Notas iniciais
Entao gente, sinto lhes dizer mas não tiveram 10 comentários no capítulo anterior... por isso não terá maratona (culpem os fantasminhas, não eu). Mas em todo caso, esse capítulo é LINDO. Boa leitura.

Quando a enfermeira disse a Emily que ela poderia sair depois de comer e tomar o remédio ela realmente não esperou que isso fosse demorar 2 horas! Literalmente 2 horas!

Assim que foi liberada ela saiu praticamente correndo da enfermaria mesmo as enfermeiras e outros funcionários na ala hospitalar gritarem para ela ir mais devagar, mas ela não deu a mínima a isso.

Correu tanto que quando trombou em alguém caiu com tudo de bunda no chão.

– Emily? – disse Edwin.

– Pai.

– Você acordou, ótimo – ele disse – está se sentindo melhor? – ele estendeu a mão a ela a ajudando a levantar.

– Estou sim, obrigada.

– Bem, vejo mesmo que está bem já que está correndo por ai como se fosse tirar o pai da forca... e eu estou bem aqui – ele disse.

– Desculpa é que eu preciso fazer uma coisa.

Ele olhou para a filha sério.

– Vá, mas vá devagar e cuidado – ele lhe cedeu espaço para que ela pudesse continuar seu caminho.

– Tudo bem, obrigada.

Ela continuou correndo até quem encontrar a pessoa que queria, Charlie Martin, o guarda que salvou a sua vida.

Mas ele não estava sozinho, na verdade, Emily julgou que 1/4 dos guardas do palácio estivessem ali (se fossem fazer esse treino com todos não daria muito certo, era por horário, duas horas cada grupo, 5 grupo de 500 guardas), não usavam as roupas de guardas, mas usavam roupas iguais. Calça branca e uma camiseta vermelha sangue gola V que marcava os corpos definidos de todos eles.

Estavam todos enfileirados ombro a ombro com as pernas meio abertas e as mãos juntas em frente aos... países baixos.

Só então Emily foi perceber que estava na área de treinamento do castelo, correu de mais pelo jardim e acabou chegando em uma área restrita até mesmo para ela.

Se escondeu atrás de uma espécie de prateleira enorme de madeira (no meio do jardim) cheio de pesos e bolas de futebol americano. "Ta explicado porque todos eles são bem fortes". Claro que tinham os super fortes, e os apenas fortes, Charlie era meio termo, nem bombado de mais, nem magricela, tinha um físico atlético, não de quem passava o dia todo na academia.

– Para o chão! 50 flexões! – o líder deles anunciou e imediatamente todos foram para o chão em posição para fazer as flexões – na minha contagem! 1, 2, 3, 4, 5...

Os olhos azuis esverdeados da loira estavam fixos no moreno que executava as flexões com facilidade. Ele estava meio suado de forma que a camisa vermelha colava mais do que deveria em seu corpo e seu cabelo escorria em frente aos olhos esmeraldas.

Ela engoliu seco, ele era lindo de um modo que chegava a ser perfeito de mais para ser verdade.

As flexões acabaram e todos se sentaram na gama cansados. Emily se impressionou vendo que ele conseguia ser charmoso sem o mínimo esforço. Sentou com as pernas esticadas e as mãos apoiadas atrás do corpo, a cabeça jogada para trás e os olhos fechados.

Emily quis correr até ele e abraçá-lo com força, sentir seu braço duro a envolver e fechar os olhos e nunca mais sair dali.

Mas ele estava em um treino, o típico treino de Sexta-feira do qual sempre ouviu falar, mas nunca viu. Bem, agora ela estava vendo.

Jogaram uma garrafa de água no peito dele que caiu na grama ao seu lado, ele a pegou a abrindo e tomou alguns goles depois jogando a água em si próprio. Emily sentiu um frio no estômago vendo tal cena tão linda e irresistível como aquela. Charlie sorriu para um garoto que falava algo a ele e depois chacoalhou a cabeça como um cachorrinho tirando o excesso de água de seu cabelo preto e brilhante.

– De pé! Hora do futebol!

Emily se escondeu por completo atrás da "estante de madeira" enquanto o capitão pegava uma bola de futebol americano.

Ela realmente nunca imaginou que ver um monte de garotos bonitos e suados jogando futebol americano seria tão divertido, não era um time de 11 pessoas, era bem mais que isso o que deixava ainda mais difícil do que o normal.

E enquanto alguns jogavam futebol, alguns lutavam, outros treinavam tiros e outros faziam atletismo.

