Princesa Emily

40 Eu disse que daria um jeito.


Notas iniciais
Oi oi gente! Como foi o final de semana de vocês? O meu foi ótimo :) Então, tenho novidades pra vcs, mas só nas notas finais, então leiam! Boa leitura meus amores!

Se Carter estava indignado? Sim, e muito.

Como Dylan e Samantha podiam ter fugido e ninguém dar a mínima para isso? Como assim? Eles eram traidores, estávamos falando de dois adolescentes que além de trair a família real, fugiram!

Ele estava sentado na confortável poltrona de seu quarto com os pés cruzados apoiados na mesinha de centro enquanto coçava de leve a cabeça. Havia aprendido isso com o pai que fazia exatamente do mesmo modo quando estava pensativo.

Pensava em mil e uma possibilidades de ferrar com aqueles dois, mas havia um grande "porém" em todos seus planos. ELE NÃO FAZIA IDEIA DE ONDE ELES ESTAVAM!

Bem, isso complicava um pouco... muito... quem estava querendo enganar? Isso ferrava com tudo!

Ele se levantou totalmente frustrado e começou a andar em círculos com a mão no queixo, pensando novamente.

Bom, ele sabia que eles haviam ido para o aeroporto porque o motorista disse que havia os deixado lá... então pelo menos ele tinha um ponto de partida.

AS CÂMERAS DO AEROPORTO, CLARO!

Agora como ele conseguiria as filmagens do aeroporto era outra questão que também complicava muito as coisas. Bom, com seu pai ele não podia contar porque ele acharia esforço de mais e para ele não importava onde aqueles dois estavam (um verdadeiro absurdo na opinião do garoto). Emily? Há, Emily era outra que não queria saber onde eles estavam (outro absurdo, justo ela?). Sua mãe? Bingo!

Carter se lembrou de como a Rainha havia ficado possessa quando soube do repentino sumiço dos dois, com certeza o ajudaria porque só o que ele precisava era ter um "adulto" na parada para conseguir permissão para algumas coisas, mas quem faria tudo seria ele mesmo.

Sem dizer que fazer isso em parceria com sua mãe lhe pouparia de futuras broncas de seu pai, já que ele não havia feito sozinha e... Bem, o Rei não era louco de brigar com a Rainha, ela podia ser um doce, mas era igual a filha, normalmente um amor, mas quando com raiva o verdadeiro bicho!

Ele ficou ensaiando um pouco o que exatamente iria falar, pensando bem se sua mãe não lhe daria uma bela de uma bronca... e depois de uns 10 minutos refletindo olhando para o quadro em seu quarto saiu de lá indo até o lugar mais provável que sua mãe poderia estar em uma hora daqueles, sua sala.

Havia guardas em frente a sala da Rainha assim como a do Rei, mas quando viram Carter apenas sorriram e abriram passagem para o pequeno Príncipe que sorriu de volta agradecendo com os olhos.

Carter foi até a porta e bateu três vezes nela esperando uma resposta.

– Pode entrar – a voz suave de sua mãe ecoou pelo silêncio.

Carter abriu a porta bem maior que ele e adentrou na sala arrumando sua gravata roxa com a mão esquerda no bolso.

Anne olhou para o filho e sorriu. Ela estava praticamente deitada no sofá lendo algum livro enorme, diferente do Rei ela era mais descontraída e essa mistura de descontração com seriedade fazia com que os dois governassem aquele país muito bem.

– Oi mamãe – o garotinho disse com um sorrisinho.

"Sorria para amansar a fera" ele pensou.

– Oi lindinho – ela disse se sentando direito – aconteceu alguma coisa, meu bem?

Carter se sentou ao lado de sua mãe que imediatamente passou a mão no cabelo dele o arrumando. Mãe né, fazer o que?

– Eu queria a sua ajuda para uma coisa – ele disse baixinho deixando que ela o arrumasse, ela gostava então...

– Pode falar querido.

– Então, quero que peça para o presidente do aeroporto as filmagens do dia em que Dylan e Samantha... Sumiram – ele disse, assim sem rodeios indo diretamente ao ponto.

Anne franziu o cenho, de todas as coisas que poderia imaginar que seu filho quisesse, as filmagens de um aeroporto não era uma delas.

