Notas iniciais
Hey gentinha linda do meu S2. Eu falei que postaria hj!!Bom, não vou ficar muito tempo aqui, só vou falar uma coisa, esta realmente acabando. Vamos curtir os capítulos finais dessa história... Não vou enrolar muito aqui pq vcs nem param para ler isso aqui, mas ok...Boa leitura ;)

POV. Bella.

Os minutos se arrastavam tão lentamente que pensei que já tivesse passado horas. Os minutos se arrastavam devagar, nossa ansiedade de saber noticia do nosso pequeno nos fez ver as horas congelarem no lugar, o maldito ponteiro do relógio parecia não se mexer.

– Rose, o que ele tem? O que meu filho tem? – Alice perguntou preocupada ao ver Rose aparecer com uma cara nada boa. Voltou a ficar agitada. A apertei na cintura e a prendi no lugar. – Me solta Bella! – ficou nervosa.

– Não, fiquei calma e deixe Rosalie explicar a situação do Robert. – Pedi com a voz mais controlada. Suspirou e ficou quieta. – Rose, você sabe de algo?

– Infelizmente, sim. – respirou fundo e sentou-se ao lado de Alice e segurou suas mãos.

– Esta me assustando, Rose. – Alice estava desesperada. – O que ele tem? – Rose respirou fundo e falou com pesar.

– Ele esta com uma neoplasia no cérebro. — Alice arregalou os olhos e se jogou em meus braços começando a chorar.

– Não, você só pode estar brincando, não... – se agarrou a mim e a abracei carinhosamente.

– Rose, pode falar minha língua? – pedi e ela me olhou triste.

– Neoplasia é o mesmo que Tumor, Bella. – minha respiração travou, meu coração acelerou e fiquei completamente sem chão.

– Tumor cerebral? Mas ele é tão pequeno e... – lamentei comigo mesma. – As dores de cabeça que ele tinha... É minha culpa? Rose, ele esta assim por minha culpa? – perguntei desesperada.

– Não Bella, claro que não. – tentou me tranquilizar. – Os tumores não têm porque e como começarem, resumidamente, ele é um crescimento anormal de uma célula dentro do crânio e elas começam a se multiplicar de maneira incontrolável criando uma massa, essa massa que é o tumor. Você não teve culpa. Isso não é genético ou provocado por uma queda. Não se culpe. – eu ainda respirava com dificuldades.

– Rosalie, eu nunca fui boa em biologia, você sabe disso. – ela deu um meio sorriso. – Mas eu me lembro dos graus de malignidade dos tumores existentes, qual é a do meu filho? – perguntei temendo sua resposta.

– Não sabemos ainda, precisamos analisar e fazer alguns exames. – falou. – Pedirei uma tomografia agora mesmo, um exame mais elaborado e minucioso. – assenti e Alice começou a tremer em meus braços.

– Rose, um calmante ou algo que a faça ficar mais tranquila, por favor. – pedi e ela assentiu.

– Bella, você tem noção da gravidade disso? E se for maligno? E se ele tiver um tumor incurável? Eu não quero perder meu filho, não mesmo! – tentei ao máximo não pensar nisso.

– Não o vamos perder, não vamos. Fique calma, Alice, Robert vai precisar de você inteira. – acariciei seu rosto e Rose voltou com um comprimido em mãos e um copo d’agua. – Toma isso. – dei a ela e negou. – Robert, lembre-se dele. Você precisa estar calma e tranquila, vai precisar passar isso para ele. – beijei sua testa e ela enfim cedeu. Pegou o comprimido e o engoliu rápido. – Pronto. Obrigada, Rose. – Agradeci.

– Não por isso. – se ajoelhou e olhou nos olhos de Alice. — Vamos cuidar dele, fique calma! – ela assentiu.

– Me sinto uma inútil. Oito anos estudando medicina para salvar a vida dos outros e eu aqui, sem poder salvar a vida de quem eu mais amo! – se exaltou.

– Shii... Ninguém é feito de ferro, você não teria cabeça para isso. – beijei sua testa e a ajeitei em meu peito. – Agora relaxe e aguarde, já, já sai o resultado. – Alice relutou, mas ao fim acabou sendo vencida pelo remédio e dormiu em meus braços.

