Pretérito Imperfeito

33 Capitulo Trinta e Três


Notas iniciais
Boa leitura!

Capitulo trinta e três.

“Todos temos algo a esconder, algo obscuro dentro de nós, que não queremos que o mundo veja. Então, fingimos que está tudo bem”. – Coringa.

~♥~♥~♥~

Sakura pov’s.

Abri os olhos com dificuldade, os fechando logo em seguida. Estavam doloridos.

Meu corpo todo estava doendo.

Tentei levar a mão aos olhos, mas algo a impediu de chegar e eu ouvi um barulho.

Abri os olhos levemente, olhando para cima.

Minhas mãos estavam presas com algemas na cabeceira de uma cama. Olhei para cima, vendo o teto completamente branco e cheio de mofo.

Olhei em volta, vendo que o quarto estava vazio, exceto pelo enorme espelho que estava na parede.

Olhei espantada para ele.

Eu estava descalça, meus pés machucados. Minhas pernas estavam cheias de arranhões e machucados um pouco mais pesados, meu vestido havia sido rasgado até o meio das coxas. Meus braços estavam cheios de hematomas roxos e arranhões.

Mas o que mais me surpreendeu, foi o meu rosto.

Eu estava com o lábio machucado, minha bochecha estava vermelha perto do olho direito e eu estava toda descabelada.

Aos poucos, fui me lembrando do que aconteceu.

– Fugaku! – Gritei. – Me deixe sair daqui agora.

Que homem mais filho da puta!

Se ela acha que estou com medo dele, ele está muito enganado.

A porta se abriu, revelando o Uchiha.

Ele sorriu para mim e fechou a porta atrás de si. Ele estava vestindo o smoking, só que sem o paletó.

– Onde eu estou? – Perguntei séria.

Ele se aproximou da cama.

– Na minha casa de praia. – Respondeu lentamente. – Sabe, bem longe da casa do Sasuke.

– Vai me matar? – Perguntei sem hesitar.

Ele riu.

– Olhe só, que garota mais corajosa. O que você acha?

Bufei.

– Você é ridículo, Fugaku.

Um tapa.

Meu rosto se virou um pouco para a esquerda devido a pancada de sua mão em meu rosto do lado direito.

– Você parece não ter medo, flor de cerejeira. – Ele disse friamente. – E eu não gosto disso.

Virei o rosto para ele, ignorando a dor no rosto e abri o sorriso mais arrogante que consegui.

Sasuke ficaria orgulhoso desse sorriso.

– Você me enoja. – Sussurrei.

Ele pareceu ficar mais irritado com meu sorriso e tirou um canivete do bolso da calça.

– Cale-se.

Passou a pequena faca pela minha coxa, abrindo um corte. Mordi o lábio, prendendo o gemido de dor enquanto o sangue começava a escorrer.

Sorri novamente.

– Vai me torturar? – Perguntei sarcástica.

– Hm, não. Mas acho que vou mudar de ideia. Você está precisando a aprender a ter respeito. – Falou irritado.

Dei uma risada irônica.

– Respeito? Você quer que eu respeite um lixo feito você?

Sua mão passou rapidamente em frente o meu rosto.

Senti minha bochecha arder e o liquido quente escorrer, começando a pingar quando chegou ao queixo.

Ele fez um corte em minha bochecha.

– Você está me irritando, Sakura. Talvez eu devesse mesmo te torturar e mandar o vídeo da tortura para o Sasuke.

Meu corpo se enrijeceu automaticamente ao ouvir o nome de Sasuke.

Meu deus, Sasuke! Como ele deve estar?

Fugaku riu.

– Mas olha só, ficou quietinha ao ouvir o nome daquele bastardo, não é?

O olhei friamente.

– Se você fizer alguma coisa com o Sasuke, eu vou te matar. – Ameacei.

Fugaku riu e deslizou a ponta do canivete da minha coxa até o calcanhar, abrindo um corte na minha perna direita inteira.

– Ah é? E como vai fazer isso? Você está a minha mercê, Sakura.

Respirei fundo, tentando ignorar a dor.

– Eu lamento tanto por Sasuke e Itachi terem um pai como você. – Falei, minha voz saindo meia falha por causa da dor. – Os dois são uns amores, com certeza, puxaram a mãe.

Foi a vez de Fugaku ficar tenso e eu me aproveitei disso.

– O que Mikoto diria se soubesse o que você está fazendo? – Perguntei sarcástica. – Ah, que decepção você deve ser para ela.

Três tapas seguidos.

Minhas bochechas arderam e meus olhos encheram de lagrimas, mas as forcei a voltarem.

Me virei para o lado e cuspi um pouco de sangue que havia se juntado na minha boca por causa dos tapas.

Sorri novamente.

– O que? Não aguenta ouvir a verdade, Fugaku-kun? – Perguntei inocentemente.

– Cale a boca.

