Primeiro Amor
10 Capítulo 10
Notas iniciais
— Conversar sobre nós? Gosto dessa ideia — disse Emma, sentando-se a seu lado. — Sou toda ouvidos — acrescentou, num tom brincalhão.
— Emma, você se casou e…
— E me divorciei. E você não está mais em um relacionamento com aquela mulher — ela disse, interrompendo a fala de Regina. — Nada nos impede de nos amarmos…a não ser que você não queira.
— É claro que eu quero…eu só tenho medo de sofrer outra vez…
— Eu também sofri, Regina. Quando me disseram que você havia se mudado, eu me desesperei. Não houve um só dia em que eu não tenha desejado encontrar você.
— Você se casou com ele, se entregou a ele.
— Sim…mas era em você que eu pensava quando estávamos na cama — Emma revelou.
— Não fale mais nada, por favor…não suporto imaginá-la nos braços daquele homem.
— Eu sempre fui sua, Regina. Meu corpo, meus pensamentos, meu coração sempre te pertenceram… — ela disse, aproximando-se para beijar-lhe a boca.
Regina não só se deixou beijar como também correspondeu ao beijo. Embora não tivesse dito, desejou noite e dia reencontrá-la, mesmo que fosse apenas para observá-la ou simplesmente saber como andava sua vida. Cada vez que os lábios de Emma tocavam os seus, Regina se dava conta de que havia chegado a hora de esquecer todas as mágoas e ser feliz ao lado da mulher por quem ainda era loucamente apaixonada.
— Emma…não acha que está cedo para “avançarmos”? — indagou Regina, ao notar que sua amada já se encontrava devidamente acomodada em suas coxas, esfregando-se de forma sinuosa e provocante.
— Cedo? Com você o sexo é somente depois do casamento? — indagou Emma, inclinando a cabeça para trás o máximo possível, oferecendo seu pescoço explicitamente para os lábios de Regina.
— E se for? — Regina perguntou, enquanto suas mãos deslizavam pelas costas de Emma até alcançarem sua bunda.
— Eu casaria com você hoje mesmo porque não aguentaria esperar nenhum minuto mais para fazer amor com você — disse Emma, recebendo em troca um sorriso encantador.
— Vamos para o quarto… — murmurou Regina, e ao fazer menção de se levantar junto com Emma, seu telefone celular tocou.
— Não atende, amor…não atende — disse Emma, agarrando-se aos cabelos de Regina.
— Pode ser uma emergência, querida… — ela disse, e ao atender a chamada, levantou-se rapidamente ao perceber que se tratava da diretoria do hospital.
— Quem era, meu amor? — questionou Emma, assim que a ligação foi encerrada.
— Há uma emergência no hospital e precisam de mim — ela disse.
— Eu entendo, querida, não se preocupe…te acompanho se você quiser.
— É melhor que vá para sua casa…ficarei mais tranquila sabendo que estará com sua família.
— Tudo bem, mas posso te pedir uma coisa? — Emma perguntou.
— Claro que sim.
— Gostaria que me ligasse quando estivesse saindo do hospital.
— Sim, eu ligo. Só preciso saber o seu número.
— Aqui está — disse Emma, retirando de sua carteira um pequeno cartão.
— Hum, Dra. Emma Swan…advogada?
— A sua disposição! — ela exclamou, num tom brincalhão.
Após se despedirem com um longo beijo, Regina seguiu para o hospital não contendo o riso, ao perceber o quão se encontrava feliz com aquele início de relacionamento. Emma, por sua vez, não cogitou em momento algum fazer algo diferente do que Regina havia pedido e dessa forma, seguiu direto para casa. Assim que chegou, Emma foi abordada por quem ela menos esperava.
— Ruby? Que surpresa! Quando chegou? — ela perguntou, envolvendo sua amiga de infância em um abraço apertado.
— Cheguei tem algumas horas. Como você está? — ela perguntou, recuando alguns passos para observá-la. — Eu sinto muito por tudo o que aconteceu, e sinto mais ainda por não poder ter estado ao seu lado — acrescentou, voltando a abraçá-la com ternura.
— Não se preocupe, eu entendo e já está tudo bem — disse Emma.