– Bella. – Esme apareceu desesperada. – O que aconteceu com ela? – apontou para Alice.

– Rose a deu um calmante, apenas isso. – assentiu. – Já esta sabendo, não? – assentiu triste e percebi seus olhos inchados. – Me ajuda Esme, Alice vai precisar da mãe. – ela respirou fundo e sentou-se do outro lado da filha.

– Eu estou aqui para isso, vou lhe ajudar e ajuda-la também. – acariciou as costas da filha e Alice acordou lentamente.

– Mãe... – Sua voz era rouca devido ao choro e ao sono. – Mãe... – voltou a chorar ao se jogar no colo de Esme.

– Fiquei com ela aqui, por favor. Preciso fazer uma ligação. – Ela assentiu. Beijei a cabeça da minha mulher e sai.

Andei pelos corredores do Hospital e encontrei Rose e Carlisle conversando com expressões sérias e preocupadas.

– Rose. – Falei com ela. Desfez aquela cara e me olhou com um pequeno sorriso no rosto. – Não precisa disfarçar, já sabem de algo?- perguntei.

– Na verdade ainda não, estávamos apenas conversando sobre algumas coisas a respeito do quadro dele, mas os exames ainda não saíram. – explicou.

– E vocês vão fazer mais alguma coisa nele? Ele já esta melhor? Acordou?

– O sedamos, vai ficar um bom tempo dormindo. – assenti. – Controlamos as convulsões e os vômitos pararam e isso é bom, muito bom. – Suspirei de alivio.

– Alice esta com a mãe dela, preciso fazer uma ligação, qualquer coisa me avise, tudo bem? – assentiu e me retirei.

Alô?– Jake falou do outro lado da linha.

– Jake, não posso ir à oficina hoje. – falei.

O que aconteceu? – perguntou ao perceber minha voz baixa e sem vida.

– Robert. – suspirei. – Ele esta no hospital.

– Bella... O que, ele caiu? Machucou-se?

– Não, a principio é um tumor. – ele ficou calado. – Jacob eu sinto muito, mas a nossa divida... Eu não vou conseguir paga-la, tenho só mais cinco dias e meu filho esta no hospital, eu não estou com cabeça para mais nada e... – me cortou.

– Esqueça a oficina, Robert vale muito mais que isso.

– Eu estava pensando mais em você, Leah e seu filho. Jake, sua mulher esta gravida! – falei preocupada.

– Eu arrumo outro emprego fácil, pense agora somente no pirralho.– respirei fundo. – À noite passo ai, Leah ficou preocupada com você e Alice.

– Não precisa, mas se quiserem vir...

Ok, vai cuidar da sua mulher, aposto que ela esta um caco.– afirmei. – Bella, podemos perder nossa oficina hoje, mas amanhã reabrirmos ela ainda maior e melhor. – tentou me consolar.

– Queria pensar que nem você, mas... – me calei.

Mas sabe que estou certo, você quer que converse com o Marks lá? Vamos mesmo vende-la?

– Não, eu trato disso. – pelo menos isso eu iria fazer.

Bella, você tem que fazer isso no máximo até sexta, hoje já é quarta! – me alertou. – Robert e Alice...

– Eu resolvo isso, é questão de 30min, isso eu quero fazer. – ele desistiu de discutir comigo e cedeu. – Até mais Jake, e mais uma vez me desculpa.

Não há o que se desculpar, a vida do nosso mascote vale mais. – nos despedimos e voltei para perto da minha mulher.

– Alice... – Rose chegou quase junto comigo. Cheguei perto de Alice e a puxei para meu peito. – Os exames saíram seu tumor esta com 0,02mm – Alice ficou um pouco mais relaxada.

– Esta no começo, isso é uma boa noticia. – sorri com isso.

– O levaremos para o centro cirúrgico agora mesmo, precisamos identificar que tipo de tumor é esse. – Rose avisou.

– Quem vai fazer? – Alice perguntou preocupada e se virando para ela. A abracei por trás a acalmando.

– Carlisle e sua equipe, eu vou auxiliar. – respirou fundo. – Alice, vamos cuidar bem dele. – assentiu. Rose pediu licença e saiu.

