Pretty Woman.

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Boa tarde, amores. Antes de vocês lerem esse capitulo, queria dizer uma coisinha: Primeiro, o humor dessa fic é leve, as personagens são engraçadas e tudo mais, mas, realmente contém coisas inapropriadas para -18, e eu não quero ser responsável por nenhum trauma, (mesmo sabendo que cês não valem nada desde os 13) POKASPUHA. Enfim, estou avisando aqui, para não causar nenhum desconforto depois. Segundo, quando postei o primeiro capítulo, pedi a opinião de vocês, se queriam G!P ou normal, 90% das respostas foram SIM, então eu farei a fic G!P, então POR FAVOR, se você for cheia de mimimi "ai que nojinho", não leia! A minha intenção é fazer tudo da forma mais realista possível. Agora que já estão avisadas, podem ler. :)

POV Regina.

– Uau! — Foi a única palavra que saiu da minha boca, ao entrar no quarto que era ocupado por Emma e me deparar com a mais bela decoração que eu já tinha visto na minha vida. Aquele quarto certamente era umas cinco vezes maior que o apartamento que eu dividia com Mary. Por um momento, eu me perguntei se Emma estava hospedada sozinha naquele lugar, mas antes que eu pudesse questioná-la, me deparei com a enorme sacada na sala e corri para que pudesse ver a vista.

– Uau, aposto que dá pra ver o mar daqui! — Eu gritei maravilhada com a incrível visão noturna da cidade. As luzes das casas e prédios acesos, tudo tão distante e pequeno. E os carros indo de um canto a outro, até pareciam vaga-lumes.

– Eu acredito que sim! – Ela me respondeu de longe, mexendo em alguma coisa, que eu não fazia ideia do que era.

– Como assim acredita? Você nunca viu o mar daqui? – Eu me virei para ela, surpresa.

– Na verdade, eu nunca fui nesta sacada, eu não sou muito fã de altura! — Respondeu enquanto tirava os sapatos e colocava o sobretudo por cima de uma cadeira, ainda sem tirar os olhos de mim. Sorri e me virei de costas para ela, me apoiando no muro da sacada para poder olhar melhor lá embaixo.

– Hum, você não parece ser do tipo que tem medo de alguma coisa, Emms! – Mordi meu próprio lábio inferior, tentando conter a vontade de provocá-la, mas esta foi mais forte que eu. — Então se por acaso eu fizer isso, você viria me salvar? — Subi no pequeno muro e soltei as mãos, mas logo me arrependi, pois o olhar de pânico que ela me direcionou, me deixou com vontade de correr até ela e dizer que eu estava brincando, pra ela não se preocupar.

– Regina, não faça isso! Eu não vou até ai te salvar! — Gritou ao me ver brincando com a vida sobre o muro da sacada. Eu realmente não tinha certeza se ela seria capaz de ir lá fora e me salvar, então logo desci dali e voltei para dentro, caminhando em sua direção.

– Porque você está hospedada no último andar, se você tem medo de altura? – Revirei meus olhos, negando com a cabeça. Por que as pessoas ricas são tão idiotas? Não que Emms fosse uma idiota, mas aquela atitude era.

– Porque o último andar é sempre o melhor! – Me deu uma piscadinha, que fez parte do meu corpo se aquecer e se arrepiar. Eu acho que até aquele momento, ainda não havia parado para avaliá-la da forma correta. Emma deveria ter uns vinte ou quinze centímetros de altura a mais que eu. Seus cabelos loiros e longos caíam em cascata por seus ombros, demonstrando todo o cuidado que ela deveria ter com eles. Seu corpo era perfeitamente definido, braços fortes, cintura fina, e coxas firmes, que o decote de seu vestido me permitia ver. Estranhei o fato de um volume a mais abaixo de sua cintura, mas logo desviei meus olhos.

– Não se preocupe, Emms! Eu não ousaria perder a nossa hora juntas pulando da sacada. — Eu falei de forma sugestiva, e retribui sua piscadela. Ela segurava o telefone ao lado do rosto, mas eu tinha certeza que estava corada. Céus, ela era linda!

