Pretty Man
10 O9. Finished
Notas iniciais
eu sei que demorei, mas pessoas desculpas...
Não vou dar motivos, foi pura semvergonisse mesmo... admito, sou sem-vergonha, mas aqui estou eu... trazendo mais um chapie de Pretty Man... porem com uma novidade... não vai ser o ultimo capítulo... Mais vai ser o penultimo *foge de novo pras colinas*
rsrsrs enfim....
espero que gostem... esse capitulo ficou grandinho
Anyway... Enjoy =D
Miyavi POVs
Ele estava tão lindo dormindo. Uma expressão serena em seu rosto, e até um leve sorriso em seus lábios rosados. Como é que pode alguém não agarrar um ser desses? A ex-mulher dele foi uma burra, mesmo. Deixar um ser tão lindo e perfeito como Kai escapar. Apesar de que se eles não tivessem terminado eu não estaria aqui com ele. Mais em fim...
Sentei-me na cama, mesmo sentindo a minha linda bundinha doer... Note a ironia na frase. E percebi que por mais que eu evitasse beijar para não me envolver, já era tarde, eu nunca beijei Kai na boca e estou aqui me derretendo por ele. Então por que eu estou negando os beijos dele se já estou apaixonado? E... E por que é que eu encaro tanto a boca dele? Dã! Quero beijá-lo... Será... Será que o beijo dele é doce ou é... Ah... Foda-se! Vocês me entenderam.
Não vou mais resistir aos meus anseios e ao que ele parece também desejar. Um queria tanto quanto o outro, e era nítido. Então... Por que não? Reclinei meu corpo em direção ao dele, sentia sua respiração leve pelo sono – o bafo também, mas vou relevar isso – e encerrei qualquer distancia que poderia ter entre nós. Foi apenas um selar, mas que significou muito para mim. Mais só foi eu fazer isso que ele acordou e deu um pulo de susto, eu também me assustei e me afastei. Esse porra não estava dormindo há segundos atrás?
– Eu... Er... Me... – Eu tentei... Juro a vocês que tentei falar alguma coisa, mas eu estava com tanta vergonha que não consegui nem completar a minha tentativa falha de uma frase. Olha só mãe, sinta orgulho de mim, to falando difícil. Hehehe.
Mas também não ira adiantar nada eu tentar completar a frase, ele logo notou que o que o acordou foi um beijo, e um beijo meu. Ele levou sua mão direita a minha nuca, me puxando a seu encontro, selando seus lábios aos meus novamente, sem qualquer resistência da minha parte. Apoiei meus braços em seus ombros, enquanto sentia sua língua pedir passagem, esta que foi concedida prontamente. Suas mãos foram de encontro a minha cintura, colando nossos corpos. Nota: Ainda estamos nus.
Nossas línguas iniciaram uma batalha sensual enquanto sentia suas mãos acariciarem e apertarem cada pedaço do meu corpo que passava, enquanto eu acariciava sua nuca e correspondia o beijo com todo o fervor com a qual a recebia. E eu tenho que dizer... O beijo dele é doce. Viciante. Sei que vou querer mais, porém... A... A semana esta acabando. Logo não vou ter mais serventia para Kai e ele vai me descartar como um lixo na rua... Eu sei que por mais que eu o ame, pode muito bem não ser recíproco e eu estou aqui me iludindo com um beijo que eu fui muito instruído por Uruha para que não acontecesse.
Ele me deitou na cama sem encerrar o beijo, suas mãos alisavam as laterais de meu corpo. O beijo deixara de ser aquela coisa erótica e tornou-se calma. Sua mão direita passou a acariciar meu rosto enquanto eu não parava de acariciar sua nuca. Ele – não sei como – conseguiu separar minhas pernas com seus joelhos, se acomodando entre elas. Pronto. Vamos transar de novo.
Olha... Quer saber? Que se danem tudo e todos. Que se dane o Uruha, e seus ensinamentos. Eu só quero me sentir um pouco amado. Que mal à nisso? Nunca ninguém me tocou como Kai está me tocando agora, não vou pará-lo. Não vou e nem consigo.
