Notas iniciais
Genteeeeee esse capítulo ta bem quente se é que me entendem, mas nao do jeito que vcs pensam (muahahahah confundi geral agora), boa leitura meus amores.

Os encontros de Quarta-feira não foram nada de mais. Mais uma vez tinha garotos legais e tal, mas com nenhum dele rolava uma química, outros assim como o Conde Nicholas dariam ótimos amigos, Emily até pensou que um deles era Gay, mas logo espantou essa ideia... a pesar de parecer muito.

Samantha por incrível que pareça incomodou menos do que Emily esperava, na verdade, ela desapareceu depois do café e só foi vista no almoço (será que havia achado algo com o que se ocupar?).

Depois Emily foi para seus encontros e ela nem cogitou em incomodar o que a loira achou muito estranho, mas não se mexe em time que está ganhando, né?

E agora, ela novamente estava em um encontro com um "amigo". Era o Duque Simon da Áustria. Era um pouco mais alto que ela, cabelos castanhos clarinhos e olhos da mesma cor, tinha um sorriso de covinhas e era ótimo de conversa.

Emily tropeçou em uma pedrinha intrusa, e só não caiu porque Simon a segurou pelos braços.

– Cuidado, Princesa – ele disse.

– Desculpa – ela olhou para ele que sorriu.

– Está se desculpando por cair?

– É... basicamente isso.

Os dois riram.

– Então Princesa, me fale sobre você.

Emily fez um bico.

– Para ser sincera, não tem nada muito interessante em mim – Emily deu de ombros – me fale sobre você, Simon.

– Bom... não sei, o que exatamente quer saber?

– Ah... você tem irmãos? – a pergunta foi totalmente aleatória.

– Tenho uma irmã mais nova – ele disse.

– Deve ser legal ter uma irmãzinha.

– É, mas gostaria de ter um irmão também. Carter parece um bom garoto, a pesar de não ter ido muito com a minha cara.

Emily riu.

– E porque ele não iria com a sua cara?

– Não sei – Simon deu de ombros – talvez ele esteja incomodado por ter muitos garotos invadindo o território dele.

Emily riu novamente.

Simon observou como ela ficava linda rindo e sorriu. Ele realmente gostava dela, não só porque era uma Princesa e tal, mas porque era verdadeira e ele se sentiu sortudo de estar ali com ela.

– Você fica linda rindo – ele disse sorrindo.

Emily sorriu meio vermelha agradecendo e eles voltaram a andar conversando, ela o considerando um grande amigo e ele tentando de tudo para conquistá-la.

Era a vida.

. . .

Mais uma flecha disparada para fora do alvo cravando na enorme tábua de madeira atrás dele. Emily suspirou enraivecida quase batendo o pé no chão de raiva.

– Você é muito ruim! – Carter riu da irmã que com aquele bico emburrado só tornava tudo mais cômico.

– Esse arco ta amaldiçoado, não é possível – Emily olhou para o arco em sua mão.

– É claro, a culpa é do arco – Carter disse sarcástico continuando a rir feito um doido.

– Você só acertou duas flechas, ta rindo do que nanico? – ela não gostava que rissem dela, se sentia meio humilhada.

– De você, obvio – ele disse parando de rir e respirando fundo – eu acertei duas flechas no alvo, você não acertou nem perto do alvo. Fala sério, você quase decepou a cabeça do guarda.

Emily riu lembrando da bela Matrix que o guarda fez para desviar da flecha e de como ela ficou constrangida ao pedir desculpa por... quase decapitá-lo.

– Mas você não é a Katniss Everdeen da vida também – Emily disse tentando arrumar outra flecha no arco o que para ela já era o começo da complicação.

– Mas pelo menos eu acertei o alvo, sem dizer que sou mais novo que você.

Emily olhou com uma cara ótima para Carter que o fez sorrir.

– Meu braço ta doendo – Carter reclamou mexendo no braço esquerdo.

– Claro, o arco pesa mais que você – Emily disse ainda lutando para colocar a flecha naquele maldito arco.

– Hahaha muito engraçado.

Carter era meio frustrado por ser pequeno, se sentia um anão perto da irmã que ainda usava salto para colaborar e deixá-lo ainda mais pequenino.

– Eu ainda vou ficar mais alto que você – ele disse emburrado – e você vai engolir todos os "nanico", "baixinho" e "pirralho".

Emily revirou os olhos com um sorriso, ela sabia que Carter ficaria alto e muito bonito, ele já era lindinho e tinha o semblante bonito, mas nunca dizia isso para ele não ficar metido de mais.

– Hey nanico, me ajuda a acertar o alvo – ela pediu.

– Eu sou nanico, não sirvo pra nada – ele lançou uma flecha acertando o alvo.