– Alice, eles vão começar agora, não quer ir para casa e descansar um pouco? – Esme perguntou.

– Não mãe, não mesmo. – bateu o pé.

– Esme, poderia comprar algo para que ela comesse, não almoçamos e Alice não vai querer nem sair daqui. – Eu conhecia minha mulher.

– Esta tudo bem. – saiu e me deixou sozinha com ela.

– Ele vai ficar bem? – Alice me perguntou.

– Não sou médica, mas tenho certeza que sim. – nos sentamos na cadeira. Robert já sofreu muito nas mãos do James, tenho certeza que isso vai ser mole para ele, nosso menino é forte. – me olhou nos olhos.

– Como você consegue? Ficar tão calma mesmo sabendo que ele esta indo para uma mesa cirúrgica?

– Porque eu confio em seu pai e em Rose, porque sei a força que meu menino tem, porque não posso desabar agora tendo você ao meu lado. – colocou sua cabeça em meu pescoço e respirou fundo.

– Você é meu porto seguro, seu cheiro relaxa, sua presença me acalma. – sorri com isso. – Você esta certa, não posso me abalar agora, Robert vai precisar de mim.

– Eu sempre soube disso. – bateu em meu braço.

Ficamos assim por um bom tempo, e nesse meio tempo eu tive a oportunidade de pensar direito.

Estou perdendo minha oficina, aquela que dei tão duro para conseguir, a qual foi responsável de tudo que consegui ter hoje. Estou com meu pequeno doente, dentro de um hospital e se preparando para uma biopsia. E para completar a situação, Robert esta ilegalmente conosco. Mas alguma coisa?

Senti meu celular vibrar. O peguei e vi que era o Sam.

– Oi. – falei baixo.

Bella, fiquei sabendo do Robert, sinto muito. – Pelo visto todos já estavam sabendo...

– Tudo bem. – apertei Alice a mim.

Eu tinha uma coisa para falar sobre ele, mas não acho uma boa hora.

– Pode falar, descobriu mais alguma coisa? – perguntei ansiosa.

Péssimas noticias. – fiquei apreensiva. – O filho do Masen se chamava Robert. – prendi minha respiração. – E pela descrição que tenho aqui... – Eu já imaginava isso...

– Não pode ser... – minha respiração estava descontrolada.

– Bella, o que foi? – Alice perguntou preocupada. Neguei.

Infelizmente creio que vocês não poderão ficar com o garoto. – balancei a cabeça.

– Sam, conversamos sobre isso depois, por favor. – implorei.

Não levarei isso adiante, eu sei que vocês estão sofrendo, não quero colocar mais um obstáculo na vida de vocês, mas você sabe que uma hora ou outra...

– Outra hora, agora não é o momento. Obrigada Sam, mas preciso desligar agora. – não esperei ele falar nada e desliguei o telefone.

– Bella, esta me deixando assustada. O que foi? – beijei seus lábios profundamente. Eu estava precisando daquilo para me acalmar.

– Não é algo que devemos nos preocupar agora. – falei ao nos separar.

– Você esta tensa desde quando voltou daquela ligação, você tem algo a me contar? – perguntou me encarando sério.

– Não vou te preocupar atoa, são coisas do meu trabalho. – Assentiu e voltou a deitar sua cabeça em meu peito.

3 horas depois...

Já estava ficando cansada e ansiosa de esperar. Alice acabou adormecendo mais uma vez em meus braços e eu mal consegui pregar os olhos. Era muita informação para mim.

– Bella. – Rose apareceu e Alice despertou ao ouvir sua voz.

– Rose, como foi? – Alice perguntou ansiosa.

– Bem, descobrimos seu tipo. – Alice a olhou apreensiva – é um Glioma. — Alice arregalou os olhos.

– Mas... Mas ele é maligno. – fiquei tensa.

– Rose... – Eu chamei sua atenção. – Pode me explicar o que seria esse Glioma? É mesmo maligno? – temia sua resposta.