Eu passei a acariciar suas costas e ele soltou um murmuro entre o beijo. É... Ele gosta de carinho também. Mais do nada ele parou o beijo e me encarou. Seus olhos chocolate estavam nublados de desejo como de todas as vezes que transamos, mas tinha um brilho ali que não estava em nenhuma das vezes que olhei em seus olhos enquanto fazíamos sexo. Pode não ser verdade, mas... Vou me agarrar a esse brilho, ao brilho da esperança que se ascendeu para mim.
– Por... Por que resolveu mudar tudo? – perguntou. Vocês entenderam? Não... Pois é, nem eu.
– O que?
– Por que resolveu me beijar quando disse que não poderíamos fazer isso? – Ah... Agora eu entendi.
– Isso importa?
– Sim.
– Só mudei de idéia. – Mentira. Não queria confessar que estou apaixonado. Mais isso também não deixa de ser verdade.
Ele pareceu não acreditar muito no que lhe disse, mais não continuou a tentar entender minha mudança repentina. Voltou a me beijar e não demorou muito para já estarmos entregues ao desejo. Nossos falos enrijecidos encontrando-se mais uma vez àquela noite. Eu gemia por entre o beijo, não vou negar, eu adorava a forma firme e carinhosa com a qual Kai me tocava. Era simples e mágico estar naquela cama com ele e não me importava mais de ser o Uke na história, somente se o Seme for ele, meu uke predileto. Sim, tem sarcasmo na frase. O que é? Não resisto! Algum problema com isso? Não? Sério? Que bom.
Ele estava encantado por poder me beijar, ele não conseguia largar meus lábios um instante se quer. E eu confesso que eu estava feliz por não descolar nossas bocas, por que aquilo estava simplesmente delicioso. Mais o ar estava nos faltando a cada segundo que passava e não tinha quem agüentasse prosseguir com um beijo intenso como esse. Encerramos o beijo e as caricias ousadas começaram. Ele se acomodou melhor por entre minhas pernas e sem uma preparação ou um aviso prévio, ele me penetrou, arrancando um urro de dor de mim.
Não me venham com gracinha, ok? Eu dou a bunda por dinheiro sim, porém preciso de preparação. Vocês não viram o quanto ele é grande – e nunca vão ver por que eu não deixo – e não sabem o quanto dói ter aquele troço entrando em você sem nada para ajudar a facilitar a movimentação ou amenizar a dor. Mais para a minha felicidade ele penetrou fundo, mais não se moveu. Ficou parado, esperando-me acostumar. Meus olhos estavam fortemente fechados pela dor da invasão, mas ao sentir os carinhos em minha face e os selinhos, relaxei e a movimentação começo.
– Ah... Kai... Ahn... – eu gemia seu apelido enquanto sentia as estocadas lentas.
Os gemidos ficavam cada vez mais altos conforme os movimentos aumentavam de velocidade e de brusquidão. Seus lábios desceram para meu pescoço, chupando, lambendo ou mordendo aquela região, me causando arrepios. Arrepios que eu sentia percorrerem do pescoço até meu baixo ventre, instalando-se ali, meus músculos se contraiam, esmagando o membro de Kai que passou a gemer ao meu pescoço, intensificando as investidas.
– Humm... Isso! Vai... Mais... Ahn... Mais rápido! – pedi arranhando suas costas e ele obedeceu aumentando a velocidade.
– Ah! Miyavi! Ahm... – Ele largou meu pescoço e passou a gemer alto enquanto chocava seu quadril contra o meu.
– Ah! Kai! Vai! AH! – Sim eu estava enlouquecendo de prazer. – AHHHH! – não consegui evitar o grito de prazer quando ele acerta aquele ponto mágico. – De... Novo... Faz... De... Novo!
Ele não falou nada. Apenas fez o que pedi, acertando forte minha próstata e passando a me beijar com volúpia e até que não demorou muito para que chegássemos ao ápice com ele despejando sua essência dentro de mim enquanto eu gozava entre nossos corpos.
Ofegante, Kai saiu de dentro de mim, mas deixou seu corpo por sobre o meu. Seus olhos castanhos se encontraram com os meus e um sorriso singelo formou por seus lábios. Suas mãos passaram a acariciar meu rosto e eu sentia meu peito se aquecer com aquele carinho delicioso. Nisso passei a acariciar seus braços e vi seu sorriso só aumentara fazendo o meu nascer.
