Primeira Canção

10 Louca em Alice Cullen


Notas iniciais
Querem me matar? ~todas gritam siim! ~ pois éh, acho que vc's podem... rs' :$
Seguinte, demorei pq estava viajando e comecei a escrever uma nova fic... quando postar, vc's serão as primeiras informadas... :D
Bom, amores, Boa Leitura, até lá em baixo!!

A viagem de volta não podia ter sido mais prazerosa. Quando Bella pediu para ir embora, o sorriso torto de Edward foi a coisa mais linda que ela já havia visto. Bella sorriu como uma boba enquanto era guiada por ele até a porta do carro. Nesse exato momento, segurava uma de suas mãos em cima do banco e com outra dirigia. Ela havia encostado as costas no vidro para poder olhá-lo melhor. Às vezes ela inclinava a cabeça como uma criançinha curiosa e se perguntava o que estava acontecendo e se tudo aquilo era real. Então sentia o calor da mão de Edward na sua e acreditava no impossível. Sim, ele tinha a beijado, não fora um sonho.

Ele a encarou rapidamente, voltando sua atenção à estrada. Sorriu minimamente ao lembrar da beleza daquela garota. Uma beleza peculiar, que ele nunca tinha presenciado. Apesar de não ser nenhum pegador, ou algo do tipo, Edward já estivera com muitas mulheres, e nunca, em toda sua vida, havia visto algo parecido. Ela era linda de um jeito que ele amava. A forma com que o cabelo dela era cacheado, ou a tonalidade deles, o tom de suas bochechas quando ela ficava com vergonha, ou o vigor do rosa em seus lábios. Parecia irreal o que tinha acontecido na praia. Ele até agora não entendia como havia reunido coragem para realizar tal ato.

Dirigiu por menos de dez minutos, apesar de ter pegado o caminho mais longo para prolongar seu tempo com a garota. Parou em frente sua casa e se animou com a careta que ela fez ao notar que já haviam chegado. Bella não fez nenhum movimento para sair do carro. Estava ocupada demais pensando no que seu pai iria falar.

Ela iria chegar sem Alice. Provavelmente a amiga já tinha chegado e seu pai obviamente tinha notado a falta da filha com a baixinha. As broncas seriam incessantes, com toda certeza. Apesar de que seu pai é meio imprevisível. Suspirou. Iria levar uma bronca e isso era irrevogável. Deixou pra lá, não tinha como voltar atrás. Aliás, ela nem sabia se queria. Foi uma das melhores noites da sua vida, sem duvida alguma.

Virou-se para o homem ao seu lado e olhou de relance para suas mãos juntas sobre o couro macio do Volvo. Sorriu.

–acho que já é hora de entrar. – ela disse dando um suspiro no final, causando uma risada nele. – nos vemos amanha, certo? – ela disse soltando suas mãos.

– quando você quiser. – ela ignorou a imensidão de planos que surgiu na sua mente para não dormir em casa e ficar o resto da noite com ele e sorriu.

–bom, até amanhã então – estendeu sua mão em direção à maçaneta da porta, mas foi parada por uma voz extremamente sexy.

–Bella, não está se esquecendo de nada não? – ela pensou por alguns minutos e balançou a cabeça negativamente, ele suspirou. – meu beijo de boa noite.

Ela sorriu largamente enquanto se esticava em sua direção, sobre o banco. Colocou uma mão em sua coxa, para se apoiar melhor e o deu um selinho. Quando estava se separando ele a puxou de volta.

–nossa, só isso? Nem vem, quero um beijo de verdade. – Agora sim, foi o beijo. Seus lábios se moviam em sincronia e suas línguas travavam uma batalha erótica. Eles se separam ofegantes. Edward sorriu – bem melhor. Boa noite, pequena.

–boa noite! – ela disse e saiu do carro rapidamente.

Colocou primeiramente o pé direito no chão, com o intuito de atrair uma sorte que nunca estivera presente em sua vida. A luz do quarto de seu pai estava acessa. Péssimo sinal. Colocou o resto do corpo para fora do carro e deu dois passos em direção à casa, largos, rápidos e decididos. Os soltos faziam um barulho irritante no chão. Mas ela se limitou a expirar e inspirar. Quando estava perdendo as esperanças escutou passinhos de formiguinha aguçados pelos saltos finos. Virou-se na direção do barulho. Alice! A sua salvação chegou correndo ao seu lado, com uma cara não muito boa. A baixinha deu um sorriso amarelo ao chegar mais perto da morena.

