Precisava Te Dizer
18 Apreensão.
Notas iniciais
POV. Bella
— Sam. – cumprimentei meu amigo.
— Olá Bells. – respondeu sorrindo e abraçado a sua esposa.
— Emily, como vai?
— Bem, e você? Curtido a festinha? – ri e assenti.
— Será que pode nos dar um minuto? Gostaria de conversar a sós com Sam. – assentiu e saiu, não sem antes dar um selinho no marido.
— O que quer falar? – perguntou sorrindo.
— Lembra-se do que eu te pedi? – assentiu. – Alguma coisa?
— Bella, o que eu sei é que James e Victória não é flor que se cheire. Nunca foram boa gente e sempre trapaceavam. Mas teve uma época que eles se aquietaram e James trabalhou para o Masen. – arregalei os olhos.
— O dono da maior rede automotiva de Seattle? – Assentiu.
— Esse mesmo. Victor Masen teve um filho, seu único herdeiro, Matthew Masen. Assim que Victor morreu seu filho foi responsável por gerenciar tudo. – Assenti, isso eu sabia. – Matthew tinha uma filha de 13 anos, Lara Masen e um pequeno de alguns meses, esse eu não sei o nome, não foi divulgado. – olhei sem entender o porquê dessas informações. – James não estava satisfeito com seu salário e queria mais, resolveu então sequestrar as crianças e pedir um resgate. – olhei chocada para ele.
— Para tudo, está me dizendo que eu praticamente encontrei com um filho da puta? – assentiu rindo. – Eu deveria ter o matado quando tive a chance. – me olhou divertido. – Mas essas crianças, elas estão bem? – ele perdeu o sorriso.
— Não, na verdade só a Lara, a mais velha, foi resgatada. – suspirou. – Há dois anos e meio Sr. Masen está a procura desse garoto, que agora deve estar com seus 3 anos. – Olhei um pouco aflita.
— Você sabe a discrição dessa criança? – perguntei temendo sua resposta.
— Não, não sei nada dela, como eu disse, nada foi divulgado!
— Obrigada, você ajudou bastante! – Agradeci.
— Por nada. Mas por que esse interesse todo? – perguntou.
— Como eu disse, eu “lutei” com um cretino, James quase matou Robert. – ficou assustado. – Uma longa história, não quero falar disso agora. – assentiu e levantei. – Bom, vou ficar um pouco com meu irmão. – me despedi e fui até aquele chato.
— Fala velha. – implicou.
— Emm, eu estou fazendo 27, daqui a pouco você faz 29. – ele murchou a cara. – TOMA URSÃO. – Usei o apelido que Rose tinha dado para ele no colégio.
— Então, gostando da festinha. – Rose perguntou abraçado ao Emm.
— Está perfeita. – um sorriso malicioso brotou em meus lábios ao lembrar-me do meu primeiro presente. – Os presentes então... Uau. – Emm riu e Rose sacou meu sorriso.
— Alice disse que tinha uma surpresa que você iria adorar, pelo visto estava certa. – Concordei e pisquei.
— Como estava. – rimos e Emm ficou boiando. – Irmão, meu amado irmão, querendo ou não eu sou uma mulher, não tende nos entender. – ele assentiu rindo. – Algum avanço em questão ao Rob? – Arregalou os olhos.
— Estava me esquecendo. – Foi até sua bolsa e pegou uma folha. – Consegui uma audiência com o juiz, mas só que está marcada para o dia 17 de Novembro. – O sorriso que brotava em meus lábios diminuiu.
— Mas isso é o que? Dois dias depois do meu casamento! – ele assentiu.
— O que é depois do nosso casamento? – Alice perguntou sorrindo e me abraçando.
— Uma audiência, consegui uma com o Juiz, ele vai avaliar meu pedido, mas quer conversar com vocês antes. – Ela sorriu.
— Pois bem, vamos nessa audiência com muito gosto. – murchei a cara. – Podemos ter nossa noite de núpcias a qualquer hora, mas o Robert sempre ao nosso lado não, sabe que isso é difícil. – Assenti derrotada.
— Eu sei, eu sei. – beijei sua testa e vi Robert sentado e comendo um pedaço do bolo sozinho. – Já volto.