— Fiquei muito feliz quando seus pais me falaram que você recuperou a visão. Mas me fala, como andam as coisas? Como foi esse acidente?
— Vamos para o meu quarto…lá ficaremos mais à vontade.
Enquanto tomavam um chocolate quente preparado por Úrsula, Emma contava a Ruby toda a reviravolta que teve a sua vida desde o acidente e seu divórcio, até o aparecimento de Regina.
— Espera! Aquela caipira pobretona e a médica que ganhou o prêmio nobel de medicina são a mesma pessoa? Lembro de ter visto uma reportagem em uma revista e seu rosto me pareceu familiar, mas nunca imaginei que…
— Ruby, por favor! Não admito que se refira a Regina dessa forma — Emma falou, interrompendo-lhe a fala.
— Desculpa! Mas e o Killian? Que desgraçado…pedir o divórcio quando você mais precisava dele!
— Foi melhor assim. Não sei nada sobre ele e nem me interessa. Agora que Regina e eu nos reencontramos e decidimos nos dar uma oportunidade…
— Vocês estão juntas? — ela interrompeu, um tanto abismada com aquele possível fato.
— Sim, e dessa vez, nada nos separará!
— Seus pais sabem disso? Sabem que já se conheciam e tudo?
— Não, não sabem…
— Você é louca!
— Por quê?
— Não acredito que seus pais aprovarão seu relacionamento com uma outra mulher.
— Sou adulta e dona da minha vida.
— Tudo bem, hoje não vou tentar colocar juízo na sua cabecinha! Tenho muitas novidades para contar…
Depois de algumas horas de conversa, Úrsula informou que o jantar seria servido e que toda a família já as esperavam à mesa. Enquanto degustavam o famoso salmão com molho de espinafre gratinado, Ruby contava a respeito de seus estudos fora do país.
— Você não me disse onde estava, filha? Ruby esperou por você por mais de uma hora — James falou, mudando totalmente o rumo da conversa.
— Estava no shopping — mentiu, uma vez que precisaria consultar Regina sobre seus pais tomarem ou não conhecimento sobre o relacionamento delas.
Encerrado o jantar, os ocupantes da mesa se dirigiram para a sala de estar, exceto James que pediu licença para que pudesse realizar uma ligação particular em seu escritório.
— August? Preciso de mais um serviço seu — ele disse, sem rodeios.
— Estou às ordens! — ele falou, na outra linha.
— Quero que siga a minha filha Emma. Quero saber todos os passos, lugares que anda frequentando e com quem.
— Algum problema com a sua filha?
— Isso não é da sua conta!
— Ok, considere feito!
[…]
Passava das sete horas da manhã quando Emma despertou e sua primeira ação naquele dia nublado de sexta-feira, fora observar a tela de seu telefone celular. Nenhuma ligação ou mensagem por parte de Regina. Se perguntava que emergência teria acontecido, uma vez que desde a noite anterior, Regina havia tido sua presença solicitada no hospital. Após o banho e o café da manhã em família, Emma deixou a mansão sem dizer para onde iria.
Assim que chegou ao hospital, antes mesmo de descer do seu carro, os olhos de Emma cruzaram com aquela figura morena caminhando majestosamente em sua direção. Instintivamente, um sorriso brotou em seus lábios e sem pensar duas vezes, ela seguiu ao encontro da Dra. Mills.
— Bom dia, dormiu bem? — indagou Emma, arrancando uma sonora gargalhada por parte de Regina.
— Continue zombando! — exclamou Regina, cumprimentando-a com um beijo no rosto.
— Sei que eu deveria ter esperado a sua ligação, mas não aguentava mais de saudade — Emma falou.
— Me acompanha até meu apartamento?
— Com todo o prazer! Tem algum problema se eu deixar meu carro aqui e for com você no seu?
— Não, não tem. Vamos…
Enquanto Regina dirigia, Emma lhe afagava os cabelos ou lhe tocava a mão. Vez e outra, beijava-lhe o rosto ou os lábios quando o veículo parava no sinal vermelho. Tão logo chegaram ao lugar de destino, alguns beijos foram trocados e em seguida, Regina se retirou para o banho, enquanto Emma, se meteu em sua cozinha na intenção de preparar-lhe algo para comer.
