Notas iniciais
Oi oi gente! Sem muita enrolação porque pra variar to com pressa. Boa leitura!

O café da manhã naquele dia estava tranquilo. Todos conversavam e riam como uma verdadeira família feliz. Anne brincava com Joey tentando enfiar na cabeça da criança que ovos nasciam em árvore, e Emily apenas observava como sua mãe podia ser desmiolada quando queria.

– Charlie – Edwin o chamou e Charlie imediatamente parou de comer para olhar para o rei.

– Sim, senhor?

Edwin nunca admitiria isso, mas gostava de Charlie, bastante.

– Mason pediu que você fosse ao dormitório dos guardas depois que acabasse aqui – ele disse e Charlie assentiu.

– Dormitório dos guardas? – Tyler perguntou enquanto todos pareciam meio confusos – tem algo que eu não sei?

Emily olhou para Charlie colocando a mão em sua perna.

– É uma boa hora pra falar – ela disse.

– Então – Charlie colocou o guardanapo na mesa – nas próximas semanas eu estarei acompanhando o general Mason em seus afazeres para quem sabe assumir seu lugar quando se aposentar.

– General? – Alex arregalou os olhos.

– Que da hora! – Tyler praticamente gritou e Emily sorriu.

– Também achei – Charlie piscou para o garoto.

– Perai, você pode se tornar General assim do nada? – Alex perguntou.

– Não é exatamente do nada – o rei disse – Charlie já foi guarda e era um dos destaques em sua época, ele tem uma certa prática e bem, ele vai ter um treinamento antes de assumir o cargo... se assumir o cargo.

Charlie assentiu.

– Ah – Alex pensou, fazia sentido – boa sorte, papai.

Charlie sorriu agradecendo e depois disso todos voltaram a comer enquanto conversavam sobre algo.

. . .

Todos haviam terminado de comer e se retiravam da mesa. Charlie suspirou levemente nervoso e muito empolgado e passou a mão no cabelo. Agora ele teria que ir ao dormitório dos guardas, seu antigo dormitório.

– Charlie.

Ele olhou para trás e viu sua esposa que sorriu para ele e o abraçou.

– Boa sorte – ela disse – sei que é capaz.

– Obrigado – ele beijou a cabeça dela – tenho que ir.

– Tome cuidado – ela o beijou rapidamente e ele assentiu saindo do castelo.

Entrou no dormitório dos guardas vendo todos eles baterem continência a ele.

– Descansar – Charlie disse e eles retornaram a suas atividades.

Charlie parou um guarda no meio de todos.

– Poderia me informar onde o General Mason está?

O menino de uns 19 anos engoliu seco com a presença de Charlie ali.

– C-creio que esteja no escritório dele, príncipe Charlie.

– Obrigado – Charlie deu um tapinha amigável no ombro do garoto e saiu indo até o escritório do general.

Olhou a porta com a plaquinha prateada escrito "General Mason", ele havia se tornado General nos últimos dez anos, então Charlie não o conhecia tão bem.

Ele bateu três vezes na porta.

– Entre – a voz dura parecendo que estava bravo foi ouvida. Charlie ficaria com medo se não estivesse à cima dele na monarquia.

Charlie abriu a porta.

– Ah Charlie, é você – ele sorriu relaxado – que bom que chegou.

– Como vai General?

– Muito bem, e você está pronto?

– Mais do que pronto.

Ele sorriu indicando com a cabeça que Charlie se sentasse e ele assim fez.

– Então, há um tempo eu enfrento um grande dilema de quem tomaria meu lugar quando eu fosse embora já que não creio que há alguém capacitado o suficiente, são todos muitos novinhos e tem sede pelo poder, então creio que não seria uma boa ideia dar a algum deles o cargo.

Charlie assentiu.

– E então o rei me deu a proposta de você assumir esse lugar e eu achei perfeito. Poder de certa forma você já tem, ou seja, isso não subiria sua cabeça – Charlie assentiu – e passou... três anos sendo guarda?

– Sim senhor.