Andei até ele e sentei-me do seu lado. Sorriu a me ver.
— Por que meu pequeno está aqui sozinho? – o peguei e coloquei-o em meu colo.
— Não quero atrapalhar ninguém. – justificou e deitou sua cabecinha em meu peito.
— E desde quando um menino tão lindo como você atrapalha, hãm? – beijei sua bochecha e ele sorriu um pouco triste. – Você não quer ir brincar com o Peter não? Ele é pouco mais novo que você, mas é um ótimo menino, vai adorar brincar com ele. – Sorri em sua direção e ele fechou os olhinhos.
— Estou com soninho. – eu sabia que não estava.
— Não, você está com ciúmes, isso é diferente. – ri dele.
— O que é isso? – perguntou.
— Bom, é quando você vê alguém que você gosta dando atenção à outra pessoa, isso é um tipo de ciúmes, mais ou menos o que você provavelmente sentiu quando me viu abraçando o Peter. – ficou envergonhado. – Eu vi quando fechou a cara. – escondeu seu rosto em meu peito. – Não precisa ficar, você e Peter tem lugares diferentes em meu coração. – acariciei seu cabelo.
— Eu também to em seu coração? – assenti.
— Um pedaço bem grande dele, sabe? – ele riu quando fiz cosquinha em sua barriga. – Um pedação!
— Mas você tava sorrindo pra ele. – fez um bico.
— Você é tão ciumento quanto Alice, o que fizeram naquela sala no hospital hoje? – o cutuquei. – Peter é meu sobrinho, filho do meu irmão, natural que eu brinque com ele, o abrace, beije-o. Mas é você que irá dormir todas as noites em minha casa, é você que terá 100% da minha atenção, é você que terá o sobrenome Swan por minha causa, não por causa do Emmett. – ele sorriu. – Você que é meu filho, e não ele. – me olhou com os olhos brilhantes.
— Eu sou o que? – sorri para ele
— Alice não é sua mamãe? – assentiu. – Eu vou me casar com ela, você sendo filho dela também será meu, e antes mesmo disso, já o considero como um. – beijei sua testa.
— Me desculpa. – olhei sem entender nada.- Eu não consigo te chamar de mamãe. – acariciei seu rosto.
— Esta tudo bem, pode me chamar de Bella. – sorriu sem graça. – Mas por que você não pode me chamar de mamãe?
— Por que mamãe é carinhosa, nos dar carinho e amor, ela nos ensina o certo e o errado, briga com a gente e repleende. – se atrapalhou na palavra.
— Repreende, querido. – o corrigi. – E eu não te dou carinho, amor? – perguntei um pouco triste.
— SIM, claro que sim. – suspirei aliviada. – Mas é diferente.
— Diferente como? – incentivei.
— Com você é mais animado, mais liber...liber... – Ele não conseguia dizer a palavra.(liberal), sussurrei para ele. – É , liberal. – Ri. – Você não briga comigo, não me repleende. – ignorei aquilo, uma hora ele falava certo. – com você é diferente. – deu de ombros.
— Eu tinha essa mesma visão de diferenciar meus pais, quando minha mãe era viva. – comentei. – Minha mãe era a que quase me esfolava, mas meu pai era o que me acobertava e até me dava doce antes do jantar. – ele riu. – Hey, pode me chamar de que você quiser, menos de avó, por favor. – ele riu alto. – bom, posso até ser seu pai... Imaginou? Pai Bella? A única Pai fêmea do mundo. – ele gargalhou e chamou a atenção de todos, inclusive da Alice que veio até nós.
— Também quero rir. – sentou-se no chão ao nosso lado.
— Não há nada de mais. – comentei.
— É mamãe, nada de mais. – nos olhamos cumplices e ela fez bico.
— Vão me excluir, é isso? – começou o drama...
— Não chora mamãe. – Robert era mole, logo caiu nas garras da minha noiva. – É coisa minha e da papai. – Alice olhou sem entender.
— Papai? – olhou rindo para mim.
— Você ocupou o cargo de mãe. – dei de ombro e abracei os dois.
