Pretty Woman.

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Boa tarde, meus amores! Demorei um pouquinho, mas aqui está, espero que vocês gostem! PS: Eu estou muito feliz pelos comentários de vocês, e logo responderei todos, mas hoje estou com um pouquinho de pressa, então entrei aqui só pra postar, e depois respondo, okay? Muito obrigada! ♥ Outra observação: quando descrevi a roupa da Emma, eu a imaginei exatamente assim: http://cdn.glamcheck.com/fashion/files/2013/03/Jennifer-Morrison-at-the-Once-Upon-A-Time-PaleyFEST-Event.jpg

Há muito tempo eu não me sentia tão leve, há muito tempo não havia dormido tão bem quanto na última noite. E olha que eu havia dormido pouco mais de quatro horas, depois de incontáveis orgasmos que Regina me proporcionou. Que mulher era aquela? Como passei tanto tempo de minha vida sem conhece-la? Quando abri os olhos, meu sorriso foi imediato. Flashes da noite anterior brincavam com minha mente, fazendo-me reagir por todas as partes de meu corpo.

Passei o braço ao meu lado na cama, e senti o colchão vazio. Instantaneamente, toda a paz que eu sentia desapareceu. Um nó se instalou em minha garganta e meu peito bateu mais forte. Regina havia ido embora sem se despedir de mim? Eu sabia que não deveria me importar com aquilo, afinal, era só uma ´noite. Com uma... Prostituta. Céus, por que eu me importava tanto com uma despedida? Esfreguei a mão no rosto para espantar o sono e me sentei na cama. Olhei ao redor do quarto, e era como se ela nunca tivesse estado ali. Nenhum sinalzinho.

Suspirei frustrada e juntei meus cabelos longos em um coque mal feito, no topo da cabeça. Notei que ainda estava nua, e um frio percorreu meu corpo, arrepiando-me ao me lembrar de seus toques. Havia muitas marcas em minha pele clara, tanto de batom, quanto de seus próprios lábios. Fui até o banheiro e tomei uma ducha muito rápida, e já pensando na reunião que teria mais tarde, vesti um conjunto de roupa social. Uma calça e um blazer azul, com uma blusa preta por baixo. Prendi meus cabelos em um rabo de cavalo, suspenso para o lado direito e fiz uma maquiagem leve.

Quando voltei para a pequena sala, minha expressão foi um misto de surpresa e alívio. Regina estava lá! Bem na minha sala, dormindo no canto do sofá, como um gatinho acuado. Foi impossível não sorrir com aquela cena. Aproximei-me lentamente, sem fazer barulho para não acordá-la. Sentei-me no braço do sofá e suspirei, ela parecia um anjo dormindo. Tudo bem que ela estava de bruços, com a bunda empinada para cima, só de calcinha. E minha nossa, que bunda! Mas ainda assim, parecia um anjo. Um anjo com a pele mais linda que eu já havia visto, os lábios mais convidativos e os cabelos curtos e negros mais sedosos. Espera! Curtos e negros? Franzi o cenho, confusa. Ela não era ruiva? Desviei meu olhar para o chão e logo entendi. Uma peruca de fios ruivos e longos estava caída bem ao lado do sofá. Soltei uma risada baixa e dei de ombros.

Ela se remexeu um pouco, e um sorriso débil deu uma expressão ainda mais suave e bonita para o seu rosto. Parecia feliz, tranquila, leve assim como eu. Senti vontade de me deitar ao seu lado e aproveitar toda a manhã com ela, mas sabia que não deveria. Não tínhamos tanta afinidade assim, apesar das loucuras que fizemos na noite anterior. Tudo bem que não existe forma de ser mais íntima de uma pessoa, do que estando dentro dela. Eu havia estado dentro de Regina. Wow, definitivamente, éramos íntimas. Ri com meus próprios pensamentos e, sem que notasse, levei minha mão até seu rosto e afastei uma mecha de seus cabelos, que caía sobre os olhos.

