Precisava Te Dizer
11 Tensão, Shopping e... Robert.
Notas iniciais
Boa leitura minhas jovens
POV Bella.
Tem coisa melhor que acordar com mãos grandes e ásperas apertando seu nariz...? PERA AI, Mãos grandes e ásperas?
– QUE PORRA É ESSA? – Abri os olhos assustada dando de cara com Emmett.
– Calma ai maninha. – Riu da minha cara. – Estou em missão de paz! – Ergueu as mãos e se jogou na cama.
– Dá pra explicar o que CARGAS D’AGUA você esta fazendo aqui? – elevei um pouco meu tom de voz.
– Bem, Alice me mandou te chamar, disse para lembrar que hoje é dia de compras... – Se explicou e jogou suas pernas em meu colo. – Ela parecia feliz, o que fizeram? – sorriu malicioso.
– Nada de mais, só fomos a um lugar que eu costumava ir... – Ocultando o que fizemos em cima e embaixo do penhasco... – Mas acho que ficou assim pela noticia que a dei, contei-lhe da liminar que você conseguiu. – e claro, da nossa pequena provocação...
– Hum... – não se convenceu. – Pois bem, levanta essa bunda gorda da cama e vá se arrumar. – falou. – Em duas horas ela esta passando aqui para te buscar.
– Mais ainda é cedo! – reclamei e me joguei na cama.
– Isabella, são 15h30min, acha mesmo que esta cedo? – Olhei assustada para ele.
– Uau, acho que dormir demais...
– Acha? – Ironizou.
Dei língua para ele e fui correndo para o banheiro.
– Vou te esperar lá embaixo, quero conversar com você. – Assenti antes de entrar.
Tomei um banho relaxante e um pouco demorado. Sai do chuveiro e vesti uma roupa confortável, coloquei uma calça Jeans e uma blusa branca, calcei meu amado All Star e deixei meu cabelo solto. Qual é, eu vou passar o resto do dia todo com Alice naquele Shopping, acha mesmo que terei trégua?
– Emm, dá para deixar comida na minha geladeira? – Impliquei com meu irmão assim que entrei na cozinha e o vi quase que entrando dentro dela.
– Bom, se eu achasse comida aqui, né... – Fechou a geladeira e se virou para mim com uma cerveja na mão. – Há quantas décadas você não faz uma compra decente para sua casa?
– Cala a boca! Pega minhas coisas e ainda reclama! – peguei sua (minha, alias.) garrafa e tomei um gole. – Folgado! – Tomou a garrafa de minha mão e sentou na cadeira. – Abusado! – riu da minha cara, mas logo ficou sério.
– Bells, eu não vim aqui somente ser o pombo correio de Alice. – Agora fiquei preocupada.
– Aconteceu alguma coisa? – sentei-me de frente a ele.
– Na verdade sim. – respirou fundo. – Isa, Jake me falou que as coisas na oficina não estão muito bem... – Fofoqueiro. – Por que não me avisou antes?
– Porque aquilo é meu negocio? – falei o óbvio. – Emmett, aquilo lá é meu problema! Não quero que todos saibam que estou passando por uma fase ruim. – abaixei a cabeça. – Meu casamento com Alice é há dois meses, acha mesmo que eu a quero preocupada com isso? Não, não mesmo! Quero vê-la somente preocupada com o que comprar para a festa.
– Bella, você é minha irmã! – tentou argumentar.
– Mas é casado com a melhor amiga de minha noiva, Emmett. – olhei em seus olhos. – Por mais que jurasse segredo, você não esconderia nada da sua loira, iria deixar vazar e consequentemente ela contaria a Alice.
– Não é bem assim. – se defendeu. – Bells isso é grave. Eu vi as papeladas e vocês estão com a corda no pescoço! – suspirei.
– E eu não sei disso? – falei sarcástica. – Eu e Jake estamos juntos nessa, a oficina é metade dele também, já passamos por tantas coisas piores que isso. – Deixe-me lembrar de quando quase falimos, há 5 anos.
– Mas agora é diferente, você não tem mais verba e seu capital não esta bom... – como você tem pensamentos positivos, em mano?
– Eu sei Emm, mas o que eu posso fazer? Sair por ai gritando que estou fudidamente fudida não adiantará nada!
