Predador: A Irmandade Dos Justiceiros
23 Capitulo 23: Memórias Ocultas
Notas iniciais
Os jovens ainda estavam assustados e preocupados com seu líder, mas o azulado deixou bem claro que não estava ferido gravemente acalmando os ânimos. – Não foi nada grave podem acreditar, agora o que conseguiram sobre Furrano? – Caique pergunta para os jovens que começaram a se acomodar no sofá.
– Ele controla uma das maiores áreas de trafico de drogas da cidade e parece que dois projetos seu residem nestas áreas. – Deth comenta olhando para o rapaz.
– E pelo visto ele perdeu muito dinheiro com isso, agora ele esta com muito mais ódio de você justamente por descobrir que você é o Predador. – Myra afirma e o mais velho somente balança a cabeça.
– Temos que nos preocuparmos 3 vezes mais agora, já sabem quem somos e tenho certeza que não ira demorar para atacarem. – Tsukimy avisa o rapaz que fica pensativo.
– A partir de agora não poderemos mais ficar parados, devemos nos mover por toda a cidade com cuidado. – Caique se levanta e caminha ate a cozinha pegando um copo de suco e bebendo.
– Uma coisa que estou curiosa Caique. – Sarah chama a atenção do rapaz. – O que aconteceu com seus familiares para você decidir fazer isso? – O azulado da uma pequena risada e olha para a jovem.
– Vou contar a minha historia a você. – O rapaz puxa uma cadeira e se senta. – Eu sou filho de uma brasileira com um japonês. Meu pai Izaru Masayoshi trabalhava para o governo japonês e minha mãe Karina Souza para o brasileiro, se conheceram quando os dois governos uniram forças para melhorar as tecnologias na área geral, porem nesta época foi quando a terceira guerra estourou e meus pais se mudaram para o Japão, meu pai já tinha em poder a Masayoshi Intertec e com seus contatos com o governo a empresa decolou com projetos e criações para ajudar o exercito aliado. – O rapaz contava tudo calma.
– E o que aconteceu depois? – Myra pergunta.
– Depois que a guerra acabou e as nações viram a enorme destruição e tristeza que causaram, ouve gigantescos movimentos que protestaram e pediram a saída dos lideres, que causaram aquilo com o planeta e com os países atingidos... Mais de 30 presidentes deixaram seus cargos por causa das revoltas, logo após isso a economia mundial entrou em uma crise, que deixou mais de 1 bilhões de pessoas desempregadas em todo o mundo. O caos estava estalado com a economia destruída e sem emprego os assaltos, roubos e assassinatos atingiram patamares exorbitantes. Meus pais foram ditos como culpados por um grupo de extremistas aqui do Japão, estávamos na casa de campo quando mercenários invadiram nossa casa e executaram meu pai e minha mãe la mesmo, tinha 9 anos quando isso aconteceu. – O azulado aperta com força o copo que segurava o trincando.
– Mas este não foi o gatilho para você se tornar o Predador foi? – Kenshiro comenta olhando o azulado.
– Não meu pai tirou eu e meu irmão mais novo por uma passagem secreta, nesta hora ele me entregou um pen drive com mais de 7 mil arquivos, projetos e armaduras para que eu pudesse analisar, mas fomos capturados e neste momento deram 3 tiros em meu irmão na minha frente... Logo depois eu levei 3 mas sobrevivi graças a um grupo de pessoas que passavam por la, parece que essas pessoas nos levaram para um hospital onde fomos tratados e assim que acordei os médicos me informaram que meu irmão tinha falecido. Consegui ficar com o pen drive, mas estava naquele momento sozinho no mundo. Fui para um orfanato próximo a o hospital e morei la por 4 meses, ate um grupo de mercenários invadir aquele pequeno lugar e fuzilar qualquer um que se mexesse. – Aquilo deixa todos espantados, como alguém podia ser tão cruel. – Sobrevivi por que consegui pular a janela, mas ouvi os tiros e as crianças chorarem corri, corri e corri até chegar as docas de Naquiri que tinha se tornado a cidade mais poderosa do mundo quando eu tinha 6 anos.