Ele saiu de cima de mim, se deitando ao meu lado. Passou o braço por debaixo de meu pescoço e com a outra mão me puxou mais para perto de si em um abraço caloroso. Nas nuvens... Eu estava com certeza. Porém o sono estava chegando finalmente, meus carinhos em seus braços ficavam mais escassos apesar de sentir o carinho dele em minha cintura sem qualquer variação.
– Eu... Te amo, Kai. – Murmurei antes de dormir completamente. Só espero que Kai não tenha escutado.
Yutaka POVs
Eu... Não estava acreditando no que havia ouvido. Miyavi... Ele... Me ama? Não... Só pode ser mais uma das brincadeiras dele. Só pode. Eu ia perguntar para ele se estava tirando uma com a minha cara, mais ele já estava dormindo. Outra coisa que não consegui entender foi ele ter mudado de idéia repentinamente sobre a questão do beijo. No inicio fala que não pode. Me nega todas as vezes que tentei beijá-lo, mas hoje, depois de uma transa insana, resolve me beijar enquanto durmo. Claro que acordei assustado, não esperava por isso e imaginei muitas vezes como seria o gosto de um beijo naqueles lábios rosados.
Será que... Ele falava a verdade? Eu... Eu sei que é besteira pensar que não. Até por que ele me explicou o porquê de não beijar. E o fato de ter me beijado quer dizer que... Ele... É... Ele disse a verdade. Ele me ama. Mas... O que vou fazer? Quer dizer... Eu gosto do Miyavi... Muito... Tanto que o bajulo mais do que bajulei qualquer um de meus antigos namorados. Mas eu não sei se... Chega a ser amor, chega? Sim, admito que senti ciúmes dele e Teru conversando, mas isso não quer dizer que eu o amo também, não é?
Apesar de que, por mais que eu tenha dinheiro, que seja um namorador Filho da puta, nunca... Nenhuma das minhas companhias – seja a pagando ou a pedindo em namoro – me tratou como Miyavi me trata. Ele me bate se eu mereço pouco se importando se vou descontar do dinheiro combinado, me xinga, brinca comigo, me trata como uma pessoa qualquer, independente do meu dinheiro ou nível social. Então... Acho que não seria tão mal o tê-lo só para mim. Aceitar esse “Eu te amo” que sei que foi por todos os momentos que passamos juntos... E quem sabe... Eu não aprendo a amá-lo. Se é que já não o amo e não percebi.
–––///–––
No dia seguinte acordei com o carinho alucinógeno de Miyavi. Sorri ao ver seu sorriso dócil aparecer em seus lábios, levei minhas mãos ao seu rosto, acariciando o mesmo para depois puxá-lo para um beijo. Eu sabia que ele não se recusaria então não me importei em só puxá-lo de leve. Logo nossos lábios estavam colados e ele me acariciava o rosto enquanto nos beijávamos apaixonadamente. É... To ficando tão besta quanto ele.
– Bom dia. – ele sussurrou assim que nos separamos.
– Bom dia. – Respondi o cumprimento, me sentando na cama e o abraçando pela cintura tendo meu pescoço enlaçado pelos seus braços. – Vamos tomar café?
– Depois de tirar esse fedor? – Perguntou sorrindo sapeca.
– Claro tapado. – ele riu se soltando de mim e correndo nu para o banheiro. Gente, como pode ser tão criança com esse tamanho todo? Digam-me?!
Ri e fui para o banheiro, tomamos banhos juntos. Um ensaboando o outro. Tem cena mais linda? Claro que não. Ao sair da banheira, me sequei e o vi se aproximar de mim nu, molhado e sedutor. Pode ter certeza que me apaixono se uma coisa dessas for assim todos os dias. Ele me abraçou por trás, deixando suas mãos ousadas escorregarem pelas laterais de meu corpo até chegarem as minhas coxas. Não consegui conter um grunhido de prazer e apoiar minha cabeça em seu ombro enquanto sentia suas caricias.
