Notas iniciais
Hey gente, então temos novidades... Eu resolvi mudar um pouco a história, ou seja, um pouco mais de drama, comédia, romance, momento familia, por que não tragédia?
A fic será prolongada um pouco mais do que da minha segunda previsão kk. Mas se eu perceber que ela esta ficando enrolada e sem sentido, a finalizo rapidamente, se não perceberam cada capitulo poderia ser um final, exceto, é claro, pelos da continuação.
Bom, é isso. Boa leitura para quem parou para ler isso :D

– Ele é idêntico ao... – não consegui completar minha frase. Andei até ele e me abaixei em sua frente. – Você tem um nome, pequeno? – assentiu. – Qual é?

– Robert. – Prendi minha respiração.

- Meu amor? – Alice insistiu. – O que esta acontecendo?

- Ele esta muito ferido. – olhei sugestivamente para ela que logo sacou.

- Ok... Já entendi. – Sorriu e se aproximou dele, mas o mesmo se encolheu ainda mais. – Ei, não fique com medo, estou aqui para ajuda-lo. – falou numa forma carinhosa, ela só falava assim com o Peter, bom, eu só a vejo falando assim com ele.

- Não machuque eu. – falava tremendo.

- Não vou fazer isso, querido. – Se aproximou mais ainda e se ajoelhou na sua frente. – Deixe-me ver seus machucados? Posso cuidar deles para você. – ele ainda a olhava com medo mais aos poucos foi cedendo e assentiu para ela. – Bells, vá à farmácia que tem aqui do lado, compre... – Passou uma lista de medicamentos para fazer seus curativos.

- Acho melhor levarmos ele para nossa casa. – olhou-me assustada. – Lá podemos dar um banho nele e tratarmos melhor. – Ela assentiu. – Consegue convence-lo? Enquanto isso vou a farmácia. – Ela assentiu.

POV Alice.

- Então pequeno, podemos ajudar você? – ele estava relutante, parecia ter muito medo de mim. – Hey, não quero vê-lo machucado, muito pelo contrario! – cheguei bem pertinho dele e fiz carinho em seu rosto. – Quero vê-lo curado e sorrindo. – Ele deu um pequeno sorriso, um lindo sorriso por sinal. Ele até lembrava um pouco do meu.

- Seu nome? – perguntou tímido. Sorri com sua iniciativa.

- Meu nome é Alice, mas pode me chamar de tia, se quiser. – ele assentiu. – Vem cá. – estiquei meu braço e ele mancou até mim. – Sua perna esta dodói? – assentiu com cara de dor. – vou cuidar disso também, ok? – sorri para ele. O peguei cuidadosamente no colo e fui até meu carro. – Vou te levar para minha casa, lá podemos lhe dar um banho quentinho e trocar essas roupas e... – percebi que não tínhamos roupas de criança em casa. – Bom, teremos que comprar roupas para você. – sorri para ele.

- Eu nunca ganhei loupas. – sua maneira errônea de falar algumas palavras era fofa, me encantou.

- Então vamos providenciar um montão para você. – beijei sua testa e ele encostou sua cabeça em meu ombro. – Esta com sono? – assentiu. – Dorme um pouco pequeno, nada de ruim vai acontecer com você. – se acomodou mais em mim e senti-o relaxar mais.

POV Bella.

Aquele garoto... Não era possível! Ele era idêntico ao do meu sonho, os olhos, o cabelo, o sorriso ATÉ MESMO O NOME! Será que eu tenho poderes mediúnicos e não sabia? SÓ QUE NÃO. CLARO QUE NÃO, deixa de besteira Isabella!

- Pois não, em que posso ajuda-la? – Um rapaz me atendeu assim que entrei na farmácia.

- Oi, poderia me dar... – Passei a lista que Alice havia me pedido e ele prontamente pegou.

- Só isso? – perguntou. Olhei para o lado e vi que vendiam carrinhos aqui também.

