Notas iniciais
Bom, pra quem ainda não tinha entrado na minha história aqui no site depois do último capítulo, existem algumas novidades. O nome da história, e a foto de capa. E então você se pergunta: '' Por que você fez essa mudança?'' Porque eu andei analisando umas coisas, e vi que o nome mais apropriado era este, e a capa é um charme à mais. Com o tempo vocês entenderão. As mudanças são estas, a história continua quase a mesma, com exceção do final, que eu acabei repensando e mudando alguns acontecimentos; mas pra vocês, por enquanto continua tudo igual. Enfim... Boa leitura!

Meu celular começou a tocar e com o susto do toque repentino acabei caindo da cama. Não podia acreditar, era Anne, me ligando às cinco da manhã. O que ela queria?! Atendi logo para parar de ouvir o toque do aparelho.

– Oi, Anne...- Só conseguia ouvir ruídos do outro lado da linha. — Anne? O que quer?! Fala logo, estou morrendo de sono! — Receber trote nesse horário não é mole não. -

Desliguei a chamada; antes que pudesse me deitar, recebi uma mensagem. – É sério isso?! Vai ficar de brincadeirinha comigo?! — Porém, quando olhei a mensagem que acabara de chegar, achei-a muito estranha. -

''Pare já com o que pretende ou pode custar muito caro.''

– Ahn?! O que é isso?! Não estou entendendo qual é a da Anne.

Mandei uma mensagem respondendo a dela. Na mensagem eu disse: ''O que foi Anne? O que aconteceu? Do que você está falando?!'' Esperei por trinta minutos o retorno; não obtive resposta. Que estranho. Ela sempre me respondeu... Bom, mais tarde me preocupo com isso.

Apenas pensei que poderia fazê-lo. Depois que deitei-me, fiquei pensando o tempo todo naquela mensagem, e mal podia fechar os olhos.

– Agora reparando... O que será que deu na Anne?! Ela não apareceu na festa... Muito menos ligou para nos encontrarmos durante a semana como sempre faz. Alguma coisa está muito errada, fazer isso não ajuda em nada, só trará suspeitas pra ela, já que eu acabei colocando-a na história da festa.

Do outro lado da parede, no quarto em que Davon estava dormindo, pude ouvi-lo reclamar.

– Cara, dá pra você dormir e parar de tagarelar sozinho aí?!

– Tá, tá. Estou quieto já...

– Ótimo!

Quando notei, já era oito da manhã. Tinha passado três horas seguidas acordado, com preocupação no que poderia ter acontecido para Anne ter essas atitudes. Permaneci deitado, concentrado em meus pensamentos. Logo Davon se levantou, e veio até meu quarto.

– O que aconteceu pra ainda estar aí? Você sempre levantou tão cedo, pelo menos era assim quando você ia lá em casa...

– Davon, alguma coisa de ruim está acontecendo.

– Ahn?! Por que está dizendo isso?

– Olhe esta mensagem.

Ele pegou o celular, leu, e sem entender perguntou:

– O que significa isso?

– Eu também gostaria de saber.

– Anne?! Anne não é seu caso?

– Sim.

– E do que ela está falando?

– Eu não sei! Sabe o que é mais estranho?! Ela não ter aparecido na festa. Eu até disse pra Eloise que era ela que tinha encontrado o salão e tudo mais. Nem imagino o que houve...

– Você ligou pra ela?

– Liguei; não ouvi sequer uma palavra.

– Estranho... Já foi até a casa dela?

– Esse é o ponto. É meio arriscado, a Anne é amiga da Eloise, nunca se sabe quando ela poderá ir lá, até porque, a Eloise já deve ter sentido falta da Anne, já que ela não apareceu.

– Realmente, você pensou bem; mas sabe que eu não concordo com essa história, não é?!

– Sei. Você é muito certinho, não entende que algumas vezes devemos errar para chegarmos onde queremos.

– Quem te fez ter este pensamento louco?! Errar é uma coisa que todo mundo acaba fazendo, isso é fato. Porém, você não está errando porque pisou em um lugar desconhecido, você sabe muito bem onde está pisando, o que está fazendo. Está errando de propósito!

– Tá. Chega de sermões. Tenho que dar um jeito de ir com a Eloise procurar a Anne, não tenho tempo pra isso.

– Ok. Faça o que quiser, só saiba, que não concordo, e nem vou concordar com isso, portanto, se precisar de mim, não estarei lá.

