Notas iniciais
Hey! Demorei um pouco... Tive que reescrever esse capítulo muitas e muitas vezes para que ele ficasse assim. Esse capítulo estava pronto há um bom tempo... Então, desculpem se alguma coisa não bater com os outros capítulos. Espero que gostem! - BHoss

" Você é louca, biruta da cabeça, maluquinha, deve ter um parafuso solto... Mas vou te contar um segredo: As melhores pessoas são assim.

~ Filme Alice No País Das Maravilhas ~

Suzanna Stwart

Quando abri a porta da Casa dos Gritos, vi que Lupin e Amber se beijavam. Aquilo me deu vontade de vomitar. Saí de lá chorando. Lupin nem se deu o trabalho de ir atrás de mim. Eu estou chorando muito. Minha visão fica turva. Minhas pernas estão bambas. Minha maquiagem está borrada. Continuo chorando e correndo. A capa preta escolar esvoaçando atrás de mim. Meus pés doem. Essa vingança é inútil. Muito inútil. Mas porquê ainda estou com ela em mente? Vou acabar com isso. Limpo meu rosto. Ele vai pagar. Vai pagar muito caro pelo que fez à mim. Não se brinca com os sentimentos de uma Stwart. Não mesmo. Ele vai ver. Ele acha que sou o quê? Uma boneca "Barbie" loira, perfeita, com corpo perfeito que você brinca e quando perde a graça você joga fora? Não é assim comigo. Aquele lobo desgraçado não vai brincar com meus sentimentos e sair ileso e achando graça disso. Quem ri por último ri melhor.
[...]
Proteção pra cá, proteção pra lá... Ai meu deus! Eu não quero ter dois bruxos gagás ao meu encalço! Eu estou certa, não estou? Claro que estou! Eu sempre estou certa. Mudando drasticamente de assunto, Lupin está sempre nervoso. 'Owwnt' o lobinho está com ciúmes da garotinha loirinha. Que bonitinho. Está bem. Chega. Vamos ao que interessa. Estou quase reprovando. Mas aí você lembra que estamos na primeira semana de aulas. Mas é que estes dias estou mais desatenta e mau-humorada. Então, não presto atenção e não entrego o que é pedido. Este é o ano em que faremos os NOM'S então, se eu reprovar agora, adeus carreira promissora no Ministério da Magia e olá emprego de garçonete no Caldeirão Furado. *Neste exato momento eu estou com vontade de vomitar só de pensar em trabalhar, servindo bruxos, no Caldeirão Furado.*
[...]
Eu andava com um vestido branco. Espera. Onde estou? Um lugar em chamas. Muitas chamas. Mas eram chamas brancas. Às vezes rosa, às vezes amarelas... Tons pastéis. Mas sempre voltava para o branco.
– Que sonho idiota. — Eu disse. Eu estava diferente. Eu sentia isso. Estava mais velha. Minha voz estava um pouco mais fria. Meus cabelos loiros estavam presos em um coque firme, um capuz cobria uma parte de meu rosto. Aquele vestido era diferente. Um tanto, Angelic. Olhei para o colar. O colar. Lindo. Brilhante. Parei. Olhei meus sapatos. Eram saltos agulha número 15. Um sapato prateado. Lindo. Encontrei uma cadeira. Uma cadeira no meio do fogo branco? Beleza, então. Sentei. Porquê não sentar? Jules pousou no meu colo. Ela não era mais de um tom escuro de âmbar, e sim, uma coruja alva, notável e reconhecível em qualquer lugar. Então eles começaram à chegar. Um por um. Mais velhos. Lia, Lupin, Víctor, Jade... Todos pedindo piedade e perdão.
– Otários. — Me peguei dizendo isso como ser fosse algo normal. Então todos, com uma brisa leve, viraram pétalas de rosa branca que queimaram uma à uma até virar cinzas.
[...]
Acordei suando frio. Que tipo de sonho era aquele? Me levantei e fui até o pequeno espelho que eu me encorajara à colocar ali. Então eu a vi. Sombria. Toda de preto. Uma Comensal. Como nunca antes, ela se parecia comigo. Se parecia muito comigo. Eu estava mais velha. Mais alta e mais madura. Ela também. Devia ter o quê? Dezoito anos no máximo? Quando a vi pela primeira vez ela parecia ter onze anos. Ela cresce comigo. Ela olhou para mim e sussurrou. O sussurro dela me dá arrepios. Arrepios me dão medo. E se eu digo com medo eu não consigo pensar.
– Há tempos que se parece mais e mais com seu destino. — E sumiu. Agora, eu via apenas uma Anna assustada e meio deprimida. Olhei para aquele colar. Brilhante. Hipnotizante. Lindo. Lia tinha me dado. Eu nunca iria tirá-lo. Nunca.
