Miyavi Point of view.

Sai do apartamento a procura daquela puta loira, completamente enfurecido. Aoi tentou me barrar para pedir o dinheiro do aluguel, mas passei reto por ele gritando e deixando bem claro que era sobre isso que eu iria resolver. Ah, loiro maldito! Eu ainda mato aquela gazela! ‘Tá pensando que é festa? Se ele gastou o dinheiro com algo inútil eu juro que eu estupro aquele rabo até ficar bem esfolado.

Fui praticamente correndo para a boate que eu sabia que o bendito – ou maldito – estaria se esfregando com qualquer um como ele gostava de fazer. No caminho escuto alguns boatos de que haviam tirado o corpo de um rapaz de dentro de uma lixeira, algumas pessoas diziam que era um “prostituto”, termo muito ruim por que era exatamente a mesma coisa que eu exercia e se eu não tomasse cuidado eu seria o próximo. Então tratei de apertar o passo, até que cheguei à boate, entrei no lugar sendo cumprimentado por vários ali, cumprimentei algumas, mas logo passo direto. Atravesso a pista de dança onde muitos quase se comiam e cheguei às mesas que ficavam ao fundo, onde encontrei aquela cabeça loira que adoraria fazer de vassoura e passar por toda a boate.

– URUHA! – Esse era o nome artístico daquela puta desgraçada que atrasava a minha vida. Enfim... Gritei seu apelido e o loiro deu um pulo na cadeira, me olhando assustado e pela cara que eu devia estar fazendo pode ter certeza que medo seria algo prudente de se sentir.

– Er... Oi... Oi, Miyavi! Er... Como foi... Seu dia? – Mais que descarado! Como pode ser tão sínico. Aproximei-me direcionando minhas mãos para o pescoço do loiro, vê-lo só fazia minha vontade de estrangulá-lo crescer. Porém, eu logo senti as mãos de alguém segurarem meus pulsos e olhei para a criatura que me impedia de cometer um homicídio culposo.

– Vá com calma, Miyavi! O que aconteceu? – olhei para o infeliz que me impedia e vi o ser enfaixado ao lado de Uruha enquanto segurava minhas mãos. – Para que tanta hostilidade?

– Não é da sua conta, Reita! – ralhei e com um pouco de esforço consegui liberar minhas mãos das mãos grandes... Fortes... Brancas... Macias... Er... Recomponha-se Miyavi! Não é hora para pensar isso. A questão é que eu livrei minhas mãos das deles e me afastei, voltando meu olhar para Uruha. – Tem como a gente conversar?

– Contando que depois não me mate... – o loiro se levantou e foi caminhando até o bar. Podia ser mais bebum? Só mesmo ele para querer conversar enquanto bebe.

Uruha então parou em frente ao bar, pediu um pouco de sakê e depois olhou para mim como se me questionasse o porquê de eu estar tão furioso, como se ele não soubesse. Olhei para ele com uma sobrancelha arqueada enquanto cruzava os braços.

– Sabia que fica um tesão assim... Sério! Com cara de mau! – ele se aproximou mais de mim, acariciando os meus braços. Apenas dei um tabefe em sua mão e o encarei. O desgraçado riu e pegou o sakê que o barman lhe entregou. – Ora, não seja tão rude! Assim sabe que eu gamo.

– Fala sério, Uruha! – rodei os olhos enquanto ele sorvia um gole do sakê e depois soltava um sorriso de canto. – Eu vou ser direto e quero que me responda à verdade. O que você fez com o dinheiro do aluguel?

– Er... Eu... Eu estava entediado! Então eu... Dei uma festinha enquanto você passou o dia todo fora! – Respondeu simplista como se fosse à coisa mais óbvia.

– VOCÊ O QUE? – não pude evitar o grito que me escapou pela garganta. – Não acredito que você gastou o dinheiro do aluguel! Agora estamos duros!

– Ui! Isso sim é bom! – ele riu debochado tomando mais um gole do sakê. – Ah! Eu tava deprimido!