— Bom, acho que agora somos uma família completa, não? Temos um papai – Alice começou a falar e riu ao apontar para mim. Dei-lhe língua. – Uma mãe linda e maravilhosa. – Eu e Robert rimos. – Hey, estou falando sério. – Assentimos. – E um filho perfeito e lindo. – Robert assentiu rindo. – Com isso você concorda, né? – fez cosquinha em sua barriga e ele gargalhou.
— Ok, chega de zoação, esta ficando tarde e amanhã acordamos cedo, quer dizer, eu acordo cedo. – me levantei. – Obrigada mais uma vez por isso, fiquei muito feliz por vê-los aqui e surpresa também. Foi a melhor festa de aniversário que já tive. – Agradeci. – Mas eu tenho que dormir seus vagabundos, acordo cedo amanhã. – Eles riram e um a um veio se despedir de mim.
— Até mais Bella. – Os meninos disseram juntos.
— Parou com o coral? – eles riram e assentiram juntos. – Mereço...
— Tchau Bella, qualquer coisa eu te ligo. – Sam falou ao se despedir.
— Aguardarei sua ligação. – o abracei e logo em segui a Emily.
— Tchau mana, até mais Rob e Alice. – Emmett se despediu de longe e foi logo embora.
— Bella, precisamos conversar sério amanhã, muito sério. – Jake falou tenso ao meu lado.
— Eu sei, eu sei. Mas por hora deixe-me curtir o que me resta do meu niver. – pisquei para ele que assentiu. Leah me abraçou e saíram juntos.
— Estou indo também, amanhã tenho uma apresentação para fazer. – Edward se despediu e seus pais o acompanharam.
— Vou dormir aqui hoje, tudo bem? – Alice anunciou abraçando minha cintura.
— Claro, juízo vocês duas, Robert esta aqui. – Esme falou e Alice ficou envergonhada.
— Tchau mãe, Tchau. – Ri enquanto ela expulsava seus pais. – Enfim a sós. – Pegou Rob no colo e subiu as escadas.
— Vai onde?
— Dar um banho nesse moleque sujo. – fez cosquinha nele. — e coloca-lo para dormir. – assenti.
Subi as escadas e me joguei na cama, nem me dei o trabalho de tomar um banho ou tirar minha roupa. Fechei meus olhos e acabei por dormir daquele jeito.
— Me ajuda aqui, Rob. – Ouvi ao longe a voz de Alice, ela sussurrava. Senti suas mãos passarem por meu corpo e me ajeitarem delicadamente na cama, não só duas, mas quatro.
— O que querem? – resmunguei de olhos fechados e ouvi a risada deles.
— Ela esta com sono, fica chata quando não pode dormir. – Explicou para o Robert e senti dois corpos deitarem ao meu lado. – Podemos dormir com você? – perguntou em meu ouvido.
Desisti de dormir de bruços e virei-me de barriga pra cima. Abri meus olhos lentamente e vi os da minha princesa. Sorri e assenti.
— Vem Rob. – ele veio e deitou no meio de nós duas e colocou sua cabecinha em meu peito. – Boa noite meus amores. – desejou enquanto abraçava Robert e fechava os olhinhos.
— Boa noite mamãe, boa noite papai. – sorri com isso.
— Noite maravilhosa. – eles riram e enfim cai no mundo do sonho...
[...] Uma semana depois.
— Os preparativos da festa estão quase tudo pronto, o bolo, os doces, a decoração, o local, os convites... – Alice conversava animadamente com Rose enquanto eu estava sentada ao seu lado. – Bella, qual convite você prefere? – perguntou me mostrando várias opções.
— O que você mais gostou, concordo com tudo. – dei um selinho nela e riu.
— Estou falando sério, me ajuda. – pediu. Olhei para suas mãos e apontei para um. Era simples, mas delicado e até um pouco elegante. – Não, que tal esse? – apontou um mais elaborado e cheio de detalhes.
— Para quê pediu minha opinião mesmo? – perguntei rindo e a abracei. – O que você escolher esta bom, o que me importa nisso tudo é ter você com uma aliança dourada na mão esquerda. – beijei seu pescoço e ela se arrepiou.
— Se você fosse homem eu com certeza mataria Alice para ficar com você. – Rose riu e Alice sorriu.
