Prenúncio de Amor

5 Fique comigo... Eu não quero ficar sozinha.


Notas iniciais
Oi gente!! Finalmente pude terminar esse capítulo. YASS AVISO: recebi um comentário/crítica sobre a Julieta ser mais aberta a ter relações e tal. Bom, como vcs sabem essa fanfic tem uma pegada +18. Queria deixar claro que não seguirei como na novela, nessa historia a Julieta não sofreu o abuso sexual, ela teve que casar com o maldito obrigada, mas numa escolha dela. Vocês entenderão no decorrer. O que eu estou querendo dizer é, Julieta foi vitima de abusos pisicologicos, físicos, eu não tenho habilidade e estruturas emocionais para obordar esse tema tão pesado e não teria lógica, uma mulher que passou por isso, ser tão aberta a um relacionamento sexual como essa Julieta dessa historia. Enfim, vai ter muita coisa diferente da novela. Boa Leitura!

Julieta saiu do seu escritório massageando as têmporas, sentia uma leve dor de cabeça. Havia passado o dia inteiro, mergulhada no trabalho, apresentando e discutindo idéias para a expansão da ferrovia, que se tudo desse certo, dali a um mês e pouco seria inaugurado. Modéstia parte, aquela sociedade com os williamsons seria um marco para seus negócios. Ela estava realizada e satisfeita com tudo, mas estava realmente exausta. Caminhou lentamente para a varanda, aquela mesma varanda onde semanas atrás havia trocados beijos e carícias com Aurélio. olhando para o horizonte podia ver o sol descendo lentamente, ela fechou os olhos por um momento, saboreando aquelas deliciosas memorias. Fazia Quase duas semanas que não se viam, ela sentia muita saudade, não podia mais negar.

Abriu os olhos e continuou apreciando aquela vista espetacular. Pegou aquelas cartas dobradas de dentro do bolso do vestido e as desdobrou lentamente, ainda sorrindo desenhou com o dedo seu nome naquela caligrafia fina e bela. Tinham entregado naquela manhã, mas com as tarefas e obrigações não pode lê-las. Com impaciência abriu o lacre e começou a ler.

"Querida Julieta, espero que esteja bem, apesar da correira que tem sido minha vida nessa ultima semana, finamente consegui fugir do tirano e incansável Jaques. Estou aqui meio que escondida numa sala cheia de tecidos e roupas espalhadas para todos os lados. Apesar de tudo, estou amando. Estou um pouco preocupada com o papai. Tem falado com ele? resolvi lhe escrever, acreditando que você seja a única pessoa capaz de me ajudar. Como bem sabe, cuidar deles foi minha função a vida inteira e isso acabou por ser tornar um habito. Você poderia checá-los para mim, meu pai é despreocupado, temo que não esteja se alimentando adequadamente. Sei que são bons amigos agora. Ele não tem respondido minhas cartas, sei que deve estar muito ocupado também, mas peça que me responda e me dê noticias do vovô. Sinto tanto falta dos dois, que estou a morrer de saudades. Aqui tudo é lindo, queria que estivesse aqui comigo.

Com amor, ema"

Julieta checou as datas, elas tinha dias de diferença, abriu a segunda e sentou-se numa cadeira de descanso e aproveitou os últimos raios de sol para ler a segunda carta de Ema.