– Humm... Miyavi... Não faz assim! – murmurei o pedido, mas ele não parou. Ah, pronto, agora to duro e tenho que ir trabalhar. – Miyavi, Agora não. Mais tarde. – segurei suas mãos taradas que já estavam querendo trocar meu falo já ereto.
– Não é o que o seu amiguinho quer. – disse me virando de frente para ele e senti meu rosto esquentar.
– Sério Miyavi. Eu tenho que trabalhar... A... Agente continua a noite. – e quem disse que isso o fez parar? Nada. Ele se aproximou mais de mim, me beijou como nunca alguém me beijou. Com desejo ardente e que me fazia sentir um calor enorme, quando fui ver, estava sentado na pia com ele entre minhas pernas, roçando seu corpo ao meu. – Meevs...
– Não nega... Você quer... – ele sussurrou por entre o beijo e passou a acariciar minha coxa esquerda com sua mão direita e a minha cintura com a mão direita.
– Não estou negando. – o afastei pelos ombros, quebrando o beijo e o olhando nos olhos. – Sério. Hoje não vou poder ficar, tenho uma reunião importante.
– ‘Ta bom... – Perai que biquinho tentador é esse? Não faz uma coisa dessas comigo moreno. – Mas... Como você vai fazer? – apontou para meu baixo ventre. Gente... Chegava a pulsar... Como pode uma coisa dessas? E eu sentindo meu rosto queimar de vergonha mesmo tendo tanta intimidade com Miyavi.
– Er... Eu penso em alguma coisa. – disse tentando sair da pia, mas ele não deixou.
– Nada disso. – ele se abaixou ficando com o seu rosto próximo ao meu membro enrijecido.
– O que vai fazer? – Dã, é obvio mais eu queria ver o que ele responderia.
– Aliviar você. – e antes d’eu pensar alguma coisa, ele abocanhou meu membro e começou a chupar minha glande.
Como eu sabia? Eu sentia. Meus olhos não abriam por nada e minha boca só se abria para gemer. Cara depois de meter nele, sentir sua boca quente me chupar era enlouquecedor. Eu gemia alto, batia na pia e no espelho, isso quando não puxava o cabelo dele e o ajudava a engolir ainda mais meu falo. Contudo, meu ápice chegou e me desmanchei em sua boca. Miyavi engoliu todo minha essência em sua boca e ainda buscou o que avia escapado em meu membro.
O olhei cansado, sentindo meu corpo mole, ele se levantou, se mantendo entre minhas pernas. Suas mãos acariciaram minhas coxas, depois minha cintura para depois acariciar meus braços. Lançou seus lábios de encontro ao meu e só então lembrei que ele tinha acabado de me chupar. Cara que nojo. Afastei-me e ele riu.
– Que nojo! Acabou de me chupar. – tentei empurrá-lo, mais... Cara ele é magro mais é forte pra caramba.
– Não... Vem cá senti como você é gostoso! – ele tentou me beijar de novo e eu me debatia o fazendo rir ainda mais. Foi ai que eu me aproveitei que ele perdia a força por causa do riso que escapei e voltei para o quarto.
– Cara que nojento! – resmunguei enquanto colocava uma roupa limpa ouvindo-o rir de dentro do banheiro.
Depois que me troquei ele saiu do banheiro com um sorriso sacana e andar em minha direção. Corra para as colinas pela sua vida Yutaka. Sim, foi o que senti e o que fiz, parecíamos um casal de namorados recém formado e correndo pelo quarto de hotel, mas a desgraça não se importava com as coisas no meio do caminho dele, tipo a mesa de jantar, ele subiu nela para tentar chegar até mim, eu fiquei tão indignado com isso que ele conseguiu me pegar e me agarrar por trás.
– Peguei! Hehehe. – ele me abraçou mais forte dando uma fungada no meu cangote. – Quero beijo agora.
– Nem ferrando. – legal como invertemos de papeis né?
– Para de ser besta. Eu lavei a boca! – ele deu uma baforada na minha cara e riu logo depois. Apesar de achar aquele ato tão anti-higiênico, ao menos constatei que ele falava a verdade, tinha cheiro de pasta de dente de hortelã e anticéptico.
– Bom mesmo. – Manhoso on.
