Primeiro Amor

12 Um nome estranho


Notas iniciais
OI GALERA DO NYAH! Como vão vocês? Espero que bem. Pelo que eu vi minha última atualização aqui foi em Setembro... Tipo... 6 meses atrás? -q Mas nas notas finais do próximo eu falo mais :3

Já havia se passado um mês.

Bem, quase isso. Faziam vinte e sete dias que Lucy não tinha contato com Natsu.

A ex-fada ficara na casa das amigas durante todo este tempo, a amizade delas havia crescido muito, noitadas e mais noitadas, segredos e tudo que se tem direito em uma amizade verdadeira. Mesmo sendo apenas um mês de amizade, Lucy sentia como se fosse um século inteiro que conhecia as garotas.

E do outro lado o que acontecia?

Ah, nada demais.

Se o rosado se sentia culpado pelo que havia acontecido? Claro, obviamente. Mas seu orgulho era tamanho que não permitia a ele desculpar-se com a loira. Gajeel, Gray e Jellal tentaram amenizar a situação e fazer o orgulho do amigo diminuir, mas não se lida tão facilmente com Natsu Dragneel, ele não vem com um manual de instruções e se viesse, não prestaria por ser um 'robô defeituoso'. Natsu era um garoto complicado quando queria, e um pouco fora dos 'conceitos' da sociedade. Era um bom irmão, bom filho, mas era teimoso, odiava ir para as aulas, adorava ficar com os amigos e de vez em quando gostava de mostrar sua fortuna. Um jovem normal, mas ainda assim diferente.

O plano de vingança das amigas continuava de pé, mas quem disse que era fácil executá-lo quando o Dragneel não permitia nenhuma aproximação?

Parecia um filme de colegial, e Natsu estava protagonizando a mocinha, fugindo daquele modo. Talvez porque ele soubesse que se olhasse fundo nos olhos cor de chocolate da loira, iria dar a calhar e seu orgulho iria por ralo abaixo. E Natsu tinha muito orgulho em manter seu orgulho.

✖ ✖ ✖

“Lu-chan! Garotas!” Gritava Levy enquanto entrava correndo na casa.

“Achei ofensivo nós sermos as 'garotas', Levy!” Erza se pronunciou levantando do sofá e colocando as mãos na cintura.

“Desculpe, desculpem! Mas adivinhem só!” Levy tentava falar ofegante

“Se acalma, Levy-chan. Um, dois... Agora fala!”

A azulada maior, Juvia, apenas observava a conversa enquanto dividia a atenção com a televisão onde passava The Voice Fiore, era a final e não iria desprender a anteção da televisão nem mesmo se o mundo fosse acabar. Juvia era o tipo de pessoa que ansiava por novos capítulos de fanfics e novos episódios de séries e programas.

“Então... Hojeeutavapasseandoeaieuesbarreicomadivinhaquemissomesmocomstingerogueaielepegoueperguntoudevocêe-”

“LEVY!” Gritaram as três em coro.

“Acho que achamos a nova Eminem não é não?” Juvia disse irônica, mas ainda sem desviar a atenção completamente da televisão.

“Levy, acalme-se homem.”

“Tá bom, deixa eu começar de novo... Hoje eu tinha saído para comprar um livro que eu gostei, aí eu esbarrei com... Sting Eucliffe e Rogue!”

“Sério?!”

“Sim, sim! Mas isso não é tudo! Ele falou... 'Oi Levy! Quanto tempo não é mesmo? Como vai você?' aí eu respondi 'Ah, vou bem Sting e você?' e ele falou 'Sim, eu também' e ele perguntou 'Mas e a Lucy?' e eu fiquei surpresa mas respondi 'Ah, ela vai bem também. Ela tem um celular agora!' e ele ficou super animado, me passou o número dele e pediu para passar para você também!”

Levou alguns segundos até interpretarem a informação que Levy passara. Quando a azulada ficava afobada tinha o costume de falar tudo embolado, como agora. Mas caso você não tenha entendido, a garota Levy encontrara os “irmãos, como chamavam na Saber, na rua e o famoso Sting passou o número de celular para Levy pedindo para que também entregasse à Lucy.

“E...?”

“Suas tolas! Agora podemos realizar nosso plano!!”

Mais alguns segundos de puro silêncio para lembrar-se do plano que elas ficaram planejando durante uma semana...

“Perfeito!” Gritaram as outras três em coro.

Aquele era o momento. Sting estava interessado em Lucy, e Natsu começara a ceder vagamente; óbvio que ele não sabia que estava desistindo de ser o “machão”, mas os amigos percebiam. E já estava na hora não é mesmo?

“Agora é só relembrar o plano e taaa-dã! Talvez tenhamos tudo nas nossas mãos!” Erza disse notavelmente animada. Não sabemos muito bem o motivo, mas a adrenalina dessa mulher aumenta muito quando ela vai fazer algo “errado”.

“Então o que estamos esperando? Vamos para o quarto!” A azulada menor falou entusiasmada.

“M-Mas... O The Voice...” Juvia choramingou enquanto alternava o olhar entre as amigas e a televisão em suas pobres cinquenta e duas polegadas.

“Pode terminar de ver, Ju-chan. Apesar desse plano ser importante, sabemos do seu amor pelos programas; que tipo de amigas seríamos se tirássemos isso de você? E tenho certeza que lembras do plano, então... Voilá!”

As garotas saíram correndo escada acima, cochichando e dando risinhos animados. Lucy havia mesmo entrado na vibe da “vingança amigável”. E Juvia só tinha a agradecer por ter amigas tão incríveis como aquelas, pensou enquanto voltava a atenção para o programa.