– Regina, Regina... – Disse baixinho, para que só eu ouvisse. Por algum motivo, eu gostava de repetir seu nome. Eu gostava da forma como ele saia tão naturalmente por meus lábios. Um nome tão lindo quanto ela. Céus, o que estava acontecendo comigo? Balancei a cabeça para me livrar daqueles pensamentos e me afastei, caminhando até o telefone, levando-o para o quarto comigo.

Me joguei em minha cama novamente, e disquei o serviço de quarto. Assim que me atenderam, fiquei em dúvida sobre o que deveria pedir para o café da manhã. Do que será que Regina gostava? Eu podia apostar que ela adorava cereais com leite. Ri sozinha outra vez, fazendo o rapaz do outro lado da linha com certeza pensar que eu era louca. Resolvi pedir um pouco de tudo o que eles ofereciam no café da manhã, de alguma coisa ela teria que gostar. Quando desliguei o telefone, ouvi um barulho vindo da sala e meu coração se apressou a bater mais forte e rápido. Ela tinha acordado.

– Bom dia. – Eu disse, com as mãos enfiadas nos bolsos de minha calça, apoiando-me no batente da porta que interligava o quarto com a sala.

– Bom dia. – Ela mordeu o próprio lábio inferior e sorriu, como uma menina. Já estava vestida e passava as mãos pelo cabelo, levemente corada. Achei que estava constrangida e retribui o sorriso, tentando lhe passar algum conforto.

– Dormiu bem, morena? – Dei ênfase na última palavra, fazendo-a corar ainda mais. Ela ficava tão linda assim, que tive que controlar a animação entre minhas pernas.

– É, então, eu ia te contar. – Ela soltou uma risada baixa, se abaixando para pegar a peruca. – É que eu gosto muito da pequena sereia, até queria que meu nome fosse Ariel. – Procurei por algo em seu rosto que me dissesse que estava brincando, mas não, ela não estava. Ela realmente usava a peruca ruiva porque gostava da personagem de contos infantis. Me segurei para não rir.

– Mas você fica bem melhor assim. – Dei-lhe uma piscada, e vi os olhos chocolates brilharem para mim. Quando pensei em me aproximar, ouvi o som da campainha. – Café da manhã! – Sorri, dando um passo em direção a porta.

– Espera! – Regina pediu, fazendo-me parar. – Você vai abrir a porta assim? – Olhei para baixo, e vi que de nada havia adiantado meu auto-controle. Eu estava excitada! Eu estava visivelmente excitada! Porcaria! Tenho certeza que meu rosto estava tão vermelho quanto uma maçã naquele momento. Regina gargalhou. – Senta ai, deixa comigo!

Ela se apressou em caminhar em direção a porta. Não que seu short colado e curto, e a camiseta que mal cobria seu umbigo fosse lá uma ótima forma de recepcionar um funcionário do hotel, mas achei melhor não protestar. Me sentei na mesa, de forma que minha animação matinal ficasse devidamente encoberta e esperei por ela.

Logo um rapaz surgiu, carregando um carrinho com diversos pratos. Regina apareceu logo atrás dele, com uma expressão divertida no rosto.

– Onde eu deixo? – O rapaz perguntou, sem querer manter os olhos em nenhuma de nós duas por muito tempo.

– Pode deixar ai mesmo. — Eu disse, e ele apenas concordou com a cabeça.

– O que você está olhando? — Ela perguntou de forma irritada, enquanto o funcionário esperava pela gorjeta. Passou os olhos pela roupa que vestia e torceu o nariz, virando-se para mim. — O que ele está olhando?

O rapaz encolheu-se, não queria ofendê-la, estava só fazendo o que tinha costume. Servia alguém e esperava pela gorjeta. Tive vontade de rir, mas não quis piorar a situação. Me levantei de onde estava, esquecendo-me completamente do detalhe chamativo em minha calça e peguei minha carteira, entregando-lhe uma nota de vinte dólares.

