Notas iniciais
Olá pessoal!Eu sei que estou atrasando a fic, desculpa, mais eu to vendo se consigo continuar Kaifuku e Evil Twin. Two is better than one é a que está me dando mais dor de cabeça, sem falar que já comecei outra fic, mas que não vou publicá-la aqui agora. Só vou colocar quando estiver pronta.Bom... Aqui esta mais um capítulo de Pretty Man... Espero que gostem, por que capitulo que vem é o ultimo. Eu sei... triste né ç.ç nem acabou e ja to com saudade.Anyway... good reading =D

Yutaka POVs

Pela manhã eu simplesmente não tive coragem de acordar Miyavi. Ele dormia tão tranquilamente, provavelmente sonhava com algo que sempre quis e não seria eu quem o tiraria isso. Deixei um bilhete para ele dizendo que eu voltava por volta das quatro da tarde, eu tinha uma surpresa para ele. Eu sabia que ele iria amar e enlouquecer assim como eu.

Fui para o trabalho e fiquei lá até as três da tarde. Maya entrou quando eu estava de saída pedindo que assinasse alguns papeis, mas pedi que me desse depois que eu estava saindo. Ele consentiu, mas quem não gostou foi quem? Sim, ele mesmo, Masashi.

O tal me abordou quando eu me despedia de Maya e só de olhar para aquele falso, tive que me conter para não quebrar-lhe a cara.

- Ei, aonde vai? Temos muito que resolver. – disse segurando meu braço.

- Você sabe se virar, Masashi! – Soltei meu braço. – Tenho um encontro.

Eu ainda me dei ao luxo de responder e fui me dirigindo a saídas, mas o desgraçado tinha que continuar. Ele não podia simplesmente aceitar e voltar para a sala? Não, ele tinha que vir me encher o saco.

- Com o gigolo? – ele perguntou e eu vi aquele seu sorriso irônico.

- Tome cuidado com o que diz Masashi. – me virei para ele e o encarei enquanto dizia.

O Cretino ainda tinha o sorriso sínico no rosto. Sinceramente, Hizaki, você deve ser pior que ele para agüentar. O que é seu está guardado, Hizaki, me desculpe mais vocês vão passar por necessidades até esse infeliz criar jeito. Segui meu caminho na limusine, cheguei ao hotel às quatro da tarde em ponto. Miyavi estava deitado na cama, pensativo, sério. Tinha que mudar aquela carinha de desanimo agora.

Aproximei-me, coloquei minha maleta sobre uma cadeira ali próxima e me sentei ao seu lado na cama. Ele apenas se virou para mim forçando um sorriso, sendo correspondido. Levei minha mão ao seu rosto, acariciando aquela região, ele fechou os olhos e sorriu mais largo. Agora sim as coisas estão melhorando.

- Levanta, temos um compromisso. – pedi e ele me olhou interrogativo.

- Mais um jantar de negócios? – ele se sentou na cama, deixando que o lençol cobrisse apenas a parte inferior de seu corpo.

- Não. Vamos sair para nos divertir. Sou um empresário bem sucedido, mas também não sou um robô. – comentei divertido e ele riu. – Se apronte, temos duas horas para estar lá.

- Aonde vamos? – perguntou curioso.

- Surpresa. – respondi me levantando da cama já tirando o palitô. – E se serve de conselho, não coloque nada muito elegante, aonde vamos é informal. – e entrei no banheiro para me arrumar.

- Ok.

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Depois de tomar um banho, voltei para o quarto para me vestir e ele entrou no banheiro para tomar banho. Sequei-me sem muita pressa, coloquei uma regata branca, uma jaqueta de couro, uma munhequeira, uma calça jeans cinza rasgada nos joelhos e um coturno preto. Fiz uma maquiagem leve e passei minhas mãos por meu cabelo a fim de deixá-los levemente bagunçados. Peguei o que me interessava na minha maleta, colocando tudo nos bolsos internos da jaqueta.

Enquanto o esperava terminar de se arrumas, me joguei na cama, afundando o rosto no travesseiro, sentindo o cheiro dele no mesmo, um cheiro doce e viciante que não queria mais deixar de sentir. Ah, Miyavi... Por que mexe tanto comigo?

