Preferiria Não Saber

23 Quem pode ter feito isso?!


Notas iniciais
Mais um capítulo! Espero que gostem, boa leitura! ^ ^'

– O que foi?! O que aconteceu, Su?!

– AHHHH! ENCONTREI ELA!

– Quem?! Onde você está?!

P.O.V – JAMES

– ONDE VOCÊ ESTÁ? – Gritou Eloise apavorada –

– Aqui atrás! Venham logo, por favor!

Fomos correndo ao encontro de Suellen, ela estava parada, pálida, em frente à uma janela.

– Quem você encontrou? – Eloise gritou –

– Anne, Anne. – Disse Suellen chorando. –

Eu vi que a janela estava com a cortina um pouco aberta, então olhei lá dentro. Anne estava caída no chão, com a cabeça dentro de um saco. Imediatamente, peguei a pedra mais próxima que encontrei e arremessei-a contra o vidro da janela que se repartiu em pedaços.

– ANNE! – Gritaram as duas desesperadas pulando pelo buraco que eu deixei no lugar do vidro da janela. –

– Ela está morta?! – Disse Suellen desesperada e aos prantos, enquanto ajudava Eloise a retirar o saco plástico que estava cobrindo a cabeça de Anne. –

– Morta?! – Disse Eloise que também começou a chorar neste momento. –

– Acalmem-se! Talvez ela só esteja desmaiada!

Sentei-me no chão, ao lado de Anne, peguei-a em meu colo, e tentei sentir sua pulsação. Foi em vão, ela não tinha batimento algum.

– Calma! Eu vou tentar fazer algo! Se afastem, por favor!

Deitei-a no chão, e comecei a pressionar seu peito, para ver se ela tinha alguma reação. Nada acontecia.

– Faça respiração boca a boca, James! – Disse Eloise com pressa. –

– Mas, Lô?! – Disse assustado com o pedido. –

– Depressa, salve-a!

– Eu vou ligar para o hospital e chamar uma ambulância! – Disse Suellen desesperada digitando os números no celular –

– Ok! Enquanto isso, seja rápido, James!

Me sentia mal por ter de atender um pedido de Eloise, sem que ela soubesse que era a própria inimiga que eu estava prestes a ter de salvar deste modo.

– Ok! Lá vai! Um, dois, três!

Coloquei todo meu fôlego naquilo, fôlego que nem imaginava que eu tinha.

– Mais uma vez, vai!

– Um, dois, três!

Inspirei o máximo que pude e soltei em Anne com toda força que encontrei. Infelizmente, mesmo depois de várias vezes ter repetido aquilo, quando a ambulância chegou, disseram que ela já estava morta há algumas horas, e tudo o que fiz, foi em vão.

Estava muito mal, talvez, se eu não tivesse me preocupado com a possibilidade de Eloise desconfiar, e tivesse ido para a casa de Anne assim que recebi a ligação e depois a mensagem, agora ela estivesse aqui, viva. Tudo isso é culpa minha.

P.O.V – SUELLEN

E acreditar que eu pensei na possibilidade da Eloise só deixar uma mensagem... Se ela não tivesse persistido não teríamos encontrado a Anne. Pobre garota... A polícia cogita a possibilidade de um assassinato. Mas quem faria essa crueldade?! Parece que amarraram um saco plástico em sua cabeça, até que ela não pudesse mais respirar; porém usaram luva para que suas digitais não ficassem marcadas e colocaram as digitais da própria Anne para causar a ideia de um suicídio.

Quem fez isso logicamente era amador, achou que jogando as luvas na lixeira a perícia não iria encontrar. Preciso ligar pro papai, ele é quase um detetive, vai saber o que fazer para descobrir quem fez essa perversidade com ela.

P.O.V – ELOISE

Estávamos em casa. Já era noite. Todos exaustos e tristes pelo que havia acontecido. Até James que nem a conhecia direito parecia estar muito triste. Acho que é pelo fato dele ter tentado ajudá-la e depois descobrir que já estava morta. Eu estava com a cara inchada de tanto chorar, não haviam sobrado mais lágrimas. Suellen tinha ligado para o pai. Estávamos esperando por ele e o delegado Davison para fazer algumas perguntas. Depois de alguns minutos, eles chegaram.

– Bom, eu sinto muito pela perda. – Disse o delegado sentando-se no sofá –

Ele estava com uma caderneta na mão e uma caneta, provavelmente para anotar o que eu respondesse à ele.

– Eu sei que vocês devem estar muito abalados, por isso serei direto em minhas perguntas, vejo que precisam descansar. Vou falar só com você, Eloise. Fiquei sabendo que era a única aqui que tinha contato com a vítima, os outros são meros conhecidos teus, não precisam responder nada.