– Muito obrigada. — Eu disse a ele, que agradeceu o dinheiro com um aceno de cabeça e logo se retirou. Regina estava completamente corada. Droga, alguém diz pra ela não ficar assim, que isso me excita?

– Ele só queria uma gorjeta, droga. — Disse mais para si mesma, do que para mim. — Que mico! — Nesse momento, não pude conter minha risada, mas esta foi breve e discreta.

– Tá tudo bem, vem, vamos comer. — Peguei-a pela mão e a levei de volta para a mesa, puxando o carrinho com a comida e colocando os pratos sobre a mesa. Regina não disse mais nada, até que eu terminasse, então me sentei com ela, na cabeceira da mesa, ela estava à minha esquerda. — Não vai comer?

– Ainda estou um pouco envergonhada, eu sempre faço tudo errado. — Disse, com os olhos grudados nos dedos, enquanto brincava com as próprias unhas. Soltei uma risada baixa e levei minha mão até seu queixo, fazendo-a me olhar.

– Está tudo bem, Regi. — Soltei o apelido, sabendo que aquilo amenizaria as coisas. — Olha quanta coisa eu pedi, você vai ter que comer, ou eu vou virar uma baleia comendo sozinha. — Brinquei, vendo um sorriso tímido surgir em seu rosto.

– Você nunca vai virar uma baleia, Emma. Olhe só para o seu corpo. — Sua voz saiu um tanto quanto sensual, fazendo-me estremecer. Sorri, torcendo para que ela não tivesse notado aquele detalhe. Você nunca deve deixar que alguém saiba quanto poder tem sobre você. — Nossa! — Ela praticamente gritou, fazendo-me assustar.

– O que foi? — Perguntei, levando a mão até o peito para me acalmar.

– Eu nem sabia que ainda existia esse cereal Fruit Loops! — Exclamou tão animada quanto uma criança. Derramou uma generosa quantidade do cereal colorido na tigela e completou com o leite. É, pelo visto, eu já a conhecia muito bem.

Tomei minha xícara de café preto, como fazia todos os dias, e me permiti comer um croissant, afinal, depois de todo o exercício físico que eu havia feito com Regina na noite anterior, acreditei que um pouco de carboidrato não fosse fazer mal ao meu corpo.

Depois de comer, notei que Regina ainda estava entretida com a comida. Céus, ela comia muito! Para onde ia tudo aquilo? Ela era um pouco mais baixa que eu, e tinha uma cintura fina, pernas firmes e um abdômen maravilhoso. Como podia comer daquele jeito? Logo um pensamento me cruzou a mente, fazendo com que um estranho incômodo surgisse em meu estômago. Sexo. Sexo provavelmente mantinha seu corpo em perfeito estado. Afinal de contas, não dizem por aí que transar emagrece? E ela fazia isso muito bem.

– No que você está pensando? — Quando me dei conta, Regina estava sentada em cima da mesa, de frente para mim.

– Em trabalho, tenho que revisar algumas planilhas para uma reunião de hoje. — Não menti, eu realmente tinha que ter feito isso, ontem à noite quando me permiti distrair com Regina e acabei esquecendo-me completamente da maldita reunião com Gold.

– Você parece estressada, Emms. — Pousou as mãos em meus ombros, me puxando para a beirada da cadeira. Meus músculos relaxaram visivelmente com aquele contato. Regina se inclinou para frente e beijou meu pescoço, fazendo meu corpo responder imediatamente.

– Eu preciso trabalhar, Regina. — Minha voz saiu tão baixa, que eu mesma mal pude me ouvir. Suas mãos massageavam meus ombros, enquanto seus lábios percorriam minha pele lentamente, fazendo os mais variados espasmos se espalharem por meu corpo.

POV Regina.

Eu sabia que Emma havia me pagado para ficar somente durante a noite, mas uma força invisível me puxava para ela, me fazia querer ficar um pouco mais. E quando me dei conta, já estava sentada em cima da mesa, de frente para ela. Pela careta que ela fez de início, com certeza deve ter reprovado minha atitude. Mas logo a distrai com beijos em seu pescoço. Sua roupa era tão bem arrumada, e parecia tão cara, que tive medo de amassá-la, mas Emma não parecia se importar com isso.

