Princesa Emily 2

14 A primeira de muitas.


Notas iniciais
Oi oi gente! Não vou falar nada aqui porque to caindo de sono, acabei de chegar da rua então só to entrando pra postar. Bom cap e boa leitura!

– Charlie – o general Mason o chamou.

– Pois não? – Charlie chegou prontamente ao lado do General.

– Aqueles dois – ele olhou para dois garotos lutando meio sem jeito – eles são excelentes em tudo, exceto luta... acho que deu pra notar, não é?

Charlie olhou novamente para os garotos, realmente a técnica de luta deles era bem fraca.

– Eles são respectivamente novos e bem, técnicas em luta é algo que se adquire com o tempo – Charlie voltou a assentir – mas como temos um veterano no assunto disponível, pensei que poderia dar umas aulinhas para eles. Apenas ensinar algumas técnicas e como se defender e atacar.

– Com todo prazer, senhor.

– Então vai lá, me orgulhe garoto.

Charlie foi até os dois a princípio apenas observando os dois lutares.

– Garotos, garotos – ele colocou as mãos nos ombros dos garotos – vamos combinar que isso está muito ruim, certo? – um deles soltou uma risadinha fraca e meio sem graça reconhecendo o erro – posso ajudar?

– S-será uma honra, Príncipe – o outro gaguejou e Charlie percebeu que ele estava nervoso com sua presença.

– Pra começar, podem me chamar de Charlie – ele sorriu descontraído para que eles relaxassem.

Hoje Charlie não estava com o uniforme de treino dos guardas, mas usava uma roupa relativamente confortável. Rapidamente ele arrumou as mangas longas que escorregavam por seus cotovelos.

– Bom, primeiramente vocês estão muito ansiosos para se derrubarem ou se matarem – eles concordaram – então não foquem nisso especificamente, certo? Ok, você primeiro – ele olhou para o mais tímido – venha, avance em mim – os garotos se olharam, ele obviamente estava com medo de atacar o príncipe, o machucá-lo e ter sua cabeça cortada por isso – vamos, não tenha medo, prometo que não vou te machucar – Charlie sorriu.

Eles riram e o garoto foi. Charlie segurou o braço dele e o virou prendendo seus pulsos atrás das costas.

– E agora você pega suas preciosas algemas e prende aqui – ele segurou com mais força os pulsos do garoto – e terá facilitado muito o trabalho.

– Não seria mais fácil dar um tiro? – o outro perguntou.

– Sim – Charlie concordou soltando o garoto – mas você pode estar sem munição e dependendo do caso a arma não é necessária.

– E quando a arma seria necessária, exatamente?

– Vejamos – Charlie cruzou os braços em cima do peito – se por exemplo, um cara estiver apontando a arma para minha mulher, ou meus filhos, pode mutilar que eu deixo – eles riram.

– O senh... Charlie, era guarda antes de se casar com a princesa, não é?

Charlie assentiu com um sorriso.

– Posso perguntar como conseguiu se aproximar dela desse modo?

Estava demorando para algum guarda lhe perguntar isso.

– Não foi nada fácil, te garanto – eles sorriram – mas ela de certo modo me ajudava a vê-la, caso contrário não teria consigo nem ter uma conversa com ela, muito menos me casar com ela – eles assentiram – mas bem, agora é sua vez – ele olhou para o outro garoto o chamando com os olhos.

. . .

– Está naqueles dias, não é mesmo? – Connor perguntou.

– Não... por quê? – Alex ergueu as sobrancelhas.

– Porque está insuportável, Alexandra! – ele sorriu de lado até a menina dar um belo de um tapa em sua cabeça.

– Você se acha extremamente simpático, não é, seu metido?

– Eu sou um amor de pessoa, querida Alex.

– Uh, pra caramba – ela ironizou e ele riu.

– Você me ama, admita, porque guardar isso dentro de si não fará nada bem.

Ela riu.

– Cala a boca Connor, é melhor.

Ele riu a abraçando de lado. Os dois entraram no quarto de Alex e Connor se jogou no sofazinho branco fechando os olhos. Alex o olhou e suspirou jogando uma almofada nele que o fez abrir os olhos.

– Nada de soneca no meu sofá.

– Ah, qual é Alex!

– Não quero baba seca no meu sofá – ela sorriu de escárnio.

