Notas iniciais
Ufa! pensei que não daria tempo! Mas deu =D Aqui esta o ultimo capítulo da fic do desafio "Dia dos Namorados" do Grupo "Me Recomende uma fic". Tenho que agradecer a duas pessoas aqui logo de início primeiro a Vivi que beta minhas fics e nesta em especial deu uma ajuda extra no lemon e a Jak Ariana que já há algum tempo tem me mostrado as delicias de escrever sobre este tema. Amigas Amo Vocês! Mas chega de papo e vamos a leitura espero que gostem, já avisei tem lemon e "di com força". Vamos lá!!!

Capítulo – 3

Camus estava em sua mesa no escritório, fazia os cálculos de imposto de renda de sua mais antiga cliente, a Sra. Polares que era viúva e sempre fazia seu Imposto de renda com ele, na realidade ela foi sua primeira cliente e por este motivo ele tinha um carinho especial por ela.

– Sim, podemos deduzir suas consultas médicas, mas só aquelas com recibo. — Explicava Camus.

– Sim, meu querido... hum... deixa eu ver os recibos... ah! Sim tenho estes que gastei com a Bolinha, veja, meu querido! — Falou a idosa ajeitando os óculos no nariz olhando os papéis.

– Bolinha?

– Sim! Minha companheira depois que meu saudoso marido me deixou, minha cachorrinha. — Respondeu sorrindo a anciã.

Camus a olhou com seu rosto impassível procurando saber se ela estava brincando, mas no fim percebeu que a senhora falava sério. — Não, não, as consultas da Belinha não podem ser debitadas.

– Bolinha! — Corrigiu a Sra. Polares.

– Bolinha. — Se corrigiu Camus. — As consultas da Bolinha não podem entrar.

– Ah! Que pena! Sabe, era meu marido que cuidava destas coisas de recibo... minha cabeça já não anda boa. — Ela olhou para o nada saudosa. – Sabe, querido... sessenta e cinco anos de casados, eu ainda estou me acostumando a ficar só.

Camus a olhou com ternura, — Como fazia para não entrar na rotina ou melhor para a rotina não acabar com o amor de vocês?

A senhora sorriu para Camus antes de responder. — Nossa rotina era boa, sempre foi, mas a gente saía dela de vez em quando, entende? — Ela deu umas risadinhas. — Não tinha um Dia dos Namorados que meu Apollo não me fazia uma surpresa.

– Ele te levava para jantar em restaurantes românticos? — Perguntou o ruivo.

– Não, não! Ele fazia uma forma de nossa comemoração íntima ser inesquecível. — Respondeu a senhora.

– Como? — Perguntou Camus com real interesse.

– Oras, meu jovem, usávamos a imaginação ele se vestia de marinho, de soldado, já fizemos tanta coisa! — Ela começou a rir.

Camus ficou vermelho ao imaginar o Sr. e Sra. Polares fazendo certas coisas. Era demais pra ele, a viúva percebeu o rubor de Camus e aconselhou. — Quando encontramos o amor de verdade, não existe perversão em criar novas formas de amar a mesma pessoa, não aja como um velho rabugento, meu querido... se você ainda não fez uma loucura por amor, já passou da hora de fazer! — E viúva piscou para ele enquanto sorria.

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Já era tarde, Milo havia viajado antes Camus não se preocupava, mas agora que sabia qual era a verdadeira profissão do namorado, não podia deixar de ficar temeroso.

Camus comprou outras três camisas, um sapato e uma carteira nova para Milo e olhava os presentes em cima de sua cama, alguma coisa estava faltando.

Sabe aquela sensação de que falta algo? Pois bem, era isso que Camus sentia. Ele sentava na cama, na cadeira, caminhava em círculos no quarto e sentava no chão, para em seguida ficar de pé, olhando para aqueles presentes, se achara "previsível" demais antes, imagina agora que descobriu que seu Milo era um agente secreto? Não... a concorrência era muito maior do que imaginava!! Quantas pessoas Milo não deveria conhecer nessa vida secreta? E quantos eram "certinhos?"

Soltando o ar dos pulmões e bagunçando os cabelos, Camus se rendeu ao cansaço e foi dormir.

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No dia seguinte no escritório, Camus estava disposto a tomar alguma atitude em relação a sua "Previsível Rotina" quando seu celular tocou, ao pegar o aparelho viu que se tratava de Milo.

– Oi!

– Oi, Camyu, já tava com saudades de você. — Declarou Milo apaixonado.

– Eu também, Milo.

