Notas iniciais
Oi oi gente. To pensando em fazer uma maratona, mas isso depende de vocês né, então vamos comentar gente. Cap praticamente exclusivo do Carter porque vcs pediram, então ta ai. Boa leitura!

Carter passou a mão na cabeça. Estava de saco cheio de tudo aquilo, de saco cheio de papéis, de reuniões, de tarefas e de gente pegando no seu pé.

– Filho, já terminou o que te pedi? – Edwin entrou no gabinete do príncipe sem nem bater na porta.

Carter olhou para o pai e apenas indicou a pilha de papéis no canto da mesa com a cabeça sem expressar muitas emoções.

– Excelente, excelente – o rei murmurava vendo as folhas – vou revisá-las, mas creio que esteja tudo certo como sempre.

Carter apenas assentiu.

– Já falou com sua irmã ou continua se fazendo de difícil? – o rei perguntou sem tirar os olhos das folhas. Seu tom era tão indiferente coo se perguntasse "você já comeu hoje?".

– Não estou me fazendo de difícil – ele disse suspirando se apoiando na mesa – eu apenas cansei, pai.

– Do que exatamente?

– De tudo – ele suspirou – eu não quero mais nada disso – ele se afundou na cadeira – às vezes eu só queria pegar uma boa quantia em dinheiro e fugir com Rose pra algum país pequeno que ninguém soubesse quem eu sou, ou deixaria de ser.

Edwin o olhou e suspirou andando até a mesa, se sentou na confortável cadeira em frente ao filho colocando os papéis ao seu lado e entrelaçou uma mão na outra apoiando o queixo nelas.

– O normal das famílias reais é ter uma certa briga pelo trono entre os herdeiros, o ciúme do primogênito e às vezes um grande desejo que ele morra – Edwin manteu seus olhos focados no filho – mas justo na minha problemática família, o contrário acontece, meu dois filhos fogem do trono como se fosse a maior aberração do mundo.

– E é – Carter disse colocando as duas mãos na mesa – eu não fui criado com ciência de que seria rei, até os dez anos eu estava bem tranquilo sabendo que sempre estaria atrás de Emily na monarquia... na vida.

– E ela te deu a honra de ser rei – ele disse – eu compreendo que você acha que ela fez isso só por ela, mas se você não desejasse ser rei, ela não teria feito aquilo. E talvez seja bom saber que... eu praticamente obriguei ela a isso.

Carter franziu o cenho.

– O que?

– Eu disse que se ela quisesse se casar com o Charlie, não seria mais rainha.

– M-mas ela poderia ter evitado...

– Não filho, eu estava bem bravo, não iria voltar na minha decisão – Edwin suspirou – pense no que você teria feito.

– Mas...

– Pense na Rose – ele o interrompeu – você a ama, não ama?

– Mais do que tudo, mas o que isso...

– Então, se a única condição para se casar com ela fosse desistir do trono dando o direito dele para seu irmãozinho que sempre demonstrou interesse em política e que tinha um perfil de governante desde pequeno. O que você faria?

Carter se calou e finalmente o rei sorriu.

– Touche – Carter se rendeu afundando seu corpo na cadeira.

– E no começo é meio chato, mas depois fica legal – Edwin deu dois tapinhas de leve no rosto de Carter sorrindo e se levantou pegando os relatórios dele e saindo da sala.

Ele realmente não havia parado para pensar no que Emily deveria ter passado. Estaria sendo... egoísta?

– Com licença, príncipe Carter – um guarda abriu a porta – sua noiva o espera em seu quarto.

A mente do garoto se esvaziou por completo e um sorriso surgiu em seus lábios. Era o que Rose fazia com ele.

– Obrigado – ele se levantou indo apressado até seu quarto.

Quando estava com pressa que realmente percebia o quanto aquele castelo era enorme e o quanto sua sala era longe de seu quarto.

Abriu a porta devagar e sorriu ao ver sua noiva de costas mexendo nos livros dele. Linda até de costas.

Os cabelos dela eram castanhos bem claros e iam lisos até mais da metade das costas, era magra, mas não magra demais, os olhos quase da mesma cor dos cabelos tinham um brilho próprio até espantoso e aquele sorriso... ele era completamente apaixonado por aquele sorriso.

– Oi Rose.

Ela se virou sorrindo. Usava uma calça jeans escura, um salto preto, uma blusinha fina de lã branca com um cachecol de lã vermelho vinho em volta do pescoço, e Carter ao olhar para sua cama viu um sobretudo bege escuro ali.