– Eu não babo dormindo – ele ergueu as sobrancelhas – apenas ronco um pouco.

– Credo – ela fez uma cara hilária – coitada da abençoada que irá dividir a cama com você.

– Será abençoada mesmo – ele disse – eu sou um bom partido, cara Alex.

– Uh, maravilhoso! – ela riu pedindo com a mão que ele erguesse a cabeça. O garoto se sentou e Alex se sentou onde antes estava a cabeça de Connor que sem hesitar deitou a cabeça no colo dela que riu, ele sempre foi folgado – e seu curso Nerd, como vai? – ela perguntou distraidamente mexendo no cabelo dele, era divertido e ele começava a ficava com sono e consequentemente, muito lerdo.

– Não é um curso Nerd.

– AH, é sim, você é igual a Tyler, um Nerd oculto.

– Tyler um Nerd?

– Inacreditável, não? – ela riu – ele nega por tudo que tem um cérebro dentro daquela cabeça, mas é só saber usufruir dessa inteligência dele que ela aparece.

– Você é impressionante, garota.

– É, sabemos disso. Mas me conte sobre o curso Nerd.

– Não é um curso Nerd! Mas enfim – ele gesticulou com as mãos, fazia muito isso – está ótimo.

– E o que faz nele, afinal?

– Sou um programador.

– Olha só, até parece importante.

– Haha, eu sou importante, principalmente pra você.

Ela sorriu.

– Olha, odeio admitir isso, mas você realmente é importante pra mim – ela suspirou – torna minha vida... menos chata – ela disse olhando para a porta e Connor riu.

– Se a vida da Princesa Alexandra está chata, a situação está feia pra Gardênia.

Alex riu revirando os olhos.

– Por exemplo, se você não fosse nada pra mim eu poderia acusá-lo de desacato a realeza.

– Eu não te desacato.

– Não, imagina! Só o simples fato de você rir de mim já pode ser considerado um desacato, caro Connor.

Ele ficou sério e olhou para ela.

– Então que bom que você gosta de mim, né – eles riram.

– É... encaremos que por aqui eu não tenho muitas opções para amigos, mas você serve.

– Vou tentar não me ofender com isso.

– É sério – ela riu – eu, uma menina incrível em meus plenos 15 anos não tenho uma AMIGA de verdade, isso é o cúmulo – ele a olhou – eu não brigo constantemente com a minha mãe, não tenho amores platônicos pelo jogador de alguma coisa na escola, não tenho crises de personalidade baseado nos outros e não durmo com um monte de meninas loucas fazendo guerra de travesseiros e comendo brigadeiro de panela – eles riram – não sou uma pessoa normal, e meus amigos se resumem a você e minha mãe.

– Ótimos amigos – ele sorriu reconfortante – sua mãe é ótima.

– Eu sei – ela sorriu – agradeço muito por tê-la como mãe e ter meu pai também... mas é diferente, sabe.

– Eu entendendo – ele disse – eu vivo uma vida dupla, na verdade – ele disse – conheço o estilo de vida no palácio, mas também sei como é a vida lá fora.

– Deve ser muito legal – ela suspirou – as vezes penso como seria se minha mãe não fosse uma princesa e meu pai um guarda – ela sorriu olhando para a porta – eles podiam ter se conhecido na faculdade de... não sei, ele teria a conquistado do mesmo jeito e ela teria se encantado com ele assim como realmente aconteceu, Tyler seria um rebelde Nerd sem causa que estaria cm uma menina bonita da escola e eu seria totalmente clichê andando com meus livros espremidos contra o peito nos corredores de uma escola secundária qualquer com armários, o qual eu esqueceria a senha e provavelmente quebraria o trinco – Connor riu – e teria algum professor que eu realmente odiaria, teria que esconder meu boletim ou falsificar a assinatura por causa de uma nota ou duas, e biologia certamente estaria ali – ele novamente riu – depois eu levaria uma bronca e ficaria de castigo o qual eu iria conseguir burlar, e então eu surtaria por Joey quebrar alguma coisa minha e brigaria com Tyler pelo controle da TV e... – ela riu de si mesma – nem deu pra notar que eu penso muito nisso, não é?

– Só um pouco – Connor sorriu – mas nem tudo são rosas, tem as dificuldades que só pessoas normais passam que aposto que você nunca passará na sua vida.