- Quero um desse. – apontei para um vermelho.

- Aqui. – Entregou-me o que pedi e logo o paguei

Sai da farmácia e voltei ao estacionamento do Shopping onde encontrei uma Alice com o garoto nos braços o fazendo... Dormir.

- Ele esta bem? – perguntei baixo ao chegar perto deles.

- Oh, você chegou. Sim, ele esta bem. – assentiu e sorriu. – Fiquei com ele por cinco minutos? – olhei-a confusa, mas assenti. O peguei cuidadosamente no colo. – Preciso comprar ao menos uma muda de roupa para ele. – assenti e a vi correr para o primeiro piso.

- Obrigado. – ouvi sua vozinha sussurrar em meu ouvido.

- Pelo que? – perguntei confusa.

- Você não deixou o homem mau me machucar. – colocou sua cabecinha no vão de meu pescoço. Sorri com isso.

Beijei seu ombro e falei.

- Vou te proteger agora, ele não vai mais machucar você, ok? – Ele não respondeu, acho que dormiu.

- Confiou em você. – falou entre bocejos. Isso com certeza me emocionou.

Alice chegou em menos de 20 minutos e foi logo entrando no carro. Dirigiu até minha casa e entramos.

- Acorde-o, darei um banho nele o cuidarei desses ferimentos. – pediu.

- Robert... – falei carinhosamente em seu ouvido. – Acorde pequeno. – nem se mexeu. – Alice, tente você. – supliquei e ela riu.

- Rob, meu amorzinho, vamos tomar um banho? Preciso tirar essa sujeira de você e cuidar dos seus machucadinhos. – acariciou seu rosto e ficou seria. – Ele esta ficando com febre. – o pegou de mim e colocou-o na cama.

- Ain... – gemeu de dor.

- Acha melhor procurarmos um médico e... – me calei ao ver sua cara.

- Acho que sou média, não? – ironizou e pegou as coisas que comprei. – Preciso apenas de uma ajudante. – Assenti me prontificando. – Pegue toalhas limpas e ligue a banheira com agua morna, sim? – fiz tudo que me pediu e voltei com toalhas limpas.

- Aqui, amor. – dei-lhe a toalha e ela retirou a roupa dele toda.

- Seu corpo esta todo ferido, arranhões até cortes mais profundos. – analisou-o.

- Acha melhor o leva-lo para o hospital? — perguntei preocupada.

- Aquele quite de primeiros socorros que eu deixei aqui, você o guardou? – assenti. – Pegue-o, assim poderemos cuidar dele aqui mesmo. – Corri até o quarto de hóspedes e peguei sua maleta.

- Achei. – falei ao entrar no quarto.

- Você ligou a banheira? – sussurrei um sim. – ótimo, pegue Robert no colo e vamos lava-lo. – O peguei cuidadosamente e o coloquei na banheira. Alice lavou com bastante cuidado os seus ferimentos. – Me ajude a enxuga-lo e o leve para a cama. – peguei a toalha e sequei seus arranhões e deixei os machucados mais abertos com ela. O enrolamos na toalha e o levei para a cama.

- E o que vai fazer agora?

- Tenho uns medicamentos aqui, vou limpar e tampar esses machucados. – Ela cuidava com tanto carinho dele que até fiquei meio enciumada. – Desfaça esse bico, por favor. – riu da minha cara. – Você pode colocar uma roupa nele? – assenti. – Comprei duas, coloque a maiorzinha, assim ele fica mais a vontade.

Ela se virou e foi para o banheiro.

Peguei a roupa e coloquei nele, o vi gemer baixinho e abrir os olhos.

- Ainda esta com dor? – assentiu. – a onde? – levantou a mãozinha e colocou na cabeça. Acariciei-a e beijei-a. – Alice vai te dar um remédio e logo, logo isso vai passar.

- Ela parece um anjo. – sorri com isso.