✖ ✖ ✖

Bem, vou dizer para vocês, caros leitores. A vida do herdeiro Dragneel não estava nas melhores condições. De estado e humor claro; porque social e economicamente andava maravilhoso como sempre fora para o garoto, nascido em berço de ouro.

Continuava indo à faculdade, saindo com os amigos – estes que insistiam para que voltasse a falar com certa loira. Mas ultimamente os treinamentos para Dragneel... intensificaram, podemos dizer? Não é pra menos, o pai não estava velho, mas teria que deixar as coisas ao cargo de Natsu algumas vezes, para simulação real.

E você deve ter notado que eu falei de certa loira. Pois bem, ela mesmo.

Lucy Heartfilia, um nome estranho foi o que Natsu percebera quando parou para analisar. Metia coração, em inglês, no sobrenome e filia que o lembrava de Zoofilia... Credo!

Mas era essa mesma garota, de nome estranho, cabelos loiros e um sorriso brilhante, que não saía da mente de Natsu.

E o dia em que perguntara para os amigos sobre isso? Se fosse ele te contando isso com certeza ocultaria uma boa parte, mas vamos lá.

Natsu não tirava aquela loira da cabeça, sua voz, aparência e até mesmo um vago cheiro eram lembrados pelo rosado. E ele nunca havia se sentido desse jeito. Oras, várias garotas eram bonitas, extremamente bonitas, algumas até mais que Lucy; antes, pois agora de alguma maneira, quando ele comparava a loira com outras não via graça alguma nelas e sim na menina de nome estranho.

Se você abrir o caderno de Natsu Dragneel verá muitos, muitos rabiscos com o nome da garota.

Digo, você veria, já que ele amassou a folha e jogou no lixo.

Por quê?

Não sei. Nosso amiguinho é um enigma indecifŕavel em questão aos sentimentos profundos, aquela questão na prova que não sabe e deixa por último (nas maiorias das vezes erra), o “qual das cores eu escolho?”. Se você parar pra pensar, ele é um garoto muito extrovertido e que fala seus pensamentos, ele se manifesta. Mas você raramente verá Natsu Dragneel, um garoto de cabelo rosa goiaba natural, falando sobre amor ou sentimentos.

Mas continuando:

Natsu contou aos amigos como se sentia em relação à “amiga” e foi uma alegria danada, ou eu diria... uma zoação danada?

Não que eles não soubessem antes, mas tê-lo ali admitindo algo era considerado uma conquista. E os garotos acreditavam que com aquilo, o teimoso poderia ceder. Ledo engano o deles.

Acredita que o orgulho do menino Dragneel ainda prevaleceu nesse momento?

Mas eles deram o veredito. Ao mesmo tempo que chocou Natsu, ele sentiu que em algum lugar dentro de si, não me pergunte onde, ele já sabia. Seu coração, provavelmente, antecipara isso.

Natsu estava apaixonado por Lucy Heartfilia.

✖ ✖ ✖

O plano fora bem bolado. Bem, ao menos na mente das meninas ele fora.

E consistia em algo mais ou menos semelhante ao que você lerá em seguida:

Após conseguir o número de Sting, a dona do celular (Lucy, no caso) iniciaria uma conversa. E depois de conversar as coisas básicas (e ficar sem assunto, porque admitamos: o rumo de todas as conversas é esse), Lucy perguntaria o que o outro loiro faria no Sábado (já que estavam em uma Quinta-Feira). Se os deuses colaborassem, Sting não teria nenhum afazer. E elas acreditavam que se tivesse desmarcaria, devido ao interesse na loira. E ele perguntaria o mesmo, ao que Lucy diria que ia ao cinema com as meninas assistir um filme, mas elas não poderiam mais ir.

Aí tem uma brecha. Elas poderiam ir em outro dia, mas shh, deixa o plano delas.

E como o bom garoto que é, Sting não perderia a oportunidade e chamaria a garota para sair. Depois disso, Lucy falaria que estava super ansiosa para ir em uma nova sorveteria. Então bastava levar Natsu para lá. Taa-dã! Plano concluído!

Você não tem noção do quanto essas garotas estão ansiosas para por tudo em prática.

Mas afinal, será que isso daria certo?

✖ ✖ ✖

E deu.

Não preciso nem descrever muito, mas Sting e Lucy engataram em uma conversa que fluiu muito bem. O loiro não tinha nenhum compromisso para o Sábado (ou ele dizia não ter).

“Parte 1 foi finalizada com sucesso!”

“Yaay!” Gritaram as quatro garotas, porque The Voice já tinha acabado.

“Como procedemos agora mesmo?” Perguntou Lucy enquanto virava a cabeça para o lado em sinal de confusão.

“Bem, agora é a parte que entramos com os meninos!”

“Ué, mas eles sabem do plano da Juvia e das garotas?”

“Não, Ju-chan. Mas não precisam saber. Aliás, nós só mandaremos eles levarem o Natsu para lá. Ele nem terá ideia que a Lu-chan está lá.”

“Parando pra pensar agora, esse plano é no mínimo... cruel.”

“Ah, pois. Mas isso tem um propósito, claro. A vingança afinal; é um prato que se come frio.”

Dois dias (ou um já que era quase Sexta-Feira) passariam não tão rápidos diante à ansiosidade.

Mas no final... valeria a pena, é o que elas pensavam.

Notas finais
E AGORA PASSEM PRA PRÓXIMA PÁGINA. CAPÍTULO DUPLO? -q