– Bella, um Glioma tem origens nas células de sustentação do cérebro, as células Gliais. – Foi tentando me explicar. – Elas podem surgir tanto no cérebro quanto na coluna vertebral, no caso do Robert foi a primeira que citei. Os sintomas são vômitos, convulsões, e o mais comum, dor de cabeça. – E o sentimento de culpa voltou a me tomar... – Esse tipo de tumor é imperceptível através de exames de sangue.

– Por isso o exame do Robert não deu nada. – Falei o óbvio e ela assentiu.

– Mas o Glioma ele pode ser tanto maligno quanto benigno. — respirou fundo. – Alice, pare de chorar, o Glioma do Robert é benigno. – Alice a olhou completamente com os olhos arregalados e sorriu lindamente. – Vamos fazer mais alguns exames e até sexta seu menino já vai estar num quarto, acordando e sendo mimado por vocês. – ela se levantou e abraçou Rose fortemente.

– Um alivio. – suspirou e eu sorri. – Obrigada Rose, muito obrigada.

– Não por isso, temos muito que fazer ainda. – acariciou seu rosto.

– Ele vai acordar só amanhã? – perguntou. Rose assentiu. – Posso ao menos vê-lo? – pediu.

– Claro, vou leva-la até ele. – olhou para mim. – Você quer vim? – Revirei meus olhos e abracei a cintura da Alice. – Pergunta idiota, eu sei. – sorriu e andamos até onde ele estava. – Ali, vocês só não podem ficar muito tempo. – Se retirou e nos deixou ali.

– Vem, quero vê-lo de perto. – puxou minha mão e ficou ao seu lado na maca. – Meu pequeno... – acariciou seu rosto. – Que susto nos deu, não faça mais isso, por favor. – beijou sua testa carinhosamente.

Robert estava com ainda mais branco que o normal, encostei nele e senti o quão frio estava. Até parecia... Tremi só de imaginar isso.

– Anda rapaz, precisamos de você inteiro. – beijei sua testa e peguei na mão de Alice. – Vamos, ele precisa descansar e você também. – me olhou com olhos pidões. – Você não vai dormir nesse hospital, não mesmo. Vamos para casa, tomar um banho, dormir e voltar amanhã bem cedo, você precisa estar completamente carregada. – beijei sua testa e saímos de lá.

– Eu só queria ficar com ele. – lamentou me abraçando.

– Vamos ficar muito tempo com ele. — Infelizmente creio que vocês não poderão ficar com o garoto.Essa frase veio em minha mente e eu fiquei rígida.

– O que foi? – perguntou preocupada.

– Nada, só estou preocupada com você. – beijei seus lábios. – Vamos? – Abri a porta do carro para que entrasse e dei a volta para entrar.

– Alice, vá tomar um banho, preciso resolver umas coisas antes de entrar. – falei ao estacionar em frente a minha casa.

– Aonde você vai? – perguntou curiosa.

– Resolver umas coisas. – beijei seus lábios e abri a porta para ela. – Tome um banho, troque de roupa e deite na cama. – instrui. – Quando eu chegar quero você do jeito que mandei. – deu um pequeno sorriso e saiu do carro.

Fechou a porta e sai com o carro. Em menos de 15 minutos eu estava no meu destino. Estacionei meu carro e entrei dentro daquela grande empresa.

– Ora, ora, ora, se não é a senhorita Swan. – Sr. Marks falou me esnobando. – O que devo a honra de sua presença em minha humilde empresa. – me olhou irônico.

– Vim tratar de negócios, e tem que ser rápido.

– Ok, vamos até meu escritório. – Subimos até sua sala e a trancou logo assim que entrei. – De que tipo de negócios estamos falando?

– Você quer minha oficina, certo? – seu sorriso aumentou.

– Então você a esta vendendo? É isso? – falou sarcástico. – Pelo visto não conseguiu dinheiro suficiente... Eu falei que não conseguiria... – colocou aquelas patas imundas em cima da mesa e praticamente se deitou na cadeira.

– Não consegui o dinheiro por motivos pessoais, mas não estou aqui para falar sobre eles. – respirei fundo. – Quando você oferece por ela? – fui direta ao ponto.

– Direta, gosto disso. – se ajeitou e falou. – 50 mil dólares. – Arregalei os olhos, isso não era nem a metade do que ela valia. No mínimo 250 mil Dólares.