– Ah, é! Agora você vai dar esse seu traseiro para o Aoi para compensar esse mês atrasado! – vociferei e enquanto ele encolhia de medo, mas depois voltou a sorrir e sorver o último gole da bebida.

– Vai ser um prazer! – Uruha disse rindo debochado enquanto eu que apoiava a mão na testa enquanto negava com a cabeça. Sério... Às vezes eu acho que Uruha gasta o dinheiro do aluguel só pra ser comido por aquele tipinho tesudo que nos cobra o aluguel todo mês, bom... Eu até faria a mesma coisa, mas tenho meu amor próprio. – Além disso... Não sei por que se preocupa tanto... O apartamento é meu.

– Seu uma ova! Nós moramos juntos, eu te dou boa parte do dinheiro e você me gasta ele todo. – reclamei o encarando emburrado.

– Escuta aqui! Você vem para cá, eu te emprestei dinheiro, te dei um lugar para morar, te dei muitas dicas... – Uruha disse enquanto colocava o copo vazio sobre o balcão enquanto gesticulava com a outra mão. – Reita estava no meu pé, eu tinha que fazer alguma coisa em troca, então vê se não me irrita!

– São 500,00 Ienes! – o barman disse olhando para Uruha.

– Põe na conta do Reita! – Uruha disse e saiu me puxando para fora da boate.

– Te Irritar? – Perguntei indignado. Como é que ele pode falar uma coisa dessas para mim, infeliz. – Te irritar, Uruha? Não sei se ficou sabendo, mas acabaram de tirar um cara de uma lixeira.

– Estou sabendo! Era o Byou! Ele não estava muito bem, tava completamente viciado. Kazuki estava tentando tirá-lo dessa faz muito tempo. – Uruha disse enquanto suspirava e olhava para o interior da boate.

– Você não quer mudar de vida, não? – perguntei voltando a cruzar meus braços.

– Mudar como? – perguntou como se minha pergunta fosse a mais insana possível. – Você quer ir para onde, hein?

Yutaka Povs

Maravilha, perdido! Completamente perdido na cidade que moro há anos. Como é que pode isso, meu deus? Bom... Claro que pode, por que é a primeira vez que pego um carro para dirigir e não estou com um GPS ou um mapa. Sem falar que faz muito tempo que não dirijo, tem o James para dirigir para mim. Aff... Pouca miséria! Vou ter que parar para pedir informações. Nossa como detesto isso.

Vi um homem mais a frente conversando com uma garota e me pareceu que fossem educados, encostei o carro mais a frente e eles ficaram mais impressionados com o carro do que com qualquer coisa.

– Ei, por favor... – educação que a mamãe Uke te deu em primeiro lugar Yutaka. Os chamei e eles finalmente me direcionaram o olhar. – Podem-me dizer como faço para chegar ao centro de Tóquio?

– Ah sim! É aqui! – o garoto respondeu com um sorriso sarcástico. Como é que um bairrozinho de quinta como aquela poderia ser o centro de Tóquio? Nem em sonho! O garoto apontou para um barraco ao fim da rua e riu ainda mais sarcástico. – Aquela ali é a Mansão do Matsuyama Kenichi! — ele finalizou e o casal começou a rir.

Suspirei cansado. Além de perdido não tinha um ser sensato para me dar uma resposta educada. Foi nessa hora que eu desisti da conversa e arranquei com o carro sem agradecer a falta de informação. Agradecer por quê? Eles tinham sido sarcásticos comigo! Tenho certeza que se um dos dois tivesse aparecido na minha frente eu teria atropelado. Sem dó, nem piedade.

Miyavi Povs

Saímos andando por um tempo. Eu iria fazer Uruha dar a bunda naquele horário mesmo até que conseguíssemos recuperar o dinheiro do aluguel. Olhei para Uruha e ele estava com a acara amarrada, como se tivesse visto algo que não gostou. Eu estava pronto para questionar o porquê da raiva, se era óbvio que eu iria fazer o que eu disse, mas olhei para frente e vi outro rapaz "trabalhando" por ali. Se é que me entendem.