– Então... qual a programação para amanhã? — Perguntou o escorpiano.

Camus pensou um pouco e decidiu que as coisas teriam algumas mudanças. — Eu não preparei nada, Milo este ano ficamos por sua conta, tudo bem?

Milo ficou em silêncio por alguns segundos antes de responder, — Tudo bem, mas... Camus isso não tem nada a ver sobre o meu trabalho, tem? — Perguntou inseguro.

– Não, Milo, só estou com muito trabalho aqui e não tive tempo de organizar nada. — Respondeu convincente.

– Ok! Por minha conta então!

Assim que Milo desligou Camus sorriu malicioso, Mindy e Glória se dirigiam para a copa onde tomariam um café como faziam todas as tardes. "Hunf! Vacas! Não sabem o poder de um contador suas mocorongas"– pensava o ruivo, as acompanhando com o olhar estreito.

Pegou suas coisas e saiu já estava no seu horário de almoço e ele precisaria ir atrás de outro presente para Milo.

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Milo chegou às vinte horas, não queria ir muito cedo, mas também não queria ir muito tarde estava com saudades do seu namorado.

Apesar de ter as chaves achou melhor tocar a campainha, pois achava que Camus deveria estar arrumando a casa para recebê-lo, poucos segundos depois um elegante Camus abria a porta. Camus estava usando um terno preto com uma camisa vinho e um blazer preto, seus cabelos estavam presos num coque firme, este detalhe fazia toda a diferença, pois dava a Camus estilo, requinte e quebrava a seriedade da roupa.

– Milo, por que não entrou direto? — Perguntou o ruivo dando passagem ao namorado.

Milo olhava para o namorado hipnotizado por sua beleza, — Você está lindo, Camyu... — Disse Milo agarrando o ruivo e lhe dando um delicioso beijo na boca. — Hum vamos ficar aqui e fazer nossa comemoração? Hum? O que acha?

– Tentador! Mas vamos esperar um pouco? — Camus falou e completou com a voz rouca — Você não vai se arrepender em esperar.

Camus deu outro beijo no namorado e mordeu de leve seu lábio inferior, o que fez Milo gemer.

– Hnng! Camus! Não seja mau! — choramingou o loiro.

Camus sorriu e puxou Milo para fora do apartamento. — Vamos!

Uma vez no carro, Milo falou sem jeito, — Camus como me avisou só ontem que eu ficaria responsável pela programação eu não consegui fazer reserva em nenhum lugar.

Milo estava de fato chateado com isso, pois foi a primeira vez que Camus o deixou responsável por algo importante.

– Tudo bem, vamos arriscar ir a algum restaurante, quem sabe conseguimos uma desistência?

Milo estranhou, pois Camus no geral ficaria bravo pelas coisas não saírem como ele desejava.

– Quem é você e o que fez ao meu Camus? — Milo perguntou sorrindo.

Camus também sorriu, e assim seguiram a missão de achar um bom lugar livre para o jantar do Dia dos Namorados, ou melhor, Noite dos Namorados.

Mas, quando você mora na Grécia destino de muitos casais apaixonados do mundo inteiro, que diferentemente deles se preparam para a data com antecedência, fica bem mais difícil.

– Já fomos a quatro restaurantes e nada! Droga, droga, droga! Era para essa noite ser perfeita! — Milo falou zangado batendo as mãos no volante, — Me perdoa Camus eu estraguei nossa noite.

Camus o olhou com carinho, mal sabia Milo que aquela noite estava só começando.

– Mon amour, e se comprarmos um bom vinho e alguns queijos em alguma loja de conveniência e formos pra casa?

Milo olhou para Camus, o fato de seu ruivo ter dito "formos pra casa", o fez se sentir bem, era como se Camus assimilasse bem o fato deles terem uma casa em comum. — Não vai ficar bravo de não termos uma "noite dos namorados" especial.

Romântico Camus acariciou o rosto do namorado e falou, — Vai ser especial já que estaremos juntos.

Eles se beijaram e Milo seguiu para uma loja de conveniência onde compraram duas garrafas de vinho e uma tábua de queijo.

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Eles chegaram ao apartamento de Camus o ruivo pegou duas taças enquanto Milo colocou uma música romântica que ele trazia em seu pen drive.

– Feliz Dia Dos Namorados, Camus!

– Feliz Dia Dos Namorados, Milo!

Eles brindaram e selaram os votos com um beijo que ia começar a ficar quente quando Camus se desvencilhou de Milo.