- Ela é um anjo, a minha anjinha. – rimos e o deitei na cama. – Você será muito bem cuidado, esta nas mãos da melhor médica do mundo. – riu e esticou o bracinho para mim quando eu estava me levantando da cama. – O que foi?

- Você vai embora? – seus olhos marejaram.

- Não, vou chama-la para terminar de cuidar de você. – sorriu minimamente. Seus olhos estavam inchados e parecia que estava muito cansado. – Durma, assim a dor passa mais rápido. – puxou minha blusa.

- Deita comigo? – sua voz estava embargada por um choro silencioso. – To com medo. – confessou assim que me deitei ao seu lado.

- Não precisa pequeno. – fiz carinho em seu rosto. – Vamos cuidar de você, sim? Nada vai te machucar. – Ele sorriu e se aconchegou em meu peito. Ele tremeu e chorou ali. – Não precisa ter mais medo, aquele homem não vai mais chegar perto de você. – sussurrei em seu ouvido.

- Não é pelo James. – o nome do desgraçado então era James...

- É pelo o que então, pequeno? – olhei em seus olhos.

- É que tenho medo de isso ser um sonho. – escondeu seu rosto em meu pescoço.

- Um sonho? – perguntei divertida.

- Hurum... – murmurou e assentiu.

- Por que um sonho? – questionei enquanto ainda acariciava seu cabelo.

- Porque nunca ninguém me abraçou antes... – Lamentou e o trouxe mais a mim quando ouvi aquilo. – Ou é um sonho ou eu finalmente morri. – fiquei petrificada com tais palavras. – Eu nunca tomei um banho naquela piscina branca. – relaxei um pouco e acabei rindo ao modo que se referiu à banheira. – Ninguém nunca cuidou dos meus machucadinhos. – Foi relatando. – e muito menos me colocou para dormir. – respirou fundo e senti-o fechar os olhos.

- Durma, pequeno... – o abracei. – Você terá todo amor e proteção que precisar aqui...

POV Alice.

Quando eu saio do banheiro vi uma cena que me deixou muito encantada. Bella estava deitada e abraçada ao Robert. Não era um abraço comum, era um abraço de proteção, carinho e até mesmo amor.

Aproximei-me deles e verifiquei que a febre dele estava abaixando e vi que Bella havia adormecido.

- Pegue um leite morno para ele, não quero que durma de barriga vazia. – ou era isso que eu pensava. Sorri quando seus olhos encontraram os meus. – O que foi?

- Vocês dois... – entendeu o que eu queria dizer. – Você já esta apegada a ele? – passei a mão em seu braço que estava envolvendo a cintura do pequeno Rob.

- É tão perceptível assim? – assenti. – Esse garoto é fascinante, e o que ele me disse agora pouco... – Seu semblante mudou. – Ele foi muito mal tratado, aquele homem se chamava James, ele batia muito nele. – falava enquanto passava a mão levemente no seu bracinho.

- Imagino. – beijei a cabecinha dele. – Vou pegar um leite para ele e para a senhorita também. – riu.

- Eu preciso falar com Emmett. – falou quando entrei no quarto com os dois copos de leite.

- Falar o que? – questionei sem entender.

- Robert não pode ficar aqui em casa, não assim. – assenti. — Não quero ter problemas com a policia. – riu.

- Somos duas então. Tome. – estiquei meu braço e ela levantou cuidadosamente e trouxe Rob junto consigo.

- Rob... – acordou-o com pequenas caricias, e isso me fascinou. – Tome isso, não quero que fique de barriga vazia. – beijou sua testa enquanto ele tomava pequenos goles de leite.

- Esta se sentindo melhor, meu amor? – me juntei a eles e ele sorriu lindamente para mim.

- Sim, obrigado. – agradeceu sorrindo. Retribui o sorriso e peguei sua mãozinha.

- Deixe que eu te ajude. – ele tomava com certa dificuldade, o copo era muito grande para sua boquinha pequenininha.