– Nas docas eu achei ele e de cara percebi que ele era um Masayoshi e o levei para a casa, pois meu pai trabalhava na empresa e com o dito falecimento da família Masayoshi a empresa foi fechada por não conter um líder, Caique reabriu a empresa deixando meu pai que era chefe de criação da empresa no poder ate ele completar seus 18 anos. – Lilith conta o final.
– E quando eu tinha 17 anos, já era um talento em tudo, e minha namorada estava gravida. Meu filho Reiko quando completou 1 ano foi retirado dos braços da mãe pelo irmão dela que na minha frente atirou em sua cabeça. – O copo que o rapaz segurava estoura com a pressão que sofria. — Eu tinha visto tantas pessoas sofrerem com descaso, abandono e a violência que tinha na cidade, fui ate o pen drive de meu pai e o vasculhei por completo encontrando a armadura de Predador, a montei e prometi que iria limpar todo o caos na cidade.
Todos os justiceiros ficaram surpresos com aquela historia. – Não sei o que falar. – Diz Sarah.
– Não precisa dizer nada, todos passamos por perdas na vida. – Caique comenta com um sorriso no rosto. – E você como é a sua historia? – O mais velho pergunta curioso.
– Minha historia não é tão chocante como a sua. – A menor olha para baixo e depois ergue a cabeça decidindo contar. – Quando eu tinha 6 anos minha família foi toda morta por um grupo desconhecido, minha mãe tentou me defender e eu vi a hora que a espada de um dos homens atravessou o peito dela, estava escondida e na hora quis gritar e correr até ela, mas seria morta então fiquei escondida e também vi a hora que esfaquearam meu pai. – A garota fica em silencio. – Quando tudo aquilo acabou eu chorei e um tempo depois a policia chegou, me levaram para um orfanato onde fiquei até completar 18 anos, mas cresci reprimindo qualquer luta ou guerra me tornei uma pacifista por que percebi que guerra traria mais guerra, no dia em que você me encontrou aqueles homens que eu derrotei eram o grupo que assassinou minha família. – Todos se surpreenderam com a piedade e com o bom coração da garota.
– Já que esta assim vou contar a minha também. – Deth diz chamando a atenção de todos. – Eu antigamente atendia com o nome de Han, morava em um bairro muito pobre da cidade, minha mãe era uma prostituta e eu nunca soube quem era meu pai. Minha mãe e todos ao meu redor me odiavam e deixavam bem claro isso com as surras e as ofensas diárias que eu recebia. Quando tinha 9 anos já estava farto daquela situação e a gota d’agua foi quando dois bandidinhos acho que de 15 anos ficaram me irritando, peguei uma barra de ferro e estourei a cabeça dos dois, por causa desse meu pequeno ato de ódio fui jogado em um internato juvenil.
O rapaz da uma pausa respirando fundo. – La eu conheci o inferno, pois vivi pela lei do mais forte, todos os dias eram brigas e mortes para assim ninguém mexer comigo e para conseguir um pouco de paz naquele mundo negro. Quando completei 11 anos um homem apareceu no reformatório vindo de um programa do governo, para ensinar e ajudar menores criminosos a arte e os ensinamentos do kung fu. Nesta época ele me ensinou tudo, Kung Fu, politica, leis, direitos iguais, absolutamente tudo o que aprendemos na escola ele me ensinou no reformatório. Quando fiz 18 anos sai daquele inferno e decidi fazer algo para ajudar as pessoas, então Han morreu e Deth nasceu. – O justiceiro termina com um olhar calmo.
– Uau você é um cara bem durão mesmo. – Fon comenta e então o menor olha para Izack que estava em outro sofá calado, assim todos olham para o justiceiro também.