Ele sorriu capturando meus lábios me beijando com carinho. Correspondi o beijo de mesma forma e ainda acariciava seus braços que me envolviam com carinho, o que fazia meu peito se aquecer. Ficamos um tempinho nos beijando, o ar faltava mais nenhum dos dois queria parar, porem era necessário. Separamos-nos, sorrindo bobamente um para o outro e nos sentamos à mesa para tomar o desjejum que não foi afetado pela nossa criancice.
– A tal reunião é com Yuki? – Miyavi perguntou depois de tomar um gole de seu suco.
– Sim. Por isso não posso faltar hoje. – respondo enquanto pego meu pão com geléia. Adoro. – Meevs eu... Eu gostaria de me encontrar com você novamente.
– Sério? – ele sorriu todo bobo com as bochechas coradas.
– Sim. – Sorri de volta pegando sua mão e a cariciando por sobre a mesa. – Já arranjei um apartamento só para você...
Miyavi POVS
–... Vai ter um carro e as lojas vão te bajular toda vez que entrar nelas. – Como é que é? O que esse cara ta falando?
– E o que mais? – tirei minha mão da sua o olhando sério. Só pode estar brincando. – Depois que me comer vai deixar o dinheiro na cama e desaparecer?
– Ao menos não estaria nas ruas. – Filho de uma... Respirei fundo desviando meu olhar dele.
– Pura geografia. – me levantei e fui para a varanda.
Ao menos até ali ele não me seguiria, mas pela segunda vez ele me surpreendeu e ficou parado na porta que ligava o quarto com a varanda. Mesmo eu estando de costas para ele eu sentia seu olhar sobre mim o que estava começando a me matar por dentro. Por quê? Por que tem de ser assim?
– O que quer Miyavi? O que acha que temos? – o ouvi questionar e aquele maldito choro estava chegando de novo. Respira Miyavi, respira.
– Não sei. – respondi seco, tentando não transparecer mais minha vontade de chorar. – Sabe... Desde meus quinze, quando descobri minha verdadeira preferência, meu pai e meus avôs sempre me prendiam no sótão depois da escola, com a esperança de eu não aparecer com outro rapaz em casa. Enquanto ficava lá, imaginava que algum dia alguém invadiria minha casa numa noite chuvosa para me resgatar. – contei me virando para ele e depois caminhando até parar ao seu lado. – Mas nunca... Enquanto eu imaginava isso, essa pessoa me dizia... “Vou te colocar num belo apartamento e te dar um possante.”
Foi só eu terminar de falar que aquele maldito celular dele toca. Ele abriu a boca querendo falar alguma coisa, mas não conseguiu, foi até o telefone e o atendeu. Pela discussão era o tal Masashi. Aquele cretino. Mas... Enquanto terminava de falar com Masashi, ele tirava o casaco do encosto da cadeira e colocava com certa dificuldade, é... Ele vai embora e eu vou ficar aqui sozinho, mesmo depois de uma discussão. Ao desligar o celular e colocá-lo no bolso do casaco, ele voltou para a porta da varanda ficando de frente para mim.
– Eu tenho que ir. – Ele acariciou meu rosto e eu não consegui sorrir como fazia com apenas aquele toque. – Queria que entendesse que ouvi tudo o que disse. – A claro... Ouviu sim... Cada palavra. – É o que posso fazer...
– É uma boa oferta para alguém como eu. – acrescentei e ajeitei melhor sua gravata.
Ele segurou minha mão e deu alguns passos para dentro do quarto. Passos esses que não segui. – Nunca te tratei como um gigolo.
Disse e foi embora. Senti o nó em minha garganta aumentar e meus olhos nublarem. – Acabou de tratar, imbecil.
Não agüentei mais, só senti as lágrimas esvaírem de meus olhos enquanto tentava conter os soluços. Já fui tratado pior, como na vez que fui à loja da D&G, mas ser tratado assim por quem amo é pior. Dói mais.
