Preço ou Prêmio
7 Capítulo 7
Notas iniciais
A sensação de liberdade de quando cavalgava ainda corria em suas veias quando Regina entrou no pálacio, mais uma vez de volta à sua prisão. Ela reconheceu os passos, o impacto do sapato no chão – um som que ela estava familiarmente aterrorizada com- desde que ele compartilhou sua cama pela primeira vez. Ela, no instinto, se pressionou contra a parede, tentando desaparecer na escuridão quando ele passou com um de seus guardas.
“Bom, vamos ser honestos aqui... Ela não nada que uma flor delicada, vou ter de ensiná-la, quebrá-la. Mas se esse é o preço para que minha querida Snow tenha a mãe que ela quer, estou mais do que disposto...”
Suas passadas longas o levaram para longe antes que ele pudesse terminar a sentença, e ela continuou paralizada contra a parede no escuro, amaldiçoando a menina que a tinha posto nessa posição.
Uma toalha molhada foi posta em sua testa e Regina nem precisou abrir os olhos para saber a quem as mãos macias pertenciam. Elas tinham há muito anos atrás cuidado dela, e ela tinha culpado seu disfarce na epóca, pela ternura, mas a verdade era que a mulher era simplesmente boa. Isso a fazia sentir doente. Tanto de náuses quanto de culpa. Ela ouviu um gemido de dor e levou um segundo para descobrir que o som saia de sua própria boca. Ela abriu os olhos.
Olhando ao seu redor ela se viu deitada, e a pergunta de quem a tinha carregado foi respondida quando viu imediatamente, a Xerife, parada em pé perto de sofá.
A salvadora mais uma vez... que maravilha.
Ela ignorou a tontura enquanto se sentava, mas ela teve que, relutantemente, segurar o braço que foi oferecido em suporte. Ela quase largou quando sentiu a formigamento e soube que o braço era de Emma e não de Snow como havia pensado. Seus olhos se encontraram e Regina se sentia perdida por um momento.
As emoções nos olhos da loira a deixavam desconcertada. Não era apenas pelas mistura de cores, mas o olhar, tão aberto que Regina via sua alma.
Se recompondo, ela tossiu enquanto soltava o braço da mulher. Suas mãos indo ao encontro de sua cabeça, onde uma dor começa a irradiar, apenas para serem paradas pelos longos dedos de Emma.
“Ohhh, pera aí. Vamos esperar por Whale ok?”
A resposta sarcástica estava na ponta da sua língua, mas ela não chegou a falar, parando quando viu gotas de sangue na ponta de seus dedos.
“Henry?”
“Eu disse a Granny para mantê-lo ocupado. Eles estão preparando algo para comer na cozinha. Não se preocupe.”
Ela nunca pensou que sentiria gratidão por Snow, mas aqui estava ela... Mas quando ela abriu a boca para dizer obrigada a mulher já estava balançando a cabeça como quem diz que não é necessário. Regina assentiu.
Ela agora podia sentir o molhado do sangue em sua testa, as mãos de Emma a apoiando sem pestanejar. Ela inalou fortemente, tentando respirar com calma. A presença da loira tão perto de si, o seu cheiro ao seu redor, a aura de preocupação que ela exibia a fazendo ficar tonta. Ou talvez seja o sangue em sua cabeça. Os dois tinham o mesmo efeito em Regina. Mas então, a campainha tocou e segundos depois ela ouviu passos firmes que a lembraram de um outro tempo. Ela se sentiu empalidecer, os flashbacks ainda muito presentes em sua mente.
Quando a escuridão tomou conta de si, ela a recebeu como uma velha amiga.
“Se ela desmaiou sem causa nenhuma, eu preciso levá-la para o hospital e fazer uns testes. É protocolo.”
Ela não queria nada mais do que dizer onde ele podia enfiar seu protocolo, mas sua língua ainda estava dormente e ela não o fez. Foi uma surpresa, entretanto, quando seus sentimentos foram expressados sem ela se mover, apesar de serem usados em uma linguagem que ela nunca se permitiria. Abrindo seus olhos levemente, ela viu Snow rir um pouco das ações de sua filha, olhando com um pouco de pena para quem estava recebendo as palavras da loira. A dor na sua têmpora indicando que a ferida tinha sido costurada, felizmente, na linha de seu cabelo. A cicatriz não ficaria visível.
“Teve uma causa”
As palavras, faladas em um tom gentil, surpreenderam a loira e a fizeram parar de falar. Regina sentiu seus olhos abrirem completamente.
Talvez fosse seu sangue real, ou o tempo curto mas presente que passou como rainha, mas o tom de Snow tinha uma autoridade que ela só tinha visto em si mesma há muito anos atrás. Talvez a mulher realmente tenha nascido para comandar. Ou talvez ela tenha aprendido isso na floresta, em seu tempo de fugitiva. Ou talvez uma mistura de todas essas experiências. O que quer que fosse, tinha algo tão bondoso e firme que Whale nem mesmo a contestou.
“Obrigado por seu tempo, Dr. Whale. Por favor venha para o jantar mais tarde.”
Foi o fogo que viu nos olhos de Emma que a lembrou da discussão das duas sobre o tratamento que ela recebera do médico, a fazendo querer se levantar e retirar o convite que Snow tinha feito ao homem. Ela tinha, sim, concordado em receber a familía e os amigos de Emma, mas Dr. Whale não era nem um nem outro. Mas antes que ela pudesse se levantar ele já tinha negado o convite e saído da sala. Provavelmente para checar seu amado protocolo de novo.
Ela revirou seus olhos que acabara de abrir, se arrependendo do movimento quando sentiu uma dor forte em sua têmpora. Ela gruniu quando enquanto ela se sentava.
“Causa?”
A voz de Emma era gentil e rouca.
'Emma…'
Já a voz de Snow soava como um alarme, tão maternal que Regina sorriu maliciosamente.
“Eu... Eu só. Quer dizer, você só disse isso para aplacar Whale ou tem mesmo...?”
Emma olhou para trás e finalmente a avistou sentada, seus olhos se arregalando em surpresa, mas Regina abriu a boca antes que Snow pudesse – será que ela realmente sabia — contar mais um de seus segredos.
“Eu gostaria de saber a resposta dessa pergunta também, querida Snow.”
Fale com o autor