O trouxe para meu colo e deitei sua cabecinha em meu ombro e de pouco a pouco ia dando seu leite.

- Esta satisfeito ou quer mais alguma coisa? – perguntei ao ver o leite acabando. Ele negou muito rápido. – Não precisa ter vergonha e muito menos mentir, ok? – Assentiu com o rosto vermelho.

- Ainda to com fominha. – falou e escondeu seu rosto no vão de meu pescoço. Bella riu e se levantou.

- Acho que devo preparar um jantar para nós. – Parecia que foi até combinado, meu estomago roncou juntamente com o do Rob, Bella deu uma enorme e deliciosa gargalhada. – Tenho certeza que isso é um sim. – Virou as costas e foi para cozinha.

- Estou me sentindo uma esfomeada. – falei olhando para ele que riu da minha cara. – E você, ainda tem dor na cabeça? – passei minha mão em sua testa e vi que estava na temperatura normal, sua febre abaixou.

- Não, tia. – sorri pelo modo que me chamou.

- Bom, já que esta sem dor podemos sair dessa cama e irmos a cozinha fazer companhia para a Bella, o que acha? – Assentiu sorridente. Eu não era tão forte quanto a Bella, mas não era fraca. Peguei-o no colo e o levei para cozinha. – Chegamos. – Entramos bem na hora em que Bella cortava pequenos pedaços de carne e cozinhava uns legumes.

- Oi. – sorriu para nós. – Estou fazendo uma sopa de macarrão repleta de legumes. Não sou nutricionista, mas um pouco de carboidratos e proteínas não devem fazer mal a ninguém, não? – Assentimos juntos.

- O que é isso? – Robert apontou para a geladeira quando o coloquei no chão.

- Isso? – Eu respondi. – É uma geladeira, é ai que guardamos nossa comida. – fui até lá e abri para ele ver. – Na verdade é a geladeira da Bella, então não tem muita coisa boa. – rimos e Bella reclamou.

- Hey, ainda estou aqui, ok? – Olhou divertida para nós. – Acho que deve ter um suco de morango ai. – falou enquanto terminava de cortar a carne e jogou na panela. – Dê a ele, esta maravilhoso. – peguei a jarra e coloquei num copo. Um copo pequeno dessa vez.

- Tome, querido. – coloquei em sua mão e o vi tomar tudo rapidamente sem deixar uma única gota. – Estava tão bom assim? – assentiu sorrindo.

- Claro que estava. – Bella falou, — fui eu que fiz.

- Convencida. – andou até nós e eu bati em seu ombro ao som da risada do Rob.

- Sei que me ama. – deu-me um rápido e molhado selinho.

- Fazer o que, não tenho opção. – falei com desdém e Rob não parava de rir.

- Ah não? – arqueou uma sobrancelha. Assenti. – Pois bem, Você ouviu isso, não é Rob? – Ele assentiu sorrindo. – Pagarás caro por isso! MUAHAHAHAH. – Soltou, ou tentou, uma risada do mal.

Pegou-me no colo e derrubou-me no chão. Subiu em cima de mim e começou a fazer cosquinhas.

- Be...lla... Pa...ra... – implorava em meio às lufadas de ar que eu conseguia puxar entre as gargalhadas.

- Então retire o que disse... – Neguei. – Rob, quer me ajudar? – vi de relance ele assentir e senti suas mãozinhas em minha barriga. – E agora? – Covardia isso, eu mal conseguia respirar.

- Ok... Eu retiro o que disse! – Pararam e se jogaram em cima de mim. – Dá para saírem dai? – Bella Se levantou e puxou Rob consigo. –Obrigada. – Agradeci e me levantei tentando me recompor.

- Ela que pediu por isso, não é mesmo, Robert? – Olhei incrédula para ela.

- Hurum. – E ele ainda confirmou.

- Traíras! – esbravejei e sai de perto deles.