Ela se levantou, logo se acomodando no meio de minhas pernas e enlaçando as mãos ao redor de minha cintura. Nossos corpos se chocaram com uma força, que me fez emitir um pequeno gemido. Sorri vitoriosa contra seu pescoço, passando minhas mãos por suas costas por baixo do blazer que ela usava e sentindo-a se arrepiar completamente. Emma beijou meus ombros, e sem a menor delicadeza, puxou a camiseta que eu usava para cima. Afastei-me somente para ajuda-la a se livrar da peça de roupa, e logo ela fez o mesmo com meu sutiã.

– Você é tão gostosa, Regi. – Senti todo o meu corpo responder, quando ela disse com a voz rouca, praticamente me devorando com os olhos. Fazia menos de vinte e quatro horas que eu conhecia Emma, mas eu já adorava a forma como ela me chamava, e principalmente pronunciava aquele apelido. Ela colou seu corpo ao meu outra vez, as mãos espalmadas em minhas coxas, apalpando-me de forma ansiosa. Quando senti sua ereção contra meu ventre, gemi outra vez. O rabo de cavalo perfeito de Emma, agora estava todo bagunçado e ela afundava o rosto em meu pescoço, beijando, mordendo e lambendo todo centímetro de pele que encontrava. Deixei minhas unhas correrem por sua cintura em direção ao zíper de sua calça, sem muita dificuldade para abri-lo.

Ela se afastou alguns milímetros e sorriu. Um sorriso de lado, torto, tão safado que me fez suspirar. O que eram aqueles olhos esverdeados quando estavam escurecidos pelo desejo? Qualquer mulher ficaria maluca em suas mãos, e comigo não era diferente. Mordi meu lábio inferior e deixei que ela puxasse meu short para fora de meu corpo. Agora eu estava apenas de calcinha, e Emma continuava completamente vestida. Achei aquilo uma injustiça!

– Você não acha que tem roupa demais ai, não? – Perguntei, com o meu melhor tom de voz sedutor, mas ela me ignorou completamente, avançando sobre o meu corpo outra vez. Sua mão ocupou-se de meu seio direito, enquanto ela abocanhava o esquerdo, me fazendo gemer mais alto. Aquele era o típico momento dos desenhos animados em que eu via estrelas coloridas e fadinhas girando ao redor de minha cabeça. Ela me deixava sem reação, droga! Eu jamais ficava sem saber como agir durante o sexo. Porra, Regina! Quem é a profissional aqui, afinal?

Tratei de inverter aquele jogo, introduzindo de uma vez uma de minhas mãos para dentro da calça de Emma, encontrando sem grandes esforços o que eu procurava. Ela arfou contra meus seios, dando-me uma mordida mais forte. Segurei meu objeto de desejo e o acariciei algumas vezes, notando o quão excitada ela estava. Emma abandonou meu seio, levando sua mão para coloca-la por cima da minha, me induzindo a fazer movimentos mais rápidos. Gememos juntas, e por uma fração de segundos, ficamos frente a frente. Ela me encarou nos olhos, e por trás das íris esverdeadas eu via o puro desejo. Ela desviou os olhos para os meus lábios. Droga, droga, droga, ela ia me beijar!

– Vem cá. – Sussurrei, cortando o clima que havia se instalado. A puxei para mais perto, abraçando-a com minhas pernas e voltando a beijar seu pescoço, fazendo uma trilha com minha língua até sua orelha, mordendo e chupando seu lóbulo algumas vezes. Emma começou a rebolar, roçando nossos sexos em um atrito delicioso, eu estava tão molhada que sentia que logo gozaria, se ela não parasse com aquela tortura. Envolvi seus longos fios louros entre meus dedos e os puxei, na medida certa para que não a machucasse, e a ouvi gemer mais alto. Aquele som era como combustível para o meu corpo, que automaticamente passou a se movimentar junto com o dela.