Yutaka POVs
Fui para o trabalho, por mais que eu quisesse ficar com o Miyavi no hotel eu não podia, hoje seria a reunião com Ishikawa e não posso brincar com isso. Miyavi entendeu, até se ofereceu junto, mas de palpites já me bastam os do Masashi, então ele ficou no hotel e eu fui para o escritório. Quando cheguei me deparei com quem? Sim... A perdição louca de minhas quintas... Destemido... Yuuji Kamijo. Hehehe... Peguei vocês. Pensaram que era quem? Marilyn Monroe? Há. Faça-me rir. Enfim... Chega de palhaçada que aqui a coisa é seria. Yuuji-san... Lindo e maravilhoso... Assessor do Ishikawa estava sentado em uma cadeira à frente da mesa da minha lindíssima secretaria que o secava sem qualquer discrição e eu tenho certeza absoluta que aquele sem vergonha estava gostando. Querido, se Jasmine descobre você fica sem sexo por uma eternidade.
– Yuuji-san? – o chamei desviando seus olhos translúcidos, que às vezes me peguei sonhando com eles, para mim. E um sorriso sedutor se formou em seus lábios rosados. Ele se levantou, caminhou até mim, fez uma breve reverencia e logo voltou a conectar seus olhos aos meus. Apesar d’eu estar mais reparando em como ele fica bem em um Armani, pelo menos melhor que eu.
– Bom dia, Uke-san! Como está? – perguntou com aquela voz sedutora. Se aquiete Yutaka, ele é casado e você gosta do Miyavi. Do Miyavi.
– Bem... E Jasmine? – fiz questão de enfatizar o nome daquele pavão lindo para a Sayuri se lembrar que foi madrinha de casamento de Jasmine e Kamijo. Ela olhou para nos corada. E eu acertei em cheio. Kamijo corou um pouco, e riu baixinho. Sem vergonha. Sabe que é bonito e gosta de ser cortejado. Safado.
– Bem! Está preparando as coisas para a mudança. – comentou e sorri-lhe gentil.
– Mudança? – pendi a cabeça para a direita o observando curioso.
– Sim! Compramos uma casa maior... Pretendemos adotar uma criança mais para frente. – ele sorriu bobamente. Era engraçado pensar em um casal homossexual e uma criança. Apesar de Jasmine ser como Hizaki, ter uma androgenia impressionante que só escutando a voz grossa ou ver as regiões intimas para acreditar que é um homem.
– Que bom! Mande um beijo para ele. – sorri dando uma leve tapinha em seu ombro. – Ishikawa-san veio contigo?
– Está na sala de Miwa-san. – respondeu e fomos para a sala de Masashi onde o encontramos junto de Yuki.
Ao entrar na sala, mandei que Sayuri chamasse Maya e os membros do conselho e os levasse para a sala de Masashi. Assim que os mesmos chegaram, as portas se fecharam e a reunião começou. As suposições de Masashi começaram. As opiniões estavam correndo solta e eu estava cada vez menos interessado em continuar ali. Talvez eu devesse ter trazido Miyavi, ao menos eu dava uma desculpa e ia com ele para a minha sala, mais não poderia fazer isso.
Fiquei a observar Ishikawa discutir com Masashi enquanto Maya e Kamijo anotavam tudo e tentavam manter suas opiniões claras assim como os membros do conselho. Enquanto eu me mantinha calado só observando a conversa/discussão dos outros. E... Parando para pensar... Yuki tinha razão em não querer vender sua empresa para mim. Eu iria estraçalhá-la só para ganhar mais dinheiro e eu tenho certeza de que meu pai agonizaria no tumulo se a nossa empresa fosse vendida aos pedaços. É... Uke Yutaka dá uma de macho agora e dê seu ponto final nisso tudo.
– Senhores... Por favor. – Todos se calaram e dirigiram seus olhares para mim. – Poderiam me deixar a sós com Ishikawa-san?
– Sim. – os membros do conselho e Maya se levantaram e foram saindo da sala.
– Isso nos deixe a sós. – Masashi disse e eu o observava com a sobrancelha arqueada. Como assim nego?
– Masashi. – O chamei e ele me dirigiu o olhar. – Você também. – apontei para a porta.
– Mais o que...? – Ele me olhou indignado. – Uke... É a minha sala.
– E é a minha empresa. Por favor, faça enquanto estou pedindo educadamente. – acrescentei e ele pareceu relutante o que me fez bufar.