– Mas essa é a graça, desafios – ela disse – saber que vou acordar e tudo estará bem amanha é bom, mas não é emocionante como perder a hora e chegar atrasada em uma prova ou algo imprevisível como estourar um cano da pia e ter que desastrosamente consertar... eu nunca vou viver coisas como essas.

– Ossos do ofício – ele a olhou – assim como as pessoas nunca saberão como é ter tudo com um simples estalar de dedos, se você não sabe, esse é o sonho de muitos.

– Porque não sabem o que realmente é.

– Assim como você não sabe como realmente é viver.

Ela desviou os olhos da porta para os dele e sorriu.

– Touche.

– Haha, te peguei – ele riu dela que começou a rir também.

– Filha, você por algum acaso... – Emily abriu a porta do quarto vendo Connor e Alex, Connor mais do que imediatamente se sentou devidamente no sofá – olá crianças.

– Olá senhora Davis.

– Quantas vezes terei que falar para me chamar só de Emily? – ela sorriu para ele que deu de ombros.

– Procurava algo? – Alex perguntou.

– Eu... bem, estou procurando seu irmão, o viu?

– Qual deles?

Emily riu.

– As vezes esqueço que vocês são três – ela riu – mas procuro o nosso tampinha no momento.

– Deve estar no quarto ou com o papai.

– Seu pai está no treino, então não – ela coçou o queixo e Alex assentiu pensando "é mesmo" – no quarto também não está.

– Então pergunte ao guarda do coredor principal, ou então procure no quarto de Tyler, em algum lugar aquele tampinha está – Alex sorriu.

– É claro – ela sorriu olhando para os dois – ah minha nossa, interrompi algo, não foi? Desculpa, podem continuar – e assim ela saiu.

Ao fechar a porta Alex e Connor se olharem e começaram a rir.

. . .

– Oi querido, pediu para me chamarem? – a Rainha Anne entrou no gabinete do rei vendo Edwin sentado em cima da mesa, literalmente em cima da mesa com cara de preocupado.

Franziu o cenho diante da cena bem engraçada na verdade.

– Anne, aconteceu – ele tremia.

– Aconteceu o que, querido? – ela foi até ele colocando a mão em seu ombro e ele saiu da mesa olhando para ela.

– O que mais temíamos, o que eu mais temia aconteceu! – ele segurou os ombros da mulher.

– Do que estamos falando? – ela arregalou os olhos, ele parecia totalmente fora do eixo e isso era estranho, pelo menos ultimamente por andar tão calmo.

Ele entrou um papel a ela e começou a rodar em círculos na sala. Anne o olhou e o leu rapidamente arregalando os olhos.

– Não... – ela negou com a cabeça e olhou para ele voltando a negar – impossível isso não...

– Aconteceu! – ele colocou as mãos na cabeça – um ataque ao parlamento!

– Mas e...

Edwin suspirou e segurou os ombros da mulher.

– Decretaram ataque ao palácio – ele suspirou – é uma rebelião!

– Um pequeno grupo, certo, podemos controlar – ela disse tentando manter a calma.

– Eu não subestimaria tanto assim – ele coçou as têmporas – os fugitivos do parlamente eram em grande número, e fazendo minhas investigações.. acho que aquilo era apenas uma porcentagem do grupo.

– Mas como isso aconteceu, de uma outra pra outra, assim do nada?

– Não é do nada – ele disse – venho recebendo comunicados há um tempo de um grupo, mas era pequeno e eu já havia mandado uma equipe para imunizá-los, porém fugiu totalmente do controle. Lembra, daquele grupo australiano que atingiu o mundo há uns 150 anos atrás?

– Sim, claro que lembro, quase uma quinta guerra mundial surgiu daquilo.

– Então, pense naquilo, mas só no nosso país e... em uma escala um pouco menor, mas ainda absurda.

– Oh deus.

– É – ele voltou a andar.

– E qual a razão da rebelião? Alguma exigência? Pedido de melhora em salários ou algo do tipo.

– Não, se fosse fácil assim eu já teria cedido.

– Então oque é?

Ele suspirou.

– Eles querem o fim da monarquia... por causa da nossa filha.

Notas finais
Comentem ai por favorzinho!!!!! To indo dormir mas depois respondo os comentes, prometo! Bjs e até amanhã pra quem lê ACBAH!