– Pedir ajuda a sua namorada rica seria um bom passo. – falou o óbvio.
– Não vou pedir dinheiro a Alice, NUNCA! – Me descontrolei. – O dinheiro dela será apenas para nossa casa e seu bem estar.
– Bells... Você terá que fechar sua oficina, desfazer do seu sonho por puro orgulho? – jogou na minha cara.
– Eu sei que eu e Jake conseguiremos o dinheiro, é difícil, mas não impossível. – argumentei.
– Eu realmente não vou conseguir te convencer, né? – assenti. – Bom, eu estou aqui para ajuda-la. Olhei e fiz as contas, sua dívida passa dos 30 mil Bells. – abaixei a cabeça, eu realmente não queria pensar naquilo agora. – Posso te ajudar com no máximo 10mil. – levantei a cabeça rapidamente e arregalei os olhos.
– Não, não e não. – Neguei e me levantei. – Emm, não quero seu dinheiro. – sorriu para mim.
– Isabella, você não esta em situação para negar ajuda. – levantou e veio até mim. – Eu quero lhe ajudar! Aceite isso como... Hãn, um presente de aniversário. – riu.
– Um presente muito caro, sabe que não gosto disso. – virei às costas.
– Então fazemos assim, você não vai conseguir tirar 30 mil no banco, sua firma esta falindo e eles nunca lhe emprestariam tanto dinheiro sem uma garantia, e colocar sua casa como tal é muito arriscado. – assenti, ainda de costas. – Eu vou lhe emprestar 10 mil, me pague quando puder. Pode ser daqui um mês ou um ano, não me importo. Fechado? – virei para ele o vi estendendo a mão para mim.
– Emm, 10 mil não é dez reais. – alertei-o. – Não acha que Rose estranhará o sumiço desse dinheiro da conta de vocês? – ironizei.
– Eu tenho uma conta de quando era solteiro, e nessa ela não pode mexer e acho que nem sabe. Todo ano deposito certa quantia nele. – falou. – Era um escape de emergência, caso houvesse algum tipo, e esse é o tipo. – olhou em meus olhos. – Vamos Bella, você não pode negar! Não estou lhe dando, estou emprestando. – olhei um pouco emocionada ao meu irmão e enfim apertei sua mão. Ele me puxou para um abraço bem forte. – Eu estou aqui, Bells. – sussurrou em meu ouvido. – Por você e com você, sabe disso. – sorri em meio às lágrimas. – Pode contar sempre comigo não somente nas horas boas, mas principalmente nessas horas.
– Obrigada, meu irmão. – me separei dele e olhei em seus olhos. – E me desculpe, eu realmente não queria que ninguém soubesse disso, eu... Eu... – Colocou um dedo em meus lábios me calando.
– Tudo bem, mas agora peço que não esconda nada de mim. – assenti. – Seu casamento vai ser grandioso, principalmente com Alice organizando tudo, como vai bancar isso assim? – suspirei derrotada e andei até a sala (sabia que estava me seguindo), me sentei no sofá e fechei os olhos.
– Eu realmente não sei. Mas contar a ela esta fora de cogitação! Não quero vê-la preocupada com meu trabalho, já disse isso. – ele assentiu e se sentou ao meu lado. – Eu conversei com Carlisle, ele disse que bancaria a festa, ou seja, fiquei com a viajem.
– A parte mais cara? – riu.
– De certa forma. Eu tenho quase cinco mil guardados aqui, acho que consigo fazer milagre com eles. – rimos. – Sei que o maior sonho dela seria ir para Paris, mas não estou em condições de bancar isso. – respirei fundo.
– Pensou em algo?
– Um cruzeiro, brega eu sei. – riu. – Mas é o melhor que eu posso fazer agora. – acariciou meu rosto. – Eu não posso leva-la a Itália, como você fez com Rose, mas ainda a levarei para Paris. – sorri tristemente.
– Posso te... – o cortei.
– Não, esses 10 mil serão de grande ajuda já, não quero mais seu dinheiro. – assentiu. – Seu telefone esta tocando? – perguntei ao ouvir algo vibrando.
– Não... Acho que é o seu. – Fui até a estante e vi que era ela me ligando.
– Falando nela. – rimos e eu atendi. – Oi meu amor.
– Hey Bells. – estava animada. – Estou saindo de casa, já esta pronta?
