Notas iniciais
Olá Fic para o Desafio Dia dos Namorados do Grupo *Recomende-me uma fic*Eu escrevi com todo amor e carinho espero que goste, comédia romântica.

Capítulo – 1

Estavam em um barzinho aconchegante, numa noite de quarta os amigos costumavam se encontrar neste bar de tolerância GLS.

– Vinho, por favor, — pediu Camus, aliás, ele sempre pedia vinho.

Estavam no bar quatro casais: Camus com seu namorado Milo; Saga e seu namorado Aioros; o irmão gêmeo de Saga, Kanon, com o namorado Radamanthys; e Aioria e Shaka. Todos eram amigos de faculdade, exceto Radamanthys que conheceu Kanon no trabalho.

Camus levantou para ir ao banheiro, foi seguido por Kanon que estava bebendo cerveja desde que chegou.

Usaram um lugar afastado no mictório, Camus foi lavar as mãos e Kanon imitou o gesto.

– E ai, vai dar o que para o Milo no Dia dos Namorados?

– Uma camisa social Borgonha. Acho que vai destacar a pele dele.

– Nossa! Romântico e original. — Debochou Kanon.

– Tenho certeza que Milo irá gostar. — Respondeu o ruivo sério, e assim foram caminhando para a mesa, Camus era mais amigo de Saga com quem tinha maior afinidade, só suportava Kanon em respeito ao amigo, e o fato de que Milo era mais amigo do Kanon também era um fator importante.

– Tá, e você vai dar o que pro seu namorado? — Desafiou o ruivo imaginando que Kanon daria algo totalmente inútil.

– Vou dar uma noite inesquecível! — Respondeu o loiro malicioso.

"Que insano"– pensou Camus revirando os olhos.

– ... O que acha que vai ganhar? — Ouviu-se a voz de Aioria perguntando a Milo.

– Alguma peça de roupa social. O Camus aproveita essas ocasiões para me comprar coisas que quase não uso. Na realidade ele é bem previsível. — Respondeu Milo alheio ao fato de que Camus ouvia sua resposta. — É sempre igual: Ele escolhe o jantar, geralmente jantamos no apartamento dele e trocamos os presentes, mas não posso reclamar a noite sempre termina com um amorzinho gostoso.

– Hum, “um amorzinho gostoso”, isso é tão, “dez anos de casados” e olha que vocês apenas namoram, abra o olho! — Falou Kanon que também escutou a resposta de Milo.

Camus ficou mexido com a conversa que ouviu, porém não se manifestou. Sentou ao lado do namorado sem fazer alarde, o difícil foi aguentar o riso debochado de Kanon que trocava carícias com o namorado.

– Tudo bem, amor? Está quieto? – Milo perguntou ao notar o namorado estranho.

– Não, tudo bem, eu só estou um pouco indisposto, tudo bem se eu for embora?

– Claro que não, se você for embora eu vou também, não tem graça ficar aqui sem você. — Respondeu Milo, levantando para pedir a conta deles.

– Não, Milo... espere... tudo bem. Eu fico, não é pra tanto, eu fico, ok? — Falou Camus, se saíssem naquele momento Kanon iria ficar mais debochado e tinha o fato dos outros ficarem preocupados, a mentira daria muito trabalho.

– Mas está bem mesmo, meu amor? Não precisamos ficar, certo? – Tornou Milo carinhoso roçando o rosto no pescoço do ruivo, ele adorava o cheiro de Camus.

Camus sorriu tímido antes de responder. — Tudo bem, é sério.

A noite continuou animada, os casais presentes trocavam carícias e conversavam animadamente.

Com o carinho de Milo, Camus estava quase esquecendo o que ouvira mais cedo, mas Kanon decidiu soltar o seu veneno.

– E então, Milo... já escolheu um presente para o Camus?

O ruivo olhou o colega com os olhos estreitos, pois sabia que o debochado Kanon estava querendo zoar com sua cara.

Milo fitou Camus alguns segundos, perdido nos olhos castanhos avermelhados antes de responder, — Sim, comprei.