– Ótimo, então já sabe como as coisas funcionam e eu procurei nos seus registros por aqui e vi que era bem competente, o único deslize foi uma briga no refeitório com outro guarda.

Charlie mordeu o lábio.

– Se melhora a situação eu agredi o outro guarda porque ele desrespeitou a Princesa – Charlie disse sério.

– E já era caidinho por ela nessa época?

– Eu sempre fui – eles sorriram.

– Certo, então você tem um histórico perfeito. Medalhas e tudo mais – Charlie assentiu – então achei uma boa ideia, mas a grande pergunta é... você aguenta o tranco?

Charlie sorriu novamente.

– Creio que sim.

– Certo – Mason se ajeitou na cadeira – você vai acompanhar meus passos essas duas semanas, então vai participar dos problemas e vai treinar como qualquer outro guarda – Charlie assentiu – e se você terminar inteiro o cargo é seu.

– Obrigado.

– Agora me diga, você tem pontos fortes ou é bom em tudo?

– Olha, para ser bem sincero com você eu sempre me dediquei em tudo e nunca tive dificuldades em nenhuma área de combate. Porém, eu, particularmente acho que me destaco um pouco em luta corpo a corpo.

– Certo, isso é bom. Mira boa?

– Sim senhor.

– Então ok, vamos recrutar o primeiro grupo de treino e mãos á obra.

. . .

– Certo rapazes – Mason disse chamando a atenção de todos – antes de começar o treino eu queria fazer um anúncio.

Charlie estava ao seu lado e como ia treinar teve que trocar de roupa. Colou a mesma roupa que todos ali, calça branca e camiseta vermelha, bateu uma pequena saudade dos tempos em que sempre usava aquele uniforme.

– Temos hoje a ilustre presença do Príncipe Charlie – ele olhou rapidamente para Charlie que sorriu minimamente – não sei se todos vocês sabem, mas ele foi guarda por três anos e em duas semanas eu estarei me aposentando.

Um coro de "ahhhhhh" feito pelos guardas foi feito e Mason sorriu.

– Certo. Então, o Charlie vai treinar com vocês e vai me acompanhar durante essas duas semanas para assumir meu lugar. Alguém tem alguma pergunta?

Um dos rapazes levantou o braço e Mason o olhou assentindo.

– Com todo o respeito – ele olhou para Charlie e depois para Mason – o Príncipe não está mais envolvido com essa área há bastante tempo, seria uma boa colocá-lo como General?

– Sim, ele pode estar afastado há um tempo, mas esse tipo de coisa não é algo que se esquece. Então nessas duas semanas ele estará relembrando como são as coisas.

– E ele manda bem nas lutas? – um deles sorriu sarcástico.

– Quer testar? – Mason perguntou.

– Posso? – ele perguntou.

– A escolha é toda sua – Mason olhou para Charlie que sorriu de lado e assentiu – será bom dar uma aula a eles – Mason acabou sorrindo.

Todos fizeram uma rodinha deixando o general, Charlie e o guarda no centro.

– Quer que eu pegue leve, alteza? – ele perguntou, o sarcasmo transbordando de sua fala.

"Coitado do pivete" Charlie pensou.

– Gosta de subestimar? – Charlie sorriu – eu não faria isso comigo, se fosse você.

– Certo, luta corpo a corpo simples – Mason disse.

Na primeira oportunidade o garoto voou em Charlie que desviou.

– Primeira regra: nunca vá ansioso demais contra seu adversário – Charlie soltou um sorrisinho sarcástico, o menino pareceu não gostar disso e foi até Charlie novamente tentando acertar um soco e Charlie segurou o pulso dele e o torceu de leve – soco só é bom quando se está bem próximo do adversário, ok?

E quando o menino recuou alguns guardas riram.

– Alguém mais quer testar as habilidades do Charlie?

Pode ser que houvesse alguém que quisesse, mas se realmente tinha, ninguém se manifestou.

Charlie já previa que ficar á frente daqueles garotos seria mais difícil do que ele pensava.

– Então todos pro chão, 100 flexões.