–ufa! Não cheguei tarde de mais... – ela disse respirando fundo e apoiando-se com as duas mãos no joelho, como se acabasse de correr uma enorme maratona. – vamos entrar. Ou então sei pai nos matará, são onze horas. – Alice disse dando um techalzinho para o homem que estava na janela naquele momento as observando atentamente.

–sim, vamos. – Bella a pegou pelo braço e a arrastou para dentro de casa.

(*)(*)(*)

–não acredito! Vocês se beijaram? – ela disse se levantando do colchão e começando a dar pulinhos no mesmo lugar. De repente ela parou e se ajoelhou no tapete, com as mãos postas como se fosse orar. – Obrigada, Senhor Meu Deus, por me fazer a irmã mais feliz do mundo. E... – ela abaixou o tom de voz – por fazer meus planos darem certo...

–menos, Ali, bem menos. – Bella disse fazendo um movimento engraçado com a mão sorrindo de orelha a orelha.

– como menos? – a baixinha fez cara de abismada e ofendida – meu irmão, finalmente, se desencalha, e minha melhor amiga é a autora disso! É pra estar gritando pro mundo inteiro! – ela gargalhou se jogando com tudo no colchão onde as duas estavam deitadas.

Bella olhou para o teto e se deixou relembrar aqueles momentos prazerosos. Foi mágico, ela tinha que admitir, mas não era motivo para tanto escândalo, nem acreditava que seu ultimo namorado fora Alec, o garoto fútil e mimado que conhecera na adolescência e que até hoje estava no seu pé. Edward a fez descobrir um mundo totalmente diferente de todos já experimentados, e o melhor também. Ela suspirou e sorriu de canto.

–e, olha só, a Bellinha está apaixonada! – Alice disse apontando-lhe o dedo indicador da mão direita e com a esquerda posta na boca escondendo um sorriso.

–você é muito chata! – Bella lhe jogou o travesseiro na cara. Ela parou de rir com cara de indignação e sua boca se deformou em um sorriso malicioso.

–é guerra? Então, você terá!

Ela pegou o seu e bateu em cheio nas costas de Bella que se contorcia de rir. Ela levantou a cabeça abismada pela ousadia da amiga e devolveu, iniciando uma noite longa, que ficaria na cabeça de cada uma como cicatriz na memória...

(~)(~)(~)

Edward Cullen estacionou o carro na garagem de casa. Tirou a chave da ignição, abriu-a com facilidade e colocou o pé direito pra fora primeiramente. Girou as chaves dos dedos longos e pálidos e deixou o sorriso transbordar por seu rosto. Percebeu que o carro de Emmet ainda não estava ali. Com certeza estava aproveitando a noite. Abriu e fechou a porta da cozinha, evitando fazer barulhos. As luzes do andar de baixo estavam todas apagadas. Aproveitou para tomar um gole de água. Abriu a geladeira sem se preocupar com claridade, ao mesmo tempo em que se esticava todo para pegar um copo dentro do armário. Pegou a garrafa de água na porta e despejou o liquido frio dentro do recipiente. Bebeu tudo em dois goles longos, devolveu a garrafa e fechou a porta. Subiu para seu quarto com cuidado, parecendo um gato quando não quer fazer barulho. Ao chegar aos últimos degraus percebeu uma lâmpada vinda do seu quarto.

Andou até lá e colocou a cabeça na fresta que estava aberta. Encontrou sua mãe sentada na beirada da sua cama com sua camisa na mão. Na manga havia uma parte mais escura, em um circulo perfeito, ela estava chorando. Deu um passo pra frente e alargou mais a fresta. Trabalhou sua voz ainda antes te abrir a boca, fazendo ficar suave e baixa.

–estava chorando?

Ela levantou a cabeça atordoada no mesmo momento que tentava limpar os olhos. Colocou a camisa ao seu lado sentindo seu filho caminhar para seu lado. Ela abaixou a cabeça novamente e suspirou, tentando normalizar a respiração. Ele se ajoelhou na sua frente com toda delicadeza do mundo e levantou seu queixo com apenas dois dedos. Deu um sorrisinho fraco pra ela. Esme riu da atitude infantil do filho e balançou a cabeça em negação.

– chegou mais cedo do que eu imaginava... – ela observou sorrindo fracamente.