Bom... Prostituição não é uma coisa banal, apesar de estarmos vendendo nosso corpo não quer dizer que tenhamos que dividir nosso "espaço de trabalho" com qualquer um. E Uruha zelava por isso, até por que, se carnê nova entrava naquele terreno, qualquer freguês iria querer e esquecer-se de mim e dele, apesar de que é difícil resistir àquelas coxas gordas e suculentas.

– Ei! Você é o Yuuto? – Uruha perguntou, parando em frente ao rapaz.

– Sim por quê? – o garoto disse simplista como se esnobasse Uruha, o que não deveria ter feito, por que o loiro se enfezou.

– Por quê? Bom... Até o segundo quarteirão à frente, esse é o meu pedaço e de Miyavi. Temos prioridades! Então vai saindo desta esquina tá! – Uruha vociferou. Acha que vou me meter na briga? Estão enganados, vou é me manter muito lindo e esbelto aqui.

– Desculpe! Só estava descansando! – se desculpou levantando as mãos na altura do rosto e depois de abaixá-las, voltou seu olhar para mim. – E depois, ele é novato.

– Pois eu sou veterano! Então vai vá descansar suas pernas em outro lugar. – Uruha vociferou novamente quase indo para cima do outro que pouco está se importando com o que o outro estava falando.

– Calminha Uru! Quer saber, você está insuportável. – Reclamou o outro e saiu andando e rebolando.

Posso ser novato, mais sei fazer meu trabalho, e também aquele garoto estava me excitando com a pose e se ele não tivesse saído eu teria o levado para um beco qualquer. De repente, Uruha vira para mim com um bico e com os olhos brilhando como os de um cãozinho abandonado.

– Eu to ficando insuportável? – perguntou.

– Às vezes! – Respondei quase aos risos.

– Então só pode ser fome. Eu vou comer alguma coisa. – ele comentou rindo também.

Foi então que ouvimos o cantar de pneus passando pela rua, olhamos para onde vinha e pude ver um Maseratti novinho andando pela rua, até que parou mais a frente, perto do encostamento.

– Wow! Olha aquele carro! – Uruha disse impressionado.

– É um Maseratti. – Afirmei observando o carro.

– Não é não! É o aluguel! – Uruha disse sorrindo, olhando do carro para mim. – Vai nessa! É sua grande chance!

– O quê? Nem vem! – Reclamei enquanto ele praticamente me empurrava até o carro. – Você gastou o dinheiro do aluguel.

– Para de ser chato! Prometo que o próximo cliente que se dispor a pagar, juro que pego para ajudar. Anda! – Disse e me empurrou com mais força. – Não aceita menos de 1000,00 ienes, me liga pra contar tudo e se cuida.

– Ok. – Suspirei e fui caminhando em direção ao carro.

Aproximei-me mais do carro, parando ao lado da janela do banco do passageiro. Vi seu rosto, sério e preocupado como se estivesse confuso com a marcha do carro. Cabelos curtos, negros, terno e... Ah... Um tremendo de um gato. Desculpa Uruha, mas se esse me oferecesse apenas cinco ienes eu aceitava.

– E ai, gatinho? A fim de se divertir? – perguntei insinuante e ele direcionou seu olhar para mim surpreso.

– Eu quero ir para o centro de Tóquio! Pode me dizer o caminho? – perguntou serio, sem tirar as mãos da marcha e do volante.

– Claro! – Sorri de canto. – Por 50,00 ienes.

Ele me olhou indignado e depois colocou as duas mãos no volante. – Que absurdo.

– Agora são 100,00 ienes. – Acrescentei.

– Não pode cobrar por uma informação!? – ele me olhou indignado e isso só me fez sorrir de canto.

– Eu que dou as cartas, baby! Não estou perdido! – me levantei e me recostei na porta.

Ficou um silencio por um instante, mas depois o ouvi ceder dizendo um "Tá legal!".

– Eu me rendo! Tem troco para 200,00? – Disse enquanto eu entrar no carro.

– Por 200,00 eu mesmo te levo até lá! – disse arrancando a nota de suas mãos. – Se quiser te levo até a mansão dos apresentadores da NHK.