– Certo, então, bom... Você aceita uma bebida? Do que você gosta? Vinho? Whisky? Champanhe? – Ela perguntou, um tanto quanto atrapalhada, me fazendo rir. Caminhei até o sofá outra vez, retirando minhas botas.

– Você quem sabe. – Dei de ombros, na verdade eu pouco entendia de bebidas caras. Depois de estar livres das botas, caminhei até onde ela estava, com o telefone ainda na orelha. A cerquei com meus braços, prendendo-a entre meu corpo e a parede. Senti Emma ficar nervosa, e tive vontade de rir outra vez, mas seu perfume caro era tão bom, que mal consegui pensar em outra coisa. Quando pensei em me aproximar mais, ouvi o barulho da campainha.

– Champanhe! – Ela sorriu, livrando-se do espaço que eu havia prendido-a e correndo em direção a porta. Parecia realmente aliviada por poder fugir de mim, o que estranhei. Afinal, ela me queria ou não?

Voltei a me sentar no sofá e esperei por Emma. Ela demorou apenas alguns segundos para voltar com um balde de gelo, com duas garrafas dentro. Colocou-a na mesa ao meu lado e logo pousou duas taças ali. — Vou buscar os morangos, só um segundo! – E sumiu outra vez. Olhei para as garrafas, e confirmei que estava morrendo de sede. Aproveitando que uma delas já estava aberta, enchi uma taça e tomei tudo em um único gole. Quando notei, Emma estava parada a minha frente, com uma bandeja cheia de morangos, me olhando como se eu tivesse acabado de matar alguém.

– Fico feliz que tenha gostado do champanhe. – Sua expressão se suavizou, e ela se permitiu rir. – Não quer experimentar com os morangos?

– Não, por quê? – Franzi o cenho, por que diabos comer morango, enquanto tomo champanhe?

– Morangos dão um sabor diferente ao champanhe, Regina. Você vai gostar, experimente! – Depois de encher sua própria taça, ela pegou um morango e deu uma mordida, logo em seguida tomando um generoso gole da bebida. Eu nunca imaginei que ver alguém simplesmente comendo um morango, seria tão sexy.

– Okay, já faz quarenta minutos que eu estou aqui, meu tempo está acabando, Emms. — As palavras simplesmente saíram da minha boca, quando me dei conta eu já me arrastava pelo sofá e me jogava sobre o corpo de Emma, fazendo-a cair sentada. Tudo bem que todo esse teatro que ela estava fazendo com o champanhe, os morangos e medo de altura, era extremamente fofo, mas eu realmente queria tê-la para mim, antes de ter que ir embora.

– Calma, Regina! – Ela pediu, mas eu já estava com os lábios colados em seu pescoço. Sua pele era tão cheirosa e tão macia, que era como se um imã me puxasse para ela. Me sentei melhor em seu colo, e outra vez senti o volume a mais entre suas pernas. O que era aquilo? – Regina, calma, vamos devagar! – Ela pediu outra vez, me afastando de seu corpo. Suspirei frustrada e me levantei.

– Desculpa, é que nós só temos mais alguns minutos, e... – Desviei o olhar para o chão, me sentindo ridícula por forçar aquela situação. Emma já havia sido tão legal comigo, talvez ela realmente não quisesse nada daquilo.

– Nós temos tempo, Regina. – Ela se levantou e caminhou até mim, passando as mãos por meus braços, como se quisesse me aquecer, ou me tranquilizar.

– Okay, eu só queria ter você por alguns minutos, antes que eu tenha que ir. – Fui sincera. Se fosse qualquer outra pessoa, eu estaria dando graças a Deus por poder ir embora intocável. Mas Emma tinha alguma coisa que me fascinava, ela era linda, inteligente, confiante. Deus, como eu a desejava.

–Tudo isso é sobre o tempo, não é? – Me encolhi ainda mais, me sentindo uma boba. — Quanto você quer, pra ficar aqui a noite toda comigo? – Franzi o cenho, não tendo certeza de que estava ouvindo direito. Mesmo depois de toda aquela cena infantil, Emma me queria a noite toda com ela?