– Como? – ela perguntou com um sorriso confuso já checando a temperatura da testa do menino para ver se estava com febre.

– As filmagens daquele dia, preciso delas – ele repetiu estranhando sua mãe apalpar sua testa, bochecha e pescoço, mas decidiu não perguntar.

– Mas porque, querido? – ela perguntou novamente voltando a acariciar o cabelo dourado do menino, mais escuro que o dela, porém um pouco mais claro que o do pai que chagava a ser quase castanho.

– Eu quero descobrir onde eles estão – ele disse com aquela voz de criança irresistível.

– Você não precisa fazer isso, filho – ela disse, ás vezes Carter queria assumir responsabilidades que não eram dele, Anne admirava seu jeito adulto de ser, mas não queria sobrecarregar seu filho que querendo ou não, ainda era uma criança.

– Mas eu quero – ele disse erguendo as sobrancelhas.

Anne suspirou.

– E o que pretende fazer exatamente? – já que não podia fazê-lo mudar de ideia, não custava nada pelo menos ouvi-lo.

– Ver as filmagens e tentar descobrir em qual voo eles embarcaram e... Talvez, se a senhora permitir, mandar uma equipe de guardas para lá para os trazerem de volta.

Anne sorriu, ela sabia que Carter estava fazendo aquilo por um único motivo, sua irmã. Ele não aceitava que ela havia sido traída.

– E acha que consegue?

– E você ainda duvida? Parece que nem conhece o filho que tem – ele disse com um sorriso de lado e Anne sorriu.

– Ainda bem que tocou no assunto, porque eu estou louca para pegar aqueles dois – ela lançou um sorrisinho maléfico – mas nem sua irmã e muito menos seu pai podem saber disso.

– Fechado.

– Vamos, temos que ligar para um certo aeroporto.

Carter estava apoiado na mesa (igualzinho ao Rei) enquanto sua mãe ligava. Secretária? Que nada! A Rainha não era tão formal e gostava de falar com quem queria ela mesma, não através de alguém. Nunca achava que as coisas sairiam bem feitas se alguém fizesse no lugar dela.

– Aeroporto de Gardênia, como posso ajudar?

– Olá, com quem falo?

– O gerente – ele disse.

– Ah muito prazer senhor. Aqui é a Rainha Anne e eu precisava de um grande favor.

– Rainha? Ah por favor, conta outra.

– Sim, sou eu. Bem, preciso da gravação da última Quarta-feira.

– Olha, eu sei que é um trote.

– Senhor, qual seu nome?

– Jason.

– Jason, como deve saber a Princesa Samantha e o Príncipe Dylan estão desaparecidos desde Quarta-feira, e o aeroporto foi o último lugar onde estiveram, essas filmagens são cruciais e preciso delas.

– Não posso entregar as filmagens a qualquer um, assim como não posso garantir que é mesmo a Rainha.

– Jason, realmente não tem como provar minha identidade, mas vamos fazer um acordo, se daqui meia hora não tiver 4 guardas do palácio no seu aeroporto com um pedido assinado por mim, saiba que eu não sou a Rainha, caso contrário entregue essas filmagens a eles e será devidamente recompensado.

A linha ficou muda um tempo.

– Certo, eu concordo.

– Ótimo, obrigada Jason, boa tarde.

Anne desligou o telefone e tirou o sorriso do rosto.

– Esses funcionários insolentes – ela murmurou – Chloe!

Imediatamente uma mulher entrou na sala.

– Pois não, Rainha? – ela perguntou.

– Chame quatro guardas aqui, não diga nada ao Rei nem a Princesa, por favor.

– Sim senhora.

Os dois esperaram pacientemente cinco minutos até quatro guardas aparecerem.

– Boa tarde garotos – a Rainha não gostava muito de chamar os guardas de soldados ou senhores, preferia ser mais intima para eles serem mais sossegados com ela também.

– Boa tarde, Rainha – eles disseram em uníssono.

– Eu preciso que vocês façam um favor para mim, pode ser? – eles assentiram – Então, eu vou assinar um pedido aqui para vocês, e vocês irão até o aeroporto e entregarão ao gerente, ele vai entregar um CD a vocês que o trarão para mim, certo? – novamente eles assentiram – ótimo, também vou pedir que mantivessem isso em sigilo, pode ser? – eles assentiram de novo – então podem ir, obrigada.