Emily suspirou olhando para seu irmãozinho, várias vezes ela chegou a pensar que Carter era um garoto depressivo com a estima a baixo da camada de petróleo, e o pior de tudo é que às vezes ela colaborava pra isso acontecer, não de propósito, mas fazia. Ela já havia falado com seu pai sobre isso, mas a única coisa que ouviu sair de sua boca foi "ele é um Príncipe, não tem essa besteira de depressão, isso é frescura. E ele é muito bem tratado, não tem motivo para ter essa porcaria".

Emily largou seu arco e foi até ele, se agachou em sua direção e lhe deu um abraço de lado beijando sua testa.

– Você não é nanico, e nunca mais diga que não serve pra nada – ela afagou o cabelo loiro cortado em um topetinho lindo.

– Você mesma me chama de nanico.

– Mas não é nesse sentido, é que você é mais novo e obviamente vai ser mais baixo que eu, mas é só um apelido carinhoso, igual você me chamando de chata – ela sorriu acariciando a bochecha dele que sorriu de volta – a menos que me acha chata.

– De vez em quando – ele disse e ela sorriu. – mas eu continuo não servindo pra nada.

– Porque acha isso?

– Porque eu sou um fedelho de dez anos que é um intruso nesse castelo, todos vocês tem algo importante na vida menos eu. A mamãe e o papai sempre estão resolvendo assuntos importantes, você está se preparando para ser Rainha, e eu... eu durmo.

– Claro que não, Carter – Emily disse ainda acariciando o rostinho dele – veja pelo lado bom, você não vai precisar governar um país, as menina vão cair matando em cima de você por ser um príncipe tão bonito, e você não vai precisar se casar com alguém que não queira.

– Você está bem deprimida com isso, né? Esses garotos aqui no castelo te perturbando.

– Sim, e obrigada por enxergar meu lado.

– É bom que o sortudo que se casar com você te trata MUITO bem, se não eu vou fazer da vida dele um inferno.

Emily sorriu.

– Valeu pela proteção, nanico – ela bagunçou o cabelo dele sorrindo, queria que ele sorrisse também, mas estava difícil.

. . .

Samantha passava por mais um daqueles intermináveis corredores daquele castelo que ela odiava admitir que era bem maior e mais legal do que o dela.

Ela estava se sentindo um nada ali, sem nada de útil para fazer... não que na Bélgica ela tenha algo útil para fazer, mas pelo menos ela vai nas festas, fica com os garotos... é a única coisa que a faz ter um pingo de felicidade.

Ela nunca contou a ninguém como se sente triste por seus pais só darem atenção ao Jeffrey por ele ser o futuro rei. Jeffrey isso, Jeffrey aquilo e blá, blá, blá. Ela se sentia uma intrusa em seu próprio palácio às vezes.

Sorriu ao ver quem estava procurando, o gatinho Príncipe português que vira antes, naquela manhã.

Ele estava sem o palitó que ele segurava em cima do ombro de um modo absolutamente sexy. Parecia até um modelo.

– Achei você – disse Samantha olhando para Dylan sorrindo de lado revendo o olhar entre seu corpo, boca e olhos.

Dylan olhou para ela e franziu o cenho com um sorriso.

– E você estava me procurando, Princesa Belga? – ele sorriu de lado a olhando de cima a baixo também... ele sempre tenha um fetiche por mulheres ruivas e aquela ruiva em especial era uma gata.

– Estava.

– Posso saber por quê? – ele cruzou os braços em frente ao peito ressaltando seu corpo definido.

Samantha olhou para os lados e o empurrou pelo peito para frente de uma sala.

– Você gosta da Emily? – ela foi direta.

O garoto engoliu seco.

– Por quê?

– Porque eu gosto de você.

Samantha sempre foi direta, sem enrolação para falar. Como sempre era não importava em que situação.

Dylan sorriu de lado enquanto a sentia colar nele colocando a mão em sua cintura.

– Eu sei que vocês não se dão muito bem, isso por acaso seria só para agredi-la? – ele perguntou agora sério. Ele nunca foi o tipo de homem que é usado para deixar alguém irritado.

– Também, mas não é o único motivo – ela disse.

– E quais seriam os outros? – ele voltou a cruzar os braços em frente ao peito.

Samantha sorriu mordendo o lábio inferior olhando para seu peito coberto pela camisa.

– Você é uma delícia, e tem cara de cafajeste, eu gosto disso – ela disse agora passando a mão no peito dele – então... gosta ou não da Princesinha?

– A loirinha é gata e tudo mais... mas é muito certinha, eu gosto das perigosas – ele sorriu apertando a cintura da ruiva.

– Então saia disso aqui e vá para a Bélgica, será muito bem recebido – ela sorriu de lado.

– Eu não posso – ele a soltou andando um pouco pela sala ficando de costas para ela parecendo meio aflito – eu preciso que ela me ame.