– Sim, a sua espera. – sorri.
– Ok, em vinte minutos chego ai.
– Tudo bem, estou lhe esperando.
– Beijos, te amo. – se despediu.
– Não mais que eu. – desliguei o celular.
– Bom, estamos combinados então? – perguntou. – Lhe emprestarei 10mil ainda essa semana e você quita 1/3 da sua divida. – assenti e o abracei novamente.
– Obrigada mais uma vez, meu irmão. – correspondeu a esse abraço e beijou minha testa.
– Não por isso. Até amanhã.
O levei até a porta e nos despedimos.
Eu realmente custava a acreditar naquilo... Estou na duvida entre: A) matar Jacob por te contado ao Emm ou B) Agradece-lo por não cumprir o combinado!
– Oi meu amor. – Alice praticamente pulou em meu colo quando abri a porta.
– Também estava com saudades. – sorri antes de capturar seus lábios. – mas que tal sair do meu colo? Não quero que brigue comigo por não ir ao shopping com você hoje. – Sorri maliciosa para ela que logo retribuiu.
– Ok. – se soltou de mim e segurou em minha mão. – Vamos? – Assenti contragosto. – Vai ser legal! – tentou me animar enquanto trancava a casa e ia para o carro.
– Duvido um pouco... – a peguei pela cintura antes de entramos no carro e a prendi contra ele e meu corpo. – Mas acho que posso aguentar essas horas ao seu lado. – beijei seu pescoço.
– Bells... – deixou soltar um leve gemido. – Vamos antes que EU desista... – sorri maliciosa e a apertei mais ainda. Desci minhas mãos e apertei sua bunda. – ISABELLA! – Gritou ao sentir o aperto. – Vamos logo. – se soltou de mim, com dificuldades, e entrou no carro.
– A garota, você me enlouquece, sabia? – falei comigo mesmo antes de entrar.
Sentei no banco do passageiro e a ouvi respirar fundo várias vezes antes de ligar o carro.
– Que foi amor? Perdeu o folego com alguma coisa? – provoquei ao pé de seu ouvido.
– Vadia! – beijou meus lábios e acelerou o carro.
– Bem eu, né? – Passei a mão em sua coxa exposta. – não acha um pouco curto esse short? – sorriu irônica.
– Nem casamos ainda e já esta querendo mandar nas roupas que uso? – falou.
– Não é isso, é que se eu fico excitada só de vê-la assim, imagina aqueles idiotas? – trinquei os dentes e ela riu. – Estou falando sério! – riu mais alto ainda.
– Minha mulher é muito possessiva. – riu e pegou em minha mão. – Eu te amo, você se sabe disso. – beijou-a e olhou em meus olhos. – Como nunca amei ninguém. – sorri e ela voltou sua atenção para estrada.
– Ainda o acho curto. – Gargalhou e começamos a conversas coisas completamente idiotas e sem sentindo.
– Ok... Vamos primeiro ver o presente do Peter. – Falou e pegou em minha mão.
– Hum... Já sabe o que comprar? – perguntei e ela negou.
– Ele gosta de carros, podemos ver um para ele de controle remoto, que tal? – eu nem pude responder, me arrastou pela loja até achar o carrinho que queria. – Esse é muito bonito, o que acha? – O carro era mesmo lindo, mas caro... Eu não tinha como compra-lo, não agora.
– Alice, que tal algo um pouco mais... Barato? – riu da minha cara. – É sério, olha o preço disso! É a prestação de um carro de verdade! – soltou uma linda gargalhada.
– Bells, deixa de ser boba, eu pago, ok? – Eu sabia que não teria como convence-la do contrario, apenas assenti. – ótimo.
– Bom... Acho que vou levar uma bola. Ele disse que quer aprender futebol americano. – Peter era muito parecido com o pai. – Tomara que não se interesse tanto pelo esporte e deixe de estudar. – brinquei.
– Emmett é um ótimo jogador, pelo menos era no High School. – Rimos.
– Bom dia. — Um cara moreno e alto falou todo sorridente. – Posso ajuda-las? – Olhou nada discreto para as coxas da minha Alice.
– Não, abrigada. Já achamos o que queríamos. – Alice sorriu docemente e o cara aumentou ainda mais aquele sorriso nojento.
