Notas iniciais
Não! Isso não é uma miragem! Eu estava com os dois capítulos prontos e decidi posta-los, eu estou com uma crise reumática e não ta sendo legal ficar no note, então preferi postar esse capitulo hoje e me poupar nos próximos dias. Espero que curta. Queria agradecer a Vivi por betar a fic, por me aconselhar e por me aguentar beijo Vivi te amo *-*

Capítulo – 2

– Camus não acredito que está fazendo isso! — Disse em voz alta assim que entrou no apartamento e fechou a porta atrás de si.

Olhou no relógio e viu que tinha mais ou menos duas horas antes de Milo chegar.

– Pelos Deuses, por onde eu começo? – Perguntava a si como se alguém fosse lhe responder.

Foi ao quarto do namorado procurando por revistas, filmes, qualquer coisa que mostrasse as "taras" do loiro, poucas vezes dormiu lá, sempre preferiu o aconchego do seu lar e gostava mais quando Milo dormia com ele na sua casa.

Parado na porta pensava “por onde começar? ”. Olhou o guarda-roupas e decidiu que seria por ali.

Mexendo no roupeiro encontrou uma caixa preta, “Pelos Deuses, Camus... Milo não vai gostar nada disso!” pensou Camus, mas, vencido pela curiosidade abriu a caixa e lá estavam várias revistas com um tema específico.

Camus olhou tudo horrorizado, nunca pensou que seu Milo gostasse daquele tipo de loucuras, tinha revistas e alguns filmes com o tema, anotou o nome deles para pesquisas futuras.

Camus guardou as coisas na caixa para que Milo não notasse que alguém havia mexido ali, foi até o computador, mesmo com sua consciência dizendo que aquilo era errado, e continuou fuçando. Ali viu fotos e mais fotos, sites e mais sites, sempre o mesmo tema: Sadomasoquismo.

Camus tinha conhecimentos em informática e não foi difícil achar o nick que Milo usava para acesso em sites: Dominator.

Camus estava tão absorvido em suas pesquisas que não se deu conta que a hora estava passando e que logo Milo chegaria, só se deu conta disso quando ouviu o barulho na porta.

– Merda! — Falou rápido desligando o computador sua intenção era não ser visto sair antes de Milo chegar.

Milo o pegando ali estragaria tudo pensou em correr para a cozinha, mas assim que levantou da mesa do computador e tentou passar pela sala, levou o maior susto de sua vida.

Milo havia chutado a porta, o que fez um barulho imenso, e o pegou com um golpe que o jogou no chão, e ainda se não bastasse colocou uma arma apontada para sua cabeça.

– Parado aí, seu ladrão de merda! — Gritou o escorpiano.

– Ai! Milo sou eu, Camus, sou eu, não atire, não atire! — Pediu o ruivo trêmulo quase paralisado pelo susto.

– Camus! Porra, que susto! — Disse o loiro guardando a arma na calça e se aproximando para tentar ajudar Camus a se levantar. — O que faz aqui? Assim, no escuro?

– Você tem uma arma Milo, por que você tem uma arma? — Perguntou Camus apavorado se afastando de Milo ainda no chão. "Quem é esse Milo depravado e que anda armado?" – pensava o ruivo.

– Shhhh... meu amor, calma. — Milo disse, ao acender as luzes notou que o supercílio de Camus estava sangrando muito por ser uma área muito sensível do rosto do namorado.

Camus ao ver o todo o sangue se assustou ainda mais. — Vou embora! – Gritou, mas suas pernas definitivamente não obedeciam, e ficar em pé era quase impossível.

– Camus, espere! Não pode sair assim, me perdoe... eu não sabia que era você! Mas que diabos veio fazer aqui? Por que entrou aqui assim, escondido? — Perguntou Milo nervoso olhando Camus desconfiado.

– Não entrei escondido, eu tenho a chave! Foi você quem me deu, não lembra? E... Eu ia fazer uma surpresa, idiota! — Respondeu Camus ainda sem deixar Milo se aproximar dele. — Por que diabos você tem uma arma? Quem é você, Milo?

– Camus... eu posso explicar, só estava me defendendo, achei que fosse um ladrão.

– Por que tem uma porcaria de uma arma, Milo? Costuma ser assaltado todo dia? Me diz a verdade.

Camus estava apavorado, descobrira as taras secretas de Milo e no mesmo instante descobriu que o pacato administrador possuía uma arma de fogo e sabia lutar artes marciais, pois o golpe que recebeu o fez voar longe. Aquilo não era coisa de amador.

– Camyu, meu amor! Calma... eu não sabia que era você, não se invade assim a casa dos outros. — Milo tentava se manter calmo.

– Eu não sei nada de você, Milo! NADA! Meu namorado não tem armas, meu namorado não sabe lutar, e principalmente meu namorado não é um louco pervertido que gosta de machucar as pessoas. — Camus despejou sem pensar, tudo bem, não foi uma coisa inteligente de se fazer, dizer a um cara armado e que sabia lutar que você andou invadindo a privacidade dele, mas quando se está apavorado não se fica muito racional.

– Você mexeu nas minhas coisas? — Milo perguntou baixo.

– Eu... eu... — Camus não soube responder.

– Por que mexeu nas minhas coisas? — Perguntou Milo ficando mais irritado.

"É agora que eu vou morrer" — pensou já sentindo os olhos arderem.

– Que porra é essa, Camus? Acaso anda me investigando? Me responda: Quem te mandou aqui? Por que está mexendo nas minhas coisas? — Perguntou Milo com olhos insanos chegando mais perto de Camus.

– Fique longe de mim! — Camus disse apavorado suas pernas não o obedeciam e ao tentar levantar caiu novamente sentado no chão e foi se arrastando para longe de Milo.