Emma parou de repente o que estávamos fazendo, e logo entendi o que ela planejava. Puxou seu membro para fora da calça, me deixando mais uma vez boquiaberta com a sua magnitude. Inclinou-se sob meu corpo e beijou minhas coxas, as duas, primeiro na parte externa e em seguida pela parte interna, muito próximo a minha virilha, me fazendo arfar de desejo.

Quando pensei que sua boca fosse tornar aquele carinho mais intenso, ela corrigiu sua postura, passando um braço atrás de mim e derrubando parte do que havia sobre a mesa no chão. Tive vontade de rir do barulho que aquilo causou, pratos e copos de vidro se espatifaram no chão. Mas antes que eu pudesse pensar em fazer qualquer coisa, ela me puxou pelo quadril, seus dedos ágeis afastaram minha calcinha pequena para o lado e ela me penetrou.

– Hum! – Gemi sem nenhum pudor. Emma manteve-se imóvel por algum tempo, até que eu me acostumasse com seu corpo dentro do meu, e então iniciou os movimentos para frente e para trás, ganhando cada vez mais espaço em mim. Agarrei-me aos seus braços fortes e imitei seus movimentos, rebolando em seu membro com toda a habilidade que eu tinha.

Nossos corpos se encaixavam em uma sintonia perfeita, era como dançar tango na horizontal. Eu podia sentir Emma me envolvendo e me arrastando numa espiral de sensações. Eu sentia a força de seu corpo contra o meu, as mãos explorando minhas curvas, lábios grudados em minha pele, o cheiro dela viajando em minha corrente sanguínea. Tentar me concentrar em apenas uma sensação, era impossível.

Os sons de meus gemidos se misturaram aos seus e, com mais algumas investidas fortes e precisas, alcancei meu ápice. Minhas mãos a puxaram pela cintura, prendendo e apertando-a contra mim pelo maior tempo que consegui. Queria aproveitar ao máximo aquele momento, em que tudo deixava de fazer sentido ao meu redor, meus olhos perdiam o foco e era como se anjos cantassem em meus ouvidos, no próprio paraíso. Emma apoiou as duas mãos na mesa, ao lado de meu corpo, e inclinou-se sobre mim, fazendo-me deitar na madeira fria.

Eu acho que nunca havia visto algo tão sexy em toda a minha vida. Ela arqueou sua cabeça para trás e, apertando os olhos enquanto mordida o próprio lábio inferior, investiu mais forte e rápido contra mim algumas vezes, até que alcançasse o seu próprio ápice. Gozamos juntas, como tudo acontecia com a gente, em sintonia.

Demorei alguns segundos até que voltasse a me concentrar em tudo ao nosso redor. Emma deitou seu corpo sobre o meu, soltando uma risada baixa. Não questionei o porquê de ela estar rindo, se ela achava engraçado ter quase me matado de prazer, quem era eu pra julgar? Senti sua cabeça apoiada entre meus seios, e ficamos assim por um tempo, até que minha respiração estivesse novamente controlada.

Ela me abraçou pela cintura e me puxou para cima com ela, minhas pernas rapidamente rodearam sua cintura, enquanto ela caminhava comigo em direção ao quarto onde havíamos passado a noite. Só então notei que ela ainda estava completamente vestida, impecável, pronta para o trabalho. Como ela conseguia?

Passamos pelo quarto, que estava completamente organizado agora. Eu acho que ela tinha um certo probleminha com bagunças, mas eu também não dei muita importância a isso. Se Emma visse meu apartamento com Mary, ela teria um infarto. Ela me levou em direção ao banheiro e me colocou no chão.

– Fique e tome um banho, preciso fazer uma ligação. – E outra vez aconteceu. Ela segurou meu rosto e se aproximou, ficando em uma distância desconfortável. Ela queria me beijar. Droga, droga, droga. Eu também queria beijá-la! Respirei fundo e concordei com a cabeça, dando-lhe um tapa na bunda. Emma arregalou os olhos e notei quando suas bochechas ficaram coradas. Tive que gargalhar, ela era muito fofa quando estava tímida.

