Pretty Woman.

8 Capítulo 8


Notas iniciais
Olááááá! Primeiro, eu sei que todas querem me matar, ou talvez já tenham desistido da história. Mas realmente estava muito sem tempo, e só consegui escrever agora. Segundo, vocês sabem que essa história é uma adaptação do filme, então, ela é curta. Mas tive algumas ideias para implementar e deixá-la um pouco mais interessante para vocês. Para isto, me lembrei de uma fanfic SwanQueen que li há um tempo, e gostava muito dos personagens, então vou usar praticamente os mesmos para escrever aqui. Espero que vocês gostem. ♥

POV Regina.

Quando acordei na manhã seguinte, lembrei-me rapidamente da noite anterior ao lado de Emma, e um imenso sorriso se espalhou por meu rosto. Os beijos, a troca de carícias e a forma incrível que fizemos amor. Espreguicei-me lentamente, esparramando-me pela cama toda, e então senti sua falta, quando passei meu braço pelo colchão ao meu lado e ele estava vazio. Abri meus olhos preguiçosamente e me certifiquei de que ela realmente não estava, mas, havia uma linda rosa vermelha em cima de seu travesseiro. Não tive como conter o novo sorriso bobo que surgiu em meu rosto. Havia um pedaço de papel dobrado abaixo dela, que peguei imediatamente para saber do que se tratava.

“Bom dia, Regi.

Tive um chamado urgente da companhia, não pude te esperar para o café. Prometo não demorar, quero passar o resto do dia com você. E por favor, não atenda ao telefone.

Emma.”

Se houvesse um recorde de sorrisos idiotas que alguém poderia dar em menos de um minuto, eu com certeza o havia batido nesse instante. Emma fora tão carinhosa em se preocupar comigo, me deixando um mimo e ainda por cima, assinando como “Emma” a minha Emma, e não simplesmente “Swan” como estava acostumada a fazer. Aquilo ainda parecia um sonho, e era exatamente isto que me assustava. Sonhos são apenas sonhos, e no momento em que você abre os olhos, eles deixam de existir. Desaparecem, tornam-se apenas resquícios de lembranças de coisas que você sequer viveu. Meu sorriso se fechou no mesmo instante em parei para pensar nisto. Será que Emma se tornaria apenas uma lembrança, daqui a três dias, quando fosse embora? Três dias. Três míseros dias. Agora parecia tão pouco, tão perto, tão... Desesperador. Tive que contar até dez e respirar fundo umas mil vezes para conseguir tirar aquilo de minha cabeça e finalmente me levantar.

Quando o fiz, por fim, tomei um banho longo e relaxante, eu tinha certeza que Emma não estava dizendo a verdade sobre não demorar. Ela sempre demorava, e eu ficava feito uma criança olhando para a porta de cinco em cinco minutos a sua espera. Por falar em parecer uma criança, adorei que Emma conseguiu os patinhos de borracha que eu pedi para colocar na banheira. Isso aqui estava tão sem graça! Quem em santa consciência faz uma hidromassagem e não coloca patinhos de borracha? Por favor, né.

Quando terminei meu banho e me vesti, pensei em ligar para o serviço de quarto e pedir alguma coisa para comer, mas como sempre, surpreendendo-me, Emma já havia o feito. A mesa estava repleta de coisas gostosas, das quais eu provavelmente não conseguiria comer nem metade. Sempre tão exagerada. Ri comigo mesma pensando em todas as formas de exagero da loira, e me sentei à mesa. É claro que fui direto em meu cereal favorito. Fruit-Loops era muito melhor que todos aqueles pães, panquecas e bolinhos que havia ali. Será que alguém realmente comia estas coisas no café da manhã? Franzi meu nariz com a hipótese, e logo que levei a primeira colherada de cereal à boca, o telefone tocou. Dei um pulo de susto, e quase derramei tudo na mesa. Mas corri até ele, antes que parasse de tocar.

— Alô?

— Bom dia, Regina.

— Bom dia, Emms! – Respondi animada ao descobrir que era minha loira do outro lado da linha.

— O que eu te disse sobre não atender ao telefone?

— Desculpe, eu me esqueci desse detalhe. – Pude ouvir sua risada do outro lado da linha, e aquilo me acalmou um pouco.

— Tomou seu café?