–sim, Alice ficou com sono, então pediu Caius para levá-lo para casa. E eu levei Bella. – ele disse rindo feito um bobo apaixonado.

–como é a famosa Bella? Pelo visto você gostou dela.

–como todos na mesa. – ele se esquivou não encarando a mãe nos olhos. – ela é adorável, e canta maravilhosamente bem… Alice tem razão em gostar dela.

–e você também tem. – ela murmurou, em troca levou um olhar inquisidor do filho – quero conhecê-la. – ela disse por fim. Edward pensou um pouco e depois sorriu como uma criança que acabou de ganhar um doce. – vou te deixar dormir, querido, deve estar cansado. Emmet ligou e disse que vai ficar no apartamento de Rose. – ela riu – esse sim sabe aproveitar... – murmurou ao sair do quarto.

Edward se jogou na cama se sentindo repentinamente cansado. Olhou para o teto e imaginou como seria ter aquela morena em seus braços novamente. Ele suspirou. Essa noite seria longa. Passaria deitado na cama sem conseguir tirar da cabeça as sensações que apenas ela poderia lhe causar novamente. Ainda podia sentir o formigamento onde ela havia estado, ou o calor de sua pele macia e branca, sentir com exatidão os lugares onde ela tocou e a exatidão de seus movimentos bem elaborados. Ela o havia conquistado sem fazer o mínimo esforço. Sem a troca de pernas como Victória veio fazendo durante todo o jantar, sem os olhares que a ruiva o lançara, ou os toques nada discretos que lhe eram oferecidos. A diferença entre as duas eram drásticas e ele sabia perfeitamente qual ele preferia. A pequena que havia marcado sua vida no momento errado.

(*) (*) (*)

Bella acordou animada aquele dia. Sentou-se na cama, esfregou os olhos e jogou longe o lençol que a cobria. Sorriu sem motivo aparente e começou a se levantar tentando não fazer barulho. Pegou uma muda de roupas, sua nécessaire, e saiu do quarto. Andou na ponta dos pés até o banheiro. Passou pelo quarto de seu pai que tinha a porta entreaberta, a cama estava arrumada, então Felipe e ele já haviam saído. Sorriu largamente com o pensamento e foi para o ultimo cômodo do corredor.

Fez sua higiene matinal e vestiu a roupa que havia trago após uma ducha rápida e fria. Calçou chinelinhos de dedo que estavam em cima do tapete e saiu. Abriu uma pequena fresta em sua porta e observou Alice dormir que nem um anjinho, com um sorriso mínimo nos lábios. Desceu as escadas pensando no que iria aprontar. Era mestre em acordar pessoas de maneiras incomodativas. Pensando nisso ela preparou o café da manhã e deixou tudo pronto em cima da mesa. Foi até a esquina de sua rua e comprou quatro pãezinhos frescos para ela e a amiga. Andou rápido na volta com medo de que sua demora atrapalhasse a surpresa que ela havia preparado com a melhor das intenções.

Abriu a porta de casa e encostou atrás de si dando uma breve olhada para o topo a escada. Tudo sossegado. Foi até a cozinha e colocou o alimento que havia comprado dentro de uma travessa pequena de vidro. Sorriu maliciosamente ao subir as escadas sem fazer barulho. Falhou miseravelmente ao tropeçar no quinto degrau. Andou para o quarto e ver o tamanho da sua trapalhada. Ela ainda ressonava tranquilamente. Bella riu baixinho. Parecia até pecado fazer o que estava planejando. Mas como ela já iria para o inferno de qualquer forma, optou por fazer sem remorso. Respirou fundo e tomou ar.

–acorda, garota, já passa das dez, é hora de acordar, preguiçosa! Vamos levanta essa sua bunda branca daí e vamos logo descer pra tomar café! – ela disse gritando em plenos pulmões. Alice pulou da cama assustada olhando de um lado pro outro dizendo:

–onde é o incêndio? Onde? Fala-me!

Bella gargalhou. Dobrou-se de tanto rir, faltava ar. Em certo ponto ela se deitou no chão e continuou a crise. Nunca tinha sido tão gratificante acordar alguém assim. Se morresse rindo desse jeito seria ótimo! Alice esperou que ela acabasse, tentado se situar. Quando tomou conta do que Bella tanto ria a olhou mortalmente e aguardou ela acabar.

–acabou? – ela perguntou. Bella balançou a cabeça reunindo fôlego. – pode começar a correr, porque você está ferrada.