— Minha mulher é muito perfeita, mais do que qualquer homem. – me deu um selinho e voltou a prestar atenção nos convites. – Vamos fechar com esse. – apontou para o que eu escolhi.
— Não havia gostado do outro? – perguntei sem entender.
— Alguma coisa sua essa festa tem que ter, nem que seja só nos convites. – sorri de lado e a apertei mais.
— Mamãe... – Rob apareceu com a cara emburrada e pulou no colo dela.
— O que foi, meu amor? – perguntou fazendo carinho nele.
— Minha cabeça ta dodói. – Robert estava reclamando dessa dor há quase dois dias, e isso estava me preocupando.
— Ainda não passou? – perguntei preocupada e ele negou. – Acho melhor leva-lo ao hospital, Alice. – falei com ela.
— Há quantos dias ele esta assim? – perguntou.
— Dois ou três. – me olhou séria. – Eu sei o que você vai falar, poupe seu discurso, mas pensei que não fosse nada. – seu olhar repreendeu até minha alma.
— Vamos para minha casa, lá posso te examinar melhor, meu pai tem alguns equipamentos lá. – o pegou no colo e ele deitou sua cabecinha em seu ombro. – Rose, terminamos isso depois? – A loira assentiu e levantamos juntas.
— Vou com vocês. – anunciou e pegou sua bolsa.
[...]
— Aparentemente Rob está bem, só parece um começo de febre. – Carlisle falou num tom profissional, ali estava Dr. Cullen. – Sua temperatura esta aumentando, acho melhor dar um banho nele para ver se abaixa, depois, se não melhorar, o levamos para o hospital e fazemos alguns exames. – Deu um beijo na testa dele. Rob ainda estava emburrado.
— Hey pequeno, vem cá. – o peguei no colo e o senti mole, mole demais. – Você esta mal, heim. – assentiu. – Me desculpa, pensei que fosse só uma dor de cabeça normal... – acariciei seu rosto e ele deitou-a em meu ombro e fechou os olhos. – Vamos tomar um banho, depois deixo você dormir.
Robert esta apenas uma semana e dois dias conosco, mas pegou o meu hábito de ficar irritado quando não consegue dormir ou estressado quando não tem nossa atenção, igual Alice.
— Eu dou um banho nele, arruma minha cama. – Alice pediu e assenti.
A vi subindo e logo fui atrás, arrumei sua cama e fiquei esperando... Esperando e Esperando. Cansei de ficar sentada e fui até o banheiro, entrei lá e vi os dois brincando.
— Pelo visto estão se divertindo. – ri deles.
— Me desculpa amor, mas sabe como Rob é quando entra numa banheira. – Robert ficava tão animado quando entrava numa que até nós tomávamos banho com ele.
— Hurum, sei muito bem. – cheguei perto deles e vi que a temperatura dele não havia abaixado. – Melhor irmos ao hospital... – Ela me olhou preocupada e assentiu.
O tiramos da banheira e colocamos uma roupa nele, Alice trocou rapidamente a dela e descemos.
— Vamos ao hospital, ele não esta melhorando. – Carlisle olhou preocupado e assentiu.
— Qualquer coisa me chame.
Saímos de lá e dirigi até o hospital, chegando lá Alice logo o levou para um laboratório, iria colher seu sangue.
— Agulha não... – Robert choramingou.
— Seja macho, Robert! – impliquei com ele.
— Eu sou um garoto, agulha não! – Ri dele e segurei em sua mão.
— Estou aqui, isso vai ser como sentir uma picadinha de mosquito, nem vai sentir. – o tranquilizei e vi Jonne, um enfermeiro muito gente boa, vim com a seringa para coletar o sangue. Robert olhou para ela horrorizado. – Robert. – chamei sua atenção. – Olha para mim. – pedi e assim o fez. – O que você quer fazer quando sair daqui? Comer um cachorro-quente? Andar de bicicleta? Tomar um sorvete, que tal? – o distrai e ele nem percebeu quando Jonne terminou de retirar a agulha de seu bracinho.
— Sorvete! Mas to com medo da agulha, vai doer! – eu e Jonne rimos dele.