– Quanto eu quero, pra ficar a noite toda? – Respondi sua pergunta, e tenho certeza que meus olhos brilhavam naquele momento. Droga Regina, pare de ser tão estúpida! — — Você não poderia pagar a noite toda! – Okay, o que foi isso? É claro que ela poderia pagar a noite toda! Ela poderia pagar a semana, o mês, o ano, deixe de ser idiota. Eu criava uma briga interna comigo mesma, e mal notei quando Emma abriu aquele lindo sorriso outra vez. Parecia se divertir com a minha expressão.

– Quanto, Regina? – Respirei fundo, ela realmente me queria ali. Pensei no quanto poderia pedir, sem extrapolar sua boa vontade.

– Oitocentos dólares. – Droga, eu sabia que ficaria ali, mesmo que ela não me pagasse um centavo, somente pela forma que ela me olhava e sorria. Aqueles olhos azuis cerrados em minha direção, era uma das coisas mais lindas que eu já tinha visto.

– Feito! – Piscou para mim, como se estivesse satisfeita e aliviada. – O que foi? – Perguntou, depois de perceber que eu ainda não havia me mexido.

– Hum, você poderia me pagar primeiro? – Aquilo não era o que eu realmente sentia vontade de dizer, mas, eu precisava me agarrar a alguma coisa que me lembrasse que aquilo era profissional. A presença, o jeito e a paciência que Emma lidava comigo, estava me dispersando do meu real interesse e motivo de estar ali. Eu precisava de dinheiro. – Quer dizer, assim você não precisa se preocupar em me pagar amanhã, caso queira que eu vá embora cedo e queira dormir mais.

POV Emma.

Tive vontade de rir da expressão que Regina tinha no rosto naquele momento. Ela estava fazendo seu trabalho, e me cobrar fazia parte. Mas por que ela corava e se sentia tão constrangida em fazê-lo? Quando ela me olhava daquela forma, tudo o que eu podia ver era uma garotinha assustada, surpresa com as novidades que aconteciam ao seu redor. Eu sentia constantemente vontade de pegá-la em meus braços e abraçá-la, droga. Controle-se, Emma Swan.

– Tudo bem, eu vou pegar o seu dinheiro. – Sorri, tentando lhe passar algum tipo de confiança. – Pode ficar a vontade, preciso fazer algumas ligações e resolver algumas coisas, então posso demorar um pouco. – Olhei ao redor do apartamento, me certificando de que ela teria com o que se entreter em minha ausência.

Caminhei em direção ao meu quarto, em busca de minha pasta. Retirei minha carteira e dei graças a Deus por ter os oitocentos dólares em dinheiro vivo. Eu não costumava andar com nada além de meus cartões, então considerei aquilo como sorte da noite. Peguei minha pasta com alguns relatórios que precisava avaliar para a reunião de amanhã, com Mr. Gold. Meu telefone da empresa e meus óculos de grau, e caminhei tranquilamente de volta para a sala.

Quando passei pela porta que dividia os cômodos, senti meu coração perder uma batida e o fôlego me faltar. Ela realmente havia seguido meu conselho e estava completamente à vontade. Estava deitada de bruços sob o tapete felpudo da sala, de frente para a TV que exibia um programa de auditório qualquer. Estava com a bandeja de morangos bem a sua frente, levando-os a boca de forma tão inocente, que me senti mal por meus pensamentos impuros. Usava apenas um par de lingerie preto, que caia-lhe perfeitamente bem. Céus, seu corpo era lindo. Ela balançava as pernas, como uma criança animada com um desenho.

– Vejo que ficou bem à vontade! – Não pude deixar passar a oportunidade de provocá-la. Ela rapidamente me deu atenção, com as bochechas coradas, como se tivesse sido pega aprontando. Linda!

– Emms, ah, desculpe, é que... – Ela gaguejou um pouco, levantando-se e se sentando sob os calcanhares, o que não ajudou muito, pois aquilo só me fez ter uma visão melhor de seu corpo. – É que você me disse que eu poderia me sentir em casa, então... – Ela tentava se justificar, mexendo as mãos o tempo todo, e se atrapalhando com as palavras. Não pude conter minha risada, Regina era extremamente fofa.

