Primeiro Amor
11 Briguinha
Notas iniciais
–Lucy... Lucy, você quer namorar comigo?
–Eh?!
Lucy POV
Soltei a mão do garoto loiro, o que há pouco tempo atrás havia se entitulado Sting, e recuei um passo.
–Como? — Perguntei confusa e ao mesmo tempo descrente, me lembrando de que não sabia o real significado desta palavra, mas também me recordando vagamente de que eu já havia a escutado várias vezes antes.
–Bem, você sabe... namorar. Você já deve ter ouvido falar de mim, mesmo que não esteja aqui há muito tempo, sou o Sting Eucliffe! Aquele Sting!
Recuei mais um passo e dei um sorrisinho envergonhado:
–Desculpe. Eu não sou uma pessoa que presta muito atenção nas notícias, mas... Eu vou... vou pensar na sua proposta, tudo bem assim, Sting?
Ele deu um sorriso enorme, talvez até maior que o de Natsu, mas não tão belo quanto.
–Ah, mas é claro! Também, onde eu estou com a cabeça te pedindo em namoro do nada assim?! Desculpe-me por isso!
Eu falei um “tudo bem” e me despedi do loiro, mas quando eu estava na metade do caminho lembrei que não fazia a menor noção de onde eu estava e me virei, correndo até onde Sting estava – o que não era muito longe de onde estávamos antes.
–Sting! — O chamei e ele – e o amigo de cabelos negros – viraram em minha direção.
–Sim, Lucy? Já pensou na resposta?
–E-Eh?... Não! É que... Eu sou nova aqui e me perdi. — Falei com uma voz chorosa que não fora intecional, mas eu já estava ficando realmente nervosa e apreensiva de estar perdida em um lugar tão grande. — Você pode me ajudar?
Ele me encarou por alguns segundos e olhou para o amigo dele, eles trocaram breves olhares e logo ambos caíram em uma grande gargalhada, que ecoou pelo longo corredor até lá se sabe onde.
–Pooxa! — Resmunguei.
–Foi mal, Lucy! É que alguém da sua idade se perder é realmente cômico. — Disse o de cabelos negros limpando alguma lágrima imaginária com o dedo indicador. — Mas podemos te levar lá sim, é só nos falar onde é.
Dei um sorrisinho tímido e começamos a andar, não levou mais que cinco minutos para que eu estivesse de volta à sala de Levy. Descobri nesse meio tempo que o nome do garoto de aparência sombria na verdade se chama Rogue, e que ele é uma ótima pessoa, muito gentil! Eu já havia me despedido deles uma segunda vez e ia entrando na sala quando meu braço foi puxado, me virei, era Sting.
–Então... — Ele esfregou a mão na nuca, parecia nervoso.- Posso te passar meu número? Aí podemos conversar no Line...
–Ah, desculpe, eu não tenho um celular.
Rogue e Sting olharam para mim aparentemente “abismados”.
–Sério?!
–Aham...
–Nossa! Que coisa! Bem, quanto antes você comprar, melhor. É bem necessário aqui nas cidades. — Rogue disse, qualquer um que visse de fora acharia que ele estava sendo ignorante ou até mesmo estava fazendo gracinha comigo, mas ele estava falando a sério.
–É verdade, eu sempre vejo meus amigos com, mas como não estou aqui há muito tempo, não me preocupei com isto... Bem meninos, agora eu preciso ir, okay? Bye-Bye!
Eu entrei e notei que a professora não estava mais ali, então lembrei de ter ouvido o sinal tocar e percebi que a aula já havia acabado. Corri para sentar ao lado de Levy, que me encheu de perguntas, a quais eu falei que responderia depois que as aulas acabassem. Ela pareceu um pouco frustrada, mas quando a aula começou ela já estava fazendo tantas anotações e prestando tanta atenção que presumi que se eu tivesse tentado contar a história ela nem prestaria atenção.
Quando todas as aulas acabaram eu acompanhei Levy e saímos da sala, indo até o estacionamento, onde Levy se encostou no carro de Erza. Nós conversamos um tanto até que o resto do pessoal apareceu na entrada do estacionamento, todos conversando entre si, até que nos viram e acenaram para nós – que retribuímos as ações.