Ele saiu do banheiro e preferi continuar do jeito que eu estava, seria constrangedor de mais ser visto do jeito que estou e depois ter que encará-lo, então continuei a sentir seu cheiro. Mas como eu me esqueci que eu estava de bruços, só senti algo atingir minha região traseira, levantei de supetão, esfregando a região atingida, olhando para um Miyavi nu, com a toalha molhada em mãos e com um sorriso filho da puta na cara.

- Bunda boa pra bater. – comentou rindo logo em seguida.

- A sua também é... Ainda mais de meter. – comentei sorrindo de canto, o sorriso dele diminuiu e as bochechas ficaram vermelhas. Há ponto para mim.

- A sua também é! – retrucou sem jeito, abaixando a toalha, cobrindo da cintura para baixo.

Ri um pouco, me sentei na cama e esperei ele se arrumar. Colocou a regata transparente que usava quando o conheci, uma calça de couro, o tênis que usou no encontro com Ishikawa e se maquiou. Uma maquiagem pesada, digo eu.

Saímos juntos do hotel sob o olhar de todos, inclusive do gerente. Entramos na limusine que nos levou para o aeroporto. Miyavi não entendia o que estava acontecendo, mas me seguia sem fazer perguntas. Passamos direto pelas pessoas e entramos em um jatinho fretado da empresa, Miyavi olhava tudo maravilhado, olhou para mim com um sorriso de orelha a orelha e com os olhos brilhando.

- Uke-san, Ishihara-san! Por favor, apertem os cintos. O Jato alçará vôo. – Ouvi o piloto pedir e fiz o que o mesmo pediu assim que me sentei e Miyavi fez o mesmo. Não demorou muito e já estávamos pousando novamente. – Chegamos a Sapporo com meia hora de antecedência senhor.

- Obrigado. – agradeci enquanto tirava o cinto. Olhei para Miyavi e ele me parecia empolgado enquanto tirava o sinto. – Nunca nadou de avião?

- Tenho cara de quem anda de jatinho? – perguntou corando.

- Quer que eu responda ou continuamos amigos? – retruquei sorrindo sarcástico e ainda levo um tapa forte no ombro.

Pegamos um táxi que nos levou para uma casa de shows com um cartaz enorme do Luna Sea e só então Miyavi entendeu o compromisso. Seus olhos dobraram de tamanho e brilhavam. Seus lábios rosados entreabriram e depois olhou para mim sorrindo.

- Vamos? Ou não entramos. – ele afirmou com a cabeça, e entramos na casa de shows.

––– /// –––

Durante o show eu pouco prestei atenção na apresentação de minha própria banda favorita. Por quase 4 horas olhando apenas para Miyavi com os olhos cheiros de brilho ao ver seus ídolos tão próximos – já que estávamos na primeira fila – e cantava cada uma das musicas apresentadas sem errar uma palavra se quer. É... Isso que é fã. Não estou falando de mim seus bestas... Estou falando de Miyavi para com a Banda. Quando o show terminou, saímos, pegamos um book fotográfico da banda autografado na entrada da casa e pegamos outro taxi para o aeroporto. De lá pegamos um jatinho de volta para Tóquio, onde James já nos esperava e nos levou de volta para o Hotel.

Tudo muito rápido, sem transtornos, e nos divertimos.

Miyavi POVs

Eu não sabia o que falar para ele. Eu queria agradecer pela noite incrível, eu não imaginava que iríamos ver Luna Sea. Ficamos bem na frente do Sugizo, eu estava ficando doido já. Um sonho quase que realizado. Seria um sonho realizado se tivéssemos credenciais para o camarim, mas acho que Kai não teve muito tempo para planejar um encontro como esse. Encontro que adoraria repetir varias e varias vezes.

Quando entramos no quarto do hotel, tirei o tênis e me joguei na cama, sorrindo bobo para o teto branco do quarto. Ainda não estava acreditando, aposto que ele vai querer trocar as posições, vi bem que ele gosta de me foder, mais do que gosta quando o ferro. Enfim... Ele veio até mim, se sentou ao meu lado sorrindo, e acariciou meus cabelos. Não agüentei e ronronei.

- Está com sono? – perguntou e eu neguei. Acham mesmo que depois de ver um show do Luna Sea eu conseguiria dormir depois. Nem fodendo. – Que tal uma partida de carta?

––– /// –––

- Uno! – gritei a palavra erguendo os braços para o ar rindo da minha quarta vitoria consecutiva.