Mais um tapa em meu rosto.

Dessa vez, senti o sangue enchendo minha boca e um filete escorreu por meus lábios.

Meu deus, como isso doía.

– Com que direito você acha que pode falar de Mikoto? Eu a amava. – Disse Fugaku, irado. – Eu nunca amei tanto alguém como amei Mikoto.

– É? Então foi por isso que a matou? Porque a amava? – Perguntei sem medo.

Fugaku pareceu chocado e foi para a aporta, siando do quarto e me trancando.

Respirei fundo, tentando controlar as lagrimas.

Não sei porque estou o desafiando, isso é loucura.

Mas agora, não importa mais, porque já sei exatamente como isso vai terminar.

~♥~♥~♥~

Sasuke pov’s.

Eu não aguento mais isso. Soquei novamente o saco de areia.

Sakura.

Um soco.

Sakura.

Outro soco.

Sakura.

Soquei mais uma vez.

Eu te amo.

Suspirei, caindo de joelhos no chão.

Eu estava nos fundos da casa, descontando minha raiva e frustração no saco de areia. As luvas de boxe estavam machucando minhas mãos de tanto tempo que eu estava com elas.

Minha casa estava lotada.

Ino estava em um dos quartos, chorando por causa de Sakura.

Gaara e Neji estavam aqui, passando coordenadas e buscando pistas para o paradeiro de Sakura.

Tenten estava tentando consolar Ino e preocupada com Sakura.

Itachi estava rodando pelas ruas e ligando toda hora para Fugaku, tentando ter ao menos uma pista de onde estava Sakura.

Aki estava com Hana na cozinha, fazendo um bolo para mim, o meu preferido, enquanto tentavam esconder as lagrimas por causa de Sakura.

Sakura.

Sakura.

Sakura.

Tudo gira em torno dessa mulher, da mulher que eu amo.

Meus olhos arderam e eu me levantei, me recusando a voltar a chorar.

Soquei o saco de areia novamente.

Eu só queria ficar sozinho. Com Sakura.

Queria poder abraça-la, sentir o cheiro de seu cabelo, o gosto de seus lábios. Tê-la para mim.

Eu não sabia mais o que fazer!

“Eu te amo, Sasuke”.

Me levantei rapidamente ao lembrar de suas palavras.

Ela me ama.

Ela me ama, não pode ficar longe de mim.

Eu não posso ficar longe dela.

Sakura. É. Minha.

Entrei em casa rapidamente, subindo para o meu quarto.

Vesti uma calça jeans e uma camisa cavada, sem me importar se estava todo suado ou fedido.

Eu sabia onde encontrar pistas sobre a Sakura!

Passei correndo pela sala, atraindo os olhares de Gaara e Neji, mas não me importei em explicar algo para eles.

Entrei na Ferrari, que era mais rápida, e sai da casa, cantando pneu.

Dirigi pelas ruas rapidamente, recebendo algumas buzinadas e xingamentos, mas não me importei.

Os pneus derraparam quando parei de frente a casa.

Quando eu estava em Londres com a Sakura, pouco antes de sairmos para passear, recebi a noticia de que ele havia sido solto, que haviam pagado sua fiança.

Desci do carro e andei rapidamente até a porta, a socando.

– Sasori, acho bom você abrir essa merda antes que eu a leve abaixo! – Falei irritado.

Mais umas batidas e não recebi resposta.

Me afastei um pouco e chutei a porta com toda minha força, a fazendo abrir.

Entrei na casa, olhando para todos os lados, o encontrando na sala, atrás do sofá. O peguei pela gola da camisa e o levantei, ficando cara a cara.

– Onde ela está? – Perguntei irado.

Ele sorriu.

– Eu não vou te falar.

Soquei seu rosto, fazendo um pouco de sangue escorrer de sua boca.

– Eu sabia que estava junto com Fugaku nessa porra! Diga-me logo onde ela está. – Falei possesso.

Ele negou com a cabeça.

– Não vou dizer, você nunca mais a verá.

Me preparei para soca-lo de novo, mas uma voz me interrompeu.

– Sasuke, afaste-se. Deixe isso comigo.

Olhei para a porta, vendo Gaara. Atrás dele, estava Neji.

– Gaara é especialista em interrogatórios, vai fazer ele soltar a informação em um segundo. – Neji disse.

Soltei Sasori, que ficou encostado no sofá.

– O que fazem aqui? – Perguntei.

– Seguimos você. – O moreno respondeu indiferente.

Gaara segurou meu ombro e me puxou para trás, ficando de frente com Sasori. Ele sacou sua arma e a apontou para o pé de Sasori.

– Antes de começarmos, saiba de duas coisas. – Gaara disse e, por um momento, não reconheci o meu amigo. – Primeira: não sou tão paciente quanto Sasuke.

Sasori arqueou uma sobrancelha e sorriu irônico.