– Mais por que ele fica e eu vou? – ele perguntou olhando para Kamijo e depois para mim. Yutaka controla a língua, se controla Yutaka.
– Vamos fazer uma orgia e não quero que participe. Não sei se você percebeu mais Kamijo me excita. – Sorri de canto, olhei de canto para os dois loiros ao meu lado. Yuki estava com os olhos do tamanho de pratos de sopa enquanto Kamijo estava pior que um tomate. Eu tinha que me segurar para não rir.
– Como é? – Masashi estava corado e indignado ao mesmo tempo. Cara, a vontade de rir esta ficando insuportável.
– Vai logo, Miwa! Some daqui! – Ordenei e, mesmo contragosto, ele saiu da sala.
– Uke-san? Você não está noivo? Por que quer fazer essas coisas conosco? – Yuki perguntou corado.
– Era brincadeira, Ishikawa-san. – respondi acabando por rir. Kamijo estava constrangido, mas me acompanhou na risada e Yuki por fim sorriu divertido. – Bom, não que eu não goste de sua presença Kamijo. Pelo contrário, o admiro, mas poderia nos deixar um instante a sós?
– Sim, claro! – Kamijo disse e logo se levantou, fez uma reverencia.
– Quando puder entrar eu peço. – disse, Kamijo confirmou com a cabeça e logo saiu da sala. Assim que a porta se fechou, virei-me para o loiro que restara.
– E então? O que quer falar comigo? – Sempre direto ao assunto.
– Creio que se lembra da nossa infância não é... Yuki. – sorri e ele sorriu também, desviando seus olhos aos papeis à sua frente.
– Como não lembrar. Você sempre dava um jeito de fugir da sua casa para vir brincar comigo na minha. – sorri ainda mais largo ao lembrar essa parte da minha infância.
– É... Eu lembro. – Acrescentei olhando para frente e não para o Ishikawa. – Não sei como deixamos de ser aqueles amigos tão unidos que éramos... Mas... Eu quero consertar meus erros a partir de hoje.
– E o que pretende fazer?
– Vou ser para sua empresa um banco suporte. Ajudarei-te a levantar! Renascer das cinzas, como uma Fênix. – Propus e ele me olhou surpreso. – Nada de desfragmentar empresas. Não vou mais fazer isso, vou te ajudar a levantar sua empresa novamente, sem ter de vendê-la.
– Vai mesmo fazer isso?
– Sim. – Apertei sua mão e depois sai da sala.
Eu sabia que iria ouvir muito de Masashi depois, mas estava pouco me lixando, iria demiti-lo mesmo. Sai da empresa falando para Sayuri que voltaria só amanha. Entrei na limusine e James iniciou o caminho de volta para o Hotel. Tudo o que eu queria agora era pedir desculpas para Miyavi, agarrá-lo e beijá-lo. E sim, estou tomando ciência do que sinto por ele. Miyavi tomou meu coração de um jeito que nunca imaginei que conseguiria com ninguém. Ele é o amor de minha vida, isso sim... Só espero que ele me perdoe por tudo que lhe disse. Só agora entendi o que ele deve ter sentido com aquela “proposta”.
No meio do caminho, peço para James parar numa bonboniere. Comprei uma caixa enorme de bombom em formato de coração – não só a caixa, mas os bombons também tinham formato de coração, mais um espetinho de chocolate no formato te uma rosa e um refrigerante. Mas... Quando chego a meu quarto do hotel tenho a cena mais desagradável. Filho de uma puta, desgraçado, eu mato esse moreno idiota.
– Me larga! Sai de cima de mim! – Miyavi berrava a plenos pulmões, batia, empurrava, mas não conseguia tirar o desgraçado do Masashi de cima de si.
– Nada disso! Quero ver por que Yutaka gosta tanto de você para colocar tudo a perder. – disse entre dentes.
Não vi mais nada, fui tomado por uma fúria tão grande, não aceitaria que ninguém mais tocasse aquela pele tatuada. Seria só minha. Minha apenas. Quando percebi, já tinha berrado com Masashi, lhe socado a cara a ponto de quebrar o nariz e ele cair no chão cambaleando. Miyavi correu para o meu lado quando se viu livre do Miwa. Puxei Masashi para fora do quarto o empurrando com força a ponto de fazê-lo cair sentado na frente do elevador.