– Calma, Regina. Eu só estou brincando! – Tratei de tranquilizá-la, caminhando em sua direção. – Aqui está o seu dinheiro, pode conferir. – Entreguei-lhe o maço de notas, que ela remexeu e pareceu um pouco confusa. Por um momento achei que ela tivesse se atrapalhado na contagem das notas, mas não quis constrangê-la ainda mais. Então apenas voltei, sentando-me na mesa que ficava do lado oposto da sala, abrindo minha pasta e colocando os relatórios em ordem alfabética. Sim, eu era extremamente organizada.

– Você vai demorar, Emms? – Ela me perguntou, enquanto voltava sua atenção para a TV.

– Não se preocupe comigo, continue assistindo a TV. – Respondi, colocando meus óculos de grau e focando minha atenção nos papéis a minha frente. – E se estiver com fome, pode pedir serviço de quarto.

Regina não falou mais nada, e achei melhor assim. Eu realmente tinha que me preocupar com a reunião de amanhã. Quando comecei a ler a primeira página, meu celular vibrou, indicando uma nova mensagem. Só então notei que haviam dezessete ligações perdidas, e nove mensagens de texto. Todas de Robin, Belle, e Zelena. Que diabos eles queriam? Revirei meus olhos, irritada antes mesmo de abrir aquelas mensagens.

1 nova mensagem de Belle French: Oi Emma, aqui é a Belle, sua secretária, caso não tenha meu número anotado em seu telefone. Não, mas eu tenho certeza que você tem, porque eu mesma coloquei ele ai, quando você me pediu para anotar os números importantes. Na verdade, estou escrevendo esta mensagem, porque Zel me contou sobre o encontro e a conversa de vocês, e eu queria me certificar de que estava tudo bem. Sabe, eu casei com a sua ex esposa, e eu a conheci através de você, então achei que deveria me explicar. E dizer também que em nenhum momento nós nos envolvemos, antes que vocês estivessem legalmente separadas. Enfim, era só isso, eu só queria esclarecer, para que não fique nenhum clima ruim quando estivermos trabalhamos na E.S. Empreendimentos. Boa noite, sra. Swan!

1 nova mensagem de Belle French: Oi Emma, novamente é a Belle. Zel está ao meu lado, me repreendendo por ter te enviado aquela mensagem de texto. E acho que ela tem toda a razão, não acho justo me justificar apenas com uma simples mensagem de texto. Você precisa de uma explicação melhor e mais completa, então, pensei que talvez possamos marcar um almoço para conversarmos sobre isso, e colocar todos os pingos nos i’s. Irei verificar sua agenda e ver quando você terá um horário livre para podermos fazê-lo.

1 nova mensagem de Belle French: Pelo o que vi aqui, você estará bem ocupada na próxima semana, então não irá lhe sobrar tempo para o nosso almoço. Mas na terça, dia vinte e sete você tem duas horas livres na parte da tarde, farei uma reserva naquele restaurante chinês que você gosta, próximo ao escritório, as duas da tarde. Mas não se preocupe, deixarei bilhetinhos na sua mesa durante a semana, para que você não se esqueça do nosso encontro. Estarei também encaminhando tudo o que foi dito nessas mensagens, e o comprovante da reserva do restaurante em seu e-mail, para não haver falhas.Boa noite, sra. Swan!

1 nova mensagem de Zelena M. French: Emma, boa noite! Espero que não esteja com raiva de Belle pelas mensagens. Se bem que, pelo o que eu te conheço, você deve estar bufando nesse momento. Mas ela não faz por mal, irei conversar com ela e pedir que não volte a te importunar com mensagens de texto! Beijos verdinhos!