Bom, pelo menos minha atitude serviu para desviar sua atenção de minha boca. Ela meneou a cabeça e se virou, saindo do banheiro. Olhei ao meu redor e vi a enorme banheira. Parecia uma piscina! Eu poderia muito bem mergulhar de ponta ali, se bem que, eu não sei nadar, então melhor não arriscar. Franzi as sobrancelhas e neguei com a cabeça, tirando minha calcinha e entrando na banheira. Olhei ao redor em busca de patos de borracha ou alguma coisa que pudesse tornar aquele banho divertido, mas não tinha nada! Como alguém que tem uma banheira como aquela, não tem nem um patinho? Neguei com a cabeça outra vez, Emma tinha muito o que aprender comigo.

POV Emma.

Oito horas da manhã. Oito horas da manhã! E eu havia tido uma transa fantástica, Regina era mesmo surpreendente. Sorri, me sentando no sofá para atender meu telefone que desde ontem não parava de tocar.

– Emma? O que diabos tá acontecendo com você? – Ouvi a voz de Robin e revirei os olhos. — Você está estranha desde ontem, está tudo bem?

– Está, Rob. Nunca estive melhor! – Não pude evitar meu sorriso. – E por falar nisso, recebi sua mensagem sobre a reunião com Gold. Que droga! As pessoas não podem simplesmente cumprir com o combinado?

– Eu sei, eu também fiquei irritado com essa demora, mas ele só pediu para trocarmos a reunião por um jantar, ainda é hoje, então não iremos ficar tão atrás. – Respondeu, tentando me confortar. Ele sabia o quanto eu odiava que as coisas fossem remarcadas em cima da hora.

– Tudo bem, por favor me envie o nome e endereço do restaurante por mensagem de texto.

– Não precisa, eu passo ai e vamos juntos. – Respondeu rapidamente.

– Não, eu já tenho companhia, você está dispensado.

– Já tem companhia? Como assim já tem companhia? – Respirei fundo e revirei meus olhos mais uma vez, Robin fazia muita pergunta. – Espera um pouco! – Ele disse de repente. – É a Zelena, não é? Eu tinha certeza que ela ia acabar logo com aquela besteira de Belle e ia voltar pra você! Então foi por isso que você sumiu ontem.

– Não, Robin! – Fiz uma careta de nojo. Não que eu tivesse nojo de Zelena, mas era completamente impossível que tivéssemos alguma coisa de novo. – Não foi por isso que sumi, e também não importa o porquê, eu só não quero a sua companhia, porque não aguento sua falação. Me mande o endereço por mensagem, se esquecer eu te demito, até mais, Robin!

A decisão que eu havia acabado de tomar, provavelmente foi a mais inconsequente de toda a minha vida. Caminhei de volta ao banheiro, ouvindo Robin ainda protestando no telefone e observei Regina, que agora fazia pequenos montes de espuma sobre seus lindos cabelos negros, e ao me ver, abriu aquele lindo sorriso em minha direção.

– Emms, eu já estou saindo. Mas é que eu sempre gostei muito de banheiras, piscinas, praias. Acho que tenho algum parentesco com os peixes, ou com a sereia Ariel. – E sorriu de novo, me fazendo rir. Eu acho que já estava começando a me acostumar com as loucuras daquela morena.

– Regi, na verdade, eu tenho uma proposta para te fazer. – Mordi meu próprio lábio inferior, insegura com a sua resposta. Eu sabia que era trabalho, e que ela queria o dinheiro, mas eu também sabia que eu não era uma pessoal assim tão fácil de conviver. – É que eu ficarei na cidade até domingo, e eu gostaria muito que você me fizesse companhia durante a semana.