– Pra que?

– Eu quero a coroa – ele se virou para ela – eu to pouco me lixando para Emily, eu só quero a coroa.

– Tem um irmão ou imã mais velho na linha de sucessão na sua frente, não é?

– Sim, o idiota do Christian.

– Então temos mais em comum do que eu pensei – ela sorriu novamente se apoiando na parede.

– Também tem um irmão mais velho "querido" na linha de sucessão antes de você?

Ela assentiu.

– Então entende como eu preciso dessa coroa – ele disse – não conte isso a ela – ela assentiu.

– É claro que não, com uma condição – ela fez "1" com o dedo em frente aos seios.

– Que condição? – ele sorriu para ela vendo que seria algo divertido, pelo menos era o que esperava.

Ela se aproximou novamente dele ficando bem perto com o rosto a centímetros de distância do dele.

– Que me responda com sinceridade uma coisa – ela disse.

– Tudo bem – ele sorriu.

– Sente algum tipo de atração por mim?

Dylan sorriu.

– E ainda pergunta? Eu fiquei paralisado quando você entrou no salão do café.

– Isso não foi uma resposta.

Dylan apertou a cintura da ruiva contra a sua e beijou seu pescoço.

– Sim, eu sinto uma forte atração por você. Você é perigosa, eu gosto disso – ele falou no ouvido dela.

Samantha sorriu vitoriosa, sempre conseguia quem queria, isso incluía homens.

Dylan começou a beijar o pescoço dela perdido em seu cheiro, ela o segurou pelo cabelo puxando seu rosto até o dela.

Eles sorriram um para o outro antes de seus lábios se tocarem. Foi um beijo violento e delicioso, Dylan a segurou pela cintura com a mão direita, já a esquerda estava em seu braço a segurando forte. Samantha acariciava o cabelo loiro do Príncipe o mais violentamente que podia, o que deixava ainda mais gostoso.

O beijo durou longos minutos incontáveis. Se separaram por falta de ar, a boca de Dylan marcada pelo batom vermelho de Samantha e a dela igualmente borrada.

Eles riram vendo que pareciam literalmente dois palhaços.

Samantha beijou o maxilar dele e depois mordeu seu pescoço de leve passando a mão no peito dele.

– Não me provoque, ruiva – ele a alertou enquanto ela permanecia o provocando, adorava deixar os homens arrepiados... e bem, ele estava bem arrepiado... entre outras coisas.

Ela deslizou as mãos pelo peito dele enquanto mordia seu pescoço, mas não o suficiente para marcar.

A garota levou um susto quando Dylan a girou batendo seu corpo contra a parede, Samantha olhou para ele vendo que o mesmo mordia o lábio inferior com força.

– Eu disse para não me provocar.

Ele a beijou novamente, Samantha sorriu entre o beijo vendo que conseguiu o que queria, como sempre. Ela o atiçou. Homem era mesmo uma criatura fraca nesse ponto.

– Garotinho levado – ela sorriu o sentindo a apertar ainda mais forte contra seu corpo.

– Você me atiçou agora vai concluir o trabalho – ele disse se separando dela e trancando a porta, voltou a olhar para a ruiva e sorriu começando a abrir os botões da camisa.

A curiosidade de ver o corpo dele era imensa para Samantha, mas, ela não seria assim tão fácil. Segurou suas mãos o impedindo de continuar olhando para a parte já aberta da camisa.

– Apressado você, não? – ela riu um pouco – pensa que eu sou fácil assim?

Ele não respondeu apenas suspirou.

– Ainda não, garanhão.

– Você disse "ainda", então vai acontecer – ele disse sorrindo.

– Se tiver sorte, quem sabe – ela deu de ombros – por enquanto você é meu... amante.

Dylan riu.

– Belo título.

– Pra você é um ótimo título, querido, porque eu sou bem exigente com os meus amantes.

– Ótimo – ele sorriu metido arrumando a camisa – pelo menos terei uma diversão enquanto tenho que fingir amar Emily.

– Também será uma honra me divertir com você enquanto estou por aqui.

Dylan sorriu terminando de fechar a camisa e pegando o palitó que estava no chão.

– Eu venho atrás de você, ruiva – ele sorriu colocando seu palitó e saindo discretamente daquela sala.

Samantha sorriu, que belo passatempo arrumou, não é?

Notas finais
Eu me esforcei bastante nesse capítulo, então comentem pelo amor de deus, faça uma escritora feliz, eu fico muito, mas muito feliz quando alguém comenta então tirem um minutinho, um minutinho da vida de vocês para comentar esse capítulo, por favore amores, façam isso por mim, pode ser? Obrigada de qualquer jeito aos que comentam, vocês estão guardadinho em um lugar muito especial do meu coração, ok? Tchau, tchau, até amanhã.