Notas iniciais
Desculpa a demora gente, tive que resolver uns problemas na faculdade e meu notebook não queria ligar, mas aqui está. Prometo que o próximo capítulo será maior e terá mais interação swanqueen.

O pequeno pulo que Snow deu ao ouvir sua voz a faria rir se não fosse pelo olhar que ela dera, brilhando em compreensão, como se mulher pudesse ler seus pensamentos e seus sentimentos.

“Regina!”

Ela levantou uma sobrancelha em questionamento, esperando pelas palavras de Snow mas a mulher deu os ombros, desviando seu olhar para o chão, um semblante de quem sabia o que estava acontecendo, algo que sempre irritara a morena.

“Você sempre esteve doente nesse época do ano, Regina... Desde de que eu lembro. Desde que eu era pequena. Eu acho que aqui em Storybrooke foi menos mas... Depois do primeiro ano no palácio, você sempre estivera doente. Eu só entendi depois de anos é claro, eu era apenas uma criança, descobri o que...”

Sua garganta ficou seca ao ouví-la e ela sabia que estava mais pálida do que já estivera, mas ao menos uma vez em toda sua vida ela não ligou para sua aparência.

“Você não sabe de nada, Snow White!”

“Todos os anos, Regina. Sem exceção... Talvez você devesse conversar com alguém sobre isso... Botar pra fora, não sei... Talvez isso ajudaria?”

“É claro, mais uma vez com os beijos de arco-iris e adesivos de unicórnios, fazendo tudo ficar melhor. Apenas jogue um pouco de raio de sol e um pouco de pó de fada, querida, e todos os seus problemas vão desaparecer. Talvez, querida Snow, seja a hora de você crescer e perceber que a vida não funciona dessa maneira, e nunca vai funcionar.”

“Você se casou com meu pai perto do natal não foi? Deve ter sido por volta dessa época que ele morreu? Dan...”

“Não fale seu nome! Não se atreva a falar o nome dele!”

Ela se levantou, a raiva a impulsionando a ficar de pé apesar da dor, ignorou a tontura que a tomou e se posicionou perto da mulher mais baixa, ficando a poucos centimetros de seu rosto, uma postura intimidadora.

“Eu...”

“É sempre a mesma coisa com você Snow... Você acha que sabe de tudo. Daniel não morreu, você sabe disso. Ele foi assassinado porque você não pode manter um segredo, ou talvez, ele simplesmente foi morto por me amar. Amar alguém que não merece esse tipo de sentimento. Mas não é essa a associação que eu tenho com o Natal.”

Falar sobre Daniel sempre trazia lágrimas aos seus olhos e um aperto no coração. Dessa vez não foi diferente. Ela não se importou em esconder sua dor, era inútil tentar enganar as duas mulheres na sua frente.

Sua raiva aumentou, mas ela tentou se conter, seu filho sempre em seus pensamentos. Snow estava errada em se achar sempre certa, em ser cega para as dores da morena, mas se o anos a ensinaram alguma coisa foi que as vezes, raiva e tristeza não valiam a pena. Não eram suficientes para jogar todo o seu trabalho no lixo. Ela se virou, pronta para deixar o assunto morrer e esquecer que essa conversa aconteceu quando Snow falou de novo.

“Bom, eu tenho certeza que é alguma coisa, Regina... Pessoas normais não desmaiam simplesmente por desmaiar, ou ficam duras do nada. Pessoas não...”

“MÃE”

O aviso de Emma veio tarde demais, pois Regina já tinha se tensionando, uma dor passando de seu coração para o resto do corpo. A ponta de seus dedos brilhavam com sua mágica, pronta para atacar qualquer ameaça.

“Ah, você tem certeza é? Você quer saber, Snow? Você quer saber porque eu odeio o natal? Porque eu odeio celebrar essa data? Quer?”

A mulher pálida, mas determinada, assentiu, confirmando seus desejos e enfurecendo Regina ainda mais. Raiva e ódio dançavam dentro dela, lutando como um animal enjaulado para serem libertados.

“Isso porque a única coisa a se quebrar naquele primeiro ano fui eu, Snow. EU! Ele me quebrou, me usou. Isso foi a sua celebração. ‘Me quebrar’ foi como ele falou. Você quer detalhes? Detalhes de como ele teve que ‘’pagar o preço’’ para me fazer uma esposa obediente? Uma boa mãe para sua querida filinha, Snow White?

Ela gritou as palavras, as cuspiu como se fossem veneno em sua boca, seu corpo tremendo em repuls. Mas aí ela viu seu rosto mudar, uma dor no rosto da mulher na sua frente que ela nunca quis que ela sofresse, nem quando ela estava o mais perdida para as trevas, ela nunca quisera que Snow soubesse. Algo revirou em seu estômago.

Arrependimento.

Ela deu um passo para a frente, instintivamente levando sua mão em direção a ela, que segurou seu braço como um colete salva vidas. O toque a fazendo esquecer toda raiva e mágoa, a fazendo sentir algo que não poderia explicar. Ela de repente se viu de novo olhando para o rosto da menina que salvara, tão feliz, inocente.

“Sinto muito, Snow”

As palavras fugiram de seus lábios antes que ela pudesse pensar duas vezes, mas naquele momento ela decidiu que não se arrependera delas. O que aconteceu era pra ser apenas seu fardo e de mais ninguém.

“Não!’’

A mulher falou rigidamente e Regina sabia o que estava por vir enquanto olhava em seus olhos. Era estranho saber que as palavras que ela tanto queria ouvir finalmente seriam ditas e que ela nesse momento não precisasse delas. Ela não queria ouvir aquilo que tanto desejou.

“Eu é que deveria me desculpar, Regina... Eu sinto muito.”

E assim elas se encararam, a mulher que um dia fora sua enteada, segurando, se apoiando em si. Ela viu a verdade as banhando, passando por suas veias até seus corações. E talvez, justamente por ela não precisar mais ouví-las, as palavras as deram paz. Ela apertou o braço de Snow gentilmente e deu um raro sorriso em sua direção.

“Talvez nós duas podemos sentir...”

As palavras mais uma vez escaparam de si antes que pudesse reprimí-las, mas ela decidiu que mesmo se pudesse, ela não as faria.

Emma sorriu em sua direção e Regina se viu retribuindo.

Talvez ela não precisaria usar uma máscara nesse Natal. Talvez, esse ano, ela pudesse ser só Regina.

Notas finais
Desculpem pelos erros.