- Isso é trapaça! Não vale! Exijo uma melhor de três. – protestou o moreninho jogando suas cartas na cama enquanto eu ria.

- Admita Kai-chan. Você é péssimo em Uno. – disse jogando as cartas para o lado, me deitando na cama, apoiando minha cabeça em suas coxas. Humm... Macias.

- Certo... Eu admito, sou péssimo. – ele disse sorrindo enquanto me olhava e acariciava meu rosto. Fechei meus olhos, sentindo aquele carinho gostoso, ronronei de novo e eu sabia que ele estava sorrindo.

- Nee... Kai-chan. – chamei, continuando de olhos fechados e sentindo as caricias. – Por que não tira um dia de folga?

- Folga?

- Sim. – abri os olhos e percebi a confusão em seus olhos. – Você é o dono da empresa agora, pode e merece um dia de folga.

Fiquei a observá-lo. Pensativo. Como se considerasse a idéia. Fez careta – devia estar pensando na reação do moreno tesudo que ele chama de sócio – depois sorriu sarcástico – acho que ele deve gostar de provocar o sócio. Voltou seu olhar novamente para mim.

- Masashi vai me atormentar. – ele comentou sem parar de mexer nos meus cabelos. Caralho, que carinho gostoso! Juro que posso me acostumar com isso. E lá vai mais um ronronar.

- Sua cara não diz que se importa muito com isso. – retruquei e o sorriso sarcástico só fez aumentar.

- Pelo contrario. A diversão dos meus dias é atormentar Masashi. – ele riu minimamente e se inclinou mais para perto de mim.

Puta que pariu! Quantas vezes eu vou ter que dizer que beijo não? Tá que se ele atacar minha boca eu não vou conseguir negar. Mais para alivio – ou desgosto – ele não beijou minha boca, mas sim minha testa. Colou seus lábios demoradamente naquela parte, senti meu peito aquecer, uma sensação gostosa tomar conta de mim. As coisas só melhorariam se nos beijássemos, mas isso não poderia.

Sim, já estou apaixonado por Kai. Sim, vou sofrer um bocado para esquecê-lo depois que o programa acabar, mais eu vou ter de me bancar o forte, ou eu morro de amor ou morro nas mãos de Uruha. Nossa! Quem vê pensa que o loiro é um demônio. Não gente, aquele coxas de boi de bunda roliça não é nada disso, ele é um doce de pessoa... Quando bêbado.

Enfim, voltando a Kai, ele se afastou de mim e sorriu gentil, voltando a acariciar meu rosto. Ele não parecia muito a fim de selvageria essa noite, dava para ver nos olho dele.

- Amanhã vamos sair como hoje, só que cedo. – ele disse e eu não consegui segurar um sorriso largo, logo ele correspondeu à mesma maneira fazendo aquelas covinhas aparecerem, e adivinhe. Eu as apertei o mais forte e ele se contorcia. – AI!

- Não reclama, ninguém mando ser fofo. – retruquei e rimos.

Alguns minutos mais tarde. Tomamos um banho, colocamos uma roupa mais confortável. Deitamos na cama, um de frente para o outro, apenas nos olhando. Eu sabia que um sorriso infeliz estava pregado em meus lábios e nem o capeta iria tirá-lo de lá... Porém o mais engraçado é que os lábios dele desenhavam o mesmo sorriso bobo. Ele se aproximou um pouco mais, me olhando nos olhos. Pronto... Agora ele me agarra aqui. Ah, não. Enganei-me. Ele gostou viu, gostou do meu cabelo, por que fica passando a mão toda hora, depois que fica ensebado não vai ser ele que vai lavar. Inferno.

- Miyavi, poço te pedir uma coisa? – perguntou em um sussurro e eu afirmei com um movimento de cabeça, mesmo que eu estivesse com medo do que ele estivesse querendo me pedir. – Vamos dormir de conchinha?

- O que? – Como é? Dormir de conchinha? Esse moreninho está mesmo carente de carinho e atenção. Não que eu esteja muito diferente, mas o caso aqui é ele, não eu.

– Dormir de conchinha! Tipo, comigo te abraçando pelas costas ou o contrario. – ele explicou como se fosse à coisa mais óbvia do mundo, o que realmente era. Ta me achando com cara de que covinhas tesudo? Não sou burro, tive minha época loira, mas a oxigenada não afetou os neurônios, não.