— Já acabei garoto, vá tomar seu sorvete. – Rob nos olhava sem entender.
— Mas... Mas...
— Eu falei que não iria doer. – o peguei no colo e o levei para fora. Ao sair encontrei Alice com seu jaleco e de roupa trocada. – A Médica mais gata de Seattle. – assobiei e ela riu.
— Então, chorou muito? – beijou sua mãozinha.
— Nem percebeu, quando viu já tinha acabado. – Falei rindo e Alice abriu um lindo sorriso.
— Bella trapaceou com você, não é? Distraiu-te. – ele assentiu. – Sempre faz isso comigo, mas até que foi por uma causa boa. – a olhei incrédula. – estou brincando amor. – deu-me um selinho. – Vou ver se consigo um raio-X para você se sua dorzinha não passar. – dei um beijo em sua cabeça e saiu de lá.
— Chocolate. – falou quando comecei a andar.
— O que?
— Sorvete de chocolate. – ri dele e fomos para uma sorveteria.
— O resultado saiu. – Alice falou um pouco preocupada. – Não apontou nada. – Fiquei confusa.
— Bom, Robert ainda esta reclamando da dor, dei um calmante a ele e dormiu, esta deitado na maca de sua sala. – ela começou a andar em direção dela. – Ele até chorou de dor, estou ficando realmente preocupada com isso, essa dor não é normal!
— Nada normal, temos um neurologista de plantão hoje. Pedirei um exame completo para ele, assim com certeza saberemos o que é. – assenti e fui até o Robert.
— Vem meu amor, vamos logo ver o que você tem. – o peguei com cuidado e o levei para onde seria feito esse raio-X.
[...]
— Isso demora muito? – perguntei quando saímos da sala.
— Não, em menos de 10 minutos estarei com elas em mãos. – me abraçou e acariciou a cabecinha dele. – o que você tem, meu amor? – beijo-a e coloquei-o na cama. Foi questão de segundos, o coloquei ali e o vi se contorcer e tremer todo na cama.
— Alice! – falei alarmante e ela ficou em estado de choque. – Alice, FAÇA ALGUMA COISA. – Ele estava entrando em convulsão, isso eu sabia. Depois desse meu grito ela saiu daquele transe o logo tratou de coloca-lo no chão, colocou uma proteção em seu pescoço e virou para mim.
— Chame uma equipe médica. Rápido! – Pediu e sai correndo.
— Rose. – sorri aliviada quando a vi. – Preciso de ajuda, Rob entrou em convulsão, preciso de uma equipe médica, Alice precisa. – Ela me olhou assustada, mas logo chamou um enfermeiro e mais dois médicos para ajuda-la. Corremos para o consultório de Alice e vi uma coisa que me chocou. Robert não havia parado de tremer, estava todo vomitado, mas era vomito de sangue. Alice tinha o rosto molhado pelas lágrimas e fazia de tudo para tentar amenizar aquilo.
— Tirei Alice daqui, ela não vai conseguir se controlar. – Rose falou e cheguei perto da minha noiva. A peguei, com certa dificuldade, e a tirei de lá.
— Me solte, eu preciso ajudar meu filho, MEU FILHO! – Ela estava desesperada, e eu com medo, o terror estava por todo meu corpo.
— Acalme-se, Alice. – a abracei forte. – Rose e os outros médicos vão ajudar nosso pequeno, tenho certeza disso. – Ela chorou ainda mais em meus braços e eu a apertei mais. – Acalme-se meu amor, estou aqui.
— Eu preciso ir lá e ajuda-lo, ele é meu filho e... – a calei com meus lábios.
— Você vai piorar a situação indo pra lá, sabe disso. – acariciei seu rosto e enxuguei suas lágrimas. – Olha seu estado, você não consegue se auto ajudar, imagina ao Robert? – abaixou a cabeça e enfim parou de lutar contra mim e me deixou a abraçar. – Confiei em sua amiga, em seus colegas. Tenho certeza que vai dar tudo certo. – A tranquilizei, mas por dentro eu estava um caco, estava tão assustada quanto ela. O medo era tão grande que eu só não saia gritando e chorando por ai por causa dela, da minha princesa.
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