Ele saiu do quarto, deixando o celular em cima de minha cômoda próxima à porta.

P.O.V – ELOISE

Estávamos sentadas à mesa e então Suellen começou a comentar.

– Lô, o James não tinha dito que a Anne tinha ajudado a organizar a festa?

– Sim, ele disse. O que tem?

– Você a viu por lá? É que ontem, sua mãe comentou que não tinha visto ela na festa,- Enquanto ouvia comecei a pensar no que ela estava dizendo, e realmente vi que era confuso. — e eu fiquei pensando, e também notei que também não a vi.

– Agora que você disse, realmente, eu não vi ela também. É estranho...

– Você imagina qual possa ser o motivo?

– Não, não tenho a mínima de ideia do que pode ter acontecido; sabe de uma coisa, eu vou ligar pra ela. Quem sabe ela não ficou gripada ou algo do tipo?!

– É... Quem sabe...

Fui até meu quarto pegar o celular que estava em cima da mesa de cabeceira, e liguei.

– Que estranho... Só dá caixa postal. — Suellen chegou em meu quarto. -

– E então?

– Nada. Ela não atende. Já tentei várias vezes; só vai pra caixa postal.

– Deixe uma mensagem, talvez ela esteja longe dele, ou ele esteja no silencioso, assim que ela estiver perto, ela ouve a mensagem e retorna.

– Não, melhor não. Eu tenho uma solução mais útil. Vamos até a casa dela!

– Será que precisa de tudo isso só por que ela não foi à festa?

– Claro que precisa! Ela deve estar doente, debilitada, precisando de nossa companhia!

– Tudo bem então.

– Só um minuto, tenho que fazer uma coisa. – Peguei meu celular e mandei uma mensagem –

– Pronto.

Nós nos arrumamos e já fomos saindo. Eu ia me dirigindo à casa de James, e então Suellen perguntou:

– O que está fazendo?

– Achou que a gente ia andar até lá?! É meio longe, minha mãe vai trabalhar daqui a pouco, então mandei uma mensagem pro Jim, ele vai nos levar até lá.

– Ah... Entendo.

– Venha, ele já deve estar nos esperando.

Quando chegamos, James estava sentado em um banco, na varanda de sua casa à nossa espera.

– Vamos então?

– E o Davon? Está aí? – Perguntou Suellen –

– Está. Ele está meio bravo comigo, não estamos tão amigos no momento. Coisa normal dele.

– Hum... – Disse ela desapontada. –

Entramos no carro. Como eu estava preocupada e querendo ver logo a Anne, pedi que James dirigisse mais rápido.

P.O.V – JAMES

Como eu imaginei. Assim que soubesse da Anne, eu poderia acompanhá-la sem qualquer suspeita.

– Então, Jim... Você sabe o que aconteceu?

– Foi como eu te disse por mensagem. Isto também é estranho pra mim. Eu não sei o que deu nela.

– Hum...

Suellen estava no banco de trás, quieta, como sempre. Deveria estar suspeitando de mim mais uma vez. Enfim, depois de alguns minutos, finalmente chegamos. Eloise foi até a porta da casa, e tocou a campainha várias vezes. Não obteve resposta. Ela forçou a maçaneta; porém a porta estava trancada.

– Ela deve ter ido viajar... – Comentou Suellen –

– Imagina! Ela não viajaria sem antes ir à festa. De maneira alguma. Acho mesmo é que ela esteve doente, e foi pra algum hospital.

– Eu concordo. – Disse disfarçando –

Aquilo realmente estava me preocupando. Será mesmo que a Eloise estava certa? Será que tinha acontecido algo grave?!

P.O.V – SUELLEN

– Sua mãe é médica, não é, Lô? – Disse James –

– É, mas o que tem?

Enquanto eles falavam, eu estava rodeando a casa, procurando uma janela ou uma porta aberta.

– Ligue pra ela, se a Anne está no hospital, com certeza sua mãe a viu, ou pelo menos pode procurar saber se ela deu entrada em uma consulta, ou hospitalização.

– É claro! Como não pensei nisso antes?!

Continuava minha ronda, e por sorte, acabei encontrando uma janela que estava com a cortina um pouco aberta, e dava pra enxergar o interior da casa. Eu esperei tudo, menos encontrar o que vi. Imediatamente surtei e dei um grito:

– ELOISE!

Notas finais
Espero que tenha gostado! Muito obrigada por acompanhar a história, ficaria feliz se deixasse um comentário! :D Até o próximo capítulo, fui!