Pretending
13 Sorvetes e Cinema em Família
Notas iniciais
Oioi gente! Então, eu ia postar dois hoje, mas acabou que deu treta aqui em casa e so vai dar pra postar esse mesmo. Mas ele ta grande e bem fofo, olha só xD enfim, leiammmm, to louca pra saber o que vocês acharam *-*
– Kill é chocólatra total — Explicou Lest, apontando o sorvete de chocolate com calda do loiro.– Verdade. Mas também gosto de baunilha — Ele deu de ombros. — Hm... Lizze? Se importa se eu te perguntar uma coisa meio... Chata?– Vai perguntar do Ward, né?Kill fez que sim com a cabeça.– Desculpe-me, mas não estou acostumado ainda. Você é uma mulher divertida e adorável e, meio do nada, ficou revoltada com tudo e com todos. Só queria entender o porque.Ela deu um meio sorriso.– Eu que devo pedir desculpas pelo meu surto no carro. Conheço o Ward desde pequena e a gente se odeia desde então. Ele é, basicamente, o cara mais idiota da face da terra. — Respondeu, raspando do potinho os resquícios de seu sorvete de morango.– Hm.. Posso saber como exatamente surgiu todo esse ódio?– Ele simplesmente implicou comigo desde o primeiro dia em que nos vimos. Não tenho muita paciência pra as idiotices dele.– Ta, mas... Por que ele implicou com você?– Por nada — Ela deu de ombros. Kill ergueu uma sobrancelha — Sério, não teve motivo.– Eu tenho minhas teorias. — Comentou Lest.– Que são bem idiotas, por sinal. Sério, Kill, foi do nada mesmo.– Tem que ter um motivo, Liz.– Bom, se tem, ele nunca mencionou, então você teria que perguntar ao próprio. Agora vamos mudar de assunto? Porque o Ward definitivamente não é um dos mais agradáveis pra se falar. Vocês estão lembrados do coquetel amanhã, né?– Coquetel? — Killian franziu o cenho.– O almoço que te falei, da Jew e do Thorn. — Disse Celeste.– Aaaah, mas é almoço ou coquetel?– É um almoço chique. É tipo uma pre-recepção, já que a deles vai ser a noite. Tipo, é pra usar blazer, essas coisas. — Explicou Liz — E vai ter almoço, mas é coquetel.– Certo — Kill sorriu, terminando seu sorvete — A gente estava lembrado sim.Eles conversaram mais um pouco, mas não demoraram na sorveteria e resolveram continuar o "tour". O passeio acabou sendo tão bom que nem viram o tempo passar e acabaram voltando pra casa quase ás nove da noite. Quando chegaram, os homens jogavam Poker e as mulheres assistiam a alguma comédia romântica. Kill foi chamado pra juntar-se aos caras e, dessa vez, aceitou — e deu uma surra em praticamente todo mundo. Acabou ficando conhecido como "o mestre do Poker" entre os homens, mas a jogatina não demorou muito. Logo, as mulheres sugeriram assistirem todos a um filme, juntos. Praticamente a família inteira topou mas, apesar da sala ser grande, não havia sofás e cadeiras pra todo mundo. Acabaram Jewel, Thorn, Lest e Kill sentados no chão, enquanto os outros se dividiam entre os assentos.Celeste reparou na posição que Jewel e Thorn estavam com intenção de imitá-los, mas antes que pudesse faze-lo, Kill simplesmente sentou-se ao seu lado e a trouxe pra perto. Fez então um gesto pra que se recostasse em seu peitoral, e ela o fez. Então o loiro envolveu seu corpo com os braços fortes e aguardaram o filme começar."O casamento do meu melhor amigo". Lest já tinha visto inúmeras vezes, duas delas com Kill, inclusive, mas decidiram não dizer nada — até porque grande parte dos que ainda não haviam visto, acabaram dormindo a partir das 23:30, em media. A essa altura, Kill e Lest já haviam ficado com a coluna doendo e acabaram usando almofadas como travesseiro e deitando no chão, lado a lado e bem juntinhos devido ao frio. A sala estava iluminada apenas pelo brilho da tv e o silêncio era grande. Quando "Stop Crying your heart out" começou a tocar no filme, Kill se mexeu e ajeitou-se de maneira que suas cabeças ficassem extremamente próximas, uma ao lado da outra. Ele então, percebendo que ela estava acordada, virou um pouco o rosto para o lado e disse, sussurrando, ao ouvido da amiga:– Aparentemente somos dois dos poucos sobreviventes restantes — E sorriu.Ela fez que sim com a cabeça. Ele então continuou:– Jewel e Thorn já apagaram. Aliás, a maioria das pessoas que consigo ver... — Nessa hora, Lest não aguentou e tremeu, mexendo um pouco o rosto agoniada. — O que foi? — Ele perguntou.– Você falando no meu ouvido — ela sussurrou de volta — faz cócegas!Ele sorriu ao ouvir aquilo e, divertindo-se com a situação, começou a falar besteiras engraçadas no ouvido da amiga, que se controlava pra não rir e se contorcia toda. Então, num determinado momento, ele parou de falar. Lest, no entanto, ainda conseguia vê-lo de canto de olho e sentia sua respiração quente. Ele, então, a surpreendeu de maneira significativa e delicadamente mordeu a orelha da amiga.