— Adoro panquecas — disse Regina, sentando-se à mesa.
— Eu sei — Emma falou, aproximando-se para beijá-la na boca.
Apesar dos quinze anos passados longe uma da outra, vivendo e revivendo mágoas e lembranças, naquele momento, Emma sentia como se o tempo não tivesse passado, e que aquela manhã fosse apenas mais uma de todas as manhãs que teriam vivido juntas se não fosse as artimanhas do destino.
— O que aconteceu no hospital? — Emma perguntou.
— Um acidente com um ônibus de estudantes. Haviam muitos feridos e alguns precisaram ser operados às pressas.
— Que triste, meu amor! Graças a Deus você estava por perto para prestar socorro.
— É verdade…
— Mas, deu tudo certo?
— Sim, todos estão fora de perigo — Regina falou, esboçando um pequeno sorriso ao notar que a mão de Emma acariciava delicadamente a sua. Era a primeira vez que alguém com quem se relacionava, lhe perguntava sobre a sua jornada de trabalho. Nem mesmo Milah, que foi seu relacionamento mais duradouro, perguntava-lhe a respeito disso, muito pelo contrário, ela sempre se aborrecia quando surgia alguma emergência e consequentemente, acabavam discutindo por isso.
— Bom, acho melhor eu ir embora para que você possa descansar — Emma falou, levantando-se devagar.
— Não vá…eu realmente estou cansada e preciso dormir um pouco. Mas ficaria muito feliz se você estivesse ao meu lado — Regina confessou, e em resposta, Emma lhe sorriu.
[…]
— Ela está se envolvendo com a filha da sua chefe. Trocou-me por ela! — dizia Milah, caminhando de um lado para o outro.
— Minha chefe tem duas filhas…
— É a mais nova. A ceguinha que agora recuperou a visão!
— Emma? Você tem certeza? — indagou Anita, incrédula com aquela informação.
— Sim! Hoje pela manhã fui procurar Regina para me desculpar pelo tapa e vi as duas no estacionamento do hospital.
— Talvez tenham se encontrado por acaso…
— E saído juntas no carro de Regina? Certamente a essa hora estão transando!
— Será que Ingrid sabe disso?
— Não sei e nem me interessa! Mas eu não vou deixar essa patricinha tirar Regina de mim!
— Acho que você deveria esquecê-la e partir pra outra. Essa mulher não te ama.
— Talvez eu realmente a esqueça, mas antes, ela pagará por todas as vezes que me deixou esperando por causa daquele maldito hospital! E claro, por ter me trocado por essa…Ai, que raiva! — vociferou, atirando o telefone celular contra o sofá, enquanto Anita, apenas observava a cena com uma expressão de desaprovação.
Enquanto Milah desabafava na companhia de sua amiga, Regina era despertada pelos beijos delicados de Emma em sua nuca.
— Não resisti… — Emma disse, dando continuidade aos beijos.
— Diga-me que não estou sonhando — murmurou Regina, virando-se para contemplar aquele belo par de esmeraldas fixados em si.
— Não, meu amor. Você não está sonhando… — ela respondeu, capturando-lhe os lábios com os seus.
Emma não esperou um minuto a mais para se acomodar sobre o corpo de Regina. Enquanto se beijavam, as mãos se buscavam numa troca mútua de carícias.
Regina puxou a borda do vestido que Emma usava revelando suas curvas, as coxas bem modeladas.
— Eu quero fazer amor com você… — Emma disse, e em resposta, Regina inverteu as posições para logo em seguida, despi-la daquele traje lindo, revelando seu corpo seminu deleitável.
Finalmente, pela primeira vez depois de tanto desejar, Regina conseguia contemplar o corpo perfeito da mulher amada. Seus olhos percorriam sem pressa cada centímetro da pele macia e desnuda, pronta para ser tocada, degustada. A adrenalina atravessou seu corpo quando suas mãos tocaram os seios fartos e convidativos de Emma, sentindo os mamilos se endurecendo nas palmas, empurrando-as como se desejassem fugir. Sem hesitar, ela os levou até a boca, primeiro um, depois o outro, atiçando-os com a ponta da língua, enquanto seus ouvidos eram preenchidos pelo som excitante dos gemidos de Emma.