O escorpiano por sua vez viu o pavor nos olhos do seu amado e sentiu que ali tinha acontecido apenas um mal-entendido, e dos grandes, teria que explicar muitas coisas agora.

– Camus! Calma! Não tenha medo de mim, eu jamais machucaria você, não de propósito... vou te explicar tudo, ok? Primeiro, coloque este lenço na sua cabeça para estancar o sangue, deixe-me ajudá-lo.

Camus, com os olhos arregalados, aceitou a ajuda de Milo, estava se sentindo zonzo e não conseguiria sair correndo mesmo que quisesse, estava tremendo de medo, nunca foi um covarde, mas ter uma arma apontada para sua cabeça, por uma pessoa que você achava que conhecia lhe dava o direito de sentir medo, ou melhor, lhe dava o direito de se sentir apavorado.

– Lembra quando me formei na faculdade e fui viajar? Passei dois anos fora, quando você me deu o toco porque estava namorando aquele idiota do Surt? Lembra como fiquei insano? — Milo sentou no sofá deixando Camus ainda no chão sabia que o namorado não estava pronto para ser tocado ainda.

– Não te troquei por ele, Milo, eu nem sabia que você gostava de mim. – Se defendeu Camus, o que sempre fazia quando Milo tocava no assunto “Surt”.

– Eu sei Camyu, mas eu era impulsivo naquela época e quando fui embora eu queria fazer alguma loucura, sabe, do tipo que me fizesse correr riscos, teria me aliado a terroristas se fosse convidado, longe de você a vida não tinha sentido pra mim, — confessou Milo e sorriu torto, — por sorte eu fui guiado para outro caminho e... bom, depois de muito estudo e trabalho me tornei um agente da Interpol, fiz muito trabalho de campo na época, mas hoje eu trabalho na inteligência, internamente.

Camus o olhou mais assustado ainda. — Um agente? Milo, como por que nunca me contou? — Questionou o ruivo.

– Não podemos, Camus... quanto menos souberem, menos riscos correm. — Explicou Milo. — Eu jamais te colocaria em perigo, meu amor. Por isso tenho porte de arma, sempre fui cuidadoso para que não a visse, mas no momento em que cheguei e percebi que havia alguém aqui tive que sacá-la! Camus eu podia ter te matado! Pelos Deuses! -Milo tremeu só de pensar.

O escorpiano foi se aproximando aos poucos do ruivo, sentou-se no chão ficando com os olhos na mesma direção dos de Camus. — Quanto ao pervertido... bom, culpado! — Milo sorriu.

Camus sabia que Milo era safado, mas não um Sado.

– Milo, Isso é... ter prazer nisso?

– Camus... é um fetiche apenas, jamais te obrigaria a fazer nada. Sabe, curto Sado, curto voyeur, sou um pervertido, mas o que eu mais curto... é você! Ouviu? Jamais te obrigarei a nada.

Milo conseguiu passar os braços em volta de Camus que se deixou abraçar e deu alguns soluços. — Você me assustou Milo... muito mesmo.

– Shhhh... eu sei, me perdoe... agora vamos ver esse ferimento talvez tenha que levar ponto. — Falou Milo levantando Camus.

Eles seguiram para o banheiro no quarto do escopiano, chegando lá, Milo lavou o rosto de Camus e lhe fez um curativo, não precisaria de pontos, Milo fez Camus tomar um banho e o ruivo vestiu algumas roupas de Milo, Camus não tinha roupas lá, Milo quem deixava suas coisas na casa de Camus, não o contrário.

Depois foram para a cozinha onde Milo cozinhou para Camus.

O ruivo ainda tentava absolver tudo que tinha vivido e escutado ali, era muita informação.

– Então saímos um pouco da rotina, hein? — Falou Milo sorrindo.

– É, e isso dá uma baita dor de cabeça. — Falou Camus colocando a mão no seu ferimento.

– Me perdoa por isso, meu amor, jamais te machucaria de propósito, — Falou Milo, chegando perto do seu ruivo e o beijando calmamente, Camus era sua vida.

Milo terminou o jantar e colocou a mesa na cozinha mesmo, ao sentar de frente a Camus, ele pegou sua carteira e mostrou sua identificação da Interpol.

Camus examinou o documento se sentindo um tanto enganado.

– Não acredito que nunca me contou, eu namorando um agente secreto, eu, o sempre tão previsível Camus du Versau.

Milo abraçou seu namorado por trás e beijando seus cabelos falou: — Nada na vida é previsível meu amor, nada.

Após o jantar Camus pensou em ir embora, mas Milo o impediu, — Você bateu forte a cabeça tem que ficar acompanhado essa noite, vai que passa mal? Hoje você dorme aqui comigo.

Sem saída, Camus aceitou e logo estavam na cama de Milo, naquela noite Milo apenas queria velar o sono do seu amado, mas Camus era muito branco e suas costas ficaram marcadas onde ele bateu forte ao ser jogado no chão e Milo com óleo terapêutico fazia massagem no local.

A massagem que começou calma e despretensiosa e logo foi se tornando intensa, quando Camus deu por si já estavam se amando loucamente com uma intensidade que Camus só se lembrava de existir no começo do seu relacionamento.

Saber que seu pacato namorado administrador de empresas, era na verdade um agente da Interpol o deixou bem excitado, um contador sem graça como ele conseguiu ter três orgasmos em uma única noite, mesmo dolorido, prazer e dor não eram de todo mal afinal.

Notas finais
Me diz o que você faria se descobrisse que seu namorado é um agente secreto? E se você descobrisse isso da pior forma possível? Será que ele ainda vai se lembrar do presente? Me diga o que achou sim!