– O que é isso Yutaka? Conhecemos-nos há tanto tempo e vai me tratar assim por causa de um prostituto? – questionou-me indignado tentando colocar o nariz no lugar.
– É verdade... Conhecemos-nos há muito tempo e só agora conheço sua verdadeira face, cretino. – fiquei mais a sua frente, cruzando os braços. – É bom que vá preparando seu currículo e pedindo ajuda de Hizaki, por que a partir de agora não te quero na empresa do meu pai.
Voltei para o quarto vendo Miyavi sentado na cama com a mão no rosto, com uma expressão dolorida. Maldito Masashi, ainda me paga. Peguei um pouco de gelo no frigobar, colocando em um pano e depois colocando na pequena mancha rocha que surgiu próximo ao seu olho.
– Ele faz boxe ou o que? – brincou Miyavi tirando o pano com gelo de minha mão e pressionando no rosto.
– Desculpe por isso... Realmente não queria que acontecesse. – pedi sinceramente, me levantando, passando a arrumar a bagunça que eu tinha feita, para só depois lembrar o chocolate que deixei na mesinha perto da porta.
– To acostumado com isso. Afinal sou só um prostituto. – o ouvi dizer enquanto voltava para perto dele com os chocolates na mão. – Bajulação não vai comprar meu perdão Uke.
Uke? O que aconteceu com o Kai, ou Kai-chan? Nossa eu realmente o magoei. Soltei um suspiro derrotado, junto com um sorriso sem jeito e me sentei ao seu lado. Entreguei-lhe os chocolates mesmo assim, e fiquei com o refrigerante. Eu sei que por mais que ele estivesse triste comer o chocolate.
– Eu sei que o que eu te falei te magoou, mais eu queria que me perdoasse. – Corri os olhos pelo quarto enquanto falava e só então percebi as malas em frente a cama. – Vai aonde?
– O contrato acaba hoje, se lembra? Você volta para sua casa e eu para a minha vidinha miserável. – falou com certo rancor na voz e eu senti meu coração apertar.
– Não fala assim. – me virei para ele. – Não pode ficar mais?
– Não posso, sabe disso. – sorriu corando. É... ele está falando isso para me atingir.
– Por favor! – carinha de cãozinho pidão talvez funcione.
– Não faz essa cara, só torna as coisas mais difíceis. – ele tirou o pano de seu rosto e depois acariciou o meu.
Ele se afastou de mim, se levantando da cama, peguei o dinheiro do combinado e o entreguei. Depois de guardar o dinheiro o ajudei a levar suas coisas até a porta, não podia acabar assim, do nada, eu tinha que insistir mais, não poderia deixá-lo ir. Ele abriu a porta, mas eu a fechei e recostei meu peso para que ele não conseguisse abri-la de novo.
– Por favor, não vai. – pedi manhoso, o olhando nos olhos, segurando uma de suas mãos.
– Não posso. – ele acariciou meu rosto com os olhos brilhando e mordendo os lábios logo depois. – Realmente não posso.
– Não pode... – derrotado. Ele me venceu pelo cansaço.
O ajudei a sair do quarto com as coisas e do elevador a diante era com o serviço do hotel. E ele foi embora. Fez seu trabalho como no combinado, nos apaixonados, e talvez por isso que não possamos ficar juntos. Japão não é um dos países que aceita casais homossexuais e, mesmo assim, é o que mais tem. Apaixonei-me por rapaz que nunca imaginei e tão sem pudores que chegava a ser até vulgar, mas aqui comigo, ele aprendeu coisas novas e diferentes, até que o Miyavi que saiu daqui agora era completamente diferente do Miyavi que entrou por essa mesma porta. Agora só me cabe saber o seguinte: Vou saber viver sem Miyavi?
Notas finais
enfim...
se gostaram... Reviews?
Não gostaram... Reviews?
ainda não decidiram... Reviews?
=D amo reviews... eles me incentivam...
obrigada por ler e até o ultimo capítulo ^^
Fale com o autor