Okay, que diabos era aquilo? Eu estava boquiaberta, com a capacidade que minha secretária tinha de falar tanta bobeira, e principalmente, de reunir toda aquela bobeira (uma bíblia de bobeiras) em uma única mensagem de texto. Como ela conseguiu aquilo? Revirei meus olhos, notando que ainda havia cinco mensagens no meu telefone. Deletei todas, sem a menor paciência para ler uma única palavra de Belle, eu tinha mais o que fazer! Peguei meu notebook a fim de trabalhar, mas assim que abri minha caixa de entrada, fui bombardeada de e-mails da minha secretária, todas com o mesmo tema, as malditas mensagens.

– Que inferno! – Rosnei, notando o olhar de Regina cair sobre mim. Mas ela respeitou minha privacidade, e graças a deus desviou rapidamente o olhar para a TV outra vez. Fechei meu notebook com a mesma facilidade que abri, e o empurrei para longe. Peguei meu telefone e disquei automaticamente o número já tão conhecido.

– Mas que diabos, Emma? Onde foi que você se meteu? Por que não atendeu minhas ligações? Estavam todos loucos atrás de você. Onde você se enfiou com meu carro? Eu ainda mal gastei aqueles pneus, Emma, por Deus, faz menos de um mês que o comprei! – Fechei meus olhos, me controlando para não mandar Robin para a puta que pariu naquele momento.

Soltei um longo suspiro, jogando minha cabeça para trás. Eu precisava urgentemente esvaziar a mente, de toda aquela pressão e da mesmice daquelas pessoas chatas que me cercavam. Olhei para o lado e vi que Regina estava novamente debruçada sob o tapete da sala, gargalhando enquanto assistia desenhos animados. Não pude deixar de sorrir com aquela cena. Olhei mais uma vez para a papelada a minha frente, e me levantei, caminhando de volta para o ambiente onde ela estava. Me sentei em uma poltrona de frente para a TV, e logo atrás dela. Ela novamente parecia uma criança rindo daquele desenho, mas céus, a visão que eu tinha de sua bunda naquele momento não era nada infantil. Umedeci meus lábios com a língua e abri um pouco as pernas, sentindo-me incomodada com o volume que crescia e se apertava entre minhas coxas.

– Emma, você está me ouvindo? O que é isso? Quem está rindo? Você está assistindo desenho animado? – Revirei os olhos mais uma vez, quando a voz de Robin me puxou de volta para a realidade.

– Eu não quero que ninguém me incomode esta noite, está me ouvindo? Eu estou no hotel, e quero dormir. Se alguém ousar aparecer aqui para me infernizar, eu coloco no olho da rua sem pensar duas vezes! – O silêncio que se fez do outro lado da linha, me confirmou que Robin havia entendido o recado. Desliguei o telefone sem lhe dar chances de me irritar ainda mais, e descartei o aparelho na mesinha com o abajur ao meu lado.

– Desenhos animados? Sério? – Arqueei uma de minhas sobrancelhas, provocando Regina outra vez. Ela me olhou com os olhinhos chocolates atentos, um sorriso doce brincando em seus lábios.

– Eu amo desenhos animados, Emms! O meu preferido é a Dama e o Vagabundo, eu sempre treino empurrar as almôndegas com o nariz, para que no dia que eu encontrar o meu amor de verdade, eu possa fazer isso junto com ele. – Ela me respondeu animadamente, e em nenhum momento parecia estar brincando em relação aquilo. Me permiti rir, uma risada leve e gostosa, como eu não dava há tempos.

Então de repente a sua animação cessou, os olhos grandes e castanhos me fitaram com expectativa, e os lábios grossos se curvaram em um sorriso diferente. Entendi que quem estava ali naquele momento, não era mais a garotinha boba que ria com desenho animado. Ela havia dado lugar à mulher atraente e sedutora que Regina era. Ela engatinhou até mim, apoiando as mãos em meus joelhos e ficando exatamente entre minhas pernas, engoli a seco.

POV autora.

– Você é linda, Regina! — Quando Emma notou, a frase já havia saído de sua boca. Ver Regina de forma tão vulnerável, tão próxima a ela. Ali, ajoelhada entre suas pernas, era inebriante. Seu olhar doce e infantil, e ao mesmo tempo exalando puro desejo. Emma sabia que poderia ficar ali, apenas olhando-a por muito tempo, sem se cansar de sua beleza.