– A semana inteira? – Ela arregalou os olhos, de uma forma completamente fofa. – Hoje ainda é segunda. Quer dizer, eu acho que é, né? Porque o início da semana sempre me deixa confusa. – Eu gargalhei outra vez.

– Sim, hoje é segunda, Regi. – Levei as mãos até os bolsos de minha calça. – E sim, a semana inteira, se você puder.

– Você não teria dinheiro para pagar a semana inteira. – O que? Tive que controlar minha risada outra vez.

– Dê o seu preço. – Fui direta, queria acabar logo com aquilo. Odiava ter que ficar negociando sua companhia, como se ela fosse um objeto e não uma pessoa.

– Seis mil dólares. – Ela disse e abaixou a cabeça, como se estivesse triste. Decidi provocá-la, para mudar aquele semblante.

– Quatro mil.

– Quatro mil e quinhentos. – Ela fazia um biquinho tão lindo. Céus, como eu tinha que me controlar para não entrar naquela banheira, pegar Regina nos meus braços e beijá-la até não ter mais forças.

– Fechado! – Concordei. E para minha surpresa, Regina deu um grito em “comemoração” e se afundou na banheira. Eu ri outra vez, observando-a submersa naquela água cheia de espumas. Esperei um pouco, mas Regina não subiu.

– Regi! Levanta daí, está me deixando nervosa! – Pedi, com o tom de voz mais alto. Ela se remexeu embaixo da água, mas não saiu. – Regina? Eu não vou falar de novo!

– Além de medo de altura, você também tem medo de água? – Ela soltou uma risada linda, assim que subiu, com os cabelos cheios de espuma, e se possível, ainda mais bonita.

– Eu não tenho medo, só quero que você me ouça, pois tem algumas coisas que eu quero que você faça. – Ela rapidamente me guiou um olhar cheio de segundas intenções. – Não é nada do que você está pensando, Regi, venha cá!

– Estou muito feliz que você tenha me pedido para ficar. – Ela disse, se levantando e vindo em minha direção. O ar ficou preso em minha garganta, e tive que umedecer meus lábios com minha língua diversas vezes. Que corpo era aquele? Regina tinha as curvas mais lindas que eu já tinha visto, e molhada daquele jeito... – Mas o que eu tenho que fazer? – Sua voz me despertou, e eu rapidamente abri a toalha para enrolá-la.

– Ah sim, claro! – Respondi, me recompondo. – Eu tenho algumas coisas para resolver da empresa, então terei que passar o dia fora. – Suspirei frustrada. – Mas nós teremos um jantar importante hoje a noite, então eu quero que você saia e compre roupas, sapatos, acessórios, tudo o que for necessário para que esteja impecável hoje a noite! Está bem? — Falei aquilo já saindo do banheiro, e sendo seguida por Regina, que segurava a toalha e apenas me olhava confusa.

– Eu vou deixar aqui, olha. – Apontei para uma pequena mesa que ficava ao lado de minha cama. – Um cartão de crédito, um bilhete com a senha anotada, pelo amor de Deus, Regina, tome cuidado com isto! – Ela revirou os olhos. – E também tem dinheiro para o táxi e o cartão com meus telefones.

– Sim senhora. – Ela concordou, fazendo uma reverência, foi impossível conter meu sorriso. Mas logo tratei de me recompor, eu estava ficando muito boba por Regina, e aquilo não podia continuar naquele ritmo.

– E por favor, se o telefone do quarto tocar, não atenda! – Arqueei minha sobrancelha, e ela apenas concordou. Peguei minha pasta e meus óculos, e segui em direção a porta de saída do apartamento, com Regina logo atrás de mim.

– Só uma coisa, Emms. – Ela me chamou, fazendo-me virar para encará-la.

– Sim? – Perguntei, já impaciente com sua demora para falar.

– Eu teria ficado por quatro mil.

– Eu teria pago seis, Regina! Até mais tarde. – E bati a porta, sentindo meu coração se apertar.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim! Prometo que postarei o próximo o mais rápido possível. Beijo, e continuem comentando a opinião de vocês. ♥