"Querida Julieta, a saudade é imensa! Não tivemos chance de conversar naquele meu ultimo dia no vale, já que meu navio estava partindo no dia seguinte, mas não pude deixar de notar sua emoção ao ver a minha reaproximação com meu pai naquele dia do não casamento. Lembra da nossa conversa? aquela conversa que tivemos quando eu e minha família fomos despejados da nossa fazenda? Quando você sugeriu que eu procurasse a mulher de fibra que havia dentro de mim. Eu ainda não sei se a encontrei, mas estou procurando-a todos os dias e em todas as oportunidades que me aparece aqui. Naquele dia você plantou uma semente na minha força, e eu tive sorte em encontrar amigos e pessoas queridas que me ajudaram a rega-la. Você foi uma delas. E olha onde estou, em Paris, muito atarefada, mais muito feliz. Então, eu acatei o seu conselho, e agora eu me sinto no direito de retribuir. O que está esperando para procurar Camilo? Tenho falado com Jane, ela muito lamenta a situação, e o seu maior desejo é ver o Camilo se reconciliando com você, logo agora que ela espera um filho, seu neto. Eu sei que esse assunto é muito pessoal e delicado, eu entendo. E sei que não tenho o direito de me meter, mas eu a ouvi na pior hora da minha vida. E depois de tudo que eu passei com meu pai e meu avô, acho que agora posso dizer. A distancia, ela não separa as pessoas que se amam. Mas a indiferença, ela mata. Camilo ficaria muito, muito feliz em saber que você se importa. Mais uma vez obrigada por tudo que fez por mim. E me desculpe por essa impertinência. Agora tenho que ir. Au revoir!

Com amor, ema"

Julieta teria caído se não já estivesse sentada, neto? ia ter um neto? fechou os olhos e se martirizou, as lágrimas caiam abundantemente. O que ela havia feito? Eles nunca iria perdoa-la.

—Oi, Julieta o que faz ai. Minha amiga? Julieta?

Ela estava tão distraída, que nem havia reparado na Susana a sua frente.

—Oi, Susana. Eu nem tinha visto você. — Disse ela se levantando e disfarçando as lágrimas, dobrou aquelas cartas e voltou a guardá-las no bolso. —Preciso ir para São Paulo!

—Agora? Mas temos tantas coisas para resolver. Mas se assim o que, vou mandar Petúlia fazer nossas malas.

—Você não me entendeu Susana. — Eu irei para São Paulo, você fica aqui, precisam de você nas negociações, deixo tudo nas suas mãos, sei que é muito competente. — Julieta falou lhe dando as costas e entrando na casa, Susana vinha logo atrás querendo saber o porquê da urgência e se não podia ficar para amanha. Julieta se esquivou daquelas perguntas, e foi arrumar sua bagagem. Suas mãos tremiam, e as lágrimas dificultavam a tarefa e foi quase impossível, ela pegou as roupas de qualquer jeito e as jogou na pequena mala. Ela respirou fundou e pensou. Ela não podia chegar assim sem mais nem menos atrás do Camilo. A conversa que teriam não seria fácil, mas ela tinha que concertar as coisas. Ela desejava que o abismo que havia se tornado entre eles não fosse tão inalcançável. Ela precisava ver Aurélio. Sim, faria isso, passaria primeiro na fazenda à caminho de São Paulo, lhe diria a verdade, ele saberia o que fazer. Ele a entenderia. Assim ela esperava.

Revisando os planos mentalmente, Julieta se despediu de Susana e Olegário. Havia planejado ir de carro do vale e então pegar a estrada mais longa que a levaria a fazenda nascente, em vez de ir pela serra, que era mais curta, mas que significava dirigir por uma estrada sinuosa e estreita que cruzava e recruzava as montanhas do Vale. Era muito perigoso e um plano sem sentido, não valeria os riscos. Em todo caso estaria na fazenda nascente depois do jantar.

Impaciente, tentava achar uma posição confortável naquele carro, apertava as mãos para cessar o tremor das mesmas.

—Mamãe ! Mamãe! me ajude.

—Cale a boca! seu inútil! você não passa de um idiota igual sua mãe, e eu lhe avisei que não o queria no meu escritório não foi?

—Mamãe!

—Solte-o agora mesmo!

—Sua imprestável! onde você estava? lendo algum livro inútil e cheio de baboseiras novamente? você não é capaz de cuidar desse bebe chorão. Ele segurava o menino que não tinha mais que 5 anos de idade, ele estava bêbado novamente. A menina estremeceu de horror, aquela noite não teriam sossego. Olhou para o menino, que ainda soluçava tentando escapar daquelas garras de urso. Ele olhava para ela como um bote de salvação, logo ela que estava à deriva e nem podia salvar a si mesma.