Assim que os dois saíram, a Rainha olhou para o Príncipe.

– E agora? – ele perguntou.

– Agora a gente espera querido.

Ele cruzou os braços, nunca teve muita paciência.

Não demorou mais de 40 minutos para os guardas aparecerem com um DVD, Anne sabia que conseguiriam. Ela agradeceu e logo depois Carter pegou o computador de sua mãe e colocou o DVD sentando no colo de sua mãe. Ele adiantou as filmagens para as três horas que era quando eles saíram do castelo.

– Estamos procurando uma ruiva e um loiro juntos, não deve ser difícil – ele disse olhando atentamente para a tela.

E no momento mais inesperado, os dois entraram no aeroporto, mas logo saíram do campo de visão daquela câmera.

– Passa para a outra! – Anne quase berrou enquanto Carter mudava para a outra câmera.

E assim eles foram acompanhando os dois até o... Banheiro?

–Cadê? Os perdemos? – Anne perguntou.

– Não, eles entraram no banheiro – Carter disse, mas Anne permaneceu com cara de confusa – não tem câmera dentro do banheiro.

Ela riu e eles ficaram na espreita esperando os dois reaparecerem.

– Ah, uma ruiva, mas não é a nossa ruiva – Anne disse.

Carter estreitou os olhos.

– Pode ser... mas com uma roupa diferente... ela não é burra, nem um dos dois são – ele pausou a gravação.

– Então dá um zoom no rosto dela – Anne disse afobada.

Carter apertou alguns botões e deu um belo zoom no rosto da ruiva que mesmo coberto pelos óculos escuros, continuava reconhecível... claro, se olhasse BEM ATENTAMENTE. Carter sorriu.

– É ela – ele disse – e mesmo não dando para ver direito aposto que o loiro ao lado é o Dylan... ele só está sem o paletó e a gravata.

– Achamos! – ela quase gargalhou – vai, contínua para ver para onde eles vão.

– Ok – Carter deu play e eles continuaram a acompanhar o percurso dos dois pelo enorme aeroporto.

Eles entraram em uma sala de embarque.

– Ai, pausa e dá um zoom no número do voo – disse a Rainha agora mais concentrada do que histérica.

Carter obedeceu sem pestanejar e mesmo meio borrado dava para ver o número e o destino do voo escrito naquela televisão.

"5370. Gardênia — Grécia".

– Eles foram para a Grécia? – Carter perguntou com o cenho franzido, não era um dos lugares que ele imaginava.

– Parece que sim.

– Ótimo, vamos mandar uma equipe pra lá e...

– Carter, não é tão simples – a Rainha disse acariciando as costas do filho – temos que descobrir em que lugar da Grécia eles estão e mandar uma equipe disfarçada para achá-los... isso pode demorar alguns dias, talvez uma semana.

É, com a realeza era mais rápido, em circunstâncias normais poderia demorar semanas, talvez meses.

– Uma semana?

A Rainha assentiu.

– Sei que quer pegá-los, eu também quero, e vamos pegá-los. Acalme-se.

Carter suspirou.

– Acho que eu posso esperar uma semana.

Ela sorriu.

– Esse é meu homenzinho. Que tal comemorarmos com uma partida de xadrez?

Carter sorriu, todo mundo sabia que xadrez acalmava os ânimos do garoto.

– Eu serei as pretas – ele disse.

– Ok.

Notas finais
Então, eu disse que seriam 47 caps, mas eu aumentei pra 48 hihihi e como eu sou muito legal com vocês eu vou fazer o seguinte, eu vou postar um capitulo todos os dias dessa semana e no domingo eu posto os dois últimos pra encerrar a fic com uma maratona! E ai, o que acham? Bem, eu terminei de escrever essa fic por isso vou fazer isso e a outra já está em andamento e segunda que vem já tem o primeiro cap, ela ainda não tem título pq ta difícil, mas estará pronta segunda, eu garanto, darei apenas uma prévia pra vcs e direi que vai se passar em uma faculdade de artes. Comentem o que acharam dessa ideia e do cap também, óbvio, amanhã tem mais, bjs!