– Seu presente, vou pegar! — O ruivo falou levantando e seguindo para seu quarto.

Milo só queria despir seu ruivo e o amar ali mesmo no sofá, soltou um lamento pela separação e, vencido, sentou-se no sofá enchendo outra taça de vinho enquanto esperava seu ruivo voltar "muito provavelmente com um embrulho de alguma loja de roupas sociais" — pensava o loiro.

Milo tomou seu vinho, esperou, esperou e esperou, contudo Camus estava demorando mais que o normal, — Camus quer ajuda para pegar a caixa? — perguntou impaciente, quando sentiu seu celular vibrar pegou o aparelho e viu que tinha uma mensagem de Camus.

"Venha pegar seu presente"

Milo franziu a testa estranhando, — Camus, Camus... o que está aprontando? — Falou se levantando e seguindo em direção ao quarto.

Quando Milo abriu a porta do quarto seu coração falhou uma batida: Camus havia decorado seu quarto com algumas correntes, lençóis de seda vermelhos, alguns "brinquedos" como algemas, um chicote, um vibrador, além de cremes e algumas velas espalhadas pelo ambiente. Camus estava usando apenas um micro shorts preto de látex, seus cabelos estavam soltos e caiam sobre seu corpo.

O ruivo estava ajoelhado sobre a cama, ele estava à vontade apesar de parecer um pouco tenso, sua excitação oscilava entre o medo de Milo o achar idiota, e a ansiedade de realizar os desejos do seu amor.

Milo olhou para Camus e se aproximou como um felino — Está certo disso, Camus?

O ruivo confirmou com a cabeça.

Milo sorriu, os olhos brilhando como uma criança que recebe o melhor presente de Natal. — Precisamos de uma palavra de segurança para o caso se eu passar dos seus limites, Ok?

Novamente o ruivo confirmou com a cabeça e sugeriu: — Borgonha!

– Borgonha. — Repetiu Milo que estendeu a mão para Camus o fazendo sair de cima da cama.

Milo andou em volta de Camus o analisando, todo seu corpo reagia ao ver o namorado vestido daquela forma, mas será que ele sabia "brincar”?

– Aqui neste quarto vai me chamar de senhor, porque aqui eu sou seu mestre, entendeu?

Camus confirmou com a cabeça.

– Tsc, tsc, tsc... que menino mau, Camus, eu quero ouvir.

– Entendi. — Disse o ruivo levando um tapa no traseiro.

– “Sim senhor!” — Falou Milo ao seu ouvido.

Camus que estava com o coração acelerado repetiu trêmulo. — Sim senhor...

– Bom, bom... — Milo pegou as algemas, e puxando Camus até as correntes prendeu, primeiro uma mão depois a outra. — Sabe Camus, eu acho que você tem se comportado muito mal estes dias, invadindo meu apartamento, descobrindo meus segredos...

Camus estava excitado, mas ainda receoso acompanhava Milo com o olhar.

– Você não acha que tem que ser castigado?

– Sim senhor — Respondeu o ruivo entrando no jogo. Mal respondeu e recebeu uma chibatada na bunda, os produtos não machucavam muito por serem produtos de sex shop, mas na pele branca de Camus não demoraria a ficar marcado.

– Isso é para aprender a não me investigar mais!

Milo deu mais algumas chibatadas em seu ruivo, mas ele queria ver as marcas, tirou o short de látex e viu a ereção de Camus desperta. – Hum... você gosta disso não é, seu safado?

– Gosto... — Respondeu Camus, e sentiu uma bofetada queimar sua bochecha.

– Só vai falar quando eu mandar! E não dei ordem para que falasse. — Milo falou com os olhos estreitos.

Camus tinha certeza que tinha perdido o juízo, pois sentiu prazer naquilo.

Milo se abaixou atrás de Camus e viu as nádegas lindas e lisas do namorado vermelhas devido às chibatadas. — Ohh! Camus como você pode ser tão lindo? Hung!

Milo beijou as nádegas do namorado, foi até a cama pegando o vibrador e o lubrificante.

– Vamos brincar, Camus?

Milo lambuzou o dedo e introduziu no namorado que gemeu. Logo depois colocou outro dedo, Milo estava tão duro que achava que ia explodir a qualquer momento, pegou o vibrador e introduziu em Camus brincando de vai e vem.

– Hnng... — Gemeu o ruivo em desespero, pois estava excitado ao extremo, sua ereção batia em sua barriga e Milo, malvado, não deu atenção a ela.