– Oi.

Ele foi até ela a abraçando tirando a menina do chão que sorriu o abraçando mais forte para não cair.

– Uma semana – ele sussurrou.

– E dois dias – ela completou e eles sorriram ao mesmo tempo olhando um para o outro.

– Falta pouco tempo para você ser matrimonialmente minha – ele disse e ela assentiu o beijando rapidamente.

– Até quem fim né.

– Cinco anos... – ele beijou o pescoço dela.

– Cinco anos pra você deixar de ser lerdo e me pedir em casamento – eles riram.

– Ah, eu só queria ter certeza que você amava a mim, não a minha coroa.

– Vou tentar não me ofender com isso – ela disse o abraçando mais forte – eu amo você Carter.

Ele sorriu acariciando os cabelos dela.

– Amo você, minha futura Rainha.

– Acha que... vou ser uma boa Rainha?

Carter riu.

– Claro que vai, você tem a calma que falta em mim.

– Realmente – agora ela riu – mas bem, estou nervosa – ela sorriu tímida – eu cresci vendo você e sua família nos jornais... e quando você tinha quinze e eu quatorze, admito que comecei a ter uma... grande queda por você. Ok que meus pais têm uma grande influência aqui, mas eu nunca pude te conhecer e eu ficava até brava por que eles não me levavam aos jantares.

– Mesmo? – Carter riu e ela assentiu – mas não se preocupe, não perdeu nada – ela aproximou o rosto do dela – tinha mesmo uma queda por mim desde os quinze?

– E quem não tinha? – ela riu – você sempre foi absolutamente fofo... hoje além de fofo é lindo, gentil, meio sem paciência, mas eu te amo desse jeito.

Ele sorriu de lado.

– Que tal eu pedir um café aqui no quarto e depois nós poderíamos assistir um filme, andar por ai...

– Acho ótimo – ela sorriu.

Eles tomaram o café enquanto Rose contava sobre seu curso de pintura que havia terminado. Ela já havia feito tantas coisas, faculdade de psicologia, aulas de música, fotografia, pintura... ela era ótima, pra falar pouco. E ela tinha algo que Carter não pôde e nem poderia adquirir. Ela tinha conhecimento sobre o mundo, não conhecimento de livros, mas de sim de vivenciar as coisas, ele não sabia o que era a sensação de chegar atrasado e perder um voo, sair correndo atrás de um ônibus, ter amigos na escola... ele não tinha essas experiências e toda vez que Rose falava essas coisas para ele via o quanto estava perdendo do mundo.

– Como é fazer faculdade? – ele perguntou.

– O que?

– Como é a sensação de fazer faculdade, conhecer pessoas diferentes e ir para a aula com muita gente?

– É muito bom – ela disse – é apenas um pouco estanho ir para a "escola" quando você já é considerado adulto, mas é bom.

Ele assentiu.

– Eu queria poder sair por ai sem trinta seguranças na minha cola.

– Deve ser meio chato, realmente – ela acariciou o rosto de Carter – mas é preciso.

– Eu sei – ele sorriu fraco – você vai ter que passar por isso depois que casarmos... desculpa – ele disse.

– Está me pedindo desculpa? Sério – ela riu – eu saio com cem seguranças se preciso, amor.

– Você realmente é muito mais tranquila que eu – ele sorriu segurando a cintura dela.

– Se eu fosse nervosinha não daria certo.

– Não mesmo – ele sorriu – e já que tocamos no assunto, eu tenho uma exigência para depois do casamento – ele disse e ela tomou mais um pouco de café e olhou para o noivo.

– Que exigência?

– Eu quero pelo menos uma pintura sua no nosso quarto.

– Imagina, Carter – ela fez um gesto de desdém com a mão.

– É sério – ele sorriu – estava pensando em fazer algo que tivesse tanto a sua cara quanto a minha.

– Ok amor – ela disse segurando o rosto dele entre as mãos dando vários selinhos em seus lábios.

Porém, Carter não se contentou com apenas selinhos, então a segurou pela nuca e a beijou trazendo a cintura dela para mais perto com a outra mão.

– Esquece o filme – ele murmurou a pegando no colo a colocando na cama voltando a beijá-la.

Ela riu quando ele se afobou demais e derrubou alguma coisa em seu criado.

– Não precisa se apressar – ela sorriu – vou estar com você todos os dias pelo resto de nossas vidas, ok?

Ele sorriu voltando a olhá-la.

– Ok – ele a abraçou deixando que ela deitasse a cabeça em seu peito.