Tomando coragem o puxou e assim trocou de lugar, ao se abaixar o acalentou e pediu-lhe que corresse para o próprio quarto e que trancasse a porta, e só abrisse para ela. O garoto hesitou, ele sabia o que aconteceria em seguida, mas era só uma criança, estava amedrontado, confuso. E acabou a deixando para trás.

Ela se virou e foi derrubada pelo tapa que aquele monstro desferiu.

Julieta ofegou e abriu os olhos, tinha caído no sono sem querer. Abraçou o próprio corpo e tentou esquecer aquele sonho, sentia frio, apesar de ser noite não era a temperatura que a incomodava, mas sim aquele frio na alma e uma inquietação. "Camilo" Julieta sentia que havia algo errado com o filho, passou o resto da viagem pensando nele.

Aurélio lia um livro na sala, seu pai ja havia se recolhido. Ele pensava fazer o mesmo quando ouviu o som de um carro se aproximando. Fechou o livro e foi ate a porta. De longe ele reconheceu a figura de Julieta. Sorriu sem acreditar que aquilo estava acontecendo.

Ela se aproximou acompanhada do motorista que carregava uma pequena mala. Eles entraram e Aurélio mandou o homem se acomodar no quarto dos empregados. Se virou e encontrou com ela que ainda estava de pé. Continuava linda notou ele se aproximando, mesmo ela parecendo cansada e abatida.

—Julieta...

Só bastou isso para ela dá livre acesso as lágrimas que prendeu na viagem, ele a abraçou, confortando-a. Era tão bom estar ali. pensava ela agarrada a ele, tentando se salvar daquela tormenta. instantes depois ela se afastou e o olhou, tentou sorrir mas o sorriso murchou. Ele levou a mão no rosto dela fazendo um carinho, Julieta o recebeu de bom grado.

—O que aconteceu? —Ele perguntou segurando as mãos dela. —Você está gelada.

—Aurélio.. Eu cometi um grande erro.

Ele a levou para perto da lareira e manteve suas mãos unidas enquanto ela relatava o que havia acontecido. Depois que falou tudo, ela esperava alguma reação dele, que ele a olhasse com desprezo, magoa, raiva. Mas ele só olhava para ela, com aqueles olhos compreensivos e cálidos. E isso a irritou.

—Por que não fala nada? Por que não me recrimina, fale que eu errei.

—Sim, você errou Julieta e muito! Mas quem sou para te julgar? logo eu, que menti para a minha filha, que fui covarde e omisso em tudo, e a magoei depois disso. —Olhe para mim. —Ele pediu, segurando o rosto dela próximo ao seu. —Tudo vai se resolver. Eu estarei do seu lado.

Julieta voltou a chorar. —Obrigada. — sussurrou, observando o corpo dele delineado pela luz das chamas.

—Eu sei que tudo que fez foi por amor, ele entenderá. Eu e você tivemos filhos muito cedo e criá-los sozinhos não foi fácil, principalmente para você. Sem a ajuda do seu falecido marido, sei que não foi fácil.

—Na verdade no meu caso, essa perda foi para melhor. —Ela falou e se arrependeu das suas palavras na mesma hora.

—O que você quer dizer com isso? — Ele questionou.

—Nada, não foi nada. — Ela se levantou nervosa e rápido demais e sentiu uma tontura, sua vista escureceu e a ultima coisa que sentiu foi os braços protetores de Aurélio a envolvendo enquanto cambaleava para trás.

—Julieta, você está bem? A voz de Aurélio era um murmúrio insistente em algum lugar próximo à seus ouvidos. 'Julieta' seu nome sendo chamado com urgência foi a ultima coisa que ouviu antes de ser tragada pela escuridão.

Ela acordou numa cama que não era a sua, se sentou assustada com a pouca claridade do quarto, ao seu lado numa cadeira Aurélio cochilava e acordou com os movimentos dela.