– Tudo bem.

P.O.V – JAMES

Nessa hora eu bem quis me manifestar, mas não podia, era alguém preso em minha própria mentira.

– Quando foi a última vez que a viu, senhorita Eloise? – Disse o delegado olhando-a atentamente –

– Bom, eu não sei direito, acho que na escola.

– E ela tinha algum comportamento anormal? Algum distanciamento, alguma conversa suspeita, tudo que você puder se lembrar.

– Não, bem, não sei exatamente, acho que ela estava normal.

– Bom, vocês fizeram uma festa recentemente, certo?

– Sim, foi ontem.

– Ela foi à essa festa?

– Não, justamente por isso que nos preocupamos com ela e fomos até sua casa, senhor delegado.

– Sim, entendo.

– E você, rapaz? – Interrompeu o pai da Suellen –

– Eu?! O que tem eu?! – Disse assustado com a pergunta inesperada –

– Parece estar muito preocupado. Sabe alguma coisa que possa nos ajudar?

– N-Não. De maneira alguma, só estou preocupado pelo fato de ser uma amiga da Eloise, e de pensar quem seria capaz de cometer um assassinato tão horrendo como esse.

– Realmente, foi algo terrível. – Concordou o delegado – Vamos voltar para você, moça.

Mesmo enquanto o delegado fazia as perguntas para Eloise, eu pude notar que o pai de Suellen era desconfiado como ela. Aliás, agora está explicado de onde puxou esse lado desconfiado.

– Bom, por hoje é só. – Disse o delegado já guardando sua caderneta. – Por enquanto já colhi o que precisava, voltaremos a nos encontrar logo, senhorita Payne. Não se preocupe, minha equipe está investigando o caso, logo saberemos o que aconteceu. Quem matou sua amiga, com certeza vai pagar caro não se preocupe.

Ele se levantou e foi até Mary, que estava no canto da sala de cabeça baixa.

– E a senhora, se mantenha firme, ajude sua filha a se recuperar, o que aconteceu foi muito monstruoso, ela pode estar muito abalada.

– Pode deixar, senhor delegado, obrigada por ter vindo.

– Tudo bem. E você, rapaz, o que eu disse à ela vale igualmente, você é o namorado, apoie ela.

– Fique tranquilo, senhor delegado.

O delegado se retirou; mas o pai de Suellen ficou. Ele iria ficar ali até que o caso fosse resolvido. Isso não era nada bom pra mim. Agora teria vigilância em dobro.

– Bom, ainda não fomos apresentados formalmente. Como é seu nome, rapaz? – Disse o pai dela estendendo a mão para um cumprimento. –

– Meu nome é James, senhor.

– Prazer, James. Eu sou o pai dessa moça bonita aqui, — apontou para a Suellen — policial Campbell.

– Pai, não fique falando coisas como essa num momento deste. Venha, Lô. Vamos pro quarto.

Me despedi da Eloise, elas subiram, e então eu resolvi ir embora.

– Prazer em conhecê-lo, senhor Campbell. Até amanhã.

– Até amanhã, rapaz.

P.O.V – SUELLEN

Subimos, e no quarto Eloise se deitou em meu colo, e eu fiquei a acariciar seus cabelos, como ajuda de carinho neste momento difícil.

– Obrigada por estar comigo, Su. – Disse ela, segurando meu braço – Não quero que nada de mal te aconteça nunca.

– Não precisa dizer isso. Nada vai acontecer, eu sempre vou estar aqui pra te ajudar. Descanse apenas, Lô.

Eu estava consumida de pensamentos sobre o ocorrido. Se algum dia ela teve algo com o James, nunca poderei descobrir. Você falhou, Suellen. Mudou o foco para o Davon e perdeu o que realmente importava. Aliás, não o vi hoje... Queria muito que você estivesse aqui pra me consolar, me ajudar... Queria te dizer o quanto ainda te amo, Davon. De repente, meu pai apareceu.

– Pai?

– Filha, — Falou ele em voz baixa – eu vou estar aqui do lado, no quarto de visitas, se precisar de algo me chame. Boa noite.

– Boa noite, pai.

Assim que ele saiu, pude notar que Eloise já estava dormindo. Devagar, levantei-me arrumando-a em sua cama. Agora, já poderia me arrumar e descansar também depois desse dia assustador.

Notas finais
Obrigada por ter lido mais uma vez! Deixe seu comentário. Ah, críticas são bem-vindas, então se tiver alguma, não deixe de comentar! Obrigada! Até o próximo capítulo! :D