– Você, com esse tamanho todo, ficaria meio difícil. – Sim... Adoro me gabar de todos os meu 1,85 m de altura. Adoro ainda mais jogar na cara dos outros que sou maior que todo pobre infeliz nesse país de merda. Só não entendo por que eu ainda sou Uke nos meus programas, mas compenso em meus dias de Seme.

- Eu sei que você nasceu desproporcional ao padrão, mas também não precisa se gabar, girafa. – ele resmungou fazendo um bico naqueles lábios... Ah, tentação. Para não beijar, apertei com a mão mesmo aqueles lábios rubros, o ouvido rir logo em seguida. – E então?

- Pode ser só que eu te abraço. – respondi e ele sorriu.

Vamos lá nego. Vamos dormir que agora sim deu sono. Ele sentou na cama, enquanto eu me ajeitava mais para o meio da cama, deitando sobre meu lado direito. Estiquei meu braço direito sobre o travesseiro, Kai se deitou de costas para mim e usou este membro de meu corpo como travesseiro. Aconchegou-se mais em mim, chegando a colar suas costas ao meu peitoral. Meu braço esquerdo escorregou por seu abdômen e seu braço “abraçou” o meu. Nossas pernas se entrelaçaram, e não demorou muito e eu já estava nos braços de Morpheus. Er... Não... Dele não. Nos de Kai. Tá, ele que estava nos meus braços. Ah! Que se dane, dormimos agarradinhos à noite toda e isso é o que interessa.

––– /// –––

No dia seguinte, acordei nas nuvens. Mentira. Acordei com uma puta dor no braço direito. Kai, querido, cabeção de jaca do caralho. Pesada para cacete. Será que existe algum regime para diminuir o peso só da cabeça? Se existir, Kai, tu será o primeiro a experimentar. Porem, ele não estava ali. Só falta o infeliz ter mudado de idéia e ter ido para o trabalho antes que eu acordasse. Mais só foi eu me sentar na cama para eu ter uma visão do paraíso.

Kai saiu do banheiro, só com uma toalha presa na cintura, com o corpo ainda molhado, e com uma toalha jogada por sobre os cabelos encharcados. Suas mãos chacoalhavam a toalha em sua própria cabeça, na tentativa de secá-los. E eu? Bom, depois de uma visão do caramba como essa... Eu morri, visitei Hide, tivemos um papo legal, dançamos e depois ressuscitei.

Ele deu alguns passos enquanto secava o cabelo, depois percebeu que era observado e olhou para mim. Sorriu de canto e veio até mim, sentou a minha frente e... Apertou minhas bochechas. Infeliz, encapetado! Vingança do cacete!

- Ai! – reclamei e ele se levantou rindo. – Seu ruim.

- É bom quando é nos outros não é! – ele disse voltando para o banheiro, pouco tempo depois sai de lá com uma camisa preta, uma calça jeans, um tênis e um casaco de moletom cinza. – Vai tomar um banho, já vamos sair, só vou ligar para o escritório e avisar que não vou.

- Sim, chefe. – comentei brincando indo para o banheiro enquanto o ouvia rir.

Depois de um banho deliciosamente quente, eu fui obrigado a sair da banheira para sair com ele. Enfim, sai do banheiro, me sequei e me arrumei. Coloquei uma regata branca, uma camisa social branca aberta por cima, uma calça jeans e um coturno de cano baixo. Não quis me maquiar, apesar de Kai insistir que gostava mais eu não estava a fim disso nem ia deixar que ele tentasse assassinar meus olhos com lápis ou delineador.

Depois de vencê-lo pelo cansaço, saímos do hotel, e de carro fomos a uma enorme praça que tinha no extremo de Tóquio. O motorista ficou no carro e fomos andar pelo parque. Andamos e conversamos muito, até que bateu a fome nos dois.

- Vamos procurar um lugar para comer. – ele disse já andando em direção ao carro.

- Ih! Que nada! – olhei ao redor assim que o percebi parar de andar. E lá eu vi o senhor “Mata minha fome” com seus Hot-Dogs. Tem coisa melhor? Pão fresco, salsicha quente, ketchup, batata palha. Nossa... Dá água na boca só de pensar. – Olha ali! Tem uma barraquinha de Hot-Dog. A gente compra um pra cada, se esconde atrás de uma árvore para comer em paz.