[...]
– Está com uma cara péssima. — Disse Víctor no meio da aula de Feitiços.
– Eu sei.- Murmurei.- Algo parece sugar minha energia ou algo assim. Parece besteira, mas é o que eu acho.
Ele ri.
– Melhora, viu?
– Vou tentar.
Ele ri de novo. Uma risada doce. Intensa. Contagiante.
– Senhorita Stwart! — Bradou Flitiwick. — Pare de conversar!
– Desculpe professor. — Eu disse baixinho.
– Menos cinco pontos para a Grifinória e Corvinal.
– Droga. — Murmurei. — Desculpe, fiz você perder pontos para sua Casa.
– Não tem problema, Anna.
Dou um sorriso leve.
[...]
– Garota... Porquê você se parece comigo?- Pareço uma louca conversando com meu próprio reflexo tentando falar com a garota Comensal. Encosto a testa no vidro frio. Então chego à um pensamento. Mas não pode ser real. Não pode terminar assim. Têm quase ser diferente. Ergo a cabeça.
– Eu posso. Eu consigo. Eu sou uma Stwart. — Disse e saí do quarto.
[...]
A aula de poções está chata. Fico olhando o anel que ganhei. É lindo. Parece ouro, com uma pedra vermelha em formato de coração no centro. Pego o colar que Lia me deu.
– Presta atenção! — Sussurrou Lia. — Onde está? Nas nuvens?
– Desculpe. Se estivesse nas nuvens eu já teria asas e estaria tocando harpa.
– Também não precisa ser grossa. — Ela se vira para sua dupla de poções. Caleb, um Sonserino. Que garoto insuportável! Só aguento ele porque ele é o "namorado" da minha melhor amiga. Pelo menos ela esperou até o quinto ano. Eu fiquei com Lupin. Mas só porque ninguém mais queria a minha companhia. Porque será? Não faço ideia e tenho ódio de quem sabe.
– Você nunca me deu algo assim.
– Vai começar de novo, Anna?
– Só comentei! A gente namorava desde o primeiro ano e eu nunca ganhei algo assim de você.
– E todo aquele papo do terceiro ano de "eu não ligo para coisas materiais." ?- Disse imitando minha voz.
– Eu não quis dizer isso.
– Vá para o inferno! — Disse.
– Com prazer.- Respondi.
[...]
Sozinha na Casa dos Gritos, ( nome dado à casa onde se ouviram gritos em todas as Luas Cheias em Hogsmead ) formava coisas com as sombras. Tirei o colar que Lia me dera e o coloquei à minha frente. Então eu cortei meu dedo. Onde? Não faço ideia. Talvez no broche que uso. O brasão dos Stwart. Um leão segurando uma espada em sua boca. O sangue pingava. Meu dedo latejava de dor. Um pouco de sangue caiu no colar. Logo, ele ganhou uma tonalidade branco-avermelhado, conhecido como rosa pelos trouxas e alguns bruxos. Mas logo voltou ao normal. Coloquei novamente o colar. Me levantei e devagar, voltei à Hogwarts. Eu não queria dormir. Os sonhos e pesadelos voltariam. Eu acordaria à noite. Veria àquela garota de novo. Eu não conseguiria dormir de novo. Tenho certeza que vou me ferrar "bonito" este ano se eu não parar de ter pesadelos, sonhos malucos, minhas noites roubadas e dois garotos brigando por mim. Embora, notavelmente, Víctor mereça mais que Lupin. Lupin. Lobo desgraçado. Sorte dele que vou acabar com essa vingança inútil. Sorte a dele.
Esse será um ano muito estranho. Conflitos? Amores? Seguidores de Voldemort escondidos? Mentiras? Pode apostar que isso vai ter. E muito. Principalmente porque eu e Lia queremos ser usadas como armas pelos dois lados. Bem e mal. Luz e trevas.
Esse vai ser um ano muito longo. Mais longo do que eu imaginava.
[...]
Quando voltei, parei em frente ao espelho. A garota sorria. Sorria sombriamente.
– Chegou à uma conclusão? — Perguntou.
– Vá para o inferno! — Eu disse. A garota gargalhou.
– Menina estúpida.
– O quê?
– Eu disse que você é estúpida.
– Então você está xingando à si mesma Suzanna Stwart. — A garota faz uma careta.
– Então?
– Então o quê? — Perguntei. Olhei para as meninas. Todas dormiam.
– O que achou de seu destino? Seu final? É um final indigno de uma Stwart. Mas tem que ser assim. E será assim.
– Onde você quer chegar? — Começo a ficar incomodada.
– Até o sétimo ano. — Cantou. Sorriu. Deu um "tchauzinho" despreocupado e sumiu.
Será que aquilo era um adeus? Ai meu deus. Acho que estou ficando esquizofrênica.