– Você também é linda. — A ruiva respondeu, deslizando os dedos pelas coxas nuas da mulher sentada a sua frente. Desviando timidamente o olhar para o volume que já havia se formado por baixo de seu vestido. — É-é... — Gaguejou, sem saber bem como fazer aquela pergunta.

– Sim. — Emma soltou uma risada baixa. — É exatamente o que você está pensando.

– Mas como? — Uma pequena ruga se formou na testa da ruiva, em forma de interrogação.

– Um presentinho que nasceu comigo. — Emma riu outra vez, se remexendo na cadeira. Já estava acostumada com a surpresa das mulheres quando descobriam aquilo, mas sabia que no fim, todas acabavam gostando do seu brinquedinho extra. — E então, podemos continuar o que você começou mais cedo? — A loira arqueou uma sobrancelha, e Regina tinha certeza que jamais vira algo tão sedutor quanto sua expressão naquele momento.

– Céus, eu quero tanto você. — A mais baixa deixou escapar, umedecendo os lábios carnudos e dando à Emma uma bela visão do puro pecado. Ela voltou a acariciar as coxas pálidas e a subir o tecido de seu vestido, revelando as pernas torneadas e bem mais definidas que as suas. Com certeza Emma praticava algum esporte.

A loira arqueou um pouco o quadril, facilitando para Regina e puxando o vestido para cima, sentindo o tecido roçar sua pele, até que este estivesse completamente fora de seu corpo. Jogou-o na poltrona ao lado e voltou a se concentrar em Regina, que praticamente babava em seu corpo escultural. Realmente, Emma sabia que tinha do que se orgulhar. As horas semanais que passava na academia ou nadando, lhe rendiam grandes frutos. Como ali, naquele momento, vendo uma garota linda, que não deveria ter mais que seus vinte e cinco anos, babando por ela, que tinha uma década a mais. Era sensacional.

Agora as duas estavam de igual para igual. Emma com seu sutiã rosa-bebê, que fazia um lindo contraste com sua pele alva, e a cueca box feminina, no mesmo tom. Era até engraçado para Regina, ver todo aquele volume convidativo e selvagem, envolto por algo tão delicado quanto o pano daquela "calcinha". Mas nada lhe tirava o foco, e sua boca salivava em desejo.

Emma sorriu ao notar seu olhar pidão, mas teriam a noite toda, e ela adoraria prolongar aquilo ao máximo. Levou as mãos até os braços de Regina e acariciou a pele, que era tão macia quanto parecia ser. Deslizou os dedos cumpridos e finos até os ombros da mais baixa, passando-os por baixo das alças do sutiã e suspendendo-as para os lados, descendo-as bem devagar, em uma lenta e deliciosa tortura. Regina passou os braços pelas alças e deixou que Emma puxasse a peça íntima para baixo, até o meio de sua barriga, deixando-a lá.

Os olhos esverdeados, agora escurecidos pelo desejo, queimaram ao encontrar o par de seios mais lindos que já havia visto. Emma não era nenhuma garotinha inexperiente, ela já havia estado com muitas mulheres. E quando eu digo muitas, falo de uma lista muito extensa. Mas Regina conseguia surpreendê-la a cada segundo. O par de seios firmes, volumosos e redondos, cabiam perfeitamente em suas mãos. Ela os acariciou superficialmente primeiro, rodando toda a sua extensão com as mãos em formato de concha, e depois rodeou os mamilos com seus polegares. Os dois biquinhos tão duros que fizeram Regina arfar com o pequeno contato. Ah, Emma os queria em sua boca, e como queria. Já podia imaginar a textura deliciosa daqueles mamilos rosados na ponta de sua língua, mas conteve-se apenas acariciando-os.

A falsa ruiva inclinou um pouco mais seu corpo para frente, dando a Emma uma visão dos deuses, os seios fartos que agora estavam prensados contra a poltrona, e a bunda empinada para cima, também firme e bem desenhada, como os morangos que havia comido mais cedo. O pensamento a fez soltar um gemido baixo, mas não baixo o suficiente para passar despercebido por Regina, que sorriu com o som que ouvira.

