Notas iniciais
Olá! Capítulo novo pra vocês... Boa leitura!

Ela me olhou fixamente, e então comecei a viajar em pensamentos e a ouvir minha consciência. James! Você é um cara ruim! Muito ruim... Mas ela te ama, você a fez entrar nos contos, acha justo mostrar à ela que tudo isso é uma mentira?! Acha justo acabar com a única pessoa que a resta?! Você não pode fazer isso. A ame. Pelo menos uma vez, a ame. Omita esta história, não estrague algo tão perfeito. Siga em frente, agora é tarde para contar, e isso irá causar muitos estragos. Cuide dela.

– O que tem a dizer, James?

– Bom... Eu...

– Você...?

– Eu ‘’conheço’’ teu pai.

– Ahn?! Como assim conhece meu pai?!

– É que... Nossos pais trabalhavam juntos. Oito anos atrás, quando teu pai sumiu, no mesmo dia, o meu foi assassinado.

– Como assim?! Me explique isso!

– Me perdoe! Eu não quis esconder isso.

– Ahn?! Esconder?! Então é por isso que está aqui?! Porque nossos pais se conheciam?!

– Não! Estou aqui porque te amo! Eu entendo sua dor, até senti mais que a sua, pois o meu foi assassinado.

– Então você já me conhecia... Você estava me seguindo?!

– Não! Não é bem isso...

– Explique!

– Eu queria ficar perto de você, por isso comprei a casa ao lado da sua.

– Mas como sabia que eu iria me mudar?

– É que eu tenho uns amigos que trabalham com sua mãe, aliás, trabalhavam com ela lá em Boston... Ela comentou então eu vim pra cá...

– Então é por isso que não consegui encontrar nenhum registro teu na escola?!

– É... Assim como você, sou recém chegado, então os registros ainda não ficaram prontos...

– Agora entendo! Foi tudo planejado! Você nunca sequer gostou de mim, isso é parte de um plano idiota!

Por um momento, por dentro eu concordei com ela, mas agora a situação tinha mudado, eu realmente estava amando-a, apesar de não poder contar realmente a verdade.

– Isso é mentira! Não existe plano algum, eu te amo e quero te ajudar no caso do teu pai!

– Eu não posso acreditar... Você sabe onde ele está?!

– Pode sim! E não. Não... Justamente por isso que fiz aquelas perguntas à sua mãe... Porque queria entender o que aconteceu, e tentar encontrá-lo, para conversar e saber realmente qual foi o motivo de todas essas situações.

Ela virou-se e sentou-se também à beira do lago. Abaixou sua cabeça, e ficou quieta por uns instantes, depois disse:

– Você realmente está aqui porque me ama?

– Sim, claro!

– Mas você tem interesse em meu pai por conta do seu, não se aproximou de propósito?

– Não... Err... Eu jamais faria isso. Amo você, e te ajudarei a encontrá-lo, sobre o meu pai... Será apenas um bônus.

– Não sei se quero.

– Não sabe se quer o quê?

– Procurar por meu pai.

– Você não quer encontrá-lo?! Por quê? – Disse sem compreender –

Ela se encolheu abraçada à suas pernas, e começou a derramar algumas lágrimas.

– Ele me abandonou, ele nos abandonou. Eu e minha mãe sofremos muito com sua ida sem explicações.

– O quê?! Isso é mais motivo pra querer encontrá-lo!

– Por que?

– Porque ele foi embora sem dar uma explicação, certo?

– É...

– Isso não é mais que óbvio?! Prova que algo de errado aconteceu! Ele pode sei lá, ter passado por algum perigo! Nossos pais trabalhavam juntos, o meu foi morto e o seu sumiu no mesmo dia, não é suspeito pra você?!

– Ahn?! Do que está falando?! É apenas uma coincidência! Ele provavelmente deve ter arrumado outra mulher, por isso foi embora!

– Não diga isso. – Disse me aproximando – Eu sei que ele amava muito vocês, aliás, ainda ama. – Coloquei minha mão em seu ombro, porém ela a tirou -

– Como pode saber?! Você não viveu conosco! Tomara que tenha morrido! – Neste momento ela se acabou em lágrimas –

– Sua mãe me disse! Se não é verdade, me diga! Diga pra mim que ele era alguém ruim! Vai! Me diz!