- Viramos peixes agora, Rob! – eles gargalharam e acabei rindo. – Alice, ligue para Emmett, por favor. – pediu enquanto descia o Rob de seu colo e ia para a beira do fogão novamente. – Ele pode nos orientar enquanto ao Rob. – Assenti e fui para sala.

POV Bella

- Rob eu comprei uma coisa para você. – falei assim que Alice saiu da cozinha.

- O que? – Seus olhinhos brilharam.

Fui até a sacola que eu trouxe os medicamentos dele e peguei o pequeno carrinho.

- Aqui, distraia um pouco, em poucos minutos a janta fica pronta. – O sorriso que ele deu foi realmente encantador, pegou o carrinho com cuidado e se sentou no chão.

- Obrigado. – sua voz era baixa e um pouco envergonhada.

- Não por isso. – virei às costas e voltei para o fogão.

- Pronto. – Alice entrou na cozinha e me abraçou por trás. – Emmett chega em menos de meia hora. – Virei meu rosto e dei um selinho em seus lábios. – Te amo. – falou por cima dos meus.

- Também te amo, a melhor médica do mundo. – sorrimos e se soltou de mim.

- Esta brincando Rob? – perguntou docemente para ele e a vi se agachando, ficando na sua altura.

- Hurum, a Bella me deu um carrinho, é lindo, né? – eles conversavam entre si, virei e vi Alice sentada no chão enquanto ele mostrava o carinho a ela.

- Muito, e você sabe que carro é esse?

- Não... – olhou curioso para ela. – Você sabe?

- Não me faça pergunta difícil não, meu amor. – riram e eu sorri. – Eu só conheço Porsche. – confessou.

- Isso é uma Ferrari 430 Scuderia. – eles olharam para mim. – Ele em tamanho real é maravilhoso. – me juntei a eles. – Mas a Spider é ainda mais incrível! – ele sorriu para mim fascinado.

- Você já viu uma?

- Já consertei uma, quase que inventei uma desculpa para ficar mais tempo com ela. – Alice riu alto. – Que foi? – perguntei.

- Bella... Só você mesmo. – Robert veio e sentou no meu colo.

- Você arruma carrinhos? – o abracei e neguei.

- Eu arrumo carrões, desse tamanho, oh. – abri bem meus braços e ele riu.

- QUE LEGAL! – Gritou sorrindo.

- Hurum, muito legal! – beijei sua testa.

- Não é não! – Alice negou e se levantou. – Isabella chega toda suja de graxa em casa, e isso não é bom... Ela estraga todas as minhas roupas com essa sujeira! – fez cara de nojo e Rob riu dela.

- Boba, me ama Rob, não vive sem mim. – ele nos olhou confusa. – O que foi?

- Vocês moram juntas? – perguntou quase num sussurro.

- Ainda não, por quê?

- Polque eu morava com James e Victória. – Tremeu ao pronunciar esses nomes.

– Alice, a sopa esta pronta, desligue-a e coloque num prato para ele. – Ela assentiu e foi até o fogão. – Quem eles eram? – perguntei olhando em seus olhinhos.

- Meu papai e minha mamãe. – se encolheu ao lembrar-se disso.

- E o que vocês estavam fazendo naquele lugar quando achamos vocês? – questionei.

- James falou que eu era culpado por tudo. – fechou os olhinhos e começou a chorar. – que eu matei a Victória, e por isso ele iria me matar. – o abracei fortemente e vi Alice olhando horrorizada para nós.

- Ele disse isso? – Assentiu em meu peito. – Mas a sua mamãe não morreu no parto, já que você conviveu com ela. Você sabe o que aconteceu? – ele assentiu novamente. – Pode me dizer?

- Ela tava fazendo maldade, queria machucar uma velhinha. – respirou fundo. – Ela queria dinheilo e batia nela. Eu gritei pedindo para parar, polque eu sabia que duia. – foi relatando. – Quando ela veio brigar comigo um homem chegou e machucou a Victória. – Reparei que ele não a chamava de mãe... Com certeza ela o maltratava também.

