Pretérito Imperfeito
34 Capitulo Trinta e Quatro
Capitulo trinta e quatro.
Façam suas próprias frases de apoio ou de amor e me mandem para que eu veja. Nunca se esqueçam: eu adoro vocês. – Thaty Lawliet.
~♥~♥~♥~
Abri os olhos, a claridade me cegando, fazendo meus olhos arderem e logo os fechei.
Soltei um resmungo e me sentei, ainda de olhos fechados.
– Sakura?
Abri os olhos ao ouvir aquela voz me chamar.
Olhei para o lado, tendo a melhor visão que poderia querer. Uchiha Sasuke estava ao meu lado, me olhando preocupado com aqueles enormes olhos negros.
– Sasuke!
Ele sorriu, um sorriso de verdade e me abraçou da maneira que a cama permitia. O abracei de volta, sentindo meus olhos lacrimejando.
– Meu deus, eu pensei que nunca mais ia ver você. – Ele sussurrou.
Soltou-me do abraço e segurou meu rosto com as duas mãos, encostando seus lábios nos meus por alguns segundos.
– Onde eu estou? – Perguntei quando ele me soltou.
O sorriso sumiu um pouco de seu rosto.
– No hospital.
Suspirei.
– O que aconteceu na casa? – Perguntei.
Ele pareceu meio receoso.
– Gaara chegou no exato momento que Fugaku ia atirar em você e os dois brigaram. Eu e Neji entramos logo depois com a equipe de busca.
O olhei surpresa.
– Gaara? Ele está bem?
Sasuke abaixou o olhar e senti algo revirando no estomago.
Ah não.
– Sasuke, por favor, diga que Gaara está bem.
Ele respirou fundo.
– Gaara levou um tiro. – Disse firmemente. – Ele deve ter acabado de sair da sala de cirurgia.
– Mas ele não vai morrer, não é? Ele não corre risco de vida, certo?
Eu pensei em Ino.
A culpa é toda minha. Gaara estava ferido por minha causa.
– Não, ele não corre risco de vida, não se preocupe. – Sasuke disse e depois sorriu. – Ele vai ficar bem.
Respirei fundo.
Graças a deus.
– E Fugaku? – Perguntei.
Sasuke deu de ombros.
– Morreu. Ele disse que não voltaria para a prisão, então, depois de atirar de Gaara, atirou em si mesmo.
Assenti.
– Hm, sinto muito. – Sussurrei.
Ele sorriu.
– Tudo bem. Ele tinha deixado de ser meu pai há muito tempo. – Sorriu carinhoso. – Mas você me deu um susto enorme, amor. Precisou fazer até transfusão de sangue.
O olhei surpresa.
– Sério?
Ele assentiu.
– E o pior: ninguém de nós tem o mesmo tipo sanguíneo que você. – Falou e depois deu uma risadinha. – Pensei que eu ia morrer do coração.
– E quem me doou sangue então?
Ele sorriu.
– Temari! Gaara ligou para ela para saber qual era o tipo sanguíneo e ela é doadora universal, quando Gaara explicou o que aconteceu, ela veio correndo para cá.
Sorri.
Tenho que agradece-la depois.
Ouvi batidas na porta e Sasuke permitiu a entrada. Uma cabeça loira apareceu na porta e eu vi enormes olhos azuis cheios de lagrimas.
– Vem aqui, porca!
Ino correu até a cama e me abraçou, me fazendo soltar um gemido de dor.
– Eu estava tão preocupada. – Ela disse, entre soluços.
Acariciei seu cabelo.
– Eu estou aqui agora, loira.
Ela se afastou e me olhou brava.
– Nunca mais me assuste desse jeito, testuda ridícula. Eu pensei que ia te perder quando falaram que ninguém tinha seu tipo sanguíneo.
Eu ri.
– Pode deixar. – Falei. – E o Gaara?
Ela sorriu levemente.
