Precious Blood
6 Extra: Christmas Eve
~Por Asher Donovan~
Pousei fortemente no chão sentindo o impacto em minhas pernas e encolhi minhas enormes asas brancas, sentia vontade de matar alguém, uma vontade tamanha que poderia matar qualquer um que passasse por mim. Abrir a porta da varanda tão bruscamente que quebrei o vidro.
Ops…
— Vish… Isso depois vai para nossa conta. — Galadrina estava sentada na escrivaninha, ela falava lendo uma revista com aquelas lindas pernas a mostra.
— Ah cala a boca. — Eu estava machucado e nem um pouco a fim de ouvi a voz irritante dela. Tirei minha blusa e sentei-me confortavelmente na poltrona. — Se alguém vier reclamar, eu mato
— Com raiva na noite de natal, Ash? — Ela finalmente me olhou e se assustou.
Levantou tão apressadamente que me assustou, andou até mim abaixando o curto e colado vestido, se é que aquilo pode ser chamado de vestido.
— O que ouve com você, bebê? — Ela se ajoelhou na minha frente, causando-me uma sensação que sei bem qual era.
Olhei para meu próprio tórax, vendo a sua enorme abertura e muito sangue.
— Não sou seu bebê! — Falei firme ignorando meu membro. — Foi aquele ridículo do anjo.
— Matthew Collins?
— Esse mesmo. — Ouvi seu nome me faz senti ódio.
Galadrina pegou em minhas coxas e se aproximou do meu rosto.
— Adri… — Oh meu Deus!
— Deixe-me lhe curar.
— Já vai sarar, Adri, só é… — Parei subitamente por causa de seu dedo indicador sobre meus lábios.
— Shh… Fica quietinho.
Ela sorriu maliciosamente e olhou para meu ferimento.
Logo senti sua língua macia contra minha pele e meu ferimento, levei minha cabeça para trás e segurei seus cabelos loiros.
Como isso era bom, nem todos tem a oportunidade de ser curado pela saliva de uma vampira sexy como Adri. Meu curativo já estava curado e ela continuava lambando-me, causando-me incríveis sensações.
— Adri, Adri. — Chamava sua atenção ao senti seus beijos subindo para meu pescoço.
— Calado, Ash, deixa-me, hoje é natal!
Sorri maliciosamente e ela o respondeu com outro, ela se aproximou para beijar-me, porém a segurei pelos cabelos e a empurei.
— Não. — Fechei a cara e levantei-me indo em direção ao armário. — O que veio mesmo fazer aqui?
— Estava com fome, sei que sua geladeira é cheia… Já bebeu?
— Não, quero sangue fresco. — Escolhia uma blusa e vesti a escolhida. — Acho que vou ao parque aqui perto, lá tem muitos casais.
— Por que você não pega o que tem e coloca no microondas?
Virei com uma cara de tédio em sua direção, ela voltara para a escrivaninha, porém estava em cima dela com as pernas cruzadas a amostra.
— Recomponha-se. — Frangi as sobrancelhas colocando meu casaco. — Vou sair, não quero você aqui quando voltar.
Falei a última frase saindo pela porta e batendo-a fortemente.
**********
Andava tranquilamente pela principal que dava ao parque, era impressionante como algumas lojas estão abertas, mesmo na noite de natal, a sociedade hoje está pensando muito em dinheiro e esquecendo a família. Na minha época não era assim.
Parei ao passar por um beco escuro e ouvir gemidos e risadinhas.
— Amor, acho melhor não. — Concentrei-me e pude ouvi a mulher.
— Pois eu acho uma ideia genial. — Outro gemido da parte dela.
Que eu percebi é um casal de mais ou menos dezessete anos com hormônios a flor da pele, pelo cheiro o sangue dela é B e o dele O, O sem dúvida é meu tipo preferido, mas concentrando-me mais no cheiro, percebo que ele tem AIDS.
Definitivamente não irei beber o sangue do garoto, mas da garota… irei sim. Olhei para os lados antes de entrar no beco.