–Beeeeeem! — A ruiva disse prolongando o 'e' por um tempo relativamente longo. — Já que está na hora do almoço, que tal saírmos para comer fast-food ou algo assim?! Para comemorar que Lucy está aqui!
–Pra mim tanto faz o motivo, só quero fast-food! — Disse Gajeel soltando o seu típico “Gee-he” após terminar de falar.
–Que tal comermos no Shopping? É eficiente para todos, porque eu não quero fast-food. — Se manifestou Gray, já sem camisa.
Todos concordamos, eu entrei no carro de Erza com as outras meninas e os meninos foram em seus respectivos carros. Notei que Natsu nem mesmo me direcionou um olhar durante este meio tempo, o que me deixou um pouco aborrecida, mas bem... aposto que foi por falta de tempo! Quando chegarmos ao Shopping eu falarei com ele... E ah! Resolverei o assunto do namoro com o Sting.
Natsu POV
Nós chegamos no Shopping em vinte minutos, o que demorou um pouco já que eu estava ansioso para falar com a Luce. Tá bom que eu fiquei com ciúminho dela ter ido com a Levy, mesmo que eu tenha dito que eu não me importava e até cometido o constrangimento de falar que só queria que ela fosse feliz. Puta merda, Natsu. Você come mato, só pode né?!
É claro que eu só fui perceber o que havia dito quando entrei na aula de Biologia e comecei a repassar os momentos. Eu quase tive um infarto na aula de Biologia! Que terrível morte! Bem, depois disso o professor falou para eu sair e tomar um ar, então eu decidi tomar água.
Quando eu estava voltando para a sala, vi que Luce estava do lado de fora, acompanhada de duas figuras que me pareciam familiares... Quando eu forcei meus olhos eu pude ver que eram Sting e Rogue!
O que eles estavam fazendo em Fairy Tail?!
Luce entrou na sala de Levy e eu na minha, mas fiquei o resto das três horas de aula divagando sobre o que podia ter acontecido entre eles, e talvez por isso eu acabei ignorando-a no estacionamento, só espero que ela não tenha ficado brava por causa disso.
Deixamos nossos pertences – tais como celulares e chaves de carro – em cima da mesa e fomos até as lanchonetes que queríamos pedir o nosso almoço. Erza, Gajeel, Juvia e Jellal pediram fast-food – mais precisamente um McCombo com direito a fritas grandes e Coca-Cola. Eu, Lucy, Levy e Gray pegamos lanches 'naturais' no Subway. Depois nos juntamos na grande mesa, tentando encaixar as bandejas ali. Conversamos sobre assuntos banais por um tempo, até que Levy tocou em um assunto que fez todos se calarem por curiosidade.
–Beeem, Lu-chan. Hoje você foi beber água e demorou um pouco mais que o normal, o que pode ter acontecido enquanto você saiu?
–Ah... Eu me perdi na escola, sei lá onde eu fui parar, aí eu sentei e comecei a choramingar.
Todos começamos a gargalhar, só a Luce mesmo.
–Eeeh?! E como você voltou?
–Ah, me ajudaram!
–Quem? — Perguntou Juvia.
–Sting Eucliffe e Rogue Cheney!
O lanche caíu da mão de vários ali presentes, mas eles pegaram antes que caísse no chão, e eu fui um desses. Consegui pegar meu lanche de frango Teriyaki por pouco!
–O-Oquê?
–Isso mesmo, ué. O que tem eles?
Todos nos entreolhamos e Erza deu um sorrisinho tranquilizador para Luce.
–Nada, Lucy. Em um passado distante, a escola do Rogue e do Sting, a Sabertooth foi grande inimiga e rival da Fairy Tail, mas eles mudaram de diretor e tudo está em paz entre nós agora. Porém o Sting tem fama de grande pegador, ele não tentou nada com você... tentou?
–Ele me pediu em namoro, mas só.
Tá.
Se antes nós tínhamos derrubado nossos lanches, quem não tinha realizado essa proeza fez agora, e Gajeel e Levy cuspiram o refrigerante deles, Jellal quase caiu da cadeira e Juvia deu um grito, sei lá porque ela gritou.
Mas pera...
Ele pediu ela em namoro?!