—O que aconteceu? —Ela perguntou.

—Você desmaiou, quase me matou de susto. Você está bem? —Pergunta ele se sentando no espaço vago da cama e checando sua temperatura. —Ainda bem que você não tem febre.

—Eu estou bem, acho que o cansaço e as noticias foram demais. E agora lembro que quase não comi nada o dia inteiro. Ele se levantou pronto para preparar algo para ela comer, mas ela o puxou novamente para a cama. —Eu não tenho fome. Eu só preciso dormir e descansar.

—Que bom que está bem. — Disse ele acariciando o rosto dela, ela olhava para a boca dele. Aurélio a beijou, lenta e carinhosamente. E se levantou. —Você precisa descansar, durma um pouco. Ele ia sair do quarto quando ela o impediu.

—Fique comigo, só... dormir. Eu não quero ficar sozinha.

Aurélio sorriu carinhosamente e não podia negar nada aquela mulher, mesmo sabendo que seria uma tortura tê-la em seus braços a noite inteira. ele ocupou o outro lado da cama e a puxou para si, ela pousou a cabeça sobre o peito largo dele e relaxou, era relaxante ouvir as batidas do coração dele, Julieta fechou os olhos em deleite com o cafuné que ele lhe fazia nos cabelos e permitiu que o sono a dominasse.

Quando ela abriu os olhos na manhã seguinte, ainda era muito cedo, o sol subia lentamente pela janela. Foi a claridade no quarto que a alertou primeiro. Cruzando o aposento com os pés descalços, escancarou as cortinas, surpresa em ver aquela vista verdejante, sentia tanta falta daquele ar, da sua querida tia que ali morou. Ela tinha doces memorias daquele lugar, por isso aquelas terras eram lhe tão queridas. havia passado temporadas no verão com sua bondosa e meiga tia, ali ela viveu uma vida feliz, se permitiu sonhar, explorar a natureza e sua grandeza.

Tudo se encontrava tão calmo! O ar, cristalinamente claro, era quase etéreo. Se voltou para Aurélio que dormia sereno naquela imensa cama, ele dormia tão lindamente, ela se forçou a controlar a vontade de tocá-lo e acordá-lo, mas recordou que por sua culpa ele havia dormido mal.

Caminhou até a cama, pegou a coberta que quase caia da cama e o cobriu. Depois de se vestir, Julieta desceu correndo e abriu a porta da cozinha. Estava vazia, mas havia sinais de que a governanta já tinha preparado o desjejum. O aroma de café pairava, tentadoramente, no ar, fazendo-a consciente de sua vontade. Com passos ágeis, moveu-se pela cozinha, pegando uma xícara e se servindo daquele deliciosa bebida. Não tinha fome, e decidiu fazer uma caminhada pela propriedade, ela estava nos fundos da imensa fazenda quando se lembrou da cachoeira que ficava meio que escondida entre as duas fazendas, era pequena e privativa, nem todo mundo conseguia encontrá-la. Ela riu lembrando-se das memorias da juventude, onde ela pregava peças na tia e sempre se escondia naquele recanto escondido.

Sem tomar uma decisão consciente, descobriu-se procurando um par de confortáveis botas de borracha na varanda, enquanto listava mentalmente tudo que precisava fazer naquele dia. Aquele momento de lazer não a atrasaria, naquele mesmo dia iria para São Paulo.

Quinze minutos depois Julieta caminhava pelo pátio da fazenda, seguindo a trilha que havia decorado com o passar dos anos. As plantas ainda tinham geada sobre as folhas e isso fazia seu vestido ficar úmido nas pernas, mas ela não se incomodou, valeria o esforço.

A atmosfera era revigorante, era tão nostálgico. Era como se fosse uma adolescente novamente, lendo seus adorados livros, à procura de aventuras e sonhando acordada com seu príncipe encantado.