— Ainda não, estava tomando um banho com os meus patinhos, eles são tão fofinhos, Emms!

— Pare de besteira, Regina. – Ouvi novamente o som de sua risada, tão deliciosa. – Estou encerrando umas propostas aqui, e quero te levar para passear, mas não conheço muito da cidade. Sugere-me alguma coisa? Nada de cassinos ou casas de stripers, por favor!

— Tenho um lugar que você vai adorar, Emms.

— Então está bem, vejo você em quarenta minutos, esteja pronta, e linda.

— Mas eu já nasci linda. – Agora quem sorriu fui eu, imaginando a boquinha linda de Emma quando se curvava para sorrir, com aqueles dentes tão brancos e os olhos claros que mais parecia um gatinho quando estavam puxados.

Ela desligou, e mesmo assim, não consegui parar de sorrir. Só de imaginar que sairíamos para passear, só nós duas, nada de negócios e pessoas chatas por hoje. Até respirei aliviada, e já ia voltar para o meu café da manhã quando o telefone tocou novamente e corri para atender.

— Alô?

— Eu disse para não atender ao telefone.

— Então pare de ligar! – Outra gargalhada de Emma, e então ela desligou. Deixando-me outra vez em suspiros, argh!

POV Emma.

— Bom dia, senhora Swan. Como está? – Graham me cumprimentou assim que sai do prédio da construtora. Havia saído tão às pressas pela manhã, que peguei um táxi e precisei ligar para que ele viesse me buscar.

— Bom dia, Humbert. Estou muito bem, mas faminta e com pressa, conseguimos chegar ao hotel em quinze minutos? – Ele apenas me afirmou com a cabeça várias vezes, e então abriu a porta da limusine para mim.

Quase não vi o tempo passar, enquanto admirava a cidade pela janela do carro. Chicago não se comparava a Los Angeles, mas era um bom lugar para se viver. Quem sabe, algum dia, casada e com filhos? Balancei minha cabeça rapidamente tentando livrar-me daqueles pensamentos, que diabos está acontecendo com você, Swan? Casar? Filhos? Não! Definitivamente não.

Por sorte, chegamos ao hotel. Decidi não sair do carro, preferi esperar por Regina ali mesmo, e evitar aqueles olhares das pessoas sobre ela, que sempre me incomodavam e me deixavam inquieta. Pedi a Graham que informasse ao recepcionista do hotel nossa chegada, e este ligaria para o quarto e avisaria Regina. Fiquei ainda mais inquieta com sua demora em descer, mas é claro, toda a espera valera a pena quando eu a vi. Estava linda. Como sempre, só que hoje parecia ter alguma coisa especial nela. Seu sorriso parecia mais leve, e seus olhos carregavam um brilho que hipnotizaria qualquer pessoa. Suspirei quando Graham abriu a porta da limusine para que ela entrasse.

— Você nem subiu para me buscar, Emms! – Ela disse, fazendo biquinho com a voz manhosa, antes de se sentar ao meu lado e se virar para mim.

— Não é um encontro, Regina. É só um passeio, quero conhecer um pouco mais da cidade. – Quando notei a expressão triste em seu rosto, logo me arrependi do que dissera. – Mas então, para onde vamos? Estou curiosa. – Regina subiu seu olhar de volta para mim e sorriu, agora sim, era desta forma que eu gostava de vê-la. Então ela se aproximou um pouco mais e pousou a mão em minha coxa, me dando um beijo rápido nos lábios e outro em minha bochecha. E mais um em meu maxilar... Pescoço... Hmm.. – Regina! – Chamei, tentando fazê-la parar. Eu estava começando a ficar constrangida com o olhar de Graham no retrovisor do carro.

— Que foi, Emms? Eu já dei o endereço para o Graham, vou te levar para um lugar legal, você vai gostar, relaxa... Eu estava com saudades. – Sua voz baixinha e os lábios que se arrastavam por meu pescoço enquanto falava, tiravam minha concentração e eu já fechava meus olhos, esquecendo-me de qualquer coisa. Sua mão começou a subir e a descer num carinho lento pela parte interna de minha coxa, fazendo-me suspirar. Não resisti e acabei apertando o botão que subia o “vidro escuro” que separava o motorista de nós, mesmo sem saber quanto tempo teríamos, estava louca para matar a saudade de Regina.