Ela colocou a cabeça na curva do pescoço dele enquanto ele contornava suas costas com a mão.

– Posso dormir? – ela perguntou baixinho e ele riu.

– Pode fazer o que você quiser.

– Não exatamente.

– Por quê?

– Eu não posso fazer o que eu quiser, ainda mais jogar arco e flecha com você.

– Ah, você pode, só temos que evacuar a área e os dois usarem capacetes que acho que não terá problemas.

Ela riu abraçando o peito dele afundando ainda mais sua cabeça na curva do pescoço do homem.

Ele não achou que era realmente sério, mas Rose dormiu abraçada nele, ela estava na aula até poucas horas atrás, devia estar cansada, e mesmo assim não deixava de vir vê-lo... ela era única, ele tinha certeza disso.

Carter sorriu beijando a testa dela, queria tanto que ela dormisse com ele todos os dias, mesmo antes de se casarem, poxa, eles já eram noivos e conversar com ela de noite devia ser formidável. Porém mesmo que ele tivesse conseguido a permissão do rei para isso, ela queria morar com os pais até o casamento, e os pais dela se recusavam a morar no castelo.

– Filho – ele ouviu sua mãe bater na porta.

Se levantou devagarzinho para não acordar Rose e foi até a porta.

– Oi mãe – ele disse baixinho.

– Porque estamos sussurrando?

Carter fechou a porta atrás de si e olhou para a mãe de certo modo envergonhado.

– Rose dormiu – ele disse e Anne o olhou desconfiada – não fizemos nada, mãe – ele revirou os olhos e ela sorriu – acho que ela está cansada, assim como eu – ele passou a mão no cabelo.

– Então porque não deita com ela e dorme também?

Carter arregalou os olhos.

– Você me propondo isso? Em que planeta eu estou?

Ela riu.

– Vamos, eu não sou tão careta assim – ela disse e ele sorriu – agora vai, sua irmã dormia com Charlie desde o seu "casamento" com o Simon, se bem que eu tenho minhas suspeitas que não foi ali que eles começaram a dormir juntos... mas enfim– eles riram – se vocês passaram da conta eu ligo aqui pra te acordar – ela disse e Carter a abraçou.

– Amo a senhora – ele sussurrou. Era algo engraçado lembrar de quando a abraçava quando era pequeno e encostava a cabeça no peito dela. Agora ela que quase encostava a cabeça em seu peito, pelo menos chegava em seu ombro.

– Também amo você, querido – ela acariciou o rosto dele – está começando a ficar com a mesma expressão de seu pai – ela sorriu meio preocupada.

– Acho que ficarei pior.

– Não, você não é tão cabeça quente como ele – ela beijou a bochecha do filho – pode não acreditar, mas o estresse destrói uma pessoa. Seu pai está bem melhor do que a 15 anos atrás agora que está mais calmo.

– Nisso eu tenho que concordar.

– Eu sou a voz da razão, filho – ela o abraçou de novo – agora descanse e diga a Rose que eu não poderia pedir nora melhor.

– Obrigado, sua opinião significa muito pra mim – ele disse – então não me deixe passar da conta, certo?

– Certo – ela piscou para ele.

Anne se retirou e Carter entrou silenciosamente no quarto tirando seus sapatos e desabotoando a camisa a trocando por uma simples e confortável manga curta preta, sua calça jeans era até confortável então ele apenas passou a mão no cabelo antes de fechar as cortinas deixando o ambiente escuro e aconchegante e depois foi para sua enorme cama se deitando bem devagar.

Ele mal tocou em Rose quando ela se virou deitando de costas para ele que sorriu puxando a coberta por cima dos dois e a abraçou encaixando seu corpo no dela.

– Só mais duas semanas, amor – ele sussurrou beijando o pescoço dela e fechando os olhos pronto para dormir abraçado em sua linda noiva que ele amava mais do que achou possível amar alguém.

É, por um lado ele entendia Emily. Ele faria mil e uma loucuras para ficar com aquela menina e para fazê-la feliz.

Talvez estivesse bancando o garoto mimado ao não enxergar o lado dela.

Não conseguiu se aprofundar muito em seus pensamentos, o cheirinho suave de Rose e seus cabelos macios tocando de leve o rosto do garoto o fizeram adormecer.

Notas finais
Então bora comentar pra ter maratona sexta que vem! Não tenho certeza, mas acho que não fiz maratona nessa fic ainda, mas enfim. Então até sexta, bjs!