Notas iniciais
Espero que gostem! Pensei muito ora fazer esse capítulo, e por favor, façam as honras de se inscreverem no PrettyGirls II !!!

Lia Madniss.

Sabe quando você vai acordado lentamente de um sono, é, é isso que está acontecendo comigo.

Caleb, o garoto do outro lado do vidro, disse muito sobre Hogwarts, e a cada canção, mais vozes na minha cabeça.

Numa noite, ele me disse até que há uma banda chamada The Dragons, e eles tocavam músicas interessantes. Ele disse que odiava o vocalista, mas amava a garota nova, que cantava muito. Ele disse que ela era o tipo de garota que fazia você querer pular de um prédio. Ele a observara durante um tempo, até um dia, vê-la jogando um jogo em que ele era muito bom, e os dois viraram amigos. Claro que ele admitiu que nunca mostrara isso, já que não era muito de contato físico, e na verdade os dois nunca tinham um momento oportuno. Os dois eram de casas opostas, mas ele não ligava pra isso, ele disse que odeia esse banal ismo.

Depois ele contou um pouco mais sobre a garota em que ele tinha um fetiche.

Ela tinha incríveis olhos, ela era boa em quase tudo, ela sabia a hora de contar uma piada de fazer uma travessura, e ele boa, era só o garoto magrelo e “descolado” que acompanhava ela. Ela jogava quadribol como ninguém, deixava a maioria dos garotos babando, ela não ligava para o sangue puro ou o os nascidos trouxas, ela sabia ser rockeira sem ser gótica, ela sabia ser alegre sem exagerar, ele, por sua vez, era o excluído dos sonserinos, ele era a má influencia pra ela. Os dois, eram o mais puro oposto do outro. E isso era o que fazia a história ser bonita. Enquanto ele contava isso, eu pensava “como eu quero ser essa garota”.

Caleb apesar de metido, era um garoto muito legal, e entendo o por quê essa garota praticamente perfeita gostava dele.

Em uma noite,quando eu sonhava com as pequenas coisas que eu lembrava, Anna havia aberto a porta da masmorra, e quase socou o vidro que me separava do garoto.

–Me deixe em paz, Leight!

Ela nos liberou, para fazermos uma tal de “NOM’s”, o que eu acho nem um pouco necessário.

Ela abriu a porta, do salão da Grifinória, eu havia melhorado um pouco minha aparência, eu não estava tão branca, e as olheiras haviam praticamente sumido, mas podia sentir as asas, me arranhando por dentro.

Dentro do salão, havia quatro garotos, um que acenou para Anna, levou um raio próximo a cabeça por ela, e os “Marotos” (acho que ela os chamou assim) começaram a rir do garoto. No meio deles, havia um garoto chamado, Black, era isso? Piscou pra mim, e eu mandei um beijo pra ele, e para minha surpresa o garoto corou, assustado, mas afinal, ele era gato.

Anna me pixou com força para cima, ela anda tão irritada.

No final das contas, eu me saí até que bem nos NOM’s, e os professores nem perceberam que eu havia sido presa, será que já cumpri minha pena?

Não encontrei mais o garoto Sonserino, mas uma tarde algo muito estranho aconteceu.

Anna acabou atacando o garoto que havia acenado pra ela, de uma maneira, digamos, brutal?

Eu corri atrás dela, desejando aos céus que ela não me notasse, e eu meio que fiquei invisível. É claro que gritei, mas ela não ouviu, acho que virei uma fantasma, até que percebo o manto negro que me cubro, removo o capuz, do manto de fumaça, e volto a ficar “normal”, se assim possamos dizer.

Os Marotos arrastavam o garoto para a enfermaria.

Eu os segui com o capuz.

Eles pararam em um corredor, estavam suando, era lua cheia, e o tal de Remus começou a crescer, ficar o que chamamos de peludo, e assim virou um lobisomen.

Nessas horas não pensamos, fazemos.

Eu tirei o capuz que me deixava invisível e o ataquei com as sombras, que o amarraram, os outros três tinham se transformado em animais, essa noite não está normal.

Eu simplesmente disse para o lobisomem “calma!” pela mente e ele entendeu, acho, por que parou de se debater, minhas correntes de fumaça negra o puxavam e eu o trouxe para um buraco para onde os Marotos/Animais estavam indo.

No fim, viemos parar na Casa dos Gritos.

O lobisomem logo sumiu e os Marotos voltaram.

–O que você está fazendo aqui?-Perguntou o tal de James.

–O melhor jeito de falar com uma pessoa que acaba de salvar a pele de vocês é primeiro se dirigindo com um “Obrigado.

–Ela tem razão- Tossiu Remus.

–Ta, okay, obrigada... mas o que faremos com ela?

–Vocês fazem isso toda lua cheia?-Pergunto destraída.

–Sim, sim...-Disse James imapaciente.

O garoto rato, me olhava de um jeito estranho, devia me lembrar de algo? Acho que não.

–Se mais alguém souber do segredo, daqui a pouco a China vai saber que o Aluado é um lobisomem.

–Calma Pontas, tudo vai se resolver-Disse Black- Mas, e ela?