Deixei que sua boca continuasse a se aventurar por meu pescoço, enquanto levava minhas mãos para sua cintura e a trazia para mais perto de meu corpo, traçando seu quadril com meus dedos e colocando uma de minhas mãos por baixo de sua saia.

— É melhor não começarmos algo que não vamos poder terminar... – Ela disse, com a voz abafada em minha pele, com sua mão agora entre minhas pernas, acariciando-me por cima da calça jeans e me fazendo quase arquear o quadril de encontro a sua mão. Regina sabia muito bem como me deixar bem animada rapidinho.

— Foi você quem começou. – Argumentei, espalmando minha mão em sua coxa e apertando-a com mais força.

— Mas eu consigo me controlar, Swan, já você... – Em questão de segundos a Regina inocente e brincalhona havia dado lugar à experiente e maliciosa morena dos lábios vermelhos que me devoravam com ansiedade. Sua mão encaixou-se exatamente por cima de meu membro e ela o apertou, de uma forma tão deliciosa que não pude conter o gemido que escapou por meus lábios em alto e bom som.

— Regina... – Eu não podia ver, mas eu tinha certeza que um sorriso cheio de segundas intenções havia se formado em seus lábios, só pela forma que seus dentes passaram a arranhar a pele pálida de meu pescoço, causando-me arrepios por todo o corpo. Quando seus dedos começaram a abaixar o zíper de minha calça, levei minha mão até sua nuca e enrosquei meus dedos nos fios castanhos, cravando minhas unhas pequenas em sua pele e puxando-a com mais firmeza para mim. Logo sua mão estava dentro de minha calça, acariciando-me apenas com uma pequena camada de roupa entre nós, o que tornava aquilo uma tortura deliciosa, e eu realmente não tinha o menor controle. Eu já estava completamente excitada em menos de cinco minutos.

— Diz pra mim o que você quer que eu faça, senhora Swan. – Sua voz em meu ouvido me fez fechar os olhos e viajar para longe dali, imaginando-nos sozinhas em um lugar distante de tudo, onde pudéssemos fazer qualquer coisa. Onde eu pudesse fazer Regina gritar de prazer enquanto realizava todas as minhas fantasias com ela. Sem nada e ninguém para nos interromper.

— Chegamos, senhora Swan. – Porcaria! Ouvi a voz de Graham soar do banco da frente e despertei, abrindo meus olhos e tentando me recompor aos poucos, enquanto Regina ria, tirando sua mão de minha calça e arrumando seu batom. Arregalei meus olhos quando olhei para baixo e percebi minha ereção gritando para quem quisesse vê-la. Eu vou matar Regina. Mirei-lhe meu olhar mais enfurecido e ela apenas riu outra vez, aproximando-se para me dar um selinho antes de descer do carro, já que Graham estava do lado de fora abrindo a porta para nós duas.

Só quando sai do carro percebi que estávamos num tipo de parque. Não aqueles parques de diversões repletos de brinquedos radicais ou coisas do tipo, era apenas um lugar muito grande, cheio de verde, com algumas barracas espalhadas ao longo dele, com pessoas que vendiam balões, algodão doce, pipoca, e essas coisas que qualquer criança iria adorar.

— Não é demais? – Regina perguntou animada, dando um pulinho e um gritinho empolgado demais enquanto batia suas mãos uma na outra. Não pude evitar minha risada. Claro, que qualquer criança, e Regina, iriam adorar.

Logo sua mão tomou a minha e ela me puxou para dentro. Graham me olhava com uma cara debochada que me fez revirar os olhos, mas no momento em que éramos apenas nós duas, tudo deixou de me preocupar. Nós caminhamos tranquilamente até a beira de um grande lago que havia no centro do parque, o sol estava razoavelmente forte, mas paramos abaixo da sombra de uma árvore e então Regina caminhou até a beirada, por um momento, até pensei que ela fosse pular ali.

— Regina, está doida? Volte para cá. – Chamei, mas ela apenas se virou em minha direção e me deu um daqueles teus sorrisos travessos.

— Olha os patinhos, Emms! Vamos alimentá-los! – Ela voltou correndo em minha direção, pulando com a mesma empolgação de antes.