– Ok irei contar meu passado. – O rapaz olha para todos e começa. – Quando tinha sete anos meus pais foram mortos por um grupo de bandidos, eu e minha irmã conseguimos fugir com dificuldade dos bandidos, graças a um amigo que tinha a minha idade. Treinei durante anos para ficar forte e proteger minha irmã, Naoi e ate utilizei armas para isso. Em uma noite de verão quando tinha treze anos e minha irmã doze, escutei um barulho vindo do quarto da casa abandonada que havíamos ido dormir e quando cheguei ao quarto fiquei chocado e antes que pudesse fazer algo, um homem acertou um tiro em meu ombro seguido de um em minha perna me impossibilitando de mover-me. Minha irmã foi estuprada e morta naquela noite e os bandidos acertaram um outro tiro em meu olho direito, a policia chegou e me socorreu. – O justiceiro olha para Caique e continua. – Naquela noite me livrei dos meus sentimentos, meu olho direito se perdeu e na noite que você me encontrou, fazia 4 anos que minha irmã tinha sido morta e eu finalmente tinha encontrado os assassinos. – Finaliza fechando os olhos.
– Nossa cara é muito difícil isso. – Ryuuki diz para o amigo.
– E você Ryuuki por que virou um de nós? – Lilith pergunta olhando para o maior.
– Sou órfão, a única lembrança de minha suposta família e a katana que estava ao lado de meu cesto, quando fui encontrado ainda bebê. Minha vida no orfanato não era nada fácil, sempre vivíamos no mínimo que tínhamos, com pouca comida, água e segurança. La eu era considerado como um líder dos garotos, que roubavam para conseguirem algo a mais. Apesar de possuir a katana, nunca me atrevi a levanta-la contra a ninguém que não representasse perigo. Aos 15 anos o orfanato fora fechado por falta de condições então entrei para uma organização que visava o fim daquele caos que o mundo estava, mas não deu muito certo, fui o único sobrevivente do grupo. Entrei para a policia e fiquei la, ajudando a acabar com o crime até aquele dia onde você me encontrou Caique. – O mais velho fala olhando para o azulado. – Fomos cercados os que não fugiram no meio do tiroteio foram mortos la mesmo.
– Nossa cara e vendo você brincar assim nunca eu iria imaginar uma coisa dessas. – Fon fala. – Irei falar minha historia a vocês também. – O mais novo respira fundo e começa. — Nasci em um lugar horrível, onde apanhava todo dia por ser ruivo, o menor e mais fraco, mas um dia isso mudou quando um guru do kung fu me achou machucado no chão e prometeu me treinar tanto que poderia morrer no final do treinamento, meu mestre me disse uma filosofia que era passado de mestre a aluno: No kung fu tem que treinar muito para ter habilidade. Aprenda tudo, esqueça tudo, aprenda a forma, busque o disforme. Aprenda o caminho, depois encontre seu próprio caminho, o musico pode aprender kung fu, ou o açougueiro que corta a carne todo dia com tamanha destreza sem tocar o osso, o poeta que pinta quadros com palavras que fazem imperadores chorarem. Mas não de nome meu amigo, pois e como a água. Nada e mais suave que a água, mesmo assim ela derrota a pedra, ela não luta, ela flui em redor do oponente. Disforme sem nome, o mestre reside em você, só você poderá liberta-lo. – Fon toma um pouco de ar antes de voltar a falar. – Depois que meu mestre disse isso ele evaporou na minha frente.
– Opa opa opa calma ai... Ele evaporou na sua frente? – Hiei diz não acreditando no que tinha ouvido. – Você fumou maconha naquele dia foi?
– Claro que não seu idiota, se você ficou assim só por que ouviu eu vi ele virar fumaça, quase que eu finco um prego no meu braço pra ver se estava dormindo, mas enfim quando retornei para minha casa encontrei meus pais mortos. Aquilo foi um choque que me deixou abalado, fiquei sem defesa nenhuma com aquela cena e nesta hora criminosos da área me pegaram para me torturar, mas por muita sorte Predador estava no local e me salvou. – Termina de falar dando um suspiro.
