Notas iniciais
Hey! Acabei de escrever esse capítulo. Eu falei pela Anna ao nomear o capítulo... Um pouco besta, mas... Enfim, espero que gostem!

Estudava tranquilamente ao lado de Víctor, esparramados nos jardins.

– E a Amortentia?- Ele pergunta.

– Tem um cheiro diferente para cada um. Causa uma “paixonite” ou obsessão muito forte.- Respondo melancolicamente.

– O que foi Anna? Aconteceu alguma coisa?

– Não sei...

Ele me beija e ri.

– O que foi? – Pergunto, prendendo uma mecha de cabelo atrás da orelha.

– Eu não acredito que estou namorando uma...

Congelo.

– Uma o quê?

– Uma garota de dezesseis anos.

Eu rio também.

– E eu não acredito que estou namorando um garoto de quinze!- Brinco.

Me levanto e guardo meus livros.

– Aonde você vai?

Faço um gesto de silêncio com o dedo na frente dos lábios.

– É segredo.

Ele ri. Por Merlim! Ele precisa parar de rir desse jeito!

Começo à caminhar até a entrada de Hogwarts, mas Lupin ( aquele lobo desgraçado ) entra na minha frente.

– Com licença?- Digo.

– Eu não vou sair.

– Vá para o inferno! E não esquece de levar a Amber “loira de farmácia” com você.

Dou um sorrisinho e empurro ele.

Mas... Adianta alguma coisa, empurrar um lobo de quinze anos, muito mais forte que você? Não. Não adianta.

Ele não se move um centímetro sequer.

– Lupin, sai da minha frente!

– Não. – Ele cruza os braços. Pego minha varinha. Mas antes, meus dedos percorrem as três varinhas ( minha, da Lia e do Leight ) antes de encontrar a minha.

– Expulso! – Eu disse. Lupin é jogado para um canto.

Ferrou. O resto dos Marotos se levantam. Ferrou mais ainda. Mas eu não ligo. Saio correndo antes que Potter e os outros me alcancem.

Subo as escadas correndo. Entro em Hogwarts. Correndo ainda. Meus cabelos loiros esvoaçando atrás de mim. Chego ao corredor que me leva à cozinha. Paro para recuperar o fôlego. Faço cócegas na pera do quadro e a porta se abre. Como sei disso? Segui os Marotos. Eles são tão... Burros. Segui-os de perto e não perceberam!

Entro, e logo, os vários Elfos Domésticos me trazem frutas e várias outras coisas.

– A senhora quer mais alguma coisa?

– Não, obrigado. Só isso está bom.

Eles fazem uma breve reverência e eu saio.

[...]

Chego na masmorra. Lia está terminando uma canção. De novo não. Isso de novo não. Qualquer coisa... Mas uma nova fuga?

Entro e lá está Lia de amizade e “conversinha” novamente com Caleb.

Entrego as frutas à Lia. Ela precisa comer. Deixo lá também um pouco de água.

– Você não vai dar comida à ele?- Sussura ele.

– Não. Lia, você precisa mais que ele.

– Mas...

– Confie em mim.

Ela assente com a cabeça.

– Então, Suzanna. Tem tido... Pesadelos? Sabe... Pesadelos comuns.

Ele está deitado em um monte de feno, com um sorriso diabólico no rosto.

– Leight... Você é um...

– Maníaco? Cínico? Não tanto quanto você, Stwart.

Esqueço, por um minuto, a presença de Lia e do vidro que me separa dele. Avanço para ele. Batendo no vidro e gritando. Quero matar ele.

Lia me puxa. Lentamente me acalmo.

Enquanto saio e refaço silenciosamente os feitiços de proteção, Caleb sussurra algo. Algo parecido com...

“Eu sou o equilíbrio, lembra-se?”

Minha vontade de mata-lo só cresce mais e mais. Me contenho.