— Regina, não podemos alimentar esses bichos, tem uma placa enorme ali dizendo isto. – Apontei para uma placa bem ao nosso lado, que dizia ser proibido alimentar qualquer animal do parque. Mas ela continuou me olhando com aqueles olhos castanhos pidões e o biquinho irresistível.

— Por favor, só um saco de pipocas e eu paro. – Suas mãos agora estavam em meu rosto, e me acariciavam de uma forma que eu seria incapaz de negar qualquer coisa.

— Tá bem, só um e nós vamos sair daqui, está bem? – Ela afirmou freneticamente com a cabeça e deu outro gritinho animado quando eu tirei uma nota do bolso para que ela fosse comprar a pipoca. Regina voltou em questão de segundos e logo correu outra vez até a beira do lago, jogando a comida para os patos que logo foram chegando mais próximo a onde ela estava. Não pude conter meu sorriso, mesmo sabendo que o que estávamos fazendo era errado, qualquer coisa compensava aquela sua felicidade.

Quando acabou, ela voltou para onde eu estava e nós nos sentamos nos pés daquela árvore.

— Quando eu era pequena, onde morava, meu passatempo favorito era alimentar os patos. – Ela começou a falar sem que eu houvesse perguntado nada, então apenas relaxei, deitando-me entre suas pernas, já que ela havia passado seu braço ao redor de meu ombro e me puxado para mais perto. – Eu sempre escondia alguns pães sem que minha avó pudesse ver, e então corria para a beira do lago, os patos vinham sempre no mesmo horário e eu dei nome a cada um deles, Emms! – Não pude evitar uma risada com sua última afirmação. – Mas eu tinha que fazer isto escondido, porque meus irmãos eram chatos e sempre contavam a minha avó.

— Quantos irmãos você tem? – Perguntei sem pensar, de repente interessada em saber mais sobre sua vida.

— Três. Baelfire, August e Anna. – Fechei meus olhos quando senti seus dedos deslizarem entre meus cabelos, me fazendo relaxar ainda mais. – Anna é a caçula, é de quem mais sinto falta. Ela sempre me deixava brincar com seu cabelo e fazer todos os penteados malucos que eu sentia vontade. – Pude ouvir sua risada com um tom de melancolia desta vez. – August é apenas um ano mais novo que eu, e desde que me entendo por gente, ele só pensa em garotas e em sua moto. Lembra que te contei sobre a oficina do meu avô? – Soltei apenas um “uhum”, para que ela continuasse a falar. – Certa vez ele recebeu esta moto como pagamento por um serviço, e então ele e August começaram a consertá-la, trocando uma peça aqui e outra ali, até que ela estivesse pronta, exatamente quando ele fez dezoito anos e pode começar a dirigir.

— Você gosta bastante de carros. Não se interessa por motos? – Por alguma razão, senti os músculos de Regina ficarem tensos e o tom de sua voz mudou no mesmo instante.

— Não. – Respondeu apenas, desviando seu olhar para longe no lago. O que eu disse de errado, afinal? Bom, preferi não insistir no assunto e resolvi que se ela estava se abrindo comigo daquela forma, talvez eu pudesse fazer o mesmo.

— Eu também tenho irmãos. – Falei, ganhando novamente sua atenção. Mas não tinha certeza se ela queria ouvir sobre isso, então parei por ali.

— Quantos? – Ela perguntou, voltando a mexer em meu cabelo, não pude conter meu sorriso.

— Sou a mais velha de três irmãos. Elsa e Victor são gêmeos. – Um pequeno sorriso surgiu em meus lábios ao lembrar-me de meus irmãos. Mas logo ele sumiu, eu não os via há meses, tudo graças ao meu trabalho, onde eu passava noventa por cento do meu tempo. Os outros dez, com bebida e mulheres. Eu realmente não tinha do que me orgulhar quando se tratava de família.

— Gêmeos! Que máximo. Sempre quis conhecer um casal de gêmeos, deve ser engraçado uma versão masculina e uma versão feminina da mesma pessoa. – Não pude evitar uma risada com seu comentário.

— Na verdade, eles não se parecem tanto assim. Victor cresceu muito e passou todos nós. Ele é bem diferente de mim e de Elsa. Tem cabelos cacheados e olhos muito azuis.

— Como um anjinho? – Ela perguntou, fazendo-me sorrir outra vez.

— Sim, digo, por fora. Victor é uma peste e consegue me tirar do sério mais do que ninguém. – Dessa vez quem riu foi Regina.