Depois de um tempo ela pode finalmente ouvir o som da água, o som se propagava facilmente no ar límpido e fazendo Julieta expelir um leve suspiro de alívio e alegria.

Enquanto seguia pela trilha verde e vasta daquele lugar, Julieta teve o primeiro vislumbre do que procurava: Parecia uma clareira, rodeada de vegetação e arvores altas, o que tornava aquele lugar quase invisível. Ainda era espetacular. Fazia tantos anos que não vinha ali, mesmo depois de a ter herdado aquela propriedade depois que a tia se fora, ela nunca havia tido tempo para aquilo. Para aqueles prazeres mortais.

Ela parou na margem daquele lugar magico e suspirou. Ali nada mudou, nem o tempo havia alterado a beleza e esplendor daquele lugar. O sol batia na superfície da água e brilhava, o som era o mesmo, musica para seus ouvidos.

Ela se sentou na rocha e ficou ali sendo brindada pelo o sol que naquela altura já estava muito quente.

Em um gesto impetuoso se levantou e se livrou do vestido negro rendado e pesado, depois se livrou da bota, ficou descalça e vestida apenas com a combinação transparente, elevou as mãos ao penteado e tirou os grampos, se libertando por completo. Andou lentamente para dentro da água, estava gelada, ela estremeceu com frio, mas não parou. Ela continuou a adentrar nas profundezas daquela aguá cristalina, ela já tinha a água na altura do peito, soltou o ar que estava prendendo e mergulhou.

Aurélio desmontou do cavalo com maestria, estava sob a sombra de uma arvore perto da entrada da cachoeira, de onde estava podia vê-la sentada na rocha. Ele acordou e ela não estava mais na cama, por um momento achou que ela havia ido embora sem se despedir. Mas quando viu o carro ainda estacionado na fazenda relaxou, e foi procurá-la na outra fazenda adjacente e sob a orientação da governanta de Julieta, a encontrou ali. Ele tirou a sexta de palha que a governanta insistiu que trouxesse para sua menina Julieta. Ele a colocou no chão e amarrou a rédia do cavalo na arvore, voltou a pegar a sexta e parou surpreso.

Julieta estava se despindo e ele não podia tirar os olhos daquela cena. Era como uma borboleta deixando o casulo, alçando o primeiro voo, se libertando. Ele seguia cada movimento, era de uma sensualidade extrema. Ele sentiu seu membro enrijecer. Ela agora soltava os cabelos, que caiam como cascatas como aquelas das águas. Ela entrou na água e ele quase gargalhou quando a ouviu da um gritinho em protesto com a temperatura da água.

Ele se aproximou da margem no momento em que ela mergulhou. Ele gritou seu nome mas foi em vão.

Segundos depois que pareceram minutos e que já o estava alarmando ela emergiu como uma ninfa do mar, ela se virou e começou a boiar, ele ficou calado apreciando a bela visão dela praticamente nua naquela combinação que colava sob a pele, sendo banhada pelos raios do sol e pela água cristalina.

Ela voltou a mergulhar, decidido tirou a própria roupa, ficou só com a calça e entrou. Mergulhando em seguida, ele podia ver a silhueta dela debaixo d'água. Ela era uma sereia e nem precisava usar de seu canto para encantá-lo. Ele faria tudo que ela pedisse.

Eles emergiram no mesmo instante e Julieta soltou um grito de pavor quando abriu os olhos e sentiu as mãos dele na sua cintura.

—Aurélio! Você quer me matar, seu..

Ele a calou com um beijo molhado e apaixonado. Ela se agarrou a ele e retribuiu com ardor.