– Gosta do que vê? — Ela perguntou, as pontas dos dedos tomando posse da cueca da loira, cercando-a cuidadosamente, ameaçando puxar o tecido para baixo.

– Você é uma delícia, Regina. — Sua voz já saia rouca e arrastada pelo desejo, fazendo a pele da mais baixa se arrepiar somente com aquilo. Ela estava realmente deliciada. Em nenhum momento se esqueceu de que o que fazia ali, era puramente trabalho. Mas ela não costumava se divertir daquela forma com seus clientes. Ela jamais se via excitada como estava naquele momento, nem sequer podia se lembrar da última vez que sentira prazer de verdade. Era sempre um sacrifício, no qual se esforçava para acabar o mais rápido possível, o tempo todo pensando no dinheiro que aquilo lhe renderia.

Mas com Emma não era assim. Ela sequer havia pensado no dinheiro, ela queria, desejava a loira como há muito não o fazia. E o pano fino de sua calcinha completamente encharcada não lhe permitia negar isso. Ela queria, e saber aquela peculiar diferença no corpo da loira, havia deixado-a ainda mais ansiosa, louca para senti-la da forma que Emma bem quisesse. Ela estava disposta a tudo.

– Mas você ainda nem me experimentou. — Nesse momento, as íris esverdeadas e o par de olhos chocolate se encontraram, e Emma sabia muito bem que de inocente não havia mais nada em Regina. Seu tom de voz havia sido altamente provocativo, fazendo o sexo da loira pulsar. — Deixe-me cuidar disso. — Apertando ainda mais os seios contra a poltrona, ela se inclinou, puxando o tecido rosa para baixo, e libertando Emma daquela prisão. Seus olhos brilharam ao notar a ereção da loira. Céus, que ereção! Emma era grande e imponente. Regina sabia que ela era um mulher de forte presença, desde o primeiro momento que a vira, mas nada podia explicar o formigamento em seu ventre ao se deparar com aquilo. Mais homem que muitos homens com que já havia estado.

Outra vez sua boca salivou e ela não se conteve, levando uma de suas mãos até a base do membro grande e rosado a sua frente. Emma arfou, jogando levemente a cabeça para trás, apoiando-se no encosto da poltrona, mas sem descolar os olhos dos movimentos que sua acompanhante fazia. Regina umedeceu os lábios outra vez, sem desviar os olhos daquele pedaço de pecado entre suas mãos. Entreabriu-os somente o suficiente para encaixar a cabeça e o chupou, como quem prova um sorvete, só a pontinha, ainda receoso sobre gostar ou não daquele sabor. Emma engoliu um gemido, automaticamente levando uma de suas mãos até a nuca da ruiva e segurando-a com posse.

– Hum... Assim! — Ela deixou que um gemido escapasse pela primeira vez. Regina sentiu vontade de sorrir, mas sabia que se o fizesse, machucaria Emma e não queria acabar com a brincadeira delas. Então, sem aviso, deslizou seu membro para dentro de sua boca, engolindo tudo o que sua boca fora capaz, até senti-la tocar sua garganta. Emma gemeu sem pudor dessa vez, forçando a cabeça da ruiva para mais baixo, queria que ela alcançasse seu limite. Regina colocou-o para fora novamente, puxando o ar com força pelo nariz e preparando-se para voltar, pressionando os lábios ao redor de Emma com mais vontade, enquanto sua língua cuidava de acariciar-lhe cada pedacinho, como se realmente se deliciasse com um sorvete.

Dessa vez ela fez um esforço para ir mais fundo, enquanto sua mão ainda posicionada na base lhe acariciava constantemente, fazendo a loira se contorcer abaixo dela. Quanto sentiu a cabeça de Emma tocar-lhe a garganta sem aviso, controlou o repulso e a prendeu com mais força em seus lábios, até que estivesse novamente acostumada com o volume dentro dela. E mais uma vez liberou o membro de Emma, lentamente, pressionando sua língua em toda a lateral, observando a marca de seu batom dois centímetros acima da base do pênis de Emma. Aquele era seu objetivo.