– Esta tirando com a minha cara, né? – perguntei incrédula. – Aquilo lá vale mais de 200mil, muito mais! – exclamei.

– Ofereço 50mil, é pegar ou largar. – deu de ombros.

– Não, isso é muita sacanagem. – me levantei da cadeira e virei para sair da sua sala.

– Que eu saiba sua dívida ultrapassa os 20 mil, você não tem muito para onde correr. Ou é pegar ou é pegar. – sua voz me deu nojo, segurei, e com muita força, à vontade e meter um soco na sua cara.

– 150 mil dólares, menos que isso eu nunca fecharei com você. – falei ainda de costas.

– 100 mil e não falamos mais nisso. – virei e olhei em seus olhos. – Ande Isabella, ou aceita ou afogue em dívidas e perca tudo em vez de ganhar algo. – Tive que dá o braço a torcer, eu tinha que pensar não só em mim, mas principalmente no Jake. Não podia fazer isso com ele.

– 100 mil dólares em espécie. – fui clara e ele assentiu.

– Como é bom fazer negócios com você, Isabella. – se levantou e veio até mim, estivou seu braço em minha direção, esperando um aperto de mão. – Negócio fechado? – perguntou. Apertei sua mão, contra gosto, e falei.

– Só esta fechado porque meu filho esta doente, porque não tenho como disputar clientes com você de igual pra igual. Tenho que dedicar minha atenção total para meu filho e mulher, eles precisam de mim. – falei séria e ele arregalou os olhos. – Deixar bem claro que estou caindo agora, você é o vencedor, mas espere e verá, isso não acaba assim, aquela oficina é meu sonho realizado e construído a base de muito suor e competência!

– Sinto muito pelo seu filho. – assenti e me abri a porta.

– O dinheiro amanhã em meu escritório, meu sócio vai recebe-lo. Enquanto a transferência, isso meu advogado resolverá o mais rápido possível. – e sai de lá.

Entrei em meu carro e algumas poucas lágrimas escorram por minha face. As enxuguei rapidamente quando cheguei em casa e subi para meu quarto. Olhei para cama e um sorriso brotou em meus lábios, minha linda e preciosa mulher estava ali, dormindo profundamente.

Fui direto para o banheiro e tomei um banho, precisava relaxar um pouco, hoje o dia foi corrido e exaustivo.

Coloquei uma roupa no closet e andei até minha cama, deitei-me do lado de Alice a abracei carinhosamente. Ela se virou e aconchegou-se em meu peito.

– Eu te amo, meu amor. – beijei sua testa e acabei dormindo.

– AHHHHH. – Dei um grito e acordei assustada. Um pesadelo, apenas isso... Olhei par ao lado e vi Alice com uma pequena ruga na testa, entre as sobrancelhas, mas com os olhos fechados. Levantei-me da cama e fui para sala, sentei no chão e abracei minhas pernas.

Ali, sozinha e no escuro, deixei minhas lágrimas rolarem livremente pelo meu rosto, deixei aquele meu estres transparecer completamente. Robert, Alice, Oficina... Era tanta coisa para uma só pessoa que eu não estava mais aguentando. Eu tentava ao máximo ser forte, mas eu não era, eu nunca fui e nunca serei.

– Eu sou uma fraca, uma estupida, uma idiota, uma... – eu estava me xingando quando fui calada por um dedo em meus lábios, eles eram quentes e macios. Abri meus olhos e encontre os de Alice ali.

– Não, você não é fraca, você é a mulher mais forte que eu já conheci. – tirou meus braços de minhas pernas e pegou em minhas mãos. – você não é estúpida e muito menos idiota, apenas orgulhosa. – estiquei minha perna e ela sentou-se em meu colo. – Até quando pretendia esconder sua dívida de mim? – me assustei com aquilo. Olhou em meus olhos e secou meu rosto.

– Como... Quando... – gaguejei.

– Eu ouvi você conversando, há uns tempos atrás, com o Jake sobre uma dívida, pensei que viria falar comigo, mas preferiu guardar isso só para vocês. Ontem Rose me contou que Emm a emprestou 10 mil dólares. – suspirei e abaixei minha cabeça. – Por que não pediu minha ajuda? Isabella, vamos nos casar, dividirmos nossa casa, nosso dinheiro e principalmente nossas vidas. – ergueu meu rosto e voltou a fixar aqueles olhos nos meus. – Por quê? – seu olhar era triste e cheio de decepção.