–Ah, não, pera, ele tinha pegado na minha mão. Eu falei que ia pensar, ele me ajudou a chegar na sala de volta e pediu meu número de celular, mas eu não tenho então falei a verdade pra ele.
Estavam todos no chão, literalmente, todos jogados no chão, é isso que fazemos quando estamos desacreditando de algo que não é muito trágico – porque já pensou, alguém ter morrido e nós nos jogarmos no chão?! — Menos eu, que estava perplexo demais para me mover um músculo sequer.
–É SÉRIO ISSO, LU-CHAN?! — Gritou Levy se levantando e atraíndo a atenção de algumas das poucas pessoas que haviam por ali, ela se curvou em um pedido de desculpas e voltou a sentar-se, logo todos fizeram o mesmo.
–Sim, mas sabe... Eu não sei o significado de namoro, então não dei uma resposta para ele e pedi para esperar para que eu pudes-
–Vai namorar com ele o escambal a sete! — Eu disse com um tom sobressaente de raiva na minha voz, o que pareceu assustar Luce, já que ela se encolheu um pouco. — Mesmo se namorasse, o Sting é o maior galinha!
Então todos me olharam com as sobrancelhas arqueadas, mas Luce foi a única que falou:
–Ah, poupe-me Natsu! Você falando isso?! Até parece que você tem moral pra falar isso!
–Eita cabeça de fósforo! Ela conhece teu histórico!
–Cala a boca, Gray!
Me levantei e espalmei as mãos na mesa, produzindo certo barulho.
–Pois bem Lucy! Você vai namorar com ele o caramba!
Ela fez o mesmo que eu, e já que estávamos ambos nas pontas da mesa, ficamos de frente um para o outro, mas pelo fato de serem duas mesas não ficamos próximos.
–Aham! Com certeza! Olha aqui, Natsu, você pode ser meu amigo, mas nos conhecemos a pouco tempo e eu posso saber pouco das cidades grandes e de tecnologia e essas coisas, mas eu tenho meus próprios direitos e você não manda em mim!
Ouvi alguns 'oooh' e quase mandei calarem a boca, mas senti a raiva me consumir.
–VEJA LÁ COMO FALA COMIGO! — Gritei apontando para ela com a mão direita – VOCÊ NÃO TEM MORAL! VAMOS LEMBRAR POR QUE VOCÊ ESTÁ AQUI MESMO E NÃO EM JA... NO SEU PAÍS NATAL SOFRENDO?!
Eu sabia.
No meu interior eu sabia que estava perdendo o controle, porque quando eu fico com raiva ou as coisas não acontecem muito de acordo com o que eu quero, eu fico... um pouco raivoso, sabe.
Mas eu não conseguia parar de gritar com ela.
Luce recuou um passo e logo voltou à sua posição, me encarando com raiva.
–Pare de gritar comigo, Natsu! Você acha que tem o direito de fazer isso também?! Eu pensei que nós fossemos amigos!
–Amigos... Tá bom! Mal nos conhecemos! Eu só soube da sua existência há uma semana e olhe lá! Você tem sim seus direitos, mas sair com o Sting eu não vou permitir! Ele só vai te decepcionar e você mal sabe o que é gostar e já quer sair namorando por aí?!
Mentira.
Eu ia estar dando este mesmo ataquezinho se o Chow Chow da vizinha, o Pooh, tivesse pedido para namorar com ela, mesmo que não tenha sentido um cahorro pedir uma humana em namoro.
–O quê?!! Natsu, pare com todo esse piti! O que é isso?! Gostar? E o que gostar tem a ver com namorar?! E eu sei muito bem o que é gostar tá! Até mesmo eu tenho uma pessoa de quem eu gosto!
Nesse momento eu me calei, não consegui retrucar.
“Até mesmo eu tenho uma pessoa de quem eu gosto”
Isso não queria parar de se repitir na minha mente.
Como assim Luce gostava de alguém?! Mas ela mal começou a conhecer o mundo, não é possível algo assim!