125 em cada grupo, ela fez as contas, e Charlie estava no das lutas, lutava com um homem loiro que parecia ter a mesma idade que ele e Emily franziu o cenho ao ver que os dois riam enquanto lutavam. Ela arregalou os olhos quando o loiro deu um pulo no ar e chutou Charlie o fazendo cair no chão, Charlie riu e com um pulo estava de pé de novo. Eles eram muito bem treinados.

Cada vez ela ficava mais impressionada com o caráter da luta, ambos desviavam muito bem e davam uns golpes até o momento considerados "ninjas" pela loira, ela estava realmente encantada... e Charlie ficava muito bonito lutando.

Ela ficou com medo de ser pega e saiu sorrateiramente dali. Dadas as circunstancias, sua conversa com o guarda hiperbonito podia esperar um pouco.

. . .

Depois de perguntar por curiosidade para um guarda quanto tempo demorava o "treino dos guardas" viu que não acabaria tão cedo, parece que um grupo treinava Segunda, outro Terça, outro Quarta...

E por isso ela foi ler imaginando mil e uma coisas.

– Ah! Imaginei que estivesse aqui – Samantha entrou na biblioteca e a paz e silencio de Emily foi para os ares junto com sua paciência para aguentar ruivas naquele dia.

Emily levantou os olhos para Samantha que sorriu.

– Soube que passou mal.

– Queda de pressão – ela disse.

– É, meu irmão também tem isso, meu pai costuma chamar de "frescurite aguda" – ela riu logo depois e Emily voltou a olhar seu livro nenhum pouco interessada em Samantha – é, mais cada um chama a atenção como pode, não é mesmo?

Emily revirou os olhos. Tinha que colocar "fresca" na lista mental de ofensas indiscretas que Samantha costumava a titular.

– Eu gosto de Jeffrey, ele é tão simpático, divertido, humilde... bem diferente de você, claro – Emily sorriu brevemente para ela voltando a olhar para seu livro.

Samantha respirou fundo.

– Sabe, aquele guarda que te trouxe era bem gatinho – ela coçou o queixo – e coincidentemente eu estou descomprometida.

– Fique longe dele – ela disse apenas.

– Por quê? Algum problema?

– Apenas fique longe dele.

– Então você o conhece?

– Não – mentiu – só não quero que se envolva com algum guarda, isso pode prejudicá-lo, meu pai é muito rigoroso se não sabe – mentiu novamente.

Samantha a olhou desconfiada sem acreditar em absolutamente nada do que a loira falava.

– Que superproteção com seus funcionários, ou melhor que possessividade.

"Garota, você cala a boca e some da minha frente AGORA porque eu quero ler!"

– Hã... não tem, um jeito mais delicado de te dizer isso, mas... eu quero ler, então você pode, sabe... – SUMIR DAQUI! – dar licença?

Samantha soltou a revista que via.

– Claro, querida, sofra com seus romances impossíveis, eu vou me divertir um pouco... ou tentar já que esse lugar é um tédio.

Emily deu com a cara no livro assim que Samantha foi embora, três meses com aquela criatura? Ela mal estava aguentando uma semana!

. . .

O jantar acabou e Emily se levantou apressada.

– Aonde vai com tanta pressa, querida? – perguntou a Rainha se levantando calmamente.

– Resolver um assunto inacabável – ela disse indo a passos rápidos até o final do salão.

A Rainha e o pequeno Príncipe se olharam e deram de ombros. Emily sempre fora imprevisível e confusa.

Emily foi em passos rápidos até o jardim, agora nada a impediria de falar com Charlie, ela não dormiria com essa dúvida na cabeça, não mesmo.

Começou a rondar e rondar o jardim e após quatro voltas completas (o que era muito) ela se cansou sentando no seu banco em frente a fonte como sempre fazia. Ficou olhando a fonte jorrar e jorrar, já eram quase dez horas, o jantar tinha sido mais tarde naquele dia e ela demorou para fazer o percurso de dar quatro voltas completas no jardim parecendo uma lunática maluca.

Suspirou cansada, não conseguia esquecer a imagem da noite passada, se lembrava de ter sentido um frio correr a espinha e queria saber muito porque aquilo estava acontecendo com ela e porque ela queria tão desesperadamente falar com ele, ouvir sua voz melodiosa meio grossa e rouca ecoar por seus ouvidos.

Ela fechou os olhos apenas pensando nele, na primeira conversa que tiveram e em como queria que ele estivesse ali com ela.

– Emily?

A garota abriu os olhos de súbito vendo Charlie com seu uniforme. Ele sorriu.