- Ela morreu naquele dia? – ele assentiu. – Você conhecia aquele homem? – negou. – Há quanto tempo isso aconteceu?

-Não sei. – choramingou. – não tem muito tempo. Todo dia James me batia, dizia que era polque eu era um menino mau e que não merecia viver, que eu era um “estovo” na sua vida. – Falou soluçando. Eu comecei a tremer de raiva.

- Bella, chega. – Alice pediu e me levantei com ele o sentando na bancada. – Aqui Rob, esta uma delicia. – sorriu para ele. Colocou o prato na mesa e limpou as lágrimas deles. – Emmett deve estar chegando, vá lá embaixo. – Ela percebeu que eu estava tremendo. – Eu cuido dele. – Assenti e me retirei.

POV Alice.

- Coma meu amor, vamos esquecer isso por agora, sim? – ele assentiu ainda tristinho. – Cadê aquele sorriso lindo que eu estava amando ver, heim? – deu um pequeno sorriso. – Bom, não é esse, mas é melhor que aquela careta. – fiz cara de nojo e ele riu. – Muito melhor.

O sentei na cadeira e dei a sopa na sua boca.

- Esta bom? – assentiu rapidamente. – Ela cozinha muito bem, não é mesmo? – ri quando ele se sujou com o caldo da sopa.

- Muito bom. – falou com a boca cheia.

- Não pode falar quando esta com a boca cheia de comida, Rob. – o repreendi, estava até me sentindo sua mãe!

- Desculpa. – colocou a mão não boca ao percebe o que fizera. Ri dele.

- Tudo bem amor, agora coma. Hoje você vai conhecer o irmão da Bella. – me olhou assustado. – Ele é legal, parece um urso de tão grande que é. – rimos. – Você vai gostar dele, ele é tão divertido quanto a Bella.

Terminei de alimenta-lo, duas vezes, e comi também.

- Isso esta mesmo bom! – comentei enquanto provava a comida da minha amada.

- Nunca comi isso. – apontou para meu prato.

- Macarrão? – assentiu. – O que você costumava comer?- perguntei preocupada.

- James me dava só pão velho e agua. – fiquei chocada com aquilo. – Às vezes me dava um pouquinho de queijo, mas só quando sobrava ou estava quase estragado. – o peguei no colo e o abracei carinhosamente.

- Enquanto estiver aqui você comerá tudo o que tiver vontade, ok? – assentiu.

- Bom noite, Alice. – Escutei a voz de Emmett atrás de mim.

- Emm. – Me soltei do Rob e sorri para ele. Levantei-me e o abracei. – Tudo bem?

- Sim, e vejo que vocês tem visita. – sorriu para o Rob. – Olá, pequeno. – chegou perto dele, mas o Rob se encolheu e o olhou assustado.

- Meu amor, esse é o irmão da Bella, o Emmett. – ele relaxou um pouco.

- Meu amor? – Emmett olhou-me confusa.

- Acho que já me apeguei a ele. – sorriu para mim.

- Bom, Isabella estava um pouco nervosa e não consegui entender nada do que disse. – falou. – Pode me explicar o motivo desse estres todo? – assenti.

- Vamos para a sala. – peguei a mão do Rob e o trouxe comigo. Sentamo-nos no sofá e o coloquei em meu colo. Rob deitou em meu peito e colocou sua cabecinha no vão do meu pescoço.

- E vejo que ele também se apegou a você. – analisou-o.

- Emmett, Bella e eu o encontramos no estacionamento do Shopping hoje mais cedo. – ele me ouvia atentamente. – Estávamos nos beijando quando ouvimos seu choro. – acariciei suas costas. – Praticamente corremos para onde vinha esse barulho e encontramos um homem, bastante alto, com uma faca em mãos apontada para ele. – nos olhou assustado. – Bella foi um tanto que impulsiva e pulou no cara quando ele iria machucar essa criança. – Rob se apertou mais em mim. – Quando Bella pegou a arma o cara saiu correndo. Rob estava muito machucado e resolvemos trazê-lo para cá. Como sabe, sou médica pediatra, não havia necessidade de leva-lo ao hospital. – assentiu.