— Quantos anos eles tem?

— Vinte e seis. Eles nasceram quando eu tinha dez, então você pode imaginar o quanto eu me diverti, fazendo-os de bonequinhos.

— Emms!

— Que foi?

— Você não era malvada com eles, era? – Eu virei um pouco meu rosto para poder olhar para ela, sua expressão desconfiada e séria me arrancou outra risada.

— Jamais, Regina. Meus irmãos são meus tesouros, é por eles que quero vencer na vida.

— Mas você já venceu.

— Não o suficiente.

— E onde eles estão agora? – Senti um nó se apertar ao redor de minha garganta quando ela me fez aquela pergunta. Eu sequer sabia onde meus irmãos estavam.

— Bem, Elsa tem um namoradinho babaca, dois anos mais novo que ela, que não tira aquelas roupas de rockeiro e vive aparecendo com um piercing novo pelo rosto. Ela provavelmente está em algum lugar com ele, livrando-o de alguma fria, já que ele sequer trabalha. – Regina riu pela forma que eu falava sobre Killian, mas não era nenhuma mentira. Ele era totalmente inútil! – Não faço ideia do que minha princesinha vê nele, mas dizem por aí que o amor é cego, não é mesmo?

Regina levou sua mão ao meu queixo e me fez virar o rosto em sua direção novamente. Ela me sorria de uma forma tão doce. Não com os lábios desta vez, apenas com os olhos, aquelas duas esferas castanhas e profundas, que brilhavam de tal forma a me faziam esquecer tudo ao nosso redor por alguns instantes. Oh, céus, o que está acontecendo? Rapidamente endireitei meu rosto, fitando o lago a nossa frente e voltando a me concentrar no que dizia.

— E Victor? – Ela me perguntou, percebendo o clima estranho que havia surgido.

— Victor está noivo, há alguns anos, na verdade. – Soltei uma risada ao me lembrar das loucuras que ele fazia com Ruby. – Eles namoram desde a adolescência, e Ruby praticamente cresceu conosco. Este relacionamento eu realmente apoio.

— Você foi a única que não se interessou por ninguém? – Novamente aquele frio passando por meu corpo quando sentia que ela estava fazendo algum tipo de menção a nós.

— Eu fui casada, mas como você deve imaginar, passar mais tempo enfiada no escritório do que em casa, com minha mulher, não ajudou o relacionamento a evoluir. Separamos-nos há poucos meses. – Eu ainda ficava um pouco desconfortável por falar em Zelena. Por alguns anos, enquanto namorávamos, eu realmente achei que ela fosse a mulher da minha vida. Costumávamos ser felizes, e grudadas, o tempo inteiro. Mas quando veio o casamento, de repente, voltei a ser a velha Emma Swan de sempre. A que precisa sempre estar focada em algo, que precisa ter objetivos para alcançar o tempo inteiro. A que não suportaria uma vida monótona como a de meus pais jamais. Zelena queria algo totalmente diferente, e então, o fim foi o melhor.

Mas eu não disse nada disso a Regina, afinal, o que nós temos e estamos vivendo, é algo completamente diferente de tudo que já vivi, e será muito bem guardado em minhas melhores lembranças quando eu tiver que partir.

Ficamos ali por mais algum tempo conversando sobre amenidades, como há muito eu não fazia com ninguém. E a tarde passou de uma forma tão leve e gostosa, que me esqueci completamente de trabalho e qualquer outra chateação que eu estivesse tendo naquela viagem.

Quando Regina viu os barcos de aluguel do outro lado do lago, eu já sabia exatamente no que aquilo iria dar. Mas eu também sabia que não conseguiria nega nada a ela. Então lá fomos nós. Nos primeiros cinco minutos, tudo correu bem. Até que ela visse uma família de patinhos bem no meio do lado e começasse a remar de uma forma muito rápida em sua direção. “Regina!” tentei avisar, mas ela sequer me ouviu, então, em apenas alguns segundos, tudo aconteceu muito rápido e lá estávamos nós, com o barco virado, dentro do lago, completamente molhadas e sujas, enquanto Regina gargalhava e eu lhe dava mais um daqueles meus olhares furiosos.

Notas finais
Espero que tenham gostado, mimimi. Beijos de luz e até o próximo.