– Hum, podemos saber o que é? – Continuou Kanon, deixando Camus nervoso.

Milo olhou para Mu e deu uma leve piscada antes de responder. — Claro que não idiota, é surpresa. Talvez uma surpresa clichê, mas... mesmo assim uma surpresa.

Virando o rosto rápido e pegando o ruivo desprevenido lhe deu um beijo estalado nos lábios.

– Te amo, meu amor! – Declarou-se.

Os outros riram da cara que Camus fazia, era sempre assim, Milo adorava deixar Camus envergonhado.

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Ao chegar na frente do seu apartamento, Camus viu Milo estacionar o carro e tirando as chaves se preparando para descer.

– Vai subir? — Perguntou o ruivo.

Milo franziu a testa estranhando a pergunta. — Claro que sim! Ora é quarta sempre ficamos juntos nas quartas.

– Por quê? — Camus perguntou.

– Por que o quê, Camus? — Milo não estava entendendo nada.

– Por que sempre ficamos junto as quartas? Sempre transando em dias marcados?

– Camus... você está bem? Por que deve ter batido a cabeça, já que isso é coisa sua por mim dormiríamos juntos todas as noites, mas você quem vive dizendo que precisamos de disciplina na vida. — Milo respondeu começando a se irritar, afinal demorou em ceder ao jeito certinho do namorado, e agora que estava se habituando a rotina Camus ia inventar outra coisa?

– E você gosta disso? Digo, gosta dessa rotina imposta? — Perguntou Camus inseguro.

Milo suspirou e sorriu para Camus antes de dizer. — Camus eu amo você, amo mais do que imagina, e, se para ter você comigo eu tiver que ter uma vida de rotinas, terei uma vida de rotinas!

Milo completou com um beijo intenso.

– Agora... vamos subir, por que essa é nossa noite de sexo e eu vou abrir mão dela! — Milo sorriu saindo do carro, sem dar brecha para o namorado debater.

Subiram no elevador aos beijos, apesar de Camus tentar conter o namorado, pois sabia que havia câmeras ali, mas Milo estava especialmente afoito e não deu bola para nada além de beijar seu namorado ali mesmo, tanto quanto pudesse.

Uma vez em casa Milo seguiu com seu ruivo para o quarto e ali se amaram deliciosamente.

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A semana estava passando tranquila, Milo viajara a trabalho, coisa comum, visto que Milo sempre viajava ao menos uma vez por semana.

Era noite e Camus olhava a camisa que tinha comprado para Milo e tentava se convencer que não havia nada de errado em dar uma camisa social Borgonha para seu namorado que não usava muitas peças como essa, e que com toda a certeza não tinha nenhuma Borgonha.

Cansando de ficar olhando para a camisa sem um ideia melhor, pegou o celular e, mandando seu orgulho às favas, ligou.

– O que eu faço para dar uma noite inesquecível ao Milo? – Perguntou assim que ouviu a voz atendendo do outro lado da linha.

Do outro lado ouviu-se uma gargalhada e a voz de Kanon se fez presente. – Acha mesmo que posso te ajudar, não sei, um debochado como eu?

– Vá a merda Kanon, me ajude. — Camus falou sem paciência, fazendo Kanon sorrir mais ainda.

– Não sei Camus, não sabe de nada que Milo realmente goste? Algo que seja útil pra ele? – Começou Kanon.

– Você está falando de roupas ou utensílios? – Perguntou Camus.

– Não seu burro, estou falando de sexo! — Disse Kanon girando os olhos para cima. — Descubra algo que ele gosta, mas que nunca fizeram, investigue suas taras e manias, todos temos taras. — Kanon respondeu, ainda achando graça e imaginando o quão envergonhado Camus deveria estar naquele momento.

– Como vou saber isso?

– Investigue! Oras! Vá à casa dele, vejas as revistas, cheque seu histórico de navegação, você não é burro Camus vai saber fazer.

– Kanon, está sugerindo que eu invada a privacidade dele? — Camus perguntou horrorizado.

– Não! Estou dizendo que investigue suas taras, não sua vida. — Respondeu o amigo.

