Notas iniciais
É isso ae,aqui está o 3º capítulo. Não achei que teria criatividade suficiente pra criá-lo mas até que tive. Espero que gostem.

Depois de alguns minutos em silêncio, comecei a ouvir uns ruídos. James olhou para mim com cara de espanto, mas não disse nada. Continuou a dirigir. De repente, o carro começou a desacelerar, e então parou.

– Não acredito.

– O que aconteceu?

– Não sei. Deve estar com algum problema, ou pode ser falta de gasolina.

– Como assim?! Ainda faltam uns sete quilômetros para chegarmos à escola! Desse jeito não vai dar tempo!

– Não se preocupe, eu vou resolver.

James desceu do carro e abriu o capô. Era seis e meia e nada. Já estava desesperada. Não podia perder meu segundo dia de aula. Minha mãe me mataria! Passaram-se mais trinta minutos e nada. Nesse momento eu já havia desistido de ir à escola.

– James, nada ainda?!

– É... Sinceramente?! Não. Parece que quebrou alguma parte aqui dentro.

– Ai, é hoje que eu sou assassinada.

– Não se preocupe, eu aviso sua mãe sobre o ocorrido e tudo vai ficar bem.

Peguei meu celular e liguei pra minha mãe. Não dava certo. Só caixa postal. Pra ficar melhor, minha bateria estava por um fio. Pedi o celular de James emprestado, mas o lugar tinha muito pouca área, então nem dava pra se fazer uma ligação. Isso me deixou mais nervosa ainda.

– Ei, não se preocupe. Já mandei uma mensagem pro meu amigo que é do guincho, logo ele chega pra nos pegar.

Ah, ainda bem. Pelo menos isso. Já que tinha perdido a aula queria voltar logo pra casa e avisar minha mãe. Olhei em meu celular pela última vez antes da bateria acabar, e já tinha se passado duas horas, e nada desse cara do guincho. Só lembrando que eu odeio esperar.

– James cadê esse seu amigo?

– Não sei... Deve ter se perdido...

Aquilo estava me deixando cada vez mais irritada. Não aguentava mais ficar no meio do nada, sem água, sem comida e com James.

– Ei... O que acha de irmos dar uma volta?

– Tá louco?! Eu quero ir o quanto antes pra casa!

– Pra quê?! Sua mãe não está em casa, você e eu já perdemos aula mesmo, e outra agora que estava olhando pude perceber o quanto esse lugar é lindo.

Depois que disse isso, me olhou com um olhar meigo tentando me conquistar. Olhei para a paisagem, e vi que ele estava realmente certo. O lugar era lindo. Então percebi que não tinha nada a perder mesmo, decidi aceitar a proposta.

– Tá bem... Mas uma volta bem rápida! Senão o cara chega aí e não estaremos aqui.

Ele acenou com a cabeça e sorriu. Começamos a caminhar por uma estrada que havia ali perto... Era uma estrada de terra, que ia pra um lugar com muito verde. Várias árvores, e também tinha alguns animais. Como: Garças, pássaros, patos... Íamos caminhando e observando o lugar... Com alguns minutos de caminhada, eu pude ver uma imensa e linda lagoa ao fundo. Saí correndo em direção a ela, e James me acompanhou. Assim que cheguei perto, me sentei à beira.

– Esse lugar é incrível, não?!

– Sim... É realmente muito bonito...

– Uma pena meu carro ter parado... Desculpe-me por isso.

– Não, tudo bem... Não foi sua culpa... Acho que minha mãe vai entender...

De repente, um peixe enorme pulou pra fora da água, o que acabou me assustando, como estava à beira, acabei caindo dentro da lagoa.

– SOCORRO! EU NÃO SEI NADAR!

Nesse minuto comecei a me afogar. Estava desesperada.

James deu um salto na água e começou a nadar em minha direção. Depois disso, não vi mais nada.

Comecei a ouvir uma voz que dizia:

– Eloise! Eloise! Acorde! Acorde! Tá se sentindo bem?

– Ahn? O que aconteceu?

– Você não se lembra?! Você caiu dentro da lagoa, então pulei pra te ajudar.

– Disso eu lembro. Mas e depois?

– Você já estava por baixo d'água e desacordada. Então te peguei e te trouxe aqui, pra beira novamente. Tive que fazer respiração boca a boca, mas só agora você acordou...

Nossa, James havia acabado de me contar que tinha encostado seus lábios nos meus. Mesmo que pra me salvar, saber disso foi estranho. E meio que me revoltou, mas ele tinha me salvado portanto considerei isso.

– Ah... Sim... Espera... Que hora é essa?!

–Agora é seis e meia.

–Nossa, mas já?! Vamos logo! Minha mãe já deve ter chegado do trabalho, ela vai me matar!!

– Disse isso enquanto me debatia com James que estava me segurando em seu colo. -

– Calma! Se acalme! Eu já avisei a ela, está tudo bem.

– Mas como?! A área daqui não é suficiente!

– Se acalme. Eu dei meu jeito. Ela já está sabendo, e não vai te bater.

Fiquei meio confusa, que jeito ele poderia ter dado?! Mas resolvi acreditar nele, e fiquei um pouco mais calma.

– Mesmo assim, vamos logo. Já está escurecendo, não é bom ficar aqui, além do mais, o seu amigo do guincho veio ou não?

–Veio enquanto você estava inconsciente. O carro já está pronto.

Então, fui me levantar e acabei tropeçando. Acidentalmente caí em cima de James. E acabamos trocando o toque de nossos lábios. Imediatamente me levantei, e com constrangimento tentei fingir que nada havia acontecido.

– Eloise, me perdoe. Foi minha culpa. — Disse James tentando disfarçar a cara de constrangimento. -

–Err... Tudo bem. Nada aconteceu. Rápido, vamos. O caminho é longo até o carro. Está ficando muito escuro.

Durante a caminhada até o carro, o silêncio permaneceu. Não nos olhávamos, nem tínhamos qualquer outra ação. Apenas caminhávamos tentando disfarçar os olhares para os lados opostos ou até mesmo pra frente. Quando chegamos ao carro, já estava completamente escuro, e não era possível ver mais nada além do imenso preto da escuridão. Entramos no carro, e a mesma situação foi mantida. Só conseguia pensar no que havia acontecido e me sentir mal. Foi total silêncio durante todos os longos cinco quilômetros até minha casa.

Quando então finalmente chegamos, desci do carro rapidamente sem me despedir e fui andando bem rápido pra casa. James disse tchau bem baixinho, mas fingi não ter escutado e continuei andando até que entrei. Quando abri a porta, chamei por minha mãe, mas não ouvi nada. Então encontrei um bilhete em cima da mesa da cozinha que dizia: ‘’Filha, o James me contou o que houve não se preocupe, não estou brava com você. Fiquei com o turno da noite novamente, caso queira comer, deixei uns hambúrgueres na geladeira. Beijos’’

Fiquei chateada e aliviada ao mesmo tempo. Chateada por ficar sozinha novamente, (Mas no fim isso acabou sendo bom porque eu estava mal e se minha mãe me visse assim iria ficar me enchendo de perguntas.) e aliviada por ver que realmente ela tinha sido avisada e eu estava livre de sermões. Estava muito incomodada com o que havia acontecido anteriormente entre eu e James, e com vontade de chorar. Acabei indo direto para meu quarto mesmo sem comer, e me deitei com meu travesseiro sobre minha cabeça. Não queria, mas não conseguia evitar, meus pensamentos estavam todos direcionados a ele. O que me irritava.

Notas finais
Até o próximo capítulo..