– Muito pesada essa historia. – Comenta Hiei perto do amigo.
Tsukimy estava quieta no sofá e o azulado percebeu. – Tsukimy. Quer contar sua historia? – O mais velho pergunta de força calma, pois o passado de todos ali não era algo que eles se alegrem de lembrar.
– Morava com minha mãe e meu padrasto, em uma casa pobre, num lugar onde imperava a fome e o medo, minha mãe morreu quando eu tinha 7 anos me deixando sozinha com o homem que considerava meu pai, depois da morte de minha mãe ele me disse, que não era meu pai de verdade, que não me amava, depois disse que na verdade só se interessava em mim por causa de meu corpo magro de criança. Naquela hora, fiquei assustada e tentei fugir, mas aquele homem não deixou, ele me estuprou, logo depois me encheu de corte. – A garota levanta a blusa mostrando algumas cicatrizes.
– Disse que seria dele para sempre, como a minha mãe havia sido. Passaram-se anos e quando tive 13 anos o matei com uma facada nas costas, enquanto mais uma vez ele tentava estuprar. Depois disso fui embora a procura de alguém que pudesse me ensinar a me defender, mal saindo da cidade onde morava encontrei com uma senhora, que decidiu me ajudar após saber de minha história, então a senhora me ensinou a ser uma verdadeira guerreira, a usar todo tipo de arma, a travar o conhecimento inimigo, ou seja, a parar qualquer tipo de adversário, encontrando os pontos fracos do mesmo. – A jovem finaliza contando o dia que encontrou o justiceiro e todos a olham muito assustados com todo aquele horror que ela viveu.
Nossos passados são lembranças de momentos sombrios e de enorme sofrimento que usamos como força e combustível para mudar este lugar. – Hiei disse. – Meu passado é algo que também acho muito triste. – O justiceiro respira fundo e começa a contar. — Cresci em uma casa pequena junto com a minha mãe e minha irmã gêmea até os 10 anos de idade. Minha mãe era uma prostituta, nunca conheceu o meu pai e via minha mãe sofrendo de vários abusos e crueldades por parte de seus "clientes". – O rapaz eleva um pouco a voz lembrando o ódio que sentia dos clientes. — Quando tinha 10 anos minha mãe se suicidou deixando eu e minha irmã sozinho para sobreviver nas ruas. Me separei drasticamente de minha irmã nesse tempo e nunca mais a encontrei. Como não conseguia nenhum emprego por causa da idade, passei a roubar para viver, me tornei o melhor ladrão de toda a cidade, procurado por várias gangues até o dia em que fui encurralado em um beco por uma gangue que me cassava a tempos, só estou aqui hoje por que Predador me encontrou e me salvou dos bandidos. A partir daquele dia prometi ajudar o Caique com sua causa para pagar sua dívida com ele conseguir encontrar minha irmã desaparecida.
Novamente o silencio paira no local, ninguém tinha coragem de falar depois de ouvir aquela historia, todos ali tinham seus fantasmas do passado e ninguém gostava de relembra-los.
Caique e chamou Kenshiro pedindo para ir a casa dele, chamou junto Carol, Akemi, Lilith e Cole já que este não queria desgrudar da mãe.
A viagem foi rápida o azulado informou que queria alguns arquivos, sobre as armaduras do rapaz para assim melhorar as que ele planejava montar. Em mais ou menos uma hora e meia os justiceiros já estavam retornando para o novo esconderijo, porem algo chamou a atenção dos jovens assim que pararam no portão do jardim.
FUMAÇA. Uma densa e escura nuvem de fumaça subia para o céu saindo de dentro do jardim, Caique pisou fundo quase arrancando o portão do local e assim que virou para chegar a sua casa... FOGO... Tudo estava em chamas.
Os dragões foram devorados pelas chamas. E agora como sera o futuro de nossos amigos?
Fale com o autor