- Como é?

- É! Se esconder atrás de uma árvore. – olhei para ele e ele parecia não ter entendido muito bem. – Kinder. – Bufei e ele pareceu ainda não entender. – Aff... Loiro por dentro e moreno por fora? – Ele olhava para a minha cara, ainda mais confuso. – Aff... Faz o seguinte, Kai. Vai à barraquinha compra um completo para mim e compra o seu, vou pegar uma toalha grande na limusine.

E antes de qualquer contestação, já o empurrei em direção à barraquinha e fui para a limusine. Tenho que agüentar mais essa? O cérebro dele falha de vez em quando. Cientistas Alemães ♪ Tenho uma espécie nova de ser humano. Ele se chama Uke Yutaka e tem o celebro lerdo pior que de tartaruga.

Quando voltei, ele estava ainda esperando o carinha da barraquinha terminar o hot-dog dele. Enquanto isso coloquei o pano estendido no chão e me sentei enquanto esperava. Não demorou e ele veio até mim com os lanches em uma mãe e uma garrafinha de coca-cola na outra. Já estou me vendo ter que fazer Cooper de manha para emagrecer.

Comemos os nossos lanches, Kai dispensou o motorista e depois deitamos no pano. Abracei-me nele e ficamos escutando musicas do Luna Sea e X-Japan, é... Ele tinha um MP4 escondido da calça e eu não notei quando apertei a bunda dele na limusine. E convenhamos que com uma bunda como aquela não tem quem note um troço desse.

Eu acabei por cochilar com minha cabeça no peitoral dele e o cafuné. Não vem criticar não. Deixem-me curtir meu conto de fadas temporário, por favor? Obrigado. Com um leve apertão no ombro, acordei, olhei para Kai e ele sorriu para mim. Saímos do parque andamos juntos, compramos uma jaqueta que achei a cara dele e infernizei-o até comprar. Mais a noite, fomos a um restaurante de comida mexicana. Estradinha espere por mim, vou correr por você para perder alguns quilinhos. Juro, eu já me acostumei a ter uma refeição a cada três horas, agora não sei como vou fazer quando voltar para casa, vou voltar a passar fome.

Enfim, depois fomos para uma boate GLS, dançamos até não agüentar mais. Minhas pernas não agüentavam mais dançar, mais tivemos que sair de lá quando um travesti infeliz inventou de me encoxa. Kai ficou furioso e os dois saíram no tapa. Eu tive que sair arrastando ele de lá, o pobre coitado do travesti ia ter de fazer outra cirurgia plástica no lugar onde tinha feito por que o bichinho ficou todo desfigurado. Bem feito, esse traseiro aqui só se ganha se pagar querido. Yutaka ta pagando caro, por isso protege. Há!

- Cretino! Infeliz! – Kai ainda resmungava de braços cruzados e eu tava fazendo de tudo para não rir daquela carinha fofa enfezada. – Você não devia ter me arrastado para cá. Eu ainda não tinha acabado com ele.

- Como se valesse à pena. – retruquei cruzando os braços. – De qualquer maneira, se não fosse eu seria os seguranças. – Apontei para dois puta negões que estavam parados na entrada da boate e ele parece ter entendido.

- Não tem problema. Ao menos eu teria descontado minha raiva. – Ele bufou se encolhendo mais.

- Bobo. – e foi ai que não agüentei mais e ri.

Não demorou muito, e o “James” veio nos buscar. James. Coitado dele. Hehe. Bom, não liguem, tinha alguma coisa no nacho. Tenho certeza. Entramos na limusine, o tempo começava a esfriar e eu me atrevi a me agarrar a Yutaka com a desculpa de que estava ficando frio. Ele não reclamou, pelo contrario, ele me abraçou forte, me aquecendo. Uma delicia ficar daquele jeitinho com ele.

Voltamos ao quarto do hotel. Eu já estava tão familiarizado com aquele espaço que era como se eu morasse ali há anos. Tirei meus sapatos, ele fez o mesmo e o que aconteceu? Cama. Não. Não dormimos. Transamos-nos mesmo. Uma das melhores desde que fui “contratado” por ele. E agora cá estou eu, sentado na cama, com a bunda dolorida, completamente bobo, apaixonado, velando seu sono.

Notas finais
E então? Estão gostando?Review? *-*