Premonição
10 Capítulo 10
– Não, aqui tá quente demais eu não tô aguentando! — diz Margot para seu fotógrafo.
– Nós vamos aumentar a potência do ar — condicionado. Relaxe.
Margot sente um líquido escorrendo de seu nariz, ela toca com os dedos: era sangue. Devido aos problemas nos equipamentos, os auto — falantes também dão defeito pelo fato de serem o mesmo circuito elétrico.
– Socorro, eu não tô bem, meu nariz tá sangrando! — ela grita, mas eles não escutam. Sua pele fica vermelha, ela se assusta , as câmeras tiram fotos suas em desespero. Então ela olha para o medidor de radiação, marcava 23,7 até que sobe para 24.
– É a radiação! Está alta demais! Socorro, por favor, me ajuda! — ela grita desesperada. Margot sente como se sua pele estivesse se descolando de seu corpo, ela esfrega seu braço bem de leve com seu polegar e sua pele rasga como plástico abrindo um ferimento que sangrava. Era como se um saco plástico envolvesse sua carne.
Sua pele começa a descamar sozinha abrindo crateras em seu corpo, o laser somado à radiação faziam todo esse estrago enquanto para sua equipe de trabalho estava tudo bem. Ela grita em desespero.
– Margot já está bom de fotos de moda praia, pode sair para se preparar para a próxima modalidade. — diz o fotógrafo, ela nem escuta.
– Margot? Chequem os auto — falantes. — indaga o fotógrafo.
– Estamos com problemas: os auto — falantes, o laser e o radiador estão com defeito. — diz um dos operadores do computador.
– Desliguem tudo, se a radiação aumentar demais ela pode morrer! — exclama o fotógrafo. O operador mexe no computador:
– Isso não quer desligar! — o operador diz, ligando os auto — falantes que estavam chiando.
– Ah droga! — resmunga o fotógrafo correndo até a porta da sala.
– Ahahahahahahahaha! Socorro! Socorro! — gritava Margot enquanto via sua pele se descolar e escorrer de seu corpo. A cena a assustava, seu sangue pingando no chão, várias crateras enormes surgindo em sua pele. Algumas câmeras estouram. O fotógrafo chega e grita na porta :
– Margot!
– Socorro, socorro, me tira daqui! — ela grita batendo na porta com os braços.
– A porta está travada! Vou buscar ajuda! — diz o fotógrafo voltando para a sala de operações.
– Me ajuda, por favor! — grita Margot novamente.
– Você, liga para alguém que possa abrir aquela porta! Ela emperrou! Ainda não conseguiu desligar as máquinas? — diz o fotógrafo.
– Não dá, os controles não me obedecem, parece até que ganharam vida própria! — diz o operador. Nesse momento, Dalton chega com seus amigos:
– Cadê a Margot? — ele pergunta. Os chiados dos auto — falantes se misturam com os gritos de Margot:
– Ahahahahahahahahaha! Socorro! Socorro!
– O que tá acontecendo? — pergunta Dalton.
– Vem comigo! — diz o fotógrafo.
Margot cambaleava na sala enquanto as câmeras batiam fotos suas em desespero, ela tossia sangue até que ela desaba no chão, já sem vida.
– Margot! — grita Dalton junto com seus amigos, mas ela não respondia. Depois de alguns minutos o técnico chega e destrava a porta. Dalton se aproxima para abri — la:
– Espera se a radiação estiver muito alta, você morre só de entrar em contato com o ar. Quanto está a radiação agora? — pergunta o fotógrafo ao operador que chegava.
– Acabei de ver, está em 2,1; estava em 27,5 à alguns minutos, mas começou a cair bruscamente " quando os auto — falantes quebraram de vez e os gritos da Margot não chegavam, só chiados." — ele responde. Dalton abre a porta lentamente. Margot estava lá, desfalecida no chão, morta, com sangue por todo lado, nas paredes, na porta, no restante das câmeras, em volta de seu corpo havia uma poça do líquido. Seu corpo estava quase completamente sem pele, exceto algumas partes de seu rosto, pernas, braços e tronco, a diferença era que escorria sangue de todas essas partes.
– Vocês pensam que isso é loucura? — pergunta Dalton à seus amigos abrindo a porta por completo.
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