Ela se levantou da cama com uma velocidade espantosa, e começou a correr atrás de uma Bella atrapalhada. Elas desceram as escadas correndo. Bella passou por todos os cômodos da casa tentando se esconder da baixinha que não a dava trégua alguma. Pulou a janela da sala de estar para a varandinha que tinha ali do lado de fora. Alice passou pela porta, o que levou mais tempo e se assustou ao saber que Bella tentava passar para a cozinha. Ela deu meia volta e foi esperá-la lá. Quando deu seu primeiro passo dentro do cômodo deu de cara com uma bela mesa de café posta. Sorriu desafiante.

–seu pai Fez isso pra gente? – ela ergueu as sobrancelhas perfeitas enquanto Bella colocava a mão no coração teatralmente ofendida.

–o que? Como pode pensar isso? Logo eu? Que acordei cedo para preparar tudo isso? Viu o que ganho por ser uma boa menina? É brincadeira viu! – falou falsamente indignada pela atitude da amiga, que começava a se balançar pelo teatro da morena.

Alice se sentou calmamente à mesa. Pegou uma torrada e passou geléia. Pôs o suco de melancia que estava ali em cima, no copo à sua frente. Viu quando Bella a acompanhou ainda um pouco emburrada. As duas se entreolharam por dois segundos, voltaram a fazer o que faziam apenas para depois se olharem novamente. Dessa vez caíram na gargalhada, sem motivo nenhum. Alice comeu sua torrada em meio a risadas, enquanto Bella passava doce de leite em seu pão rindo como uma verdadeira sem noção. As duas se dobravam de rir e não tinham a mínima pretensão de parar. Até Alice se levantar de rompante se virar e subir as escadas. Desceu quinze minutos depois trocada de roupas e os cabelos penteado.

– Eca! Nem acredito que ia tomar café sem escovar os dentes! Viu o que você faz, Bella? – Alice disse com as mãos na cintura olhando duro para a amiga que segurava o riso. – a propósito, Edward ligou. – Alice disse olhando para a amiga desconfiada ao vê-la parar de rir e a olhar com olhos arregalados.

–como assim, ele ligou?

–e, olha só, quero ver negar agora que gosta do meu irmão. – Alice disse com uma voz irritantemente fina. Bella se limitou a bufar e corar. – viu, quem cala consente! – ela disse toda feliz, como se estivesse dizendo a maior verdade do mundo. – ele me disse que vai passar aqui em frente daqui a meia hora e que é pra estarmos prontas ou então ele arromba a porta do quarto.

Ela deu um pulinho quando chegou ao ultimo degrau para pisar no chão. Bella continuava com a boca entreaberta ao pensar no Edward em sua casa. Alice riu safada e murmurou algo incompreensível enquanto dava um tapinha na testa da amiga, que estava ainda estática.

–Anda mulher, começa a fazer alguma coisa. Ou você quer que meu irmãozinho lindo quando chegar te veja com um vestidinho meia boca? Venha tomar café comigo logo. Odeio comer sozinha! – ela suspirou alto e Bella se limitou a dar uma pequena corridinha saltitante para a cozinha onde a baixinha já estava.

Elas tomaram café rindo como bobas. Alice em certo ponto até cantarolava. Subiram para o quarto. Vale a pena ressaltar que Alice estava nas costas de Bella, rindo como uma demente pelo ventinho que batia no seu rosto enquanto Bella dava uma corridinha no corredor. Ela jogou a baixinha na cama, enquanto essa gargalhava. Ficou em frente seu guarda-roupas e pensou no que vestir. Ela parecia indecisa quando sentiu uma bunda magra lhe bater nos quadris a tirando daquele lugar, sem a menor delicadeza.

–dá licença, branquela, que de moda eu entendo! – Bella riu enquanto ia para o banheiro tomar uma chuveirada rápida.

Alice pegou rapidamente algumas roupas enquanto Bella ia tomar uma rápida ducha. Separou também dois biquínis pra cada uma (a frase de sua vida devia ser “antes prevenir do remediar”) prendeu o cabelo esperando a morena sair do banheiro. Cansada de esperar sentada na beirada da cama (bem na pontinha para não atrapalhar algumas peças estendidas sobre o colchão de solteiro) levantou-se obstinada a tirar Bella de dentro daquele banheiro. Andou a passos largos e bateu (a murros) na porta. Isabella abriu a porta rapidamente, achando que a casa estava pegando fogo, tamanho era o desespero da baixinha, acabou levando um soco do nariz. Alice, quando percebeu o erro de calculo, caiu na gargalhada.