Os raios do sol da manhã e a cálida brisa acariciaram então a pele do Julieta que roçou com os seios o peito úmido do Aurélio, fazendo que o linho da combinação se fizesse translúcido e os mamilos aparecessem através do tecido molhado. Sob o intenso olhar do dele, endureceram-se ainda mais. — Senti tanto sua falta. —disse Julieta, posando a mão sobre seu peito nu. Em resposta, Aurélio a estreitou em seus braços para beijá-la. Foi um beijo duro e feroz que gerou uma tormenta de desejo no mais profundo de seu ser. Suas línguas se encontraram e se cumprimentaram, enredando-se em uma larga carícia enquanto o calor crescia dentro dela. Aurélio esticou seu abraço e a estreitou com força contra ele, apagando qualquer possível duvida sobre a intensidade de seu desejo. O linho úmido se deslizava contra os seios de Julieta, criando uma angustiante e tentadora fricção em seus mamilos. Emoldurou o rosto dele com as mãos. —Senti tanto sua falta.— Repetiu ela, sua voz se converteu em um rouco sussurro enquanto procurava de novo seus lábios.

Aquele beijo foi lento e a deixou completamente sem sentidos. Ele ao mesmo tempo que a beijava, deslizava a mão por suas costas e acariciava seu traseiro, sustentando-a contra ele. Ao sentir que lhe falhavam as pernas, Julieta se aferrou a seus ombros, tentando manter-se erguida e impedindo ao mesmo tempo que seus corpos não se separassem. Do mais profundo de sua garganta escapou um gemido. Aurélio elevou a mão e lhe acariciou lentamente a bochecha. —Tenha paciência. —Por quê? A risada dele retumbou em toda a cachoeira. Era uma risada sincera, masculina e confiante.

Julieta percorreu com as mãos suas esculturais costas. Aurélio deslizou os lábios por sua garganta e seguiu depois sobre a combinação até capturar um dos mamilos eretos. Julieta se arqueou então para ele e, sentindo-se prisioneira da combinação, começou a tirá-la ali mesmo, até que ele a ajudou a tirar por cima da cabeça, deixando seu corpo nu. Julieta achava que, depois de seus encontros anteriores, já sabia tudo sobre o prazer, mas então se deu conta de que tinha muito que aprender. Ela sentiu as mãos dele deslizando por seu corpo, percorrendo o contorno de suas curvas.

Ele a levou para a margem e ali sobre a rocha, eles se despiram de todos os empecilhos e ficaram completamente nus. Julieta abriu as pernas e ele se colocou entre elas, a pressionando com sua ereção. Ela lhe rodeou a cintura com as pernas, empurrou-lhe para ela e sentiu que seu corpo se abria para lhe dar as boas-vindas. E aquilo foi mais que o encontro de dois corpos; aquilo foi uma verdadeira união. Alcançaram juntos o máximo prazer enquanto a água lambia a borda e o sol descendia sobre eles.

Um tempo depois, ainda sob o sol e sobre aquela rocha, eles estavam sentados, nus. Aurélio a puxou contra o peito e a fez descansar a cabeça na curva do seu ombro. Ele a abraçava e beijava seu pescoço, ela ria porque sentia cocegas. Ele segurou o rosto dela e a virou para encarar seus olhos.

—Eu amo você Julieta.

Ela o olhou, tinha a impressão de que ia sufocar. Ele parecia querer uma resposta, resposta que ela ainda não estava pronta para dar.

—Aurélio.. Eu..

—Você sabe dos meus sentimentos. Eu prometi a mim mesmo que esperaria seu tempo. Mas precisamos conversar sobre nós.

—Sim. Você está certo, eu irei. Mas preciso falar com meu filho, preciso resolver as coisas e enterrar de uma vez por todas meu passado. —Ela se levantou e começou a se vestir, ele a imitou.

—Eu vou com você para São Paulo.

—O que? Não, não precisa.

—Eu tenho que ir lá de qualquer jeito. Eu tenho que falar com o advogado, vamos juntos, por favor. Só assim ficarei mais tranquilo. Mas depois disso, vamos conversar seriamente sobre nós.

—Está bem, não me oponho a isso.

Notas finais
Gente desculpem os erros, tenho certeza que estão ai. Só revisei uma vez, ando muito ocupada com os estudos, mas prometo não abandonar essa historia. Espero que tenham gostado. :333