Ela ergueu a cabeça e olhou-me; porém ainda chorava.

– Não posso! Estaria mentindo! – Ela jogou-se em mim e me abraçou fortemente enquanto despejava suas lágrimas, correspondi o abraço e coloquei minha cabeça bem junto à dela. –

– Não fique assim, Lô... Nós vamos encontrá-lo, juntos resolveremos tudo isso!

– Você acha que ele está vivo?

– Sim. Acho sim. Nós o encontraremos e tudo vai voltar ao normal, você vai ver.

– Como vamos fazer isso?

– Eu ainda não sei. Mas logo vou descobrir.

P.O.V – SUELLEN

Como será que a Eloise está?! Gostaria de estar com ela para consolá-la... Descobrir mais coisas... Eu sabia! Sabia que meu pai não ia a lugar algum com essa investigação sem se importar com aquelas informações do computador...

– Filha, pode comprar umas coisas pra mim? – Disse minha mãe abrindo a porta do quarto. –

– Posso, mãe.

Fui até o supermercado mais próximo. Infelizmente estava fechado. Tive de voltar pra casa e pegar o carro para ir até outro supermercado. Quando cheguei, para minha decepção, estava lotado. O que significava que seria um trabalho e tanto pra comprar as coisas e voltar pra casa antes do anoitecer. Depois de pegar todos os produtos, me dirigi ao caixa que tinha uma fila enorme, e por sinal, uma moça lerda estava atendendo. Quando finalmente consegui sair e estava levando minhas compras até o carro, antes que pudesse chegar onde havia estacionado, um homem de jaqueta preta, me parou.

– Ei moça, será que você poderia me dizer onde fica o posto de gasolina mais próximo?

– Sim, claro. Você segue esta rua, e depois de quatro quadras, vire à direita. É logo na esquina.

– Ok, obrigado.

Quando ele agradeceu e foi se retirar, acabou esbarrando em minhas compras, que caíram no chão.

– Oh, perdão!

– Não, tudo bem. Eu pego.

P.O.V – JAMES

– Vamos até sua casa. Você não está bem, é melhor descansar.

– Sim... Mas quero que fique comigo.

Fomos para sua casa, Mary estava trabalhando. Subimos até o quarto de Eloise. Ela estava especialmente linda, nunca tinha a visto assim. Tão frágil e ao mesmo tempo tão atraente... Nos sentamos em sua cama, e ali, de mãos dadas nos olhávamos ininterruptamente. Não achei que aquilo fosse acontecer, não esperava ter minha primeira vez com alguém que tinha começado um relacionamento com um propósito nada romântico. Porém, naquele momento acabei percebendo que não existia mais interesse, agora eu a via como alguém importante.

P.O.V – ELOISE

Estava nervosa. Mas tinha certeza de que estava preparada, e de que aquela era a hora. Senti meu corpo estremecer quando James começou a desabotoar minha blusa, enquanto me beijava suavemente. Só conseguia pensar o quão feliz seria minha vida dali pra frente. Agora que estava ali com o homem de minha vida, nada mais importava. Dei um suspiro quando suas mãos tocaram meu corpo, como se ele quisesse conhecer cada pedaço de mim, e depois, ele começou a me beijar docemente, primeiro meu rosto, meus lábios, depois meu pescoço e fazia isso mais e mais. Ele sussurrava:

– Eu te amo... Te amo...

Sentia medo, e ao mesmo tempo desejava aquilo mais que qualquer outra coisa. Ele era minha fraqueza. Não queria que ele parasse jamais, a sensação era brilhante.

P.O.V – JAMES

Uma noite perfeita. Nossos corpos juntos neste momento: algo inesperado; porém magnífico.

P.O.V – SUELLEN

Meu Deus! O que aconteceu?! Onde estou?! Estava presa pelos pulsos em correntes grossas, e minha boca estava tapada. Não podia ver nada, o local onde estava era totalmente escuro.

Notas finais
Espero que tenha gostado! Obrigada por ter lido mais uma vez. Deixe seu comentário e até o próximo capítulo! :D