– Você está bem – ele a abraçou com força a assustando por um momento, mas logo ela reagiu ao abraço – quase me matou de susto – ele a soltou olhando profundamente em seus olhos.

A respiração dela começou a ficar pesada.

– V-você me carregou até a enfermaria ontem – ela disse olhando bem para os olhos dele.

– Sim, você desmaiou e eu fui correndo com você no colo com medo de ter acontecido algo... mas você está bem – ele sorriu de novo.

Emily olhou para a grama, não conseguia olhar para ele sem sentir algo estranho.

– Ontem, antes de eu desmaiar... – ela disse ainda olhando para o chão – nós quase...

Finalmente levantou o rosto para olhar o dele, ele a olhava sério, mas não bravo, apenas sério esperando o que ela tinha a dizer a pesar de saber o que eles "quase fizeram".

– Nós quase nos beijamos – ela disse por fim olhando bem para ele.

Charlie engoliu seco, aquilo era verdade e ele nunca se sentiu tão feliz e culpado por um "quase acontecimento".

– Me desculpe por isso, eu não sei... – Charlie começou a tentar formular uma explicação.

– Não se desculpe – ela disse.

– Estou pedindo desculpa a você e a mim mesmo – ele olhou diretamente para ela.

– Pedindo desculpa a você? – ela perguntou com o cenho franzido, agora ficou triste.

– Sim, por estar me iludindo com algo tão impossível – ele suspirou – você é a... Princesa, tem 30 homens para se casar com você, mas eu sou burro e mesmo assim continuo te amando incondicionalmente, não consigo te esquecer e quase tive um enfarto quando você desmaiou nos meus braços... eu sou só um guarda de nada, um burro guarda de nada que não se toca da sua posição na monarquia.

Emily sentiu seu coração acelerar e seu corpo frágil começar a tremer. Ele disse o que?

– O-Oque disse? – ela perguntou gaguejando.

– Que sou louco por você há um ano quando me tornei um guarda, que sempre te olho quando você está lendo, que gosto do seu sorriso mais do que deveria, que adoro sua gentileza com todos... que te amo.

Emily foi até ele bem devagar, estava tão confusa e não sabia ao certo o que fazer ou dizer.

Por isso fez o que teve vontade, o abraçou pela nuca olhando nos olhos dele e tocou seus lábios gentilmente nos dele. Ela nunca havia beijado alguém, mas nunca imaginou que fosse tão gostoso.

Ele a segurou pela cintura enquanto o selinho delicado continuava. Ele abriu de leve a boca pedindo passagem e ela cedeu o abraçando ainda mais forte pela nuca. As línguas de ambos se tocavam tão devagar e gentilmente que parecia em câmera lenta, era tudo muito sincronizado e perfeito.

Separaram os rostos abrindo os olhos que logo se encontraram um com o outro. Charlie estava sem reação, totalmente bobo com o beijo... o beijo dela.

Ela sorriu contente, sentia algo estranho, mas ótimo correr pelo corpo. Ergueu um pouco a mão para acariciar o rosto dele, sorriu meiga e deu um doce selinho nos lábios tão convidativos dele.

Charlie a olhou e depois a soltou recuando um passo.

– Não faça isso comigo, por favor – ele disse sério – não me faça amá-la mais.

Emily sorriu de novo indo ao encontro dele o abraçando. Ele fechou os olhos a envolvendo com seus braços.

Charlie acariciou seus cabelos loiros ondulados.

– Alguém pode nos ver – ele disse.

– Não me solte, por favor – ela pediu o apertando mais forte.

– Nem que me pedisse.

A cabeça dela estava pousada em seu peito de forma que ouvia seu coração bater rápido, um som gostoso, muito gostoso. Lentamente levantou a cabeça a ele vendo que ele a olhava com um pequeno sorriso, acariciou de leve seu rosto e os dois se sentaram no banco olhando um para o outro. Charlie segurou a delicada mão de Emily que se apoiou em seu ombro e ficou brincando com os dedinhos finos e compridos dela.

Ela sorriu beijando a bochecha dele que avermelhou de vergonha, era um gesto tão fofo que o constrangia.

Beijou cada um de seus dedos e depois Emily colocou a mão em seu rosto o puxando para ele e beijando novamente.

Ambos não diziam nada, estavam meio constrangidos para dizer alguma coisa, mas os beijos eram bem melhores do que conversar, sem dúvida.

Notas finais
Bom, pessoinhas, se tiver bastante (bastante mesmo) coment´rios nesse capítulo posso pensar em fazer uma maratona nos próximos capitulos, mas só depois que tiverem muitos comentarios, então COMENTEM!!!! Tchau lindos e lindas.