– Porque aquilo era meu negócio e do Jake, nunca pediria dinheiro seu para lá, sabe disso. – me olhou incrédula.

– Não me importaria em lhe dar, afinal tudo que é meu é seu. – uma lágrima escorreu pelo meu rosto.

– Alice, eu não queria lhe preocupar atoa, nosso casamento, recentemente o Robert. Agora essa doença, era muito para sua cabeça. – beijou meus lábios e me abraçou.

– Quando vai parar de pensar somente em mim e começar a pensar em nós? Em todos os sentidos?

– Como? Eu penso em nós, minha vida é planejada em nós, nosso futuro! – falei preocupada, ela achava que não a amava?

– Não, você esta pensando sempre no MEU bem estar, na MINHA segurança, na MINHA alegria, mas e NOSSA felicidade? Bella, somos um casal, e casal dividem coisas boas e principalmente coisas ruins. – ela estava certa, eu fui errada nesse ponto. Abaixei minha cabeça envergonhada.

– Me perdoe, mas eu realmente me preocupo mais com você, com sua vida, afinal de contas você é a minha vida. – beijou minha testa e colocou sua cabeça no vão do meu pescoço. – Eu te amo tanto que prefiro guardar as minhas dores a vê-la preocupada com algo meu.

– Você diz que eu sou sua vida, mas você acha que é o que minha? Você é meu tudo, Bella. – sorri com essa declaração. – Passamos por tantas coisas juntas, eu queria ter ficado do seu lado desde o inicio, eu queria te apoiar e te ajudar. – a abracei forte. – Qual é o valor da sua divida? Vamos resolver isso juntas. – acariciou meu rosto.

– Agora nenhum. – me olhou sem entender. – Eu vendi a oficina.

– Bella... – lamentou. – Por que fez isso? – deixei mais lágrimas escorrem por minha face e ela as secou de imediato.

– Eu estava desesperada, tinha menos de cinco dias para conseguir 23 mil dólares. – suspirei. – Leah esta grávida, ou seja, Jake não poderia me dar suas economias para tentar pagar a dívida. – acariciou meu rosto. – Eu estava sozinha...

– Porque queria. – me repreendeu.

– Porque eu não queria tirar o sorriso dos seus lábios. – os beijei. – Estava tão feliz com o termino da faculdade, nosso noivado, os preparativos da festa, com o Robert!

– Eu tenho uma mulher incrível, mas que por puro orgulho, sim, tenho certeza que foi por orgulho que não me pediu ajuda, você esta perdendo seu sonho.

– Eu vou cuidar de um sonho maior, mais para frente eu volto para esse.

– Que sonho é maior que a sua oficina? Você a planeja desde o colégio. – riu.

– Meu maior sonho? Bom, meu maior sonho é me casar e construir minha, quer dizer, nossa família. Robert é nosso, ele precisa de mim tanto quanto você. – sorriu e me beijou. – Não se preocupe com isso, como diz o Jake: estamos fechando agora para abrirmos amanhã! – Me levantei e a peguei no colo.

– Bella! – Deu um pequeno grito.

– Vamos dormir? – beijei sua bochecha. – Amanhã ficaremos um bom tempo naquele hospital, tenho certeza que você não vai querer sair de lá! – ela assentiu e encostou sua cabeça em meu peito.

Entrei no quarto e a coloquei na cama e ela se agarrou a mim.

– Não esconda mais nada de mim, por favor. – Pediu e eu assenti.

– Não, será sempre a primeira, a saber. – beijei sua testa e fiquei fitando o teto. – Não vou deixar você de fora de nada da minha vida mais, eu juro! – a acomodei bem em meus braços e fechei meus olhos caindo no mundo dos sonhos.

Notas finais
E ai gente, acabou o mistério? Curtiram o capitulo? Em fim dei um jeito na oficina, o que acharam? hsuhsuhs.Reviews? Recomendação?Bsus, Lary >