- E vocês já foram à delegacia? – neguei. – Precisam ir e formalizar isso precisam fazer um B.O e relatar isso tudo que me falou. – suspirei e assenti.

- Não vou fazer isso. – Bella entrou na sala, e parecia mais calma.

- Por que não? – Emm a questionou.

- Emm, a única coisa que eles vão fazer é arquivar o caso e mandar Robert para um assistente social qualquer o jogar num orfanato. Sabe disso. – arregalei os olhos. Não, não deixaria meu pequeno ir para um orfanato!

- Mas sabe que você esta com essa criança ilegalmente. – alertou-a.

- Sim, por isso lhe chamei. – se sentou ao meu lado e de frente para o Emm. – Aquela liminar que estava tentando tirar para nós, você acha que consegue tirá-la até o fim desse mês? – Ele nada disse. – Vamos lá Emm, você é o melhor! – incentivou.

- Sabe que não é bem assim. Mas supondo que eu consiga o que você pretende fazer?

- Ai sim formalizarei tudo. Irei à delegacia, acompanharei Rob até a assistente social e direi que quero adota-lo! Claro, isso se Alice quiser ser mãe antes de se casar. – sorriu para mim.

- Sabe que minha resposta é sim! – Sorri largamente.

- Mas também depende se o Rob nos aceita como sua família. – ela acariciou suas costas e ele levantou a cabeça olhando em seu solhos. – Robert, minha família é diferente, não é como a sua antiga onde você tinha uma mamãe e um papai (homem e mulher), ela é formada por mim e pela Alice. – explicou a ele. – Você aceitaria viver conosco? – ele pulou do meu colo e foi para o dela.

- Sim. – quase não o ouvi falar, sussurrou bem baixinho. – Eu nunca tive uma família de verdade. – choramingava. – Essas horas com vocês foram as melhores da minha vida. – se agarrou ainda mais nela.

- Não é querendo ser o chato desse lindo conto de fadas, mas a realidade não é assim. – Emm falou. – Sabe que isso pode demorar, e manter Robert aqui as “escondidas” não será nada bom. – seu tom era sério, ali estava o advogado Swan.

- E salva-lo do James para manda-lo para um orfanato seria o certo? O correto e bom? – Ela questionou. – Emm, você sabe melhor do que eu como algumas crianças sofrem em lugares assim. Rob já sofreu demais para continuar nessa vida! – respirou fundo. – Você sabe como sou. – Emm sorriu tristemente.

- Tudo bem, minha irmã. – ele cedeu ao seu olhar, ao nosso olhar. – Farei meu melhor, ok? – assentimos. – Mas não prometo nada, sabe que isso é difícil!

- Sei, mas confio em você. – Bella levantou sentou em seu colo. – Você não queria um sobrinho? – ele sorriu maroto. – Bom... Creio que Rob seria uma ótima escolha. – Robert ficou vermelho sob o olhar crítico do Emmett. – Qual é, vamos lá maninho!

- Não sei... Robert, você acha que se encaixa no posto de meu único sobrinho? – O vi assenti minimamente. – Não, desse jeito eu não me convenci. – sorriu travesso. – Você não esta merecendo ser um Swan. – olhou em seus olhos amedrontados. – Um Swan é firme, quero sentir isso em você. Agora eu vou perguntar novamente: Você acha que se encaixa nesse posto tão honrado, que é ser meu sobrinho?

- SIM! – Gritou pulando em meu colo. Rimos dele.

Emm levantou do sofá e foi até ele o pegando no colo.

- Pois bem, faremos o possível e o impossível para torna-lo um Swan. – seu sorriso era perfeito. Eu podia ver, todos na verdade, que ele estava extremamente feliz.