“Ainda não Suzanna. Ainda não. Você terá muitas outas chances...” penso comigo mesma.

Saio da Torre Oeste, minha raiva se esvaindo à cada passo que dou para longe daquele pequeno inferno, se assim posso chamar.

[...]

Fui até a Torre de Astronomia. Não dava para ver as estrelas ainda, mas o céu era lindo mesmo assim, à tarde, com sua coloração rosa e laranja...

Então, minha cabeça começa a latejar. Com a cabeça explodindo, volto ao Salão Comunal, um pouco tonta, mas pelo menos consigo andar.

– Você está bem?- Pergunta MacLaggen.

– Não enche!

Vou até o dormitório e me jogo na cama. Ali, começo a ter convulsões, me contorcer e gritar. Como se fosse um Cruciattus. Mas não pode ser.

Algum tempo depois, as pessoas começam a chegar. Uma à uma. Desde os novatos do primeiro ano até os setimanistas.

E depois de uma verdadeira eternidade, tudo para e o dormitório gira.

– Saiam da frente! Saiam da frente! – Gritou McGonnagall.

– Professora...

– Não faça esforços, senhorita Stwart. Vou leva-la até Madame Pomfrey.

Ela me ajuda a levantar. Mas minhas pernas estão bambas. Eu caio no chão. Algumas garotas setimanistas me ajudam.

Ao descer, Minerva pede a ajuda dos garotos ao invés das garotas.

E é só isso que lembro.

[...]

– Anna?- A voz chega até mim como um sussurro.

Lentamente abro os olhos. Víctor. Ele ri mais uma vez. Uma doce, linda e forte risada.

– Oi.

– Não fale. Você não pode fazer esforços.- Sorrio. Ele se preocupa realmente comigo.

Lentamente, minhas pálpebras voltam à pesar. Eu as fecho e durmo imediatamente.

[...]

Alguns dias se passaram e finalmente fui liberada da Ala Hospitalar. Minerva me disse que havia um pequeno artefato na minha cama. Um pequeno anel, de ouro e uma pedra central, meio verde, meio cinza. Carregado de magia negra.

Dumbledore tinha ficado com o anel, mas na manhã seguinte, ele não o achava. Mas é claro que não. Ele é um velho gagá!

Fui avisada de que os NOM’s começariam na próxima semana.

Após um grande conflito com minha mente, digamos, perturbada, cheguei à uma conclusão:

Soltar Lia e Caleb para fazer os NOM’s. Afinal, a memória da Lia não vai voltar tão cedo. Eu acho.

Ela precisava passar de ano. O Caleb nem tanto... Mas o que posso fazer?

No meio da noite, sem fazer barulho, fui até a Torre Oeste.

Lia dormia e Caleb... Sei lá o que ele fazia. Estava sentado, abraçando as pernas, olhos fechados.

– Lia?- Eu disse. Ela acordou na hora. Como ela tinha sono leve! Caleb ergueu os olhos. – Vou soltar vocês.

– Mas... – Questiona Lia.

– Você precisa fazer os NOM’s. Quer dizer. Vocês.

– Para uma maníaca, você até que está mais “generosa”.

Estremeço ao ouvir essa palavra. Generosa? Ele bateu a cabeça?

– Finite Incantatem. – Eu disse.

A parede de proteção cedeu. O vidro se quebrou.

Os dois se levantaram e saíram.

– Se você contar à alguém, eu juro que mato você, Leight. – Sussurro para ele.

Ele sorri diabolicamente.

– Pode deixar, Suzanna Stwart.

[...]

Caleb voltou às masmorras da Sonserina e eu e Lia, para a Grifinória.

No dia seguinte, Lia contou que havia batido a cabeça e ficado desacordada e eu concordei, dizendo apenas que tinha encontrado ela.

Afinal, uma mentirinha não dói, não é mesmo?

Mas... Ele... O Leight... Ele me afeta tanto...