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Camus, decidido a não dar ouvidos àquela sandice de Kanon, tentou trabalhar como se nada o afligisse, mas obviamente não estava tento muito sucesso.

Ele trabalhava num escritório de contabilidade, estava sempre envolvido com números e cálculos, como tudo na sua regrada vida, o trabalho era bem sem emoção e rotineiro.

O aquariano fazia aquele trabalho há anos, contudo, naquela tarde não conseguia obter o resultado de quanto era dois mais dois. Já cansado, e como não conseguia se concentrar, foi até o refeitório pegar um café para tentar esquecer aquelas besteiras.

Duas secretarias estavam conversando e novamente Camus ouviu a conversa sem querer.

– Acredita que meu namorado tem ciúmes de mim trabalhando aqui? — Falava a loira com deboche.

– Nossa! Ciúmes dos contadores? Ô raça sem graça. — Respondeu a morena, e as duas riram.

Camus entrou no local e foi pegar seu café, as moças se calaram neste momento. O ruivo colocou café no copo, colocou o adoçante em silêncio, depois se virando perguntou.

– O que de tão sem graça existe nos contadores?

As suas deram risadinhas.

– Desculpe Sr. Camus, não quis ofender. — Disse a morena.

– Me digam, o que temos de tão sem graça? — Insistiu o ruivo.

– Regras demais, rotina demais, tudo muito certinho, isso não é atraente, sabe... — Quem falou foi a loira que se chamava Mindy, ela sabia da condição sexual de Camus, aliás, não era segredo no escritório, e o fato de saber que Camus não teria interesse sexual nela a ajudou instigando-a a falar sem receio com o ruivo.

– Rotina não é ruim, precisamos de regras para que nossa vida não vire uma bagunça. — Tentou se justifica o ruivo.

– Sim, Senhor Camus...

– Camus, me chame apenas de Camus. — Falou o ruivo que não queria formalidade naquele momento.

– ...Ok, Sim Camus. — Continuou a moça. — No trabalho isso é... isso pode dar certo, mas na vida romântica? Não mesmo! — Continuou Mindy.

– Como assim? — Camus continuava sem entender.

Dessa vez foi Glória quem respondeu. – Camus, já sai com pessoas como os caras daqui assim "regrados e certinhos" e sabe, é um tédio! – A moça falou teatralmente. — Você acredita que até o sexo é com dia marcado? Tudo sempre tão previsível... eu até gostava do cara, mas não há tesão que resista a esse tipo de relacionamento!

Num instante Camus visualizou Milo numa roda de amigos falando como era entediante seu relacionamento com Camus, sobre como foi perdendo o tesão com a rotina imposta por seu ex-namorado.

– E o que vocês aconselham para uma mudança de rotina? — Perguntou o ruivo como quem não quer nada.

– Sexo! — Responderam as duas juntas e riram.

– Tudo isso se resume a sexo, existe algo mais importante num relacionamento! Como companheirismo, amor, respeito... entre outras tantas coisas. — Debateu Camus.

– Sim, isso existe no amor e também na amizade, e isso que você citou sem um bom "sexo insano" vira amizade! Quando me vejo num relacionamento assim, percebo depois de um tempo que não tenho mais tesão, e amor sem tesão é apenas amizade. — Foi Mindy quem respondeu.

Camus ficou pensativo, não queria que seu namoro virasse só uma amizade, mas sabia que não estava fazendo nada para mudar isso.

Como tinha seu trabalho sempre bem adiantado pediu para sair mais cedo, uma vez em seu carro seguiu para o apartamento de Milo, tinha as chaves, “Merda! Vou invadir a casa do Milo, só posso estar maluco!” – Falou o ruivo ao parar o carro na rua detrás do prédio do namorado.

Notas finais
E ai me conte o que achou?Não é horrível quando você acha que tudo está sob controle e vem um amigo desocupado colocar pilha?O que será que o Camus vai encontra lá?logo saberemos...Deixe de preguiça e comente! Isso faz bem, bom pelo menos faz bem pra mim! =)