–Aaaah! Chega de discutir com você! SUA SEM NOÇÃO RETARDADA! — Gritei. Eu que era o sem noção retardado, mas fazer o que né... — VOCÊ TEM É QUE COMEÇAR A NAMORAR COM O STING MESMO E SUMIR POR AÍ! VOCÊ SABE O QUE É GOSTAR E EU SOU A MADONNA NÉ, PORQUE OS DOIS SÃO SITUAÇÕES BEM REAIS! Arrrrrgh! Chega, Chega! Fui! Fica aí! Aproveita e compra um celular e manda uma mensagem pro Stingzinho e pra essa pessoa que você gosta! Ah, pode ir morar com eles também!
Saí da mesa e comecei a andar para qualquer lugar, sem nem ao menos olhar para trás ou algo assim, só sai pisando fundo.
Lucy POV
Olhei para Erza e Levy, que estavam sentadas uma ao lado da outra.
A face delas mostrava um misto de muita surpresa e um pouco de indignação e raiva.
Bem, todos praticamente estavam com os rostos assim.
A imagem perfeita que eu tinha antes começou a borrar-se, e não digo isso sobre Natsu, pois nunca tive uma imagem perfeita dele. Minha visão começou a borrar, e de repente senti algo molhado atingir minha mão que estava sobre a mesa, quando virei para olhar o que era, vi uma lágrima.
Deixei-me cair na cadeira e coloquei as mãos na frente do meu rosto em forma de concha, comecei então a chorar realmente forte. Tentei também enxugar as lágrimas que escorriam, mas parecia que isso só fazia o fluxo crescer mais e mais.
–Lu-chan! Lu-chan! Hey, pare de chorar! Não foi nada. O Natsu vive tendo esses ataques, já, já ele volta aqui para pedir desculpas.
–Esse Natsu passou dos limites agora! — Ouvi a voz de Erza e pude ver ela fazendo um singelo estalar com a língua.
–Cabeça de fósforo sem noção!
–Juvia acha que o Natsu passou dos limites desta vez! Ele falou coisas terríveis para a Lucy, eu acho que ela tem razão! Não, na verdade ela tem toda a certeza, o que ele tem para pensar que tem direitos sobre ela?!
Enquanto Levy tentava enxugar minhas lágrimas com um guardanapo e Erza tentava me animar juntamente a Juvia, os garotos se levantaram e Jellal disse:
–Nós vamos atrás daquele idiota. Erza, por favor leve Lucy para a casa de vocês, acho que o Natsu está tão raivoso que se Lucy voltasse para o apartamento ele iria brigar com ela novamente.
–É claro! Não precisava nem pedir, eu ia fazer isso mesmo contra a vontade dela.
Os garotos me confortaram um pouco e saíram logo em seguida.
–Então, Lu-chan... Vamos lá, não vale a pena ficar aqui chorando o leite derramado. Em casa você toma um banho beeem refrescante e afoga as suas mágoas na água mesmo, tá? Não que nós deixaremos você fazer isso! Vamos conversar, Lu-chan. As vezes o melhor é conversar com as amigas.
Saímos do Shopping, eu já estava um pouco melhor, mas não muito. Poxa... Natsu realmente exagerou, as palavras dele me atingiram muito, eu sou um tanto quanto sentimental com isso. Eu estava tão feliz aqui que me fez esquecer de Jalus, mas Natsu me 'xingando' e gritando comigo daquele jeito me lemrou do meu país natal. Uma droga se vocês querem saber.
Logo estávamos no condomínio e na casa das garotas. Minhas lágrimas já tinham parado, mas eu fungava. Tomamos um banho e ninguém falou enquanto isso.
Quando chegamos ao quarto de Levy, haviam 4 pijamas em cima da cama. Ainda estava cedo, mas o ar estava ligado e estava tão frio que vestimos os pijamas sem reclamar, tomara que fiquemos o dia aqui no quarto, conversando, comendo e vendo filmes. Pareço uma garota depressiva dos filmes assim, mas falemos sério, quem imaginava que Natsu iria gritar comigo daquele jeito? Ele ainda me mandou ir namorar com o Sting e sumir por aí... E disse que eu podia ir morar em outro lugar. Isso foi terrível!
Sentei no tapete com as pernas esticadas e encostei na cama, enquanto Levy deitou de barriga para baixo e apoiou o rosto nas mãos enquanto balançava as pernas, Erza sentou em posição de índio e Juvia simplesmente deitou de barriga para cima, mais no chão que no tapete mesmo.