— Perdi as contas de quantas noites sonhei com esse momento… — murmurou Regina, permitindo que seus lábios abandonassem os seios de Emma para que pudessem dar continuidade ao percurso que ansiava fazer.
— Agora não precisa mais sonhar — Emma disse. — Você me terá todos os dias se assim desejar — acrescentou, fechando os olhos quando a língua ávida e molhada de Regina passou a deslizar sobre o seu ventre. Para ela, estava ficando difícil respirar.
Regina continuou seu percurso, descendo pelo corpo de Emma. Beijou-lhe o umbigo, mordiscou e lambeu cada centímetro da pele alva e descoberta, para logo em seguida, introduzir os dedos embaixo sob a borda rendada da calcinha e baixou-a devagar, expondo sua intimidade. Regina afagou a carne rosada entre as pernas da mulher sob seu corpo. Por alguns instantes, ela se permitiu admirar o brilho umedecido para logo em seguida, afastar os grandes lábios com os polegares até que seus olhos cruzassem com o pequeno “botão” de seu clitóris, e sua língua, pudesse tocá-lo levemente.
— Ah…Regina… — Emma gemeu, enquanto as mãos de Regina deslizavam por seus quadris, e sua boca, beijava-lhe a intimidade e depois, a sugava de leve.
Emma se contorcia sobre a cama, agarrava-se ao lençol, mordia o travesseiro numa tentativa falha de conter os gemidos que insistiam em se livrar de sua garganta. Regina, por sua vez, aumentava a pressão de sua língua entre as coxas de Emma, uma vez que ela já mostrava sinais de que estava prestes a chegar ao êxtase.
— Regi… Oh, sim…sim! — Emma sussurrou, se deixando explodir num orgasmo violento.
Depois de sentir o gosto do prazer em sua boca, Regina tratou de fazer o caminho de volta enquanto sua amada se recuperava dos “choques” provocados pelo orgasmo.
— Você é a mulher mais linda que meus olhos já viram — Regina falou, beijando-lhe a boca delicadamente.
— E você é a única mulher a quem me entreguei e a quem amarei até o último dia da minha vida — disse Emma, se desfazendo do pijama que ainda cobria o corpo de Regina.
Dessa vez, não havia qualquer barreira entre elas, entre os corpos, ambos totalmente despidos, colados um ao outro. Enquanto se beijavam, as mãos espalmadas de Emma escorregavam pelas costas de Regina, arranhando-lhe a pele como se estivesse marcando um território seu.
— Eu te amo, Emma… — disse Regina, acariciando-lhe o maxilar com a ponta do dedo indicador. Segundos depois, desceu o dedo ao longo de seu pescoço, passando por entre os seios até alcançar-lhe o umbigo. Não demorou muito e os dedos de Regina buscaram espaço entre as pernas de Emma, lhe invadindo a intimidade extremamente molhada.
— Mais fundo, Regina… — disse ela, abrindo-se despudoradamente, dando passagem para que os dedos habilidosos se acomodassem dentro de si. Ao mesmo tempo em que a penetrava, Regina banhava-lhe os seios com lambidas quentes e molhadas. Seus dedos continuavam entrando e saindo e sua excitação se acelerando com os gemidos de prazer crescentes e sensuais que Emma fazia questão de liberar.
— Sim…assim, meu amor…mais rápido… — Emma pediu, e sem hesitar, Regina o fez, aumentando a velocidade de seus dedos, enquanto Emma contraía os músculos de seu sexo num ritmo pulsante, fazendo Regina enlouquecer, perder a cabeça ao sentir aquela pressão maravilhosa em torno dos seus dedos. Não mais se contendo, Emma gozou escandalosamente, se derramando nos dedos de Regina.
— Te amo, Regina…te amo… — disse Emma, acariciando-lhe o rosto.
— Eu também amo você — ela disse, beijando-lhe os lábios com doçura. — Seu telefone está tocando — Regina falou, interrompendo o beijo.
— Não posso atender, não agora — Emma falou, e novamente as posições foram invertidas, onde ela se colocou sobre o corpo de Regina. — Agora é a minha vez de degustar o seu prazer.
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