–Garota, sua louca, está doendo! – ela disse massageando o local dolorido. – vá logo tomar um banho, pintora de rodapé!

Antes de terminar a frase já estava correndo. Sabia que aquilo iria ferir o fundo da amiga, que correria atrás dela até no inferno para fazê-la retirar o que disse. A baixinha só se deu conta de que fora ofendida, quando, em meio a risadas inacabáveis, trancava a maçaneta.

–Bella, sua trapaceira, vai ter volta! – gritou exasperada.

A morena entrava no quarto quando escutou os berros no outro cômodo. Com absoluta certeza, quem escutasse aquela gritaria as chamaria de loucas. O que era uma quase verdade. Vestiu as roupas que a amiga havia separado, e teve que admitir, ela tinha um bom gosto irrevogável. Procurou dentro de uma caixinha em cima do toucador óculos escuros, a única coisa que Alice não havia pensado – já que em cima daquela cama tinha protetor solar, toalhas, bolsas, cremes, bronzeador solar (que Bella tentou não associar à vontade que a amiga tinha que ela fosse mais morena), e qualquer outra parafernália que você imaginar para um dia inteiro na praia (pelo menos era isso que ambas imaginavam).

Alice entrou no quarto quando Bella colocava tudo dentro das bolsas (duas, apinhadas de coisas). Arrumou seu cabelo com pressa ao notar que faltavam apenas cinco minutos para seu irmão chegar. Conhecendo como o conhecia não duvidava que ele estivesse encostado na calçada, apoiado no capô do carro. De qualquer forma se limitou a dar uma espiada pela janela, respirou aliviada ao perceber que estava enganada. Talvez ao conhecesse tão bem o irmão depois de sua estadia na Europa. Percebeu que Bella já terminava o que fazia. Pegou os óculos escuros (que não estava ali antes de ir tomar um banho) e a bolsa que estava pronta, colocou-a sobre o ombro e esperou a morena que ajeitava o cabelo em frente ao espelho.

As duas desceram três minutos depois, fecharam todo o andar de baixo e saíram ao escutar o barulho da buzina do lado de fora. Bella quase teve uma sincope nervosa ao notar Edward parado encostado na porta do carro. Óculos escuros, cabelos naturalmente bagunçados, blusa branca e bermuda escura. Ele era lindo mesmo sem nenhum trabalho. Sorriu pelo simples fato de vê-lo. Sua droga particular, fazia-a perder os sentidos, ficar mais alegre e tranquilha com apenas um olhar. Que piegas! – foi seu primeiro pensamento ao notar que ele tinha efeitos sobre ela.

Do outro lado da moeda. O ruivo se encostava apreensivo no carro ao esperar a irmã e sua futura namorada. Sabia, em seu intimo que estava cometendo um erro muito grave. Ela não poderia ficar em sua vida muito tempo. Ele não estaria mais ali, ou será que estaria? Ele se viu na duvida naquele instante. Deixou tudo isso de lado quando a viu andar em sua direção, ao lado de uma baixinha saltitante que não parava de sorrir. Sua presença era um entorpecente para incertezas e confusões, era apenas ela naquele instante. Sorriu. Seria sempre assim?

Abriu a porta da frente para Bella, enquanto Alice se virava no banco traseiro, com um bico enorme no rosto. Sabia da preferência da baixinha em andar sempre na frente, a conhecia como a palma da sua mão. A morena andou na direção do banco e entrou sem ao menos olhar o bonitão nos olhos. Ele suspirou, seria ela tímida ou esquecida?

– Bella? – ele disse depois de se sentar em seu lugar. – será que você pode me poupar do trabalho de te lembrar do meu beijo?

Ele fez uma carinha pidonha, como criança que quer doce, fazendo Bella sorrir de canto. Ela se aproximou dele calmamente e colocou as mãos em sua mandíbula. Passeou o dedão em seus lábios para apenas depois beijá-lo.

– Ei, Edward! Pára de engolir a Bella, precisamos sair daqui hoje, sabia? – Alice disse indignada – vamos colocar uma musiquinha pra animar.