Charlie olhou para Mason que assentiu e foi pro chão e na contagem de Mason começou a fazer as flexões.

Na vinte e três Charlie começou a sentir a dor da falta de treino. Lembrou da época maravilhosa que fazia aquelas cem flexões apenas cansado, mas não com dor. "Já passa, nada que três meses não façam".

Na flexão número cem ele despencou na grama sentindo seus braços relaxarem.

– Muito bom pra quem não treina há anos – Mason deu dois tapinhas em suas costas enquanto ele se levantava.

Os guardas agora faziam abdominais, mas Mason dispensou Charlie daquele exercício.

– Com o tempo você volta a forma – Mason disse – é normal.

Charlie assentiu.

– Agora 20 voltas no campo, vão!

Os guardas se levantaram prontamente e começaram a dar voltas no campo de treino que não era assim tão grande.

– Depois que eles terminaram vamos dividir as áreas de treino, que tal supervisionar alguma?

Charlie o olhou sorrindo.

– Eu adoraria – ele disse e Mason assentiu.

– O que acha de tiro? – ele perguntou.

– Pode ser.

– Então Charlie – ele disse – estamos lidando com um grupo de guardas de um a dois anos de treinamento, com exceção de dois que entraram aqui há dois meses. E como você se destacava na sua época poderia dar algumas dicas pessoais a eles, afinal, esse será seu grupo.

Charlie assentiu.

Quando eles foram separados em grupos para diversos treinamentos Charlie se dirigiu para o de tiro enquanto Mason perambulava entre todos os grupos para assistir. Eles treinavam com balas de borracha com alvos em forma de corpos de vários tamanhos, e esses alvos eram feitos de uma espécie de espuma que fazia a bala afundar no alvo.

Charlie a princípio ficou apenas ao lado deles vendo a técnica com que pegavam na arma, mas quando o primeiro deles errou o tiro que bate na placa de madeira atrás do alvo Charlie foi andando até ele.

– Faça mais força com o polegar e fique confortável na posição para não tremer – ele disse ao garoto que tentou se arrumar certo, mas não fez exatamente o que Charlie queria.

Charlie pegou uma das armas especiais em cima do suporte.

– Veja – ele se posicionou segurando a arma com apenas uma mão – se você segurar desse jeito – ele disse segurando exatamente do jeito que o garoto segurava – sua mão treme bastante, e dependendo do alvo que você quiser acertar, pode causar um belo acidente. Agora se você segurar dessa forma – agora ele ajeitou a arma na mão – seu pulso fica mais firme e... – Charlie atirou acertando o peito do alvo mais alto – fica mais fácil acertar.

O garoto olhou para Charlie e arrumou a mão igual a ele na arma, olhou bem para o alvo e ao atirar acertou a cabeça do alvo médio.

– Excelente – Charlie sorriu.

– Obrigado.

Os outros pareceram aderir a dica também e os tiros ficaram melhores. "Fui útil em algo" ele pensou.

. . .

Charlie voltou para o castelo destroçado. Ele participou não só de um, mas dos cinco treinos, e participou não só supervisionando, ele fez todos os exercícios em todos eles. Alguns pela metade, mas fez.

Ainda estava com o uniforme de treino por pura preguiça de se trocar, entrou pela porta da frente confundindo alguns guardas que faziam seu turno no castelo, provavelmente pensavam "O que o Príncipe está fazendo de uniforme?". Eram seis, quase sete horas da noite, ele subiria para o quarto para tomar um banho e depois jantar as oito porque estava morto de fome.

Abriu a porta do quarto vendo Emily sentada na cama lendo algum livro enorme com seus óculos de grau com lentes quadradas e pequenas, a armação era prateada e tinha um minúsculo diamante em cada um dos lados.

Ao fechar a porta a menina levantou os olhos com o barulho olhando para Charlie e depois de analisá-lo de cima a baixo ela sorriu de lado tirando os óculos e fechando o livro ao mesmo tempo.

– Oi – ele disse cansado.