– Bom, então me deixe registrar sua mercadoria. – Fui só eu que reparou no duplo sentido dessa frase?
– Oh, obrigada. – deu o carro para ele e andou até um computador.
– Bom, avista ou cartão?
– Cartão. – respondeu educadamente.
– E qual seria seu nome, gatinha. – Ele estava mesmo flertando com a minha NOIVA na minha FRENTE?
– Her... – Ficou um pouco constrangida. – Alice Cullen. – Cullen, um sobrenome bem respeitado em Seattle, obviamente o sorriso do cara mudou drasticamente. De malicioso foi para ambicioso.
– Bom... E a gatinha Cullen teria telefone? – tentou ser sexy?
– Meu caro, você por acaso não percebeu a aliança no dedo da senhorita, não? – perguntei um pouco nervosa. Olhou-me divertido.
– Sua amiga é segurança contratada pelo namorado? – brincou. Ignorei isso, vou ver até onde ele vai.
– Poderia fazer isso logo? Temos outras coisas para fazer. – Alice pediu e ele prontamente voltou a fazer o registro.
Bom, como o meu era mais barato resolvi pagar no dinheiro e o processo foi mais rápido, estava apenas esperando Alice.
– Pronto, é só digitar a senha. – ela foi até a maquininha e ele chegou por trás dela e sussurrou algo em seu ouvido... Aquilo com certeza me fez perder o resto de juízo que eu tinha.
– PORRA, DÁ PARA SAIR DE TRAS DELA? – Gritei e todos na loja olharam para nós.
– Bells... – Alice estava constrangida e me pedia calma.
– Qual é a sua, garota? – olhou raivoso para mim. – Estou apenas atendendo a jovem. – Sorriu malicioso.
– Atendimento demorado, não? – ironizei e puxei Alice para mim. – Vamos embora. – ela assentiu.
– Aqui esta gatinha. – esticou seu cartão juntamente com o carrinho. – Meu telefone esta escrito atrás da nota fiscal, quando cansar do noivinho pode me ligar. – A ira subiu a minha cabeça e só não soquei ele, pois Alice estava segurando minha mão.
– Obrigada. – agradeceu e se virou para mim. – Vamos, Bella. – me puxou pela mão e quando estávamos saindo da loja...
– Aquela branquinha é uma gostosura, não acha? Aquelas pernas... Meu Deus... Imagina meu... – me virei rapidamente e soquei a cara daquele idiota. – Mas que PORRA! – Gritou e tentou parti para cima de mim.
Minha raiva era muito grande, e quando eu ficava com raiva uma força que não sei de onde vinha em mim.
O peguei pelo pescoço e apertei forte até vê-lo ficar vermelho.
– Olha aqui seu idiota, tenha mais respeito pelos seus clientes, inclusive se um deles for noivo ou casado, PRINCIPALMENTE SE UMA DELAS FOR MINHA NOIVA! – Soltei seu pescoço e dei-lhe outro soco na cara. – A chame de gatinha, gostosa ou algo do gênero novamente que eu acabo com a sua cara, idiota. – Alice segurou meu braço na hora que eu daria meu terceiro soco nele.
– Calma meu amor, fiquei calma. – acariciou meu rosto e beijou meus lábios. – Não vale a pena isso, não vai estragar nosso dia, sim? – pediu olhando em meus olhos.
Abaixei minha mão e a envolvi possessivamente, e beijei os seus lábios ferozmente. Queria mostrar que tinha dona.
– E você. – apontei para o gerente. – Contrate pessoas melhores para trabalharem em sua loja, você acaba de perder uma cliente. – assentiu e se desculpou.
Sai da loja agarrada com Alice.
– Dá para explicar? – pediu ao praticamente me jogar num banco.
– Explicar o que? – ergueu uma sobrancelha. – Alice, aquele cara me tirou do sério, você viu como ele estava te secando e comendo com os olhos? – segurou o riso. – Estou falando sério! – Sentou em meu colo e me abraçou. – Eu sou muito possessiva quando se trata de você, sabe muito bem disso. – riu em meu ouvido.
– Você é uma boba, sabia?
– Eu? Boba? – indaguei.
– Sim, sabe que sou totalmente sua e ainda fica brigando por pouca coisa... – olhou divertida para mim.