O garoto colocava a mulher contra a parede, beijando-lhe o pescoço, não iria chegar mordendo-o, então fui silencioso. Peguei um bastão de ferro que estava no chão antes de me aproximar, sem mesmo ele perceber dei meu golpe, enviei o bastão em seu pescoço na diagonal, intencionalmente para atingir a veia aorta e o coração.
A garota gritou quando ele caiu sem vida no chão, rapidamente tapei sua boca, ainda deixando-a contra a parede úmida do beco.
— Cala a boca. — A prendi completamente, deixando-a imóvel. A garota resmungou algo, mas não ouvi. — Calada! — Olhei diretamente em seus olhos penetrando-os e fazendo com que ela me obedeça. Soltei-lhe a boca quando ela balançou a cabeça positivamente. — Qual é seu nome?
A garota tinha longos cabelos negros e lisos, olhos azuis e um belo corpo.
— Bárbara. — Para mim, a melhor sensação que posso senti é essa, senti o medo na voz da vítima.
— Odeio lhe informar, Bárbara, mas você morrerá hoje…
— Não! Por favor!
— Sh… — Coloquei meu dedo sobre seus lábios e encostei sua testa na minha, consegui ouvi seu coração acelerado. — Vou aliviar a sua situação.
Peguei seu queixo e fiz seus lábios encontrarem os meus, adorava fazer isso, é como se iludisse minhas vítimas femininas. Sua mão agarrava forte meus cabelos e minha mão pegava firme sua cintura.
O beijo de Bárbara era do tipo quente, de deixar qualquer homem louco, mas do ultima vez que me deixei seduzir-me por uma vítima, deu o que deu; Adri vive no meu pé.
Comecei a fazer um caminho de beijos até seu pescoço, causando-lhe gemido que logo se transformaram em gritos de pavor ao cravar meus dentes em sua pele.
Deixei todo o sangue da garota fluir pela minha garganta, apertava e relaxava minha mão em sua cintura como movimentos involuntários. Logos seus gritos foram diminuindo e seu corpo caindo sem vida no chão.
Ao acabar olhei para os dois, sorri pelo bom trabalho feito e frangi as sobrancelhas ao ver um cero brilho saindo do casaco do garoto e fui até ele ver o que era.
Peguei se seu bolso um lindo globo de neve, com o Papai Noel e seu trenó dando aquele seu sorriso gentil. Das duas uma: Ou a garota lhe deu, ou ele ia dar para a garota, bom, tanto faz, é meu agora.
Sorri ao decidir para quem darei o globo. Flexionei minhas pernas e pulei o mais alto que pude, parei exatamente onde queria: Na rua da pequena Catarina… Quer dizer, Katherine. A neve ao meu redor subiu por causa do impacto e então quando ela se sentou pude vê-la.
Ela estava brincando em frente a sua casa, com seus amigos. Ela era uma criancinha tão linda. Quantos anos ela teve ter agora? Uns doze anos? Sim, acho que sim. Limpei o globo de neve com minhas mangas. E me escondi atrás do poste.
Pensava em algo para atrair sua atenção, não poderia chegar do nada, precisava atrai-la de algum modo. Veio-me uma epifania então me aproximei guardando o globo no bolso do casaco.
Precisava me concentrar o máximo agora, fazia uns vinte anos que não uso minha telecinése, confesso que não gosto.
A pequena Katherine brincava com a neve que caia lentamente então fiz o que queria. Concentrei-me fazendo alguns flocos em sua frente dançarem.
Ela ficou encantada, abriu um sorriso gigante, um perfeito presente de natal. Logo ela estava seguindo os flocos de neve que consegui colocar em forma de fada.
Posso não ter o menor jeito para crianças, porém com a pequena Katherine eu sou, tenho que ser afinal, quando ela completar vinte anos terei que matá-la. É o destino, fazer o que? Tudo pelo poder, não?
— Hm… Oi. — Nem percebi quando ela chegou, sua voz doce acordou-me de meus pensamentos.