–Então... — Erza começou.
–O Natsu tem esses surtos mesmo, Lucy! A Juvia te garante isto. Mas ele nunca foi tão extremo assim com uma garota que ele não realmente odiasse, e não me parece que ele te odeia.
–Pois é, Ju-chan, achei estranho também... Mas quer saber, Lu-chan? Você tem é que aproveitar a vida mesmo. Você parece ter sido tão solitária antes, por que não gastar esse tempo perdido agora? Claro que sem fazer nenhuma besteira, né.
–E o que foi aquilo de você gostar de alguém?
Suspirei.
–Verdade, eu devia aproveitar, mas me sinto independente do Natsu, e eu não quero isso... E sobre eu gostar de alguém... Depois da sua explicação, Erza, eu pensei bastante e cheguei a conclusão de o que você descreveu se encaixa na situação que eu passo com o Natsu.
Elas se entreolharam, mas não pareceram muito chocadas, só surpresas.
–Pensamos que você nunca ia admitir.
–Eh?
–Tava meio que na cara né! Mas tudo bem, ficamos feliz que você tenha falado, ia ser meio triste se não tivesse.
Dei um sorrisinho com aquilo, elas parecem ver através de mim.
–Tomara que mais ninguém tenha percebido, né! Depois de agorinha tomara até que esqueçam que eu existo! — Eu disse meio sarcástica.
Elas riram e eu ri junto, mesmo que percebesse que fosse um riso para descontrair.
–Então, Lu-chan... A verdade é que nós pensamos que o Natsu também gosta de você...
Levy-chan que disse isso, mas ela levou um tapa na cabeça de Erza e Juvia logo após, pareceu bem forte por sinal.
–Cala a boca, Levy sua idiota!
–Pois é Levy! A Juvia acha que seria bem mais romântico e divertido se ela descobrisse por si própria! Tipo assim, tem gente que até hoje não percebeu que o cara que ela gosta também gosta dela, e é bem mais fofo que um romance imediato! Precisa das confissões e todo o escambal, poxa!
–Ouch! Me desculpa aí! — Ela resmungou esfregando a mão no lugar onde a bateram. — Sinto que isso foi uma indireta, mas vou ignorar. Tá bom que eu errei, mas...
Comecei a rir histericamente e elas olharam para mim assustadas.
–O que foi, Lucy?
–Ai, ai garotas! Só vocês mesmo! O Natsu gostar de mim! Tá bom, acredito bastante! — Eu disse enquanto batia a mão no tapete felpudo, que por ser felpudo mal fazia barulho com o choque da minha mão e o chão.
–Aff, Lu-chan! Fala sério! Se ele não gostasse, por que ele teria aquele ataque de ciúmes?!
Parei de rir e comecei a pensar.
–Não foi um ataque de ciúmes! É porque eu tenho dívidas com ele! Por isso ele deve ter achado ruim eu ficar me divertindo por aí! Mas ainda assim, ele não manda em mim.
–Bem... — Erza puxou, esse 'bem' foi tão carregado de segundas intenções que todas nos calamos no mesmo momento. — Que tal darmos uma liçãozinha ao Natsu?
–Como assim, Er-chan?
–Sabe, ele falou aquilo mas aposto que nunca pensou que pudesse realmente acontecer, então eis que eu proponho: vamos levar a Lucy para comprar um celular, adicionar o número do Sting e ela não aceitará o pedido de namoro, mas irá propor um encontro para eles! Com certeza Sting vai concordar, eu o conheço muito bem! Então nós fazemos Natsu ver e bam!
–Mas isso não deixaria o Natsu idiota com mais raiva ainda?
–Claro que não, Levy. Até parece que não conhece o Natsu.
–Isso mesmo, Levy. A Juvia pensa que ele iria ver que está perdendo a Lucy e ia tentar recuperá-la! Ia ser perfeito!
–Bem...
Todas se viraram para mim, pareciam decididas.
–O que você acha, Lucy?
Inspirei fundo e suspirei, dei um sorrisinho maldoso e comecei a falar:
–Bem, eu não gosto disso de vingança. Muito menos acho que o Natsu gosta de mim. Mas sair com o Sting parece divertido e o Natsu está merecendo algo depois de hoje. Então, por que não?
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