Ela se colocou entre ambos e ligou o som do carro. Pegou um pen drive de dentro da bolsa, depois de revirá-la, e engatou no aparelho. Seu irmão gargalhou ao arrancar o conversível ao som de Britney Spears. Alice pareceu não se importar e cantarolava a música fazendo uma dançinha estranha até a praia. O ruivo dirigia a uma velocidade alucinante, e Bella se viu obrigada a perguntar onde estava o policiamento naquela cidade. Riu com o pensamento enquanto ele fazia uma curva arriscada para a esquerda.

Cinco minutos depois estavam encostando-se a frente de um calçadão. Desceram os três juntos, o que não agradou nem um pouco Edward, que olhou feio pra Bella quando a viu saindo do carro ao seu terceiro em direção à morena. Alice gargalhou, sabia que o irmão amava abrir a porta para as garotas. Bella, que naquele momento não entendia nada de nada, preferiu ficar calada. Edward pegou sua mão assim que ela chegou perto dele, e a baixinha riu depois de arregalar os olhos, totalmente surpresa. Nunca iria esperar uma atitude dessas de seu sério e impenetrável irmão que ainda não havia engatado nada sério com a garota.

Pararam na calçada para esperar Rosálie, Emmet, Jasper e Victória que descia de um jipe enorme do outro lado da rua. De mãos dadas o casal atravessava a avenida e para a surpresa e espanto de todos – inclusive Edward – o loiro e a ruiva estavam abraçados, rindo de alguma bobeira que ele havia falado no pé de seu ouvido. Alice e Bella se entreolharam a boca da baixinha sempre lhe toma a razão

– o que essa mocréia está fazendo aqui? – disse brava, colocando a mão na cintura.

– fala, minha linda pintora de rodapé! – Emmet disse quando chegava perto da irmã mais nova que o olhou abismada pela audácia.

–olha aqui, seu gigante atrapalhado, você é grande, mas não é dois não, ok? – ela falou com a voz alguns oitavos mais alta.

–relaxa maninha… e ai Bella? Como vai você? – ele disse a beijando na bochecha.

–ótima! – respondeu animada – Rosálie! – as duas se abraçaram enquanto Emm e Edward se cumprimentavam de forma nem um pouco convencional.

–sabe às vezes vocês não parecem ser os mais velhos da panelinha... – Rose se lamentou audívelmente.

–Oi, pessoas! – Victória disse quando se aproximou. Todos apenas acenaram enquanto as meninas a crucificava mentalmente, com direito a xingamentos impróprios para o horário.

–Olá pessoal! – Jasper disse tentando ser um pouco mais educado.

–vamos logo, o ar está ficando pesado e praia sempre melhora as coisas. – Alice disse claramente se referindo a bela mulher a sua frente que a encarava torto.

Andavam até uma parte um pouco mais vazia da praia. Àquela hora, o local estava lotado. Crianças brincavam na parte úmida da areia sob a supervisão dos pais preocupados que colocavam suas cadeiras na parte da frente da praia para poder vigiar seus pequenos melhor. Alguns jovens se arriscavam no mar ou paqueravam debaixo de um guarda-sol. Algumas senhoras de idade bordavam alguns panos, e as famílias brincavam entre si bebendo alguma cerveja ou refrigerante. Pareciam todos alheios à entrada de sete pessoas no local.

Alice pulou nas costas de Edward e o fez carregar de cavalinho até o lugar onde fincaram o guarda-sol. Rose, que amou a idéia da cunhada, fez o mesmo com o noivo. Emmet, que fora pego desprevenido, caiu no chão, esborrachando-se com a namorada. Seria cômico se não fosse trágico. Todos correram para ajudar. Segundos depois ficaram um olhando para do outro e quando viram Emmet, todo sujo e com um bico de choro, começaram a rir como loucos. Sentaram-se nas cadeiras, alugadas de ultima hora em uma barraca na beirada do calçadão.

Alice era a mais afobada, tirou o vestidinho branco em dois tempos, causando alguns olhares de curiosidade de alguns garotos que conversavam não muito longe dali. Rose foi a segunda, se livrou do short de alfaiataria alguns minutos depois que a amiga, soltou os cabelos loiros e colocou óculos escuros. Emmet foi à lua e voltou. Bella apenas forrou uma saída de praia no chão, sentou-se sobre ela e chamou a amiga para passar protetor. A baixinha saltitante se sentou em frente à morena e esperou que essa começasse. Mas não foi o que aconteceu. ]

Edward, naquele momento, tirava a blusa que usava. Deixando a mostra seu belo corpo esculpido por deuses. Alongou os braços e dobrou a blusa para depois colocá-lo dentro da bolsa de Rose. Alice seguiu o olhar da amiga, e se deparou com aquela visão.

