Primeira Canção
11 Lembranças dolorosas
Notas iniciais
Maaaas lá veem eu, com miinha isneparavel cara de pau pedir pra voocs me perdoarem pelo amor de Deus! *-----------*
Olha.... o cap é, em grande parte, chato. Poorq fala do passado da Alice, mas de certa forma, vai contribuir muito para o entendimento da história e também o desenrolar dela.
enfiim... Boa leitura!
Sentia-se confusa. “O que está acontecendo comigo?” perguntava-se ininterruptamente sem obter uma resposta concreta e plausível. Respirou fundo algumas vezes e rodou os olhos pela praia procurando algo para distraí-la. O horizonte àquela hora estava maravilhoso e a praia lotada, como na primeira vez que viu Jasper.
Ele era novato em sua escola, mas ela nunca se atreveu a chegar perto dele. Para Alice, ele era careta, andava sempre com livro na mão, era o primeiro da classe tinha os cabelos cumpridos. Ele lhe pareceu, à primeira vista, uma pessoa simplória e sem sal. Em uma manhã como esta, Edward a chamou para sair com alguns amigos, iria haver um campeonato de futebol de areia e ele competiria. Ela tinha dezesseis anos na época, seu irmão costuma participar desses torneios com os amigos da faculdade – garotos lindos que Alice gostava de admirar –, portando a baixinha aceitou de pronto. O que ela não esperava era que, entre o grupo de amigos de seu irmão, se encontrava Jasper, o menino estranho que há um ano ela vinha aprendendo a não gostar. Foram apresentados, e ele a olhou de maneira diferente, enquanto Alice mantinha u olhar curioso. Fora da escola, ele usava alargado e os cabelos loiros em um rabo de cavalo na altura da nuca o que realçava os traços de seu rosto em formato de coração, também falava diferente, não como um nerd, mas como um garoto descolado. Era um atrativo novo para Alice, que o explorou visualmente de todas as formas possíveis sem perder nenhum detalhe daquela figura. Eles se sentaram lado a lado na plateia. Vestiam-se com a mesma cor de roupa: laranja, a cor do time de Edward. Faziam parte da torcida organizada e em certos momentos gritavam mais que os outros ou se empolgavam demais.
Edward não ganhou aquele dia, mas mesmo assim eles saíram para se divertir. Um barzinho na beirada da praia foi o lugar escolhido e palco do primeiro beijo do casal. Depois daquele eles sempre davam um jeito de se encontrar. Viam-se quase todas as noites e saiam nos fins de semana além da escola. Até Alice conhecer Caius, mais velho, mais experiente… o homem perfeito para ela (a seu ver, claro). Quatro meses depois de terem se conhecido o romance entre Alice e Jasper já tinha acabado. Em trinta dias, Alice já anunciava seu mais novo namorado, desaprovado pelos seus pais, irmãos e melhores amigos.
Ao se lembrar disso também vieram todos os encontros. Ele era centrado, se parecia com Caius em alguns momentos, ele era sério, estudioso e romântico. Muito romântico. Uma vez ele a levou em uma das tantas cachoeiras de Angra. Fizeram um piquenique aquele dia, observaram as nuvens... e ele lhe deu um anel. O anel. Segundo ele ainda não era uma aliança, era apenas para simbolizar o quando ela era especial na vida dele. Foi a primeira vez que Alice disse que o amava. Abraçaram-se bem pertinho na toalha de mesa forrada no chão, Jasper alisou os cabelos que batiam na cintura de Alice, enquanto ela apenas apreciava o momento, e refletia o quanto se sentia feliz.
Ela chorou com mais intensidade. Em apenas alguns dias ela acabou com a felicidade de meses. “Como eu fui capaz?”, pensou... Acabou por analisar a infelicidade que causou a todos naquela época. Até hoje ninguém é muito fã de Caius, não pela idade. Mas porque Alice nunca era mesma quando estava perto dele. É sempre mais quieta e reservada. Às vezes, até ela mesma se revoltava contra isso, queria ser ela e não a pessoa que seu namorado exigia que ela fosse.
Na mesma época que Jasper e ela terminaram, ela cortou o cabelo. Era a parte preferida dele em seu corpo, e de alguma forma, aquilo o lembrava de um jeito doloroso. Passou a mão nos fios escuros ao se lembrar de sua cara espanto quando notou a mudança. Ela o tinha magoado, e eles haviam prometido nunca fazer isso com o outro. O amor deles era preciso demais para se perder com atitudes bobas – pensavam. Mas isso foi antes. Antes de ela conhecer Caius. O carrasco de sua vida alegre e espontânea.
Olhou para os lados e avistou, relativamente perto, os cabelos castanhos avermelhados de Bella. Sentiu-se aninhada nos braços da amiga pouco depois. Suas lagrimas inundando a camiseta branca da morena. Ficaram ali por muito tempo. As palavras eram totalmente desnecessárias, apenas a presença e a força que era passadas entre elas as faziam se sentirem completas. Em certo momento Bella se separou por um segundo de Alice. Ela estava encolhida, com as mãos envoltas aos joelhos e os olhos inchados por chorar durante tanto tempo. Bella sentiu um aperto no coração ao vê-la assim... A garota forte que tanto a deu força agora estava ali, triste, fraca e completamente vulnerável.
–Vamos, eu vou te levar pra casa. – Bella disse. Mas para sua surpresa Alice levantou um olhar determinado.
–não, eu quero voltar. Edward está lá. E eu quero passar o maior tempo possível com ele.
A sua resolução assustou a morena. Sentiu-se confusa, era de certa forma ser masoquista. Mas naquele momento ela faria qualquer coisa para ver sua melhor amiga feliz. E assim o fez. Estendeu a mão para a baixinha que aceitou de bom grado. Pararam em um quiosque e compraram uma água de coco. Alice aproveitou para ir ao banheiro e tirar o inchaço de sua face delicada. Bella lhe passou o braço pelo ombro, e a passos lentos andaram as duas abraçadas. Uma dando força à outra. Como deveria ser sempre.
~’.’~
Edward ao longe viu as duas mulheres da sua vida abraçadas e deu um tapa no topo da cabeça de Jasper ao notar os olhos de Alice. Ninguém fez perguntas. E de certa maneira a baixinha ficou agradecida por isso. As coisas transcorreram bem pelo resto da manhã. Almoçaram em um restaurante ali perto, e todos, sem exceção, ignoraram a presença de Victória e Jasper que andavam abraçados e de mãos dadas sem nenhum pudor ou respeito ao sofrimento de Alice, o que foi visto como uma espécie de afronta por Edward.
Às três da tarde, eles foram embora. Saíram da praia sem a alegria habitual, apesar de Emmet ter feito o possível com piadinhas sem graças sobre qualquer coisa banal. Edward tomou a mão de Bella, para atravessarem a rua, assim como fez com Alice, de certa forma a morena achou que ele a estava tratando como uma criançinha, mas a baixinha amou aquilo, e reclamou um pouco quando Edward a soltou. Abriu a porta para as duas com extrema destreza e entrou no carro.
–então... Pra onde vamos, meninas? – o ruivo perguntou com um sorriso forçado.
–pra casa da Bella, nér, tonto? Quero minhas roupas! – Alice disse, rindo em seguida.
Todos riram. Ali, juntos, parecia que tudo estava certo. Cada um com seus problemas, cada um com sua força. Rindo, se divertindo juntos e fazendo piadas, era um jeito aconchegante e acolhedor de dizer, eu te amo. Porque amar e cuidar, são sinônimos, independentemente da língua que se fale.
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