— Olá. — Respondi.
— O que está fazendo?
— Nada. — Então notei onde estava, sentado na neve encostado em um carro, qualquer pessoa iria estranhar. — Não posso ficar aqui?
— Hoje é natal, você tem que passar o natal com sua família.
— Você não está com sua família agora, porque deveria está? — Minha grosseria sai naturalmente.
— Minha mãe deixou-me sair para brincar… Temos que passar o natal em família.
— Mas eu não tenho família. — Aquilo a abalou. — Desculpa.
— Tudo bem. — Meu coração disparou quando ela sentou-se em minha frente. — Sinto muito pela sua família.
— Katherine! — Alguém a chamou.
A garotinha inclinou-se para olhar e abriu a mão, em sinal para esperar.
— É meu amigo, tenho que ir senão ele vem para cá.
— Qual é o problema dele vim, ele não vai me ver mesmo.
Sua boca fez um O perfeito:
— Como assim? Só eu poço lhe ver?
— Só quem eu quero que me veja me vê. — A corrigir, fazendo-a abrir um sorriso. Estranhei. — O que foi, garota?
— Você é tipo meu anjo da guarda! — Sua alegria era tamanha que fiquei com um certo receio de acabar com ela.
— Tipo isso. — Um Anjo da guarda que vai te matar em 8 anos. — Olha…
Tirei o globo do bolso. Seus olhinhos brilhavam.
— Meu Deus! Que lindo!
— Você gosta? — Sorri. — Quer para você? — Lhe estendi o globo.
— Certeza? — Ela o pegou.
— Certeza, fique para você, Katherine. — Levantei-me e a ajudei a se levantar. — Tenho que ir.
— Como sabe meu nome?
Não respondi, apenas sorri e Kyle a chamou mais uma vez correndo em nossa direção. Segui meu caminho, andando para longe.
Senti alguém perto de mim enquanto andava, algum sobrenatural. Matthew ou Isaac?
Virei-me pegando uma mão pegou em meu ombro. Era Adri gritando de dor pois estava torcendo sua mão.
— Sinto muito. — A larguei. — O que faz me seguindo?
— Eu não quero passar o natal sozinha, Ash, você é meu único amigo. — Ela apareceu na minha frente e tentou me beijar, mas eu a empurrei.
— Não somos amigos.
— Ahh… Admita, você gosta de mim.
— Por que faria isso? — Frangi minhas sobrancelhas continuando a andar.
— Porque é a verdade.
Bufei sorrindo, admito que Adri é legal, apesar desse seu jeito safado, ela é uma boa companhia.
— Viu? — Ela riu e se apoiou em meus ombros. — Já comeu, Ash?
— Já, um casal.
— Poxa… Não está querendo mais não?
— Por que a pergunta? — Olhava seu sorriso malicioso. — No que está pensando, senhorita?
— Competição.
Aquela palavra me fez sorri. Adri e eu gostávamos de competir quem caça mais, as vezes pessoas, as vezes animais, claro que preferimos pessoas, pois sangue de animal é ruim.
— Onde será o lugar? — Lugar em que deixamos os corpos. Ela se colocou em minha frente.
— No cemitério, vamos facilitar logo para os humanos. — Sorri, adorava essa mente assassina. — Quem chegar a dez corpos primeiro ganha, a pessoa tem que ser ruiva…
— Ruiva?! — A interrompi. — É muito difícil achar.
— Shh… Calado. — A atendi e ela continuou. — Não pode pegar pegar se estiver dormindo e tem que beber todo o sangue.
— Só em Holmes Chapel?
— Até Liverpool. — Ela estendeu a mão e a cumprimentei. — Ah!
— O que?
— Não pode usar suas asas, não é justo comigo. Promete.
Suspirei fundo.
— Não é minha culpa se você não tem. — Flexionei minhas pernas e soltei, abrindo minhas asas. Nunca fui bom em obedecer regras ou prometer algo.
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