– Eu briguei por você, e você não é pouca coisa. – sorriu lindamente e beijou delicadamente meus lábios.
– A proposito, não sabia que seu soco de direita era tão forte. – Rimos. – Anda malhando?
– Besta. – beijei sua bochecha. – Quem tem Alice Cullen como namorada não precisa ir à academia – falei com duplo sentido e ela entendeu perfeitamente, olhou-me indignada e bateu em meu braço.
– Você é muito idiota. – se levantou do meu colo e me puxou com ela.
– Estou me sentindo um poodle na coleira. – riu e me puxou para ela. – Bom... Se for para andar assim eu viro até um chiuaua. – me deu um selinho e falou.
– Bom, minha chiuaua. – ri. – Vamos começar as comprar... DE VERDADE. – Olhei com medo para ela, e mais medo ainda quando entramos na primeira loja.
– E que os jogos comecem. – me bateu, jogou sua bolsa em mim e foi correndo ver as roupas.
– Dez horas depois... – falei quando entramos na milésima loja.
– Exagerada... – brincou. – Estamos aqui apenas há duas horas.
– Mas para mim são 100! – riu.
– Boba, vem. – puxou-me para um provador. – Prove essa roupa. – olhei sem entender. – Acha mesmo que vou comprar roupas só para mim?
– Alice eu... – me calou cum um beijo.
– Um presente de aniversário adiantado. – Piscou e me jogou a roupa.
– Bem adiantando, não? – deu-me língua e fechou a porta.
Coloquei a roupa e sai.
– Uau. – suspirou a me ver sair. – Linda. – me fez girar 360º
– Bom... Acho que preto combina comigo. – ri.
– Você fica muito sexy de couro... Sabia? – se pendurou em meu pescoço e deixou seus lábios próximos aos meus.
– Hum... Fico é? – ergui uma sobrancelha.
– Ainda mais assim... – passou a mão nela. – Fica perfeita. – e beijou meus lábios.
– Her... – Nos separamos ao ouvirmos que tinha alguém ali. – Vão querer mais alguma coisa? – A moça estava visivelmente desconfortável.
– Her... Bom... – E Alice envergonhada, ela detestava fazer isso em publico.
– Não, obrigada. –sorri naturalmente para ela que se retirou rapidamente. – Você fica muito fofa vermelhinha assim. – apertei suas bochechas.
– Arg, para. – fechou a porta do provador na minha cara!
Retirei a roupa e fomos paga-la.
– Bom... Podemos sair daqui e irmos comprar alguma coisa para comer? ESTOU MORTA DE FOME!
– Que menina exagerada! – ralhou comigo.
– Boa noite. – Uma loira, muito bonita por sinal, nos atendeu no balcão.
– Boa noite. – respondi naturalmente. Entregamos as peças, MUITAS PEÇAS, de roupa para ela passar.
– Primeira vez aqui? – perguntou para mim, mas quem respondeu foi Alice.
– Na verdade não, sou cliente antiga. – senti uma pontada de ciúmes ali?
– Her... Seu nome. – pediu.
– Alice Cullen. – Fez alguma coisa naquele computador e logo voltou a olhar para mim. Senti Alice rígida ao meu lado.
– Tudo bem, Alice? – perguntei preocupada.
– Tudo perfeito. – ela estava se segurando... E aposto que era para não pular no pescoço da vendedora. Ri disso. – Esta rindo de que? – Segurei o riso e neguei com a cabeça.
– Nada...
– Acho bom...
– Aqui esta... – nos entregou a sacola. – Volte sempre. – e me lançou, ou tentou lançar, um sorriso sexy. Alice viu aquilo e ficou vermelha de raiva, mas se partisse para ela com certeza sairia machucada, então fez algo ainda “pior”... Beijou-me...
Um beijo de possessão e luxuria. Queria apenas mostrar que eu era dela, do mesmo modo que fiz com ela na loja de brinquedos.
– Vamos amor? – fez questão de levantar nossas mãos com as alianças e frisou bem a palavra AMOR.
– Claro. – tentei recuperar o ar enquanto andávamos para a praça de alimentação. – Uau. – riu do meu lado. – Faz de novo? – supliquei e me bateu.
– Bella você é tão... Arg. – me deu as costas e foi sentar numa mesa.