- Mas e se não der, eu vou para esse lugar que a Bella falou? – estava assustado novamente.

- Faremos de tudo para você não ir para lá, ok? – assentiu.

- Vem cá, meu amor. – me levantei e o peguei no colo. – Ninguém mais vai lhe fazer mal, ninguém! – se apertou em mim e chorou baixinho em meu ouvido. – Shii. – acariciei suas costas e beijei seu ombrinho. Bella viu que eu tentava acalma-lo e andou até nós.

- Hey, outra regra de um Swan, eles não tem medo de nada, enfrentam tudo de cabeça erguida e só choramos em raros casos, os mais nobres. – piscou para ele que logo secou as lágrimas. – Esse é meu pequeno. – beijou seu testa e meus lábios. – Pelo visto formamos uma família antes mesmo da nossa noite de núpcias. – rimos.

- Vou indo e já vou começar a providenciar essa papelada, mas Bella você tem que fazer logo esse B.O, não podemos tentar pedir a guarda desse garoto se você estiver com ele ilegalmente.

- Quando você estiver mais estável e seguro que conseguiremos isso, o farei. – ele assentiu e se despediu de nós.

- Eu tenho medo. – confessei enquanto cheirava o cabelo do Rob.

- De que, tia? – Rob perguntou docilmente e acariciando meu rosto.

- De perder você. – sorri. – Esta a menos de 12h conosco, mas não consigo me ver sem você! – ele sorriu.

- Então somos duas. – Bella sentou ao nosso lado e nos abraçou. – Robert, esta tarde e você precisa descansar, ainda esta com bastantes machucadinhos. Amanhã vamos conversar mais, ok?- ele assentiu e pulou para o seu colo.

Levantou-se e seguiu para o quarto, os segui.

Entramos no quarto de Bella e ela o colocou em sua cama.

- Durma, pequeno. – passou a mão em sua testa. – Amanhã é um novo dia. – a beijou.

- Um novo e longo dia. – sorri para ela. – Preciso ir, qualquer coisa me chame, ok?- assentiu. Quando eu ia sair de perto da cama sinto mãozinhas agarrando minha perna.

- Fica aqui hoje. – implorava com os olhinhos brilhando. – Ou fica até eu dormir.

- Robert eu... – Não consegui resistir a aquele olhar. – Ok, só até você dormir. – me rendi e o vi sorrindo.

Deitei-me na cama e ele me abraçou.

- Você também Bella, deita aqui mocinha. – mandei e ela riu. Apagou a luz, tirou o chileno e se jogou na cama do outro lado dele.

- Mulher mandona. – falou no ouvido do Rob, mas alto suficiente para eu ouvir.

- Abusada. – rimos os três juntos e senti Rob por sua cabecinha em meu peito. – Vem meu amor, durma. – acariciei seu rosto até vê-lo fechar os olhos.

- Boa noite, pequeno. – Bella sussurrou em seu ouvido e o abraçou.

- O que foi?- perguntei ao ver os olhos delas em cima de mim.

- Você nasceu para ser mãe, Alice. – sorriu.

- E você não? – Negou.

- Eu me sairia muito bem como pai. – rimos e me deu um selinho. – Você é incrível, Alice. Te amo muito. – sorri bobamente apaixonada.

- Também te amo. – me acomodei mais na cama e acabei adormecendo ao som da voz de Bella cantarolando uma musica.

Notas finais
Bom... A história não tinha nenhum tipo de ação ou algo do tipo. Era apenas um romance - um pouco diferente do que estou acostumada. Agora terá um poquito mais de ação, me falem se estiverem gostando, como já disse, qualquer coisa eu posso finaliza-la, poderia fazer isso no proximo capitulo... É com vcs ;)
Um excelente final de semana a voces, e UM FELIZ DIA DA MULHER, um dia atrasado kkk.
Bsus, Lary ;)