Quando olhou novamente para cima, a loira a observava, com seu peito subindo e descendo freneticamente, a respiração completamente descompassada e pequenas gotas de suor se acumulando em sua testa. Regina não pode conter um gemido, ela poderia gozar só com aquela visão. Emma sorriu e juntou os cabelos ruivos da mais baixa em um "rabo de cavalo", suspendendo-os para cima e levando sua outra mão para acariciar o rosto da falsa ruiva. Tocou sua bochecha e correu os dedos até seus lábios, entreabrindo-os delicadamente, e introduzindo seu indicador entre eles, que Regina fez questão de chupar, exatamente como fazia com seu membro alguns segundos atrás.

– Vamos, Regi, eu sei que você consegue. — Regina sorriu ao ouvir o apelido sair entre os lábios da loira. Ela apenas concordou com a cabeça e olhou para o membro completamente ereto a sua frente, o aproximou outra vez de sua boca, beijando a cabeça, descendo os beijos pelas laterais, sem realmente colocá-lo dentro de sua boca, apenas beijos molhados, chupados, furtivos. Emma soltou um gemido mais rouco e sua mão se apertou ao redor dos cabelos ruivos. Regina sabia que faltava muito pouco para Emma alcançar seu ápice, e continuava provocando-a com os lábios e a ponta da língua. — Assim não, amor. Você vai estragar a brincadeira, me deixa gozar na sua boca.

Pediu de uma forma tão luxuriosa, que Regina teve que se remexer, apertando as próprias pernas uma na outra, para conter o incômodo que se instala em seu centro. Assim como Emma, ela precisava urgentemente de alívio. Sem pensar duas vezes, abocanhou o sexo da loira outra vez, sugando-o com força para dentro da boca, controlando e ignorando a repulsa ao senti-lo atingir seu limite, encaixando em sua garganta e iniciou um movimento de sucção, ouvindo os gemidos frequentes e já quase gritados que Emma soltava.

– Puta que pariu! — Ela literalmente gritou, soltando os cabelos de Regina e arqueando seu corpo para frente, levando as mãos até o rosto e cobrindo-o enquanto derramava seu prazer nos lábios da mais baixa. Emma não fazia ideia de quanto tempo aquilo havia durado, mas sentia como se tivesse feito uma viagem pelo paraíso, e voltado. Como se seus pés não tocassem o chão e seu corpo simplesmente flutuasse. Era maravilhoso, e ela só conseguiu abrir novamente os olhos, para ver a bela imagem de Regina liberando seu membro, depois de chupá-lo e sugar devidamente todo o líquido que havia sido derramado.

Ela afastou-se de Emma, recuperando o fôlego, enquanto passava o polegar nos cantos da boca e em seguida a umedecia com a língua, como se tivesse acabado o seu sorvete e precisasse limpar-se, com uma falsa expressão inocente no rosto, que fez Emma rir.

– Acho que você também é uma delícia, Emma. — Disse, novamente com aquela falsa inocência na voz, que deixava a loira extasiada. Ela envolveu Regina pela nuca e a puxou para cima, fazendo-a se sentar em suas coxas, ficando absurdamente perto de seu corpo.

Seus olhares se conectaram e de repente, foi como se nada existisse ao redor delas. Absolutamente tudo havia sumido e existia somente uma luta constante pelo comando, entre o verde o chocolate, entre o imponente e o inocente, entre o desejo e o medo de arriscar-se no escuro. Emma desviou os olhos para os lábios carnudos, imaginando o quanto seriam macios e gostosos, principalmente banhados pelo seu próprio gosto. Regina respirou fundo e abaixou o olhar.

– Eu não beijo na boca. — Sua voz saiu baixa, como se tivesse receios de estragar aquele momento. Emma sorriu, mas era evidente que aquele sorriso era forçado, e que havia decepção em seus olhos.

– Eu também não.

Notas finais
GOSTARAM? Espero que sim. OBS: Esse capítulo ficou muito extenso e cansativo de ler? Se sim, me falem que posto o próximo menor. Mwah!