PrettyGirl II
19 Mesmos Ideais...
Notas iniciais
Depois dos NOM’s Lia passou a ficar longe de Caleb e passou a andar com os Marotos.. Eu? Acho até que ele ficou mais... Sombrio. Mas eu ainda tenho pesadelos. Acordo gritando e eme contorcendo. Os mais comuns são meus “amigos” me torturando e me matando. De tanto ter pesadelos com isso, a sensação dos olhos rachando e a pulsação do meu coração diminuindo ficaram gravadas em minha mente. Pessoas normais têm arrepios. Eu tenho sensação de morte.
Não sei o que deu em mim, mas me afastei um pouco de Víctor. Mas ainda namoramos. Eu sou assim. Estranha. Enrolada.
Eu estava lá, jogada em meu pequeno infinito. Ninguém mais sabia daquilo.
Lentamente eu me levantei e saí. Eu precisava encontrar alguém com os mesmos ideais que eu. Um Sonseriro, ou uma Sonserina. Não Malfoy, e não a Black. Talvez... Sim. Ele.
[...]
Já tínhamos feito os NOM’s. Eu fui bem em todos. Sem querer me esnobar... Mas já estou me esnobando mesmo, não?
Eu sabia que Leight não iria contar a ninguém sobre a Torre Oeste. Mas ele, com certeza, estaria nos jardins, jogando videogames.
Quando cheguei perto, ele elevou os olhos. Aqueles olhos azuis.
Sorriu. Um sorriso diabólico. Esse é dos meus.
– Posso me sentar, Caleb.
– Senta.- Ele deu de ombros.- Espera.
– O quê?
– Você me chamou de Caleb.
– E...?
– Você sempre me chamou de Leight.
Corei um pouco. O que é isso, Suzanna? Recomponha-se!
Levanto a cabeça.
– Quero mostrar algo à você Caleb.
– Está bem...
Nos levantamos. Chegamos ao Salgueiro Lutador.
– Era isso? Essa árvore velha?
Começo a rir.
– Não, bobo. É o que está dentro dela.
Ele faz uma careta ao me ouvir chama-lo de “bobo”. Se Lia estivesse aqui... Mataria à mim e à Caleb.
Paraliso a árvore. Caleb solta um “ar” de surpresa.
Eu me permito sorrir.
Entro ali.
– Vem.
– Eu não vou.- Caleb cruza os braços.
– Para de ser medroso!
– Coragem não é o forte da Sonserina sabia?
Reviro os olhos.
– Você acha que eu também não tenho uma parte Sonserina dentro de mim? Faça-me o favor!
– Está bem! Está bem!
Ele entra ali também.
– Lúmos.- Eu disse.
Andamos pelo túnel. Caleb tropeça em algumas raízes.
– Isso são raízes não são?
– Sei lá.
Uma pequena brisa chega até nós. Fico um pouco tonta. A sensação de morte me atinge mais uma vez.
– Você está bem?
– Estou ótima.
[...]
– O que é isso?
– Meu pequeno infinito. E se concordar, é o nosso pequeno infinito. E também... Um objetivo.
– Mas... É só um quarto espelhado.
– Você acha que eu passaria quase o dia inteiro aqui se isso não fosse especial?
Me agacho e procuro as runas. Há muito mais runas do que antes. Neve. Ar. Água. Fogo. Estrelas. Ruínas...
– Estrelas.- Sussurrei. As estrelas e galáxias voltaram.
– Por Merlim!
Caleb olha o quarto admirado.
– Caleb?-Ele olha para mim.- Eu quero ter tudo isso na palma da minha mão. Quero poder. E3u quero o mundo. Eu tenho ideais que parecem impossíveis. Junte-se à mim. Podemos tornar isso possível, Caleb. Você sabe que podemos. Você precisa de um lado. Bem ou mal. Branco ou preto. Luz ou trevas. Escolha à mim. Junte-se à mim. Isso também pode ser seu, Caleb Leight.
Ele parece um pouco perdido. Pensa. Anda pelo quarto. Toca as paredes, maravilhado com isso tudo.
– Você está certa.-Ele diz, ainda com uma mão na parede. Ele me olha por cima do ombro.- Eu também quero isso, Suzanna. Também quero poder.
Eu sorrio.
– Eu sabia que tínhamos os mesmos ideais.
[...]
Depois daquele dia, o meu pequeno infinito virou o NOSSO pequeno infinito.
Todas as vezes que eu ia para lá, eu chamava Caleb. Víctor já tinha percebido a nossa aproximação. Mas não se manifestou.
– Estou com fome.- Eu disse. – Vou voltar à Hogwarts.
– Está bem. Vamos.
Caleb e eu saímos do quarto.
Descemos as escadas lentamente. Então eu bato em alguém.
– Olha por onde and...
Era James. Ele estava caído no chão.
– Anna? Caleb? — Lia estava com eles. Peraí. Ela tinha virado um deles? Caleb dá um sorrisinho cínico. Não aguento e também sorrio cínicamente. Lupin chega à frente do grupo.
– Como tem coragem de usar Obliviate na sua amiga?
– Acho que se enganou. Não usei Obliviate em ninguém.
– Cínica!- Gritu.
– Eu mesma! – Começo a mexer no cabelo. – Agora, nos dê licença. Queremos voltar à Hogwarts.
– Não.
– Por favor, Lupin. O que vai fazer? Não é semana de lua cheia! Você não é mais tão forte assim! E além do mais, eu sou mais alta e mais velha. Posso muito bem machucar as pessoas.
– Você é uma falsa!
– Não sou tão falsa quanto a Jade!
– Não fale dela...
– Da sua queridinha? Acho que a Amber não vai gostar de saber que já houve duas garotas antes dela.
Ele avança para mim.
– Estupefaça.- Lupin caiu no chão. – Acho que agora podemos sair, não?
Empurro eles, abrindo caminho. Tenho a vaga impressão de que vejo uma lágrima no rosto de Lia.
Caleb parece um... Um vilão em forma de príncipe. Espera. O quê?
[...]
– Porque você está tão amiguinha do Sonserino?
– Víctor! Vai me dizer que agora casas opostas não podem ser amigos? Se for isso a gente termina a conversa aqui!
– Não... É só que... Sei lá. É estranho.
– Fica tranquilo. Você é o único.
Ele me beija e logo em seguida ele ri. Mais uma vez. Uma risada doce que me deixa como uma manteiga derretida. Ele precisa parar com isso. Ele realmente precisa.
Estávamos na Torre de Astronomia, sentados, observando o pôr-do-sol e esperando as estrelas.
– Você está diferente. – Ele diz.
– Como assim?
– Todos os dias você brilha mais. Como faz isso.
– Isso é um segredo.
– Você precisa tirar esse colar.
– Víctor...
– Esse colar está mudando você!
– Eu já disse que não! – Me levanto. – Eu vou dormir.
[...]
Não dormi a noite. Todas as vezes que eu fechava os olhos, eu sentia aquela sensação persistente.
Eu não aguento mais. Eu preciso de poder. Eu preciso ter um infinito próprio. Eu preciso de um lugar em que as pessoas me entendam. Concordem comigo. Assim como Caleb. Temo0s os mesmos ideais. Os mesmos objetivos. Como um casal maléfico. Mas não. Só temos ideais iguais. Mais nada. Mas mesmo assim, ele continua me afetando muito. Chega à ser... Incomum.
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