– se não fosse meu irmão agarrava… muito gostoso… se deu bem, miguxa! Agora, para de babar! – e gargalhou.

–o que? Ai, Alice, eu não estava, ta!

E fez um barulhinho de impaciência enquanto despejava o conteúdo do vidrinho branco na palma da mão e espalhava nas costas da amiga. A baixinha se levantou em um bulo quando acabou e deitou sobre a toalha que havia trago. Depois Rose se sentou onde antes Alice estava, alugando um pouquinho, a mais nova amiga. Bella riu e se limitou a passar o protetor solar perguntando-se mentalmente o porquê de ela não gostar que Emmet faça isso pra ela. Deixou pra lá. Depois de Rosálie, a ultima pessoa que Bella pensou se sentou em sua frente como quem não quer nada.

–passa em mim, Bellinha? A Rosálie diz que eu fico o tempo todo mexendo...

Disse o grandão fazendo cara de choro, com biquinho e tudo, se virando para a amiga. Ela gargalhou enquanto despejava o liquido branco novamente nas mãos. Espalhou em suas palmas e passou sobre as costas – enormes, cabe ressaltar – do moreno. Ele mexeu o tempo todo, e a cada vez que isso acontecia, ela lhe dava um belo beliscão na base da coluna, ele reclamava, mas sempre voltar a fazer algo de errado. Cinco minutos depois – cinco vezes mais tempo que levaria em uma pessoa normal – Bella acabou o serviço. Quando isso aconteceu, ela se deitou sobre a saída de praia, conectou os fones de ouvido no MP3 e fechou os olhos. Alguns segundos depois, sua paz foi interrompida por uma intrometida, que tirou a música de seu alcance.

–levanta daí, Bella! Anda! Você mudou as suas roupas então tenta mudar um pouquinho seu jeito também! Sai dessa fossa, garota!

–Alice, querida, disse que viria não que usaria um biquíni!

Respondeu sarcástica, puxando os fones de ouvido das mãos da amiga. Arrependeu-se. Alice mandou um olhar para Emmet e Edward, que assistia toda a cena sorrindo como bobo. Os dois vieram como cachorrinhos castrados. Com apenas a palavra “jogue-a” eles entenderam o que ela queria dizer. Sorriram maliciosos, os três, enquanto Jasper gargalhava antecipadamente. O Grandão pegou Bella no colo, enquanto Edward se colocava ao lado da irmã. Bella percebeu que estava sendo erguida e começou a se debater freneticamente.

–Emm, o que você está fazendo? – quando não obteve respostas, continuou – Emmet Cullen, me põe no chão agora, garoto! – ordenou, mas em resposta recebeu um riso maroto e uma corridinha básica até a beirada da praia. – você não vai fazer isso vai? – perguntou engolindo sem seco ao imaginar a resposta.

Ela veio rápida. Sentiu suas costas sendo jogada na água salgada sem piedade ou dó alguma. Suas narinas se encheram daquele liquido ardente rapidamente, fazendo suas vias nasais parecerem ferimentos na carne viva. Sentiu seu corpo afundar rapidamente e sua boca se encher de água. Maldito seja Emmet, Alice Cullen! No momento em que seus pés tocaram tortamente o chão ela se firmou e submergiu.

Edward, na areia, ficava atento a qualquer sinal de que Bella estava se afogando de verdade enquanto seu irmão mais velho vinha correndo na direção de todos. Ele perdeu o fôlego quando viu a cena. Isabella tinha os cabelos molhados, seus olhos estavam em um ângulo extremamente sexy, sua blusa tinha uma alça lhe deslizando pelos ombros, onde a garota mantinha uma mão ao levantá-la sensualmente, os lábios carnudos e vermelhos ficaram entreabertos ao focarem o ruivo. Alice, que tinha em mãos uma maquina fotográfica, lhe passou para o irmão, que fez a foto perfeita da morena encharcada e sexy caminhando em sua direção a passos lentos, o que apenas facilitava o seu trabalho.