– Linda, gostosa, cheirosa e sexy? – perguntei por trás e ao pé de seu ouvido. Gemeu bem baixinho. – Sei disso. – beijei seu pescoço.
– Convencida! – deu-me um selinho.
– Realista, sabe disso. – Rimos e fizemos nossos pedidos.
Após fazermos esse pequeno lanche, resolvemos irmos ENFIM ao cinema.
– Como prometido, aqui estamos nós. – falou ao chegarmos à bilheteria.
– E como exigido. – olhei para ela. – Escolha o filme. – riu e virou para o painel.
– Deixe-me ver... – colocou a mão no queixo e analisou todos os filmes. – Podemos ver João e Maria, que tal? – Olhei assustada para ela. – O que foi?
– Você. Quer. Ver. Filme. De. Ação? – questionei assustada.
– Bem, você viu que gatinho o protagonista? – sorriu e eu fechei a cara.
– Que tal vermos De Pernas Pro Ar 2? Han? – Riu da minha cara.
– Duas entradas para João e Maria, por favor. – Pediu.
– Abusada. – olhou-me divertida e pegou a carteira. – Ao menos me deixe pagar o cinema, ok? – Assentiu. – Tome, pegue pipoca e Milk Shake para nós. – assentiu novamente e foi para a outra fila. – Obrigada. – Agradeci a moça e fui atrás da minha princesa.
– Uma pipoca grande e dois Milk Shakes médio. – pediu ao atendente.
– Eu quero o meu grande. – falei por trás dela.
– Que susto. – ri. – Um grande e outro médio. – olhou de novo para mim. – Melhor? – Assenti e a abracei por trás. – Obrigada. – agradeceu quando recebeu seu pedido. Peguei os Milkes e ela levou a pipoca.
– A sessão esta para começar, vamos? – Assentiu e entramos na sala.
A sessão foi uma delicia, literalmente. Alice mais escondia o rosto em meu peito do que assistia ao filme... E NEM ERA TERROR! Na metade do filme ela virou o rosto para mim e capturei seus lábios rapidamente, eu precisava disso.
O beijo era envolvente e maravilhoso, cheio de luxuria e desejo. Envolvi sua cintura e a apertei mais em mim. A sala estava vazia e estávamos na ultima fileira – onde não tinha mais ninguém.
A peguei e sentei-a no meu colo e desci meus beijos para seu pescoço.
– Ahh... – gemeu roucamente em meu ouvido. – Bells... Estamos no cinema.
– Eu sei disso. – acariciei seus peitos por de cima da blusa.
– Para... – sua voz não pedia por isso...
– Huurum... Quando eu tiver o que eu quero eu posso pensar em parar. – abrir alguns botões de sua blusa e coloquei seu peito para fora.
– Anhn. – se controlava para não gemer muito alto. – E o que você quer? – perguntou entre dentes.
Desci minha mão e abri o botão e o zíper de seu short, infiltrei minha mão por dentro de sua calcinha e cheguei onde queria.
– Sentir você gozando em meus dedos. – e a penetrei sem nenhum aviso. A vi morder os lábios fortemente para não gritar. Voltei minha atenção para seu peito e comecei a suga-lo fortemente.
– Bella... Isso... Mais forte, por favor. – implorava enquanto eu chupava e a penetrava lentamente.
– Seu desejo é uma ordem. – Acelerei o ritmo de meu dedo e introduzi mais dois. – rebola, vai. – ela rebolava em meus dedos maravilhosamente.
– Bells... – gemia baixinho, ninguém no cinema prestava atenção em nós, o áudio era alto demais para ouvirem a gente e o filme era de ação, ninguém queria perder uma cena se quer.
– Oi meu amor... – eu Estava rouca, muito rouca de tesão.
– Eu vou... Ahn... Eu vou... – não conseguiu completar sua frase e senti seu sexo aperta meus dedos e seu gozo escorrer por entre meus dedos. – Gozar. – suspirou e caiu em meu peito.
Levantei o braço da poltrona que estava ao nosso lado e a deitei nele. Abaixei seu short e suguei e lambi todo seu doce sabor.
– Isso Bells... – rebolou em minha boca. Enfiei minha língua dentro dela e a estimulei com um dedo. – Isso... Vai... – pedia por mais.