– Ele está bem. Está no quarto, vou ir vê-lo agora.
Assenti.
– Depois vou ir ver ele.
Ela assentiu e me deu um beijo na bochecha, acenou para Sasuke e saiu do quarto.
– Tem uma galera na recepção querendo te ver. – Sasuke disse.
– Sério? – Perguntei surpresa.
Ele assentiu.
– Mas ninguém vai ver, porque você é só minha.
Ele se aproximou, me dando vários beijinhos.
– Apenas sua.
~♥~♥~♥~
Ino pov’s.
Entrei no quarto, vendo Gaara deitado na cama com aquela roupa de hospital. Ele olhou para mim e sorriu.
– Pensei que estaria dormindo. – Falei.
Ele negou com a cabeça, ainda sorrindo.
– Como está a Sakura? – Perguntou.
Me aproximei da cama e me sentei, segurando sua mão e a apertando.
– Ela está bem, já acordou. – Ele suspirou. – Obrigada, Gaara.
Ele olhou para o nada por alguns segundos.
– Eu me lembrei da garotinha que não consegui salvar. Aquela que morreu nos meus braços, lembra? – Assenti. – Eu só pensava que não podia deixar aquilo acontecer de novo. Pensei em Sasuke e pensei, principalmente, em você. Nunca me perdoaria se não a salvasse.
Sorri e lhe beijei levemente.
– Mas você salvou. Você é um herói, amor. – Sussurrei. – Porém, é o meu herói.
Ele corou e sorriu.
– Apenas seu? – Perguntou.
Assenti sorrindo.
– Sim, apenas meu.
Ele riu levemente.
– Acho justo.
E então, encostei meus lábios nos seus de novo.
~♥~♥~♥~
Sakura pov’s.
Sasuke abriu a porta da casa para mim e eu passei por ela.
Minha perna estava cheia de pontos pelo enorme corte que Fugaku fez, minha bochecha também tinha pontos e eu estava cheia de curativos pelo corpo.
– Bem vinda de volta!
Olhei para cima, vendo Itachi, Aki e Hana.
– Obrigada. – Sorri.
Eu tinha recebido uma ligação de Naruto e Hinata. Eles estavam em lua de mel e queriam voltar para me ver, mas não permiti.
Depois de receber um pedido de desculpas de Itachi pelas ações de Fugaku, eu subi para o quarto, sendo seguida por Sasuke.
– Preciso de um banho. – Falei.
Sasuke riu.
– Eu ia te oferecer ajuda, mas você deve descansar. – Ele tinha um sorriso malicioso no rosto.
Acabei rindo.
– Ah sim, e quem vai cuidar de mim quando eu for descansar?
Ele se aproximou e passou os braços por minha cintura, fazendo uma cara pensativa.
– Não sei, quem você sugere? – O sorriso malicioso voltou.
Fingi pensar também.
– O que acha de Uchiha Sasuke? Será que ele topa?
Ele riu.
– Não sei, talvez se você pedir com jeitinho, ele acabe aceitando.
Eu sorri e passei os braços por seu pescoço. Fiz uma cara meiga e um bico.
– Você cuida de mim? – Sussurrei.
Lhe dei um selinho demorado e quando me afastei, ele sorriu carinhoso.
– Cuidarei para sempre.
Ele terminou com a distancia, me dando um beijo digno de Uchiha Sasuke e eu sorri em seus lábios.
Nunca pensei que seria capaz de amar tanto alguém como eu o amo.
– Eu amo você. – Ele sussurrou quando se afastou, a testa colada na minha. – Nunca mais me deixe.
– Eu não vou a lugar nenhum sem você. Eu sou sua e você é o amor da minha vida.
Ele sorriu e levantou a mão direita, mostrando o dedo mindinho.
– Para sempre?
Eu ri. Eu que sempre faço promessas com o dedinho.
– Para sempre. – Falei passando o dedo no dele.
E então, sorrimos.
Continua...
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