– Oi – ela sorriu se levantando e Charlie franziu o cenho ao vê-la já de camisola, aquela camisola curtinha que deixava Charlie babando, como todas as outras – e então? – ela o abraçou pela nuca ficando bem perto dele, mas ele a afastou.

– Não me abrace, eu estou todo suado e sujo de terra e grama – ele disse e ela revirou os olhos segurando o ombro dele com uma mão e a nuca dele com a outra.

– E você acha que eu me importo? – ela disse – mas me conte como foi.

– Bem exaustivo – ela o olhou em expectativa – mas divertido.

Ela sorriu aliviada.

– O Joey ficou super empolgado com o pai dele sendo General – ela disse acariciando o rosto de Charlie, era parecia tão cansado.

Charlie sorriu fechando os olhos, a mão dela com cheirinho de baunilha o acariciando era tão reconfortante.

– Ah, porque já está de camisola?

– As crianças estão assistindo um filme com minha mãe e vão comer na sala de cinema mesmo, meu pai está com dor de cabeça e vai comer no quarto e o Carter só come no quarto então... – ela beijou a bochecha dele – imaginei que estaria cansado então porque não comer aqui mesmo?

– Ainda bem porque estou exausto – ele suspirou com um sorriso passando a mão no cabelo.

– Então vai tomar banho que eu vou pedir para trazerem a comida.

– Ok – ele deu um selinho roubado nela e foi até o banheiro tirando a camisa no caminho.

Emily riu indo até o telefone na abertura secreta da parede e pediu que o chefe Carlos fizesse o prato preferido de Charlie, que por sinal, era uma criação dele.

Charlie fez o imenso favor de não enrolar do banho, o que geralmente ele fazia. A comida ainda não havia chegado, afinal só tinham se passado oito minutos então Emily voltou a ler seu livro. Charlie saiu do banheiro com uma toalha vermelha vinho prendendo na cintura e com outra toalha da mesma cor ele enxugava seus cabelos.

– Pode me abraçar agora, to cheirosinho – ele disse e Emily riu não sabendo exatamente para onde olhar, os olhos, o sorriso, o peitoral e barriga definidos ou para a toalha fazendo uma força mental para que ela caísse.

Algumas batidinhas na porta fez a atenção dela se desviar para lá.

Emily colocou seu robe de seda lilás e o amarrando rapidamente foi até a porta.

Um mordomo com um carrinho com dois pratos cobertos e uma garrafa de vinho estavam em um carrinho prateado com duas taças na ponta.

– Obrigada – Emily agradeceu com um sorriso e o mordomo sorriu fazendo uma reverência e se retirando. Emily colocou o carinho dentro do quarto e olhou para seu marido que agora usava uma cueca boxer preta enquanto procurava seu pijama.

– A comida chegou – ela disse e ele se virou para ela.

– Ótimo – ele olhou para o carrinho – vinho?

– É, pra comemorar seu primeiro dia.

Ele sorriu voltando a procurar um pijama.

– Pode ficar só assim – ela o abraçou por trás passando as mãos no seu peito.

– Posso? – ele perguntou sorrindo colocando a mão por cima da dela.

– Deve – ela beijou o ombro dele que sorriu.

– Já que insiste – ele se virou para ela a beijando – mas ta um pouco frio, posso colocar meu robe ou a vossa alteza não permite?

– Eu permito – ela sorriu.

Ela arrumou a comida enquanto ele colocava seu robe azul escuro e os dois se sentaram na cama com a mesinha comprida em cima de suas pernas e começaram a comer, porém Emily isolou o vinho por enquanto.

– Mas realmente foi tudo tranquilo?

– Sim – ele disse – só estou meio enferrujado, mas fora isso foi tudo ótimo.

– Vai ser o melhor general que gardênia já teve – ela sussurrou no ouvido dele colocando sua mão por dentro do robe para tocar seu peito.

– Espero que sim, amor – ele sorriu deixando-se levar pelos sussurros, toques e os beijos dela em seu pescoço.

A noite ia ser boa, disso ele tinha certeza.

Notas finais
Espero que tenham gostado e comentem!!!!! Bjs lindhos e lindhas!!! Até sexta!