Bella tirou a blusa quando chegou à beirada da praia, deixando a mostra a sua barriga branca e magra, com um piercing no umbigo e os seios de tamanho mediano escondidos pela parte de cima do biquíni azul de rendas. Edward respirou fundo, tentando tomar o controle do corpo novamente. Focalizou as lentes e tirou inúmeras fotos, de quando ela tirou a blusa, ou quando ela tocou os dedos no objeto prateado que se prendia em seu corpo. Cada passo da morena foi capturado, a forma como ela movia as mãos, ou como seus passos eram suntuosos.

–Alice? – Bella chamou – você está ferrada na minha mão, porque isso não vai ficar barato. – avisou. A baixinha correu para trás de Edward que riu discretamente – e você também não me escapa...

– eu? – ele disse se fazendo de desentendido apontando para o próprio peito.

–claro! Você não impediu e ainda se aproveitou para tirar fotos do meu momento desastroso! Por falar nisso, pode ir excluindo isso, mocinho! – ela disse com uma mão na cintura.

Edward não fez nenhum movimento, apenas jogou o peso de uma perna para outra, encarando desafiadoramente a morena. Ela riu sarcástica, e deu um passo em sua direção. Ele deu um pra frente. Foram se aproximando devagar, até que ficaram bem perto. Suas bocas a alguns centímetros de distancia, ele fechou os olhos, quando sentiu a pele da morena encostar sem seu nariz… mas o momento perfeito foi interrompido quando ela se virou de repente e o deu as costas, quase o fazendo beijar o chão. Ele levantou o rosto abismado e abriu os olhos, raivosos e zombeteiros.

– Ela é má! – Emmet disse rindo.

–e você, Emmet Cullen, não perde por esperar! Você é grande, mas não é dois! – Bella fez um barulhinho com a boca engraçado.

–Bella?

–Alice, eu ainda não estou de boa com você… – ela disse colocando o MP4 acabado dentro da bolsa.

–Bella? – ela tentou de novo, a voz deixando transparecer a zombetearia.

–Alice, eu não quero saber...

–Bella, cala a sua boca! Olha o Edward, oh! – ela disse avisando. Bella se virou em tempo de ver o ruivo dando alguns passos curtos na sua direção.

–você me deve um beijo. – ele disse se ajoelhando onde ela esta sentada.

–não te devo nada. – Bella disse mordendo o lábio inferior sedutoramente e jogando a cabeça pra trás à medida que ele se aproximava.

–ah, você deve sim. E vai me pagar agora! – ele a beijou com furor repentinamente.

Ela gostou. Suas mãos foram para o cabelo do ruivo, enquanto as mãos longas dele serpenteavam pela cintura fina da morena. Alice deu um suspiro, entediada, Emmet falou “eca!” e Rosálie simplesmente saiu de perto na ponta dos pés. Ela riu sobre os lábios do rapaz.

Ao lado do nosso casal feliz, Jasper Hale e Victória se beijavam sofregamente. Rose deu um gritinho agudo, colocou a mão na boca e cutucou o noivo com o indicador esquerdo. Emmet por sua vez, gargalhou e deu um puxão na baixinha, colocando-a de pé em dois tempos. A reação da Alice foi indescritível. Ao contrário do que todos esperavam, uma lagrima rolou de seus olhos ao ver a cena. Foi como se um pedaço dela tivesse sido arrancado. Ela correu pra longe dali. Antes que alguém notasse qualquer coisa. Bella a olhou quando já estava longe, e chegou a se levantar para ir atrás dela. Mas Edward a impediu, entendeu que a irmã precisava de um tempo apenas pra ela naquele momento, ninguém poderia impedir que aquela dor saísse dela.

E Alice correu. Ela parou somente quando chegou ao mesmo lugar onde havia encontrado Bella aquele dia, chorando e acabada. E fez o mesmo. Se acabou, se derramou em lagrimas sem motivos aparentes. Perguntou-se se alguém viria atrás dela. Pensou que não e agradeceu por isso. Queria estar sozinha. Queria um por que, uma resposta. Qual foi a razão por ter chorado apenas por ver a pedra do seu salto alto se atacando aos beijos com outra garota? Não era racional. Ela sempre quis vê-lo longe.

O que está acontecendo comigo?, foi o que lhe veio a cabeça…


Notas finais
E então, o que acharam? ....
Eu sei, está horrivel... :'(
Prometo melhorar no proximo, mas é que eu queria andar mais rapido!! rs'
Espero a opinião de vocês...
beijinhos, Amores! *--*