– Segunda: eu só vou perguntar uma vez, portanto, colabore comigo.

Tanto eu, quanto Neji, olhamos surpresos para Gaara. Era a primeira vez que víamos Gaara interrogar alguém.

– Onde está Sakura Haruno? – Perguntou Gaara.

Sasori abriu mais o sorriso.

– Eu não vou dizer.

Um disparo. Um grito.

O sangue escorreu do pé de Sasori, enquanto o mesmo gemia de dor.

Gaara preparou a arma de novo, a apontando para a barriga de Sasori e arqueou uma sobrancelha.

Sasori balançou a cabeça negativamente e Gaara puxou o gatilho, fazendo a bala perfurar a barriga de Sasori e o mesmo se contorcer.

Novamente, ele arrumou a arma, apontando dessa vez para o ombro dele.

– Eu não vou falar. – Sasori disse, entre gemidos.

Gaara atirou de novo, o sangue de Sasori escorrendo pelo ombro.

Ele arrumou a arma e, sem dó nem piedade, apontou para a cabeça de Sasori.

– Gaara! – Falei, tentando alerta-lo do que ele ia fazer.

Mas ele me ignorou.

Novamente, ele arqueou a sobrancelha para Sasori.

– Você não vai atirar, precisam de mim para achar a rosada. – Sasori retrucou.

Um disparo.

O sangue escorreu da bochecha de Sasori, fazendo o mesmo ficar surpreso por Gaara ter atirado.

Gaara apontou a arma para o meio das pernas de Sasori e sorriu sadicamente.

– Espero que goste de nunca mais foder com nenhuma garota. – Gaara disse friamente.

Gaara se preparou para puxar o gatilho.

– Eu digo! – Sasori gritou.

Olhamos para Sasori.

– Eu digo onde ela está, mas pelo amor de deus, tirem esse maluco de perto de mim! – Ele disse.

Gaara se afastou, ainda ficando no campo de visão de Sasori como uma ameaça, e eu me permiti sorrir aliviado.

~♥~♥~♥~

Sakura pov’s.

A porta se abriu, passando por ela Fugaku com um prato de comida.

Devo admitir que cheirava bem e meu estomago roncou, porem, me recuso a comer qualquer coisa vinda dele.

Ele chegou perto de mim com o prato e, quanto ia o entregar a mim, eu chutei sua mão, fazendo o prato cair.

Ele respirou fundo e me olhou possesso.

– Você está me irritando demais, Flor de Cerejeira.

– Ah é? Que bom.

Ele chegou perto de mim e, cara a cara, me fuzilou com o olhar.

– Qual é a sua, Sakura? Sasuke é um inútil mesmo, nem para te disciplinar serve.

– Não ouse falar mal do Sasuke. – Retruquei friamente. – Você não chega nem aos pés dele.

Meu rosto queimou. Ele me bateu onde tinha feito o corte.

Eu estava perdendo muito sangue por causa do enorme corte na perna e estava sem comer.

Se eu continuasse aqui por mais tempo, talvez não resistisse muito.

Senti minha visão ficar turva.

Eu estava ficando tonta. Provavelmente pela perda de sangue e fome.

Fugaku se afastou, sacando uma arma e a apontando para mim testa.

– Já chega, Sakura. Eu realmente queria me divertir mais com você, mas você acabou com minha paciência.

– Vai para o inferno! – Retruquei, meia zonza.

Ouvi sua risada.

– É para lá que você vai, flor de cerejeira.

Ouvi o barulho da arma se preparando para o disparo.

– Até nunca mais, For de Cerejeira.

Fechei os olhos, esperando pela dor do tiro e depois mais nada.

Porem, o que eu ouvi foi a porta sendo arrombada.

Abri os olhos.

A única coisa que vi antes de desmaiar, foi cabelos vermelhos.

Continua...

Notas finais
Capitulo não revisado, desculpem os erros. Gente, eu gostei muito de escrever esse capitulo, não sei porque kkkkkkkk - e espero que vocês tenham gostado também. PARA QUEM ACOMPANHA AMOR SOBRENATURAL: vou escrever agora! Sim, vou escrever um capitulo, minha people kkkkkkkkkkkk , talvez eu poste ainda hoje.. :3 LEIAM AQUI: gente, Pretérito Imperfeito vai ter só mais dois capítulos! O próximo e o epilogo. Estou com o coração doendo por isso, mas tudo que é bom, chega ao fim, não é? :( Enfim, espero que tenham gostado! Beijos... COMENTÁRIOS: vou responde-los.... eu espero! Gente, eu leio TODOS os comentários assim que chegam, mas não respondo porque entro no Nyah pelo celular, pelo PC é só quando vou escrever e o Nyah é meio revoltado com os acentos do celular e eu odeio escrever sem acentos. Por isso, eu vou tirar um dia para responder TODOS os cometários, apenas não sei quando será isso, mas não se preocupem, eu responderei a todos.