– Mestre, por favor! — Tentou pedir o ruivo, mas levou um forte tapa no traseiro dessa vez.

– Não Fale.- Disse Milo vendo a ereção de Camus pingar com a lubrificação natural. Milo colocou o vibrador fundo em seu ruivo, ouvindo-o gemer.

Após esse ato, Milo expôs seu membro, e em seguida as mãos de Camus, sentou na beira da cama e ordenou.

– Venha! Me chupe de joelhos! — Ordenou.

Camus se ajoelhou, e engatinhando foi até Milo, encarou os olhos azuis de seu namorado e passou a língua sobre o pênis do loiro. Milo gemeu depois de sentir a vontade de Camus ao abocanhar seu falo e o sugá-lo com luxúria. Milo jogou a cabeça pra trás de tanto prazer.

– Ah! FODA-SE TUDO! Vem aqui, Camus. — Milo falou levantando seu ruivo pelos cabelos e o atirando na cama.

– De quatro agora! — Ordenou.

Camus, que ainda tinha o vibrador dentro de si, obedeceu imediatamente.

Milo colocou as mãos nas ancas do ruivo, e beijando cada nádega, retirou o vibrador e viu o botão rosado de seu ruivo se fechando.

– Ah! Camus... — Gemeu Milo quando se enterrou por inteiro e de uma única vez em seu ruivo.

Camus gemeu de dor e prazer.

– Vamos, Camyu... rebole pra mim...

Milo dizia enquanto arremetia forte dentro do namorado. Camus sentia seu falo doer, pois tinha vontade gozar, mas não tinha permissão de Milo ainda.

Milo dava tapas na bunda do amado.

– Mestre... — Camus gemeu num pedido.

Milo deitou-se de lado com seu ruivo e continuou as arremetidas, ignorando o pedido de Camus.

Camus era só gemidos, sentia seu falo balançando e isso o excitava mais e mais.

– Mestre... eu preciso... — Pediu Camus desesperado.

– Precisa o que, Camus... fale! – Milo disse sorrindo malicioso. – Quer gozar? Implore!

– Por favor, Mestre... eu preciso... só... gozar... – O ruivo não completou a frase, estava tentando conter o orgasmo que o sondava.

– Eu deveria ser bom com você, Camus... depois de ter invadido minha privacidade e investigado minhas coisas? Hein, Camus...?

– Eu... me perdoe, Mestre... por favor... – Camus se concentrou ao máximo para não sucumbir ao prazer e desgostar ainda mais seu Mestre.

Milo sorriu malicioso, o próprio autocontrole o abandonando deliberadamente, não poderia resistir muito tempo observando Camus e seu corpo perfeito delineado por cabelos ainda mais perfeitos.

– Vem Camus goza comigo, vem... agora...- Milo disse em tom de comando, tocando o membro de Camus que se derramou em um orgasmo intenso, ao mesmo tempo em que Milo se derramava dentro do ruivo.

Alguns segundos de silêncio se seguiu, e Milo foi quem quebrou.

– Esse presente foi mesmo inesquecível Camyu... eu te amo tanto.

– Eu te amo Milo! Que bom que gostou.

– Gosto de tudo em você. — Respondeu o loiro.

– E o meu presente? — Camus perguntou, afinal ele penou tanto para dar a Milo um presente inesquecível.

– Claro! — Falou Milo colocando a mão na testa teatralmente.

Levantou nu e assim foi até a sua calça que jazia esquecida no chão do quarto, e de lá tirou uma caixinha, olhou-a por um momento e sorrindo voltou para a cama.

Camus olhava a caixa imaginando o que seria. "Não... será?" – Pensava, até que Milo quebrou o silêncio.

– Camus, acho que tudo que houve nestes últimos dias foram a prova de que nosso relacionamento pode dar um passo à frente, eu sei que é clichê fazer isso nesta data, mas, dane-se! Eu sou tão previsível... Camus aceita casar comigo?

Camus olhou surpreso. — Milo! Eu...claro! Aceito! É claro que eu aceito!

Milo colocou o anel no dedo do ruivo, eles riram e se beijaram, sem dúvida aquele foi um Dia dos Namorados inesquecível! .

Notas finais
Won que fofos *-*!!! Eu gostei e você gostou? Se não se importa me deixe sua opinião sobre a fic, por favor! Eu gostei do tema, talvez eu faça uma continuação dessa fic, com mais tem, um Milo agente o Camus certinho, da pra fazer umas graças he he he. Grande Beijo e Comente! ^-^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!