– Pode deixar, já vi a mansão de Matsuyama Kenichi! – Ele falou em um tom de sarcasmo e apenas o olhei de canto.

– Ahã! Agora vá em frente! – disse apontando para frente.

Ele pareceu um tanto desconfortável, ligou o carro novamente, engatou a primeira e arrancou. Eu estava adorando, o carro era um estouro. Lindo, fino e eu nunca imaginei que andaria em um, o problema é que o dono não parecia saber dirigir muito bem, mais do jeito que ele estava posso ter certeza de que ele nem precisava. Para ter idéia do que eu estou falando, o cara esqueceu até de dar seta para entrar em uma rua, se ele é parado pela policia, eu não quero estar junto.

– Que maravilha! Esse carro é show! – elogiei o carro olhando para o painel.

– É! Só um tanto temperamental! – ele disse suspirando cansado.

– É seu? – perguntei curioso, olhando para ele.

-–Não, não é meu! – ele respondeu simplista.

– É roubado? – perguntei descarado e sorrindo de canto.

– Não exatamente. – respondeu e sorriu exibindo duas covinhas que me deu vontade de morder.

Ele parou no sinal vermelho e ficamos a esperar, ele olhava para a rua, voltando a ficar sério enquanto eu o observava. Até que me surpreende com a pergunta.

– Qual seu nome? – perguntou permanecendo a olhar para o farol fechado.

Impressionado e tentando manter a poste, mantive meu olhar sobre ele e respondi. – O que prefere?

Ele apenas me olhou sorrindo, mostrando de novo aquelas covinhas, cara eu simplesmente não resisti.

– Takamasa. Eu me chamo Takamasa. – respondi e ele voltou a olhar para o farol fechado com o sorriso ainda no rosto. Cara, mais que vontade maldita de morder aquelas covinhas.

– Takamasa... Takamasa... – de primeiro instante ele me pareceu sarcástico, mas depois deduzi que era apenas seu jeito. O farol abriu e ele voltou a dirigir.

– E então? Qual hotel está? – perguntei curioso. Bom, até por que pela pinta que ele tinha de executivo, era bem capaz que ele estivesse no mais caro.

– Hotel New Otani Tokyo! – Não falei! Cara, que sonho.

– Então segue em frente toda a vida! – indiquei o caminho.

Yutaka Povs

Aquele cara me intrigava. Era meio que óbvio suas intenções comigo, e, diga-se de passagem, com aqueles braços e todo aquele jeitinho ele logo conseguiria.

– Cara esse carro é insano! – ele disse sorrindo enquanto acariciava o banco do qual fazia uso.

– Como é que é? – perguntei lançando-lhe um olhar rápido para o moreno tatuado ao meu lado.

– Não é impressionante? Esse carro tem 440 cv de potencia. – ele disse empolgado e sorrindo largo enquanto que eu mudava a marcha retribuindo o sorriso.

– Estou vendo que sabe sobre carros, onde aprendeu? – perguntei e ele corou desviando o olhar.

– Em uma revista. Em Nishikujo, minha terra natal! O pessoal de lá adora possantes... Mustangs, Ferraris, Volvo... Eles compravam uns de segunda mão e envenenavam... Acabei aprendendo. – Sorri com a empolgação dele, mas meu sorriso diminuiu com a ousadia da criança. – E você? Não entende nada de carro?

– Meu primeiro carro foi uma limusine. – confessei. E foi mesmo! O primeiro carro que entrei foi na limusine do papai e desde então quase não dirigi.

Respondi a pergunta dele mexendo na marcha. Cara, aquele troço estava de brincadeira comigo. Bufei nervoso com aquele carro enquanto eu o ouvia falar de marcha padrão e essas coisas. Mais que raios, é uma marcha padrão?

– Já dirigiu um Maseratti? — o perguntei e ele me olhou constrangido.

– Não. – será que ele podia parar de ser tão lindo corado?

– Pois vai dirigir um agora. – ouvi sua gargalhada gostosa. Cara aquilo era música para os meus ouvidos e... E o que é que eu estou falando? To parecendo um colegial apaixonado. E Eu não posso estar me apaixonando por alguém como ele.

