

– Como você deve saber o meu prazo... está acabando.

Charlie assentiu.

– Então... meu pai me chamou na sala dele para ver se eu já tinha decidido com quem iria me casar.

Charlie sorriu.

– Você falou pra ele? Eu posso ficar com você? – Charlie disse um pouco animado de mais.

Infelizmente, Emily não retribuiu o sorriso.

– Ele... não permitiu? – o sorriso de Charlie desapareceu tão rápido quanto havia aparecido.

Emily o olhou, não expressava nada, isso quebrou Charlie por dentro.

– Ele não deixou? – ele perguntou novamente.

Emily fechou os olhos.

– Eu não... eu não consegui falar – ela disse.

Charlie a olhou e depois se levantou.

– Você tem apenas dois dias e tem oportunidade perfeita e ainda assim não falou? – ele disse de pé com um pouco de raiva.

– Eu não consegui...

– Por quê? Eu não valho a pena pra você, não é?

– Não é isso Charlie, é que...

– Eu sabia que estava bom de mais para ser verdade – ele passou as mãos nos cabelos – você estava apenas esperando pra terminar tudo, não é?

– Charlie, é claro que não! Me escuta, por favor.

– Não – ele negou com a cabeça – você não ligou para os meus sentimentos? Como eu fico nisso tudo? Sofrendo igual a um idiota pelo resto da eternidade?

– Charlie, para de falar assim, eu tenho meus motivos, por favor – ela segurou o rosto dele.

– Só voltamos, porque eu achei que você gostava mesmo de mim, pensei que iria falar com Rei e tentar ficar comigo... eu já estava me acostumando a ficar longe de você Emily, e você vem e me dá esperanças de que você pode ser minha e depois arruína todas elas!

Emily começou a chorar.

– Não grita comigo! – ela disse brava por ele não querer ouvi-la.

Mas dessa vez, Charlie não se afetou por isso.

– Espera que eu fique feliz? Que eu de um tchau pra você e volte a viver minha vida? – ele disse também quase chorando – não é assim que as coisas acontecem Princesa, desculpa se não conhece essa realidade.

– CALA A BOCA E ME ESCUTA! – ela literalmente gritou, não alto o suficiente para alguém fora do quarto ouvir.

Ela estava vermelha de raiva, lágrimas escapavam de seus olhos e ela sentia seu sangue ferver cada vez mais.

– Não – ele disse de novo – eu já ouvi de mais – ele suspirou olhando para baixo – vai demorar, mas vou te superar... e se não superar dane-se, não é? Quem liga para os meus sentimentos?

Ele se dirigiu até a janela para sair, mas Emily o segurou.

– Charlie, eu te amo, por favor, acredita em mim – ele disse agora baixinho implorando para que ele ficasse – eu ia falar, mas...

– Acabou, Emily – ele disse quase chorando – vá ser feliz com o engomadinho, pode deixar que eu me cuido, já te perdi uma vez posso fazer o mesmo de novo.

Ele desgrudou o braço do dela e começou a descer pela parede.

Os olhos de Emily se derramaram em lágrimas e ela desabou de joelhos no chão chorando estrondosamente com a cabeça apoiada na parede.

– Eu fiz isso pra te proteger – ela disse entre o choro.

Infelizmente Charlie estava longe de mais para ouvir.

Notas finais
Então gente, como essa fic ta acabando (Vai até o cap 47) eu decidi escrever outra, mas isso é claro, se vocês quiserem. Então comentem se vocês querem outra fic que já vou avisando que vai ser bem diferente dessa, basicamente só manterei os personagens porque o enrredo vai ser totalmente diferente, ok? Vcs devem estar morrendo de raiva por causa desse cap, mas comentem o que acharam e se querem a fic, ta? se tiverem bastante comentários eu posto maratona e começo a postar a nova fic assim que essa acabar, mas se não tiverem... bom, vcs já sabem. É isso gente, vejo vcs nos comentários, hj eu respondo todos, prometo :) By by Darlings.