–Eu sei guardar um segredo, se vocês estão se perguntando isso.

–Ela vai ter que saber da...

–Cala a boca Rabicho!-Disseram Black e James juntos.

–Não vai dizer que vocês são uma banda?-Pergunto, olhando para todos os instrumentos que contém ali.

James bufou, se jogando nos sofá empoeirado.

–É um pouco óbvio não é?

Legal.

Não sei o que pode ter me atraído, mas aquela guitarra gritava, eu nem sabia tocar! Ou sabia?

–Posso tentar?-Aponto para a guitarra.

Black ri.

–Tentar?

–Qual é o problema?-Não entendo o por quê estão rindo.

–Você tocava com aquele Jake!

–Quem é Jake?-Eu ri.

–Para de brincar, Madniss.

–Me desculpe se eu não conheço a quem vocês e referem.

Eu pego a guitarra, e começo a tocar.

Até que foi um solo bom mas, a partir de que as notas correm pela guitarra, o som fica mais divertido,e algo me empolga, começam a sair uma fumaça negra da guitarra.

–O que é isso?!

Eu paro de repente.

–Isso acontece as vezes.

Eles me olham, espantados.

–Eu não matei ninguém, por que me olham assim?-Pergunto.

–Por onde andou esse tempo todo Madniss?-Pergunta Lupin.

–Presa, vocês não sabiam?

–Por ter explodido a ala oeste de Hogwarts? Se isso fosse caso para ser levado a Azkaban nós teríamos sido levados a séculos.

–Estranho-Eu digo, não entendo dessas coisas, então é o meu último argumento.

Remus que me olhava atentamente, perguntou:

–E a Suzanna?

Ela me levava comido, vem cá, vocês são tão burros assim?

–Mas uma coisa, ele perguntou,o que você acha de Sirius?-Ele pergunta apontando para o garoto bonitinho.

–Ele é um gato -Respondo sem saber o por que a pergunta.

–Ela sofreu um Obliviate- Disse Remus, satisfeito por chegar a esta conclusão, percebo que ele é o Nerd da trupe.

–Como assim Aluado?-Pergunta James, um tanto que interessado.

–Ela não se lembra de nada, e eu estava duvidando de que fosse uma brincadeira, mas a Madniss que eu conheci no primeiro ano nunca diria que Almofadinhas é um gato.

Eles refletem.

–O que é um Obliviate?

Remus aponta pra mim, como se dissesse “Estão vendo?”

–E em segundo, você anda tendo um boato de estar mexendo com magia das trevas, e esta foi uma demonstração( me lembro quando a fumaça saiu da guitarra), então, acho que isso só poderia ter sido feito por alguém com inveja das suas trevas, quem mais estava preso com você?

–Bem, a Anna e...

–E?

–É claro que não foi ele, mas quem estava preso comigo era Caleb.

Lupin faz o famoso “A-HÁ!”.

–Não pode ter sido ele, ele estava preso comigo.

–Ou era isso que ele queria que pensasse.

–A única coisa que ele fazia era me contar sobre Hogwarts, nós até cantávamos juntos.

–Ou ele te contava sobre uma Hogwarts que ele inventara.

–Estão culpando ele só por que é um Sonserino?

–Ou é ele, ou você está acusando sua amiga.

–É claro que não foi a Anna.

–Provável que não.

–Mas...

–Você foi enganada por ele.

Suspiro.

Ouço Sirius cochichar, “o que ela veem em Sonserinos?”.

Me sento naquele chão sujo.

–E ninguém aqui nesse recinto liga por eu possuir arte das trevas que eu nem sabia que tinha?

–No nosso grupo temos um lobisomem, e três animagos ilegais, você acha que ligaríamos para uma pessoa com arte das trevas que não fazem nada?

Sorrio.

–E então, o que vocês fazem aqui?

A partir desta noite, eu era a mais nova membra dos marotos, que criticava tanto junto com Anna. Eu era a esquisitinha interessante que andava com eles, mas minha aparência estava dez vezes melhor.

Eu aprendi a odiar Sonserinos, nunca mais encontrei Caleb, mas arrebentaria ele quando o encontrasse. Eu visitava Anna com frequência na ala hospitalar, mas logo ela saiu, e ficou muito mais afastada de mim.

Eu praticava pegadinhas o tempo todo, e Severo Snape aprendeu a me odiar também.

Com minhas possibilidades de desaparecer, facilitava muito mais a vida deles para ir a Hogsmead. E no fim, aprendi a ser uma animaga, James havia me ajudado, eu me transformava em uma raposa negra, no final das contas, eu tecnicamente estava vivendo meu primeiro ano em Hogwarts, já que os outros foram pelos ares. Meu apelido? Bigodes, e devo admitir que fora o melhor apelido que eu já tive.

E na verdade, eu estava tão longe ser aquela garota a qual Caleb disse, quanto me sair bem em poções.

Notas finais
É, quando a memória não vem você apenas segue a vida. "Quando uma maçã cai da macieira, ele nunca vai cair de novo e, muito menos no mesmo lugar". Comentem por favor!!! Bjo da DETONA!