– Está brincando né é? – ele perguntou ainda entre risos.

– Não! É pra você sair de cima do meu casaco. – disse e ele riu nova e minimamente.

Miyavi POVS

Cara eu não estava acreditando que ele estava falando a verdade. Ele encostou o carro e abriu a própria porta, abri a minha enquanto ele dava a volta no carro. Dei a volta no carro também, sentei no banco do motorista completamente empolgado. Cara não tem como não ficar. É um Maseratti Granturismo S. Ele é simplesmente incrível.

– Se segura! Vamos nessa! – Disse engatando primeira e arrancando com o carro.

Aumentei um pouco a velocidade, era uma aventura que eu sabia que não poderia repetir a partir do momento em que eu saísse de vez daquele carro. Conversamos um pouco, por sobre aquele carro ser melhor para mulheres dirigirem, já que têm pés menores que dos homens, claro que eu sabia que ele não estava entendendo nada, mas ele me olhava e sorria exibindo aquelas covinhas. Tinha quem resistisse?

– E então? Quanto você tira atualmente? – ele perguntou ajeitando o casaco em seus braços.

– Não cobro menos de 1000,00 ienes. – respondi simplista enquanto dirigia.

– 1000,00 por noite? – perguntou impressionado.

– Por hora! – respondi sorrindo. Ta pensando o que? Acha que é barato dar à bunda. Hahaha!

– Por hora? – questionou impressionado novamente. – Você ganha 1000,00 ienes por hora e esta com apenas metade do cabelo pintado de loiro? Está brincando não é?

– Não brinco com dinheiro. – respondi serio. Ora essa... Ninguém zomba do meu cabelo. Eu gostava daquele penteado e do jeito que ele estava.

– Eu também não! – ele comentou olhando para a estrada para depois olhar para mim novamente. – 1000,00 ienes por hora... – repetiu parecendo ter aceitado o que eu afirmei. – É Duro!

Quando ouvi aquela finalização eu tive uma idéia. Não me julguem... Era meu serviço. Eu então passei minha mão que antes estava na marcha por sua coxa até chegar a seu membro.

– Não! Não é! – Olhei para ele que olhava para minha mão em seu órgão e com as bochechas completamente vermelhas. – Mais tem potencial. – finalizei sorrindo de canto, voltando meu olhar para a estrada e tirando minha mão de seu membro.

Depois de algum tempo dirigindo, finalmente chegamos ao Hotel que ele estava estacionado. O rapazote uniformizado chegou até o carro e abriu a porta para ele.

– Kunbawa, Uke-sama! Vai usar o carro novamente esta noite? – perguntou Cortez depois de fazer uma reverencia respeitosa ao moreninho. Sai do carro indo para a calçada, parando ao lado do covinhas.

– Não! Espero que não! – ele respondeu rindo minimamente e o outro rapaz voltou para seu posto.

– Bom... Está entregue! – Sorri e senti minhas bochechas corarem pela milésima vez aquela noite.

Ele olhou para mim sorrindo corado minimamente, e ficou um instante parado, me observando.

– Vai ficar bem? – perguntou para quebrar o silêncio.

– Sim! – olhei para a rua um pouco sem jeito. – Vou pegar um táxi com o dinheiro.

– De volta ao escritório! – ele comentou debochado com um sorriso mínimo e eu não pude deixar de rir, mesmo que sem graça, concordando com ele. – Obrigado por me trazer. – ele olhou um tanto sério para o carro e depois para mim.

– Ah... Adeus! – balancei os braços um pouco, assim como eu fazia quando pequeno e queria esconder que aprontei alguma coisa.

Então me virei de costas para ele e comecei a andar. Cara, o Uruha vai me matar por ter deixado um ricaço desse passar. Soltei um suspiro pesado enquanto caminhava, me aproximei de um ponto de ônibus, me sentei ali enquanto esperava que um táxi aparecesse ou um ônibus se eu tivesse sorte.

Notas finais
E então? Gostando? Espero que sim... =D
Mereço reviews?