– Calma meu amor, muita calma. – pedi e mordi seu clitóris. Eu acelerei meus movimentos quando senti que iria gozar. Coloquei dois dedos dentro dela e a chupei com força... Questão de segundos até seus músculos contraírem e ela explodir num orgasmo enorme.
Lambi-a totalmente e não deixei nenhuma gosta de seu gozo escapar.
Subi seu short e o abotoei, mordi o bico de seu peito e o “guardei”, deixei-a quase que completamente apresentável.
– Você é louca. – falava com dificuldade.
– Por você eu sou tudo. – sorri e beijei seus lábios.
– Esta suja aqui. – apontou para o canto de minha boca. – Isso é... – sua voz ficou carregada de tesão. Passei minha língua e constatei que era seu gozo. Assenti. – me beija. – puxou-me para ela e nos beijamos até perder o ar. – Precisamos ir embora. – Seus olhos estavam mais escuros, eu amava isso, claro sinal de excitação em excesso.
– Claro, é pra já. – dei um selinho nela e nem vimos o filme acabar.
– Edward, não. Edward! – Pera ai... Olhei para a tela e vi um mostro nada bonito, e a tal da Maria o chamava de ...
– Ok... Essa foi boa. – Alice riu também e continuamos nosso caminho.
Fomos até o estacionamento e logo abrimos o carro, joguei as compras dentro dele e fechei a porta malas. Peguei a cintura dela e a empresei no carro.
– Você é tão linda. – acariciei seu rosto e olhei em seu solhos.
– E você perfeita. – sorriu lindamente.
– Não tanto quando você. – beijei seus lábios.
– Aqui tem câmeras. – olhou para cima e escondeu sua cabeça em meu peito.
– Ih? – beijei seu pescoço.
– Ih que eu prefiro ir para casa. – bufei, mas logo sorri.
– Ok... Podemos ir. – se afastou, mas logo a prendi em meus braços de novo. – Mas só depois de um beijo. – riu sem acreditar mais logo me beijou.
Um beijo calmo e sereno, fazendo todo aquele tesão implacável ser substituído por carinho e amor.
– AAAAAHHH. – Nos separamos assustadas e olhamos uma para outra.
– O que foi isso? – perguntou.
– Boa pergunta. – falei e olhei ao redor. – Parece alguém chorando ou algo assim. – falei preocupada.
– NÃAAOOO, PAAAALA. – Parecia ser uma criança. – ISSU DÓI. – Definitivamente era uma criança.
– Vem comigo. – ela assentiu e corremos até onde vinha esse choro.
– Você é um ser insignificante, só trouxe desgraça para minha vida! – Quando chegamos lá vimos um homem, 1,90 de altura, batendo num garotinho que não passava de seus 2 anos.
– Não... Desculpa eu. – falava entre soluços.
– VOU TE MATAR SEU MOLEQUE. – Ele tinha uma faca em mãos, olhei assustada para Alice e o menino, mas não pensei muito no que eu fiz logo em seguida.
Ele ia realmente matar aquele menino, quando ele levantou a faca para enfiar na pobre criança eu corri em sua direção e pulei – literalmente pulei — nele.
– Mas que porra! – Ele gritou raivoso. – quem é você? – perguntou assustado a me ver.
– Seu pior pesadelo se tentar machucar essa criança mais uma vez. – Sua faca estava mais perto de mim do que dele levantei rapidamente e a peguei. — O que você... – Quando olhei para ele o mesmo tinha sumido.
– Bella, você é doida ou o que? – Alice perguntou preocupada e me abraçando.
– Doida eu seria se não tentasse ajudar esse garoto. – olhei para ele, o coitado nos olhava assustado.
– O que faremos com ele? – Alice perguntou.
– Eu realmente não sei.
E olhei no fundo de seus olhos, verdes, tão verdes quanto os meus. Seu cabelo era escuro e ele deu um pequeno sorrisinho para mim, um sorriso que me lembrava Alice...
– Não... – Olhei assustada para ele.
– O que foi amor? – olhou para ele também.
– Ele é idêntico ao... – não consegui completar minha frase. Andei até ele e me abaixei em sua frente. – Você tem um nome, pequeno? – assentiu. – Qual é?
– Robert. – Prendi minha respiração.
Notas finais
Bsus, Lary ><'
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