Sim, você leu direito. Mordeu.Quando eles estavam na faculdade, isso era relativamente comum. Como explicar? Não só eles dois, mas também outros amigos, ficavam brincando de morder um ao outro, simplesmente porque parecia divertido na época. Mas já fazia anos. Aquilo fora... Inesperado. Mas a fez sorrir, lembrando dos velhos tempos. O que a preocupou de verdade foi o que aconteceu depois.Ele começou a roçar o nariz e os lábios, alternadamente, em sua orelha. Aquilo fez o corpo dela queimar por inteiro, não só seu rosto. Que diabos ele estava fazendo, afinal? Celeste não fazia a menor ideia, mas, apesar de estar prestes a ter um ataque, não queria que ele parasse. Aquilo era coisa de casal? Talvez, mas ela não ligava. Naquele momento, não ligava pra nada que não fosse aquela onda de sensações maravilhosas se espalhando por cada centímetro do seu corpo. Devagar, ele desceu um pouco mais a cabeça e beijou-lhe o pescoço. Um arrepio bom subiu pela espinha de Lest e ela assustou-se. O que era aquilo, afinal? O que estava acontecendo alí?Kill, então, afastou-se apenas um pouco e parou. A morena virou o rosto em sua direção quase que automaticamente e gelou.Até então, não tinha se dado conta do quão perto estavam. Apenas alguns centímetros separavam os dois. Se encararam durante um bom tempo, e a mente de Lest estava a mil. Não sabia como deveria se sentir naquela situação, mas achava que algo estava errado. Tinha que estar. Aquele era o Killian, por favor. Por que estar próxima a ele a perturbava tanto? Eles até já haviam se beijado mais de uma vez, aquilo não fazia sentido.Essa lembrança a arremeteu ao beijo do dia anterior. O gosto dos lábios dele ainda estava fresco em sua mente e, por um milésimo de segundo, ela desejou sentí-los mais uma vez.Porém, uma onda de sanidade a atingiu de repente. Era o Kill. Aquilo era ridículo. Estava levando muito a sério essa história de namorados de mentira. Com um pouco de dificuldade, voltou a encarar a televisão, apesar de, depois disso, não conseguir prestar um mínimo de atenção ao final do filme.Quando finalmente terminou, Lizzie acendeu a luz e as pessoas foram acordando aos poucos. Lest não esperou pra dar boa noite, apenas disse a Lizzie que ia dormir e subiu as escadas. Kill veio logo atrás.Celeste avisou a ele que ia tomar banho. O loiro disse que também, mas que a esperaria. Lest fechou a porta do banheiro e olhou-se no espelho. Quando ajeitou o cabelo com uma das mãos, sentiu o perfume de Kill: estava simplesmente impregnado em seus fios castanhos. Ela os cheirou por um momento e pegou-se sorrindo um pouco. O perfume dele era maravilhoso. Então a realidade, mais uma vez, a atingiu como um tapa.Que merda tinha acontecido com ela?Só podia estar enlouquecendo. Esses momentos de insanidade estavam acabando com ela. Talvez a ideia de fingir estar namorando tivesse sido péssima, no fim das contas. Antes, ela não tinha esses surtos com o Kill.Quer dizer, até tinha, mas bem menos.Ela sacudiu a cabeça e tirou a roupa. Colocou o celular pra tocar músicas em aleatório e entrou no chuveiro de cabeça e tudo. Se desligou do mundo todo por alguns segundos e, ao retornar, reparou que o celular tocava "Pretending", bem alto. Começou a cantar."Face to face and heart to heartWe're so close yet so far apartI close my eyes, I look awayThat's just because I'm not okayBut I hold on, I stay strongWondering if we still belongWill we ever say the words we're feelingReach down underneath and tear down all the wallsWill we ever have a happy endingOr will we forever only be pretending?Will we a-a-a-always a-a-a-always a-a-a-always be pretending?"Forçou-se a ignorar a letra e as coincidências da música ou, ela tinha certeza, ia acabar ficando louca de vez.
Notas finais
Eu sei, podem me amar kkkkkkkkk mentira. Enfimmm, espero que continuem gostando, eu to amando cada vez mais escrever :3 espero reviews das leitoras mais lindas, muito obrigada mesmooooo *_*
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