Notas iniciais
Gente, desculpa a demora. O capítulo está escrito ha séculos, mas estive envolvida em várias coisas essa semana. Além de ter escrito outra fic que me tomou um da inteiro. beijos e espero que gostem.

As duas mulheres olharam em direção à porta, estavam sentadas na bancada da cozinha e riam abertamente. Olharam para Regina e depois se olharam caindo na gargalhada novamente. A única coisa que a morena podia ter certeza é que era o motivo da piada.

—Me diga que não fez isso Regina!! – Emma disse quase chorando, olhando para uma Regina parada estaticamente.

—Não posso dizer nada, não sei do que vocês estão falando. – Respondeu simplesmente chegando perto delas. – O que você disse a Emma, Zelena?

—Nada! – respondeu cínica – só estava atualizando a loirinha aqui a seu respeito – disse arqueando a sobrancelha debochadamente e Regina gelou, fez um sinal para a outra que ela entendeu rapidamente e só balançou a cabeça negando. A morena suspirou aliviada. Seu segredo ainda estava a salvo. Regina relaxou. – Estava dizendo para ela fugir enquanto é tempo, mas ela é bem teimosa.

—Regina, você disse ao seu irmão que a maçã era envenenada? – Emma ainda ria.

—Haa essa história que você estava contando. Minha família jamais vai esquecer o que a terrível Regina fez com o coitadinho do Robim – ela rolou os olhos — Eu disse sim. Era a MINHA maçã e era a última. Ele comeu de propósito. Quando vi eu gritei, “Páaaara, ela está envenenada. Você comeu a maça da Branca de Neve” – Regina riu se sentando na bancada também — nunca vou esquecer a cara de Robin. Eu fingia estar desesperada e ele entrou em pânico gritando. – Todas caíram na gargalhada.

—Você é má. – Emma disse secando os olhos.

—Má é minha mãe. Fiquei de castigo um mês por isso, porque toda vez que ele ia dormir era uma novela. Fazia uma pirraça danada que não queria dormir se não nunca mais ia acordar, aí mamãe tinha que explicar a ele que já havia dormido na noite anterior e acordado. Acredite, ela não ficou feliz por ter que fazer isso dia sim e outro também. Ele nunca mais comeu nada que eu dissesse que era meu. – olhou para elas com cara de convencida.

A conversa das adultas foi interrompida por um chorinho baixo.

—Zelena, meu sobrinho está aqui e você não me disse nada.

—Rir de você era mais urgente do que te avisar de um bebê dormindo. – Zelena deu de ombros e Regina levantou bufando indo em direção à sala onde o bebê se encontrava tirando a criança da cadeirinha.

—Ohh meu rapazinho. Não chora, sua tia preferida está aqui. – ela falava enquanto encostava o rosto em sua barriguinha fazendo o neném rir. Regina caminhou em direção às outras com Roland no colo. Quando a criança viu Emma esticou seus bracinhos e fazia força com as pernas exigindo sair do colo de Regina para pular no colo da loira.

—Regina, ele quer a Emma! – Zelena riu da cara que a cunhada fazia para a insistência do bebê.

—Como assim? Ele não me troca por ninguém. – Apertou a criança possessivamente.

—Aparentemente não te trocava, até conhecer a Emma. – A criança se esforçava para sair do colo de Regina e vendo que a tia não iria soltá-lo começou a chorar.

Regina olhou para a criança incrédula, olhou para Zelena que ria e olhou para Emma que estava sem graça. A morena esticou a criança em direção a loira que ficou receosa em pegá-lo devido a cara emburrada de Regina.

—Vamos lá Emma. Eu sei admitir quando eu perco o jogo. – Regina ainda esticava o bebê para uma Emma que lentamente pegou a criança dos braços da tia. Imediatamente a criança parou de chorar. Emma sussurrava coisas desconexas para o pequeno Roland que já ria abertamente.

—Vamos brincar bebê? – Ela dizia numa voz infantil no que o pequeno ria e batia palminhas. Emma saiu de perto das adultas que a olhavam um pouco espantadas pelo jeito que a criança se apegou a loira e com certa ternura pois a cena que acontecia na frente delas era no mínimo fofa.

—Ela é uma graça Regina. – Zelena disse quando Emma já estava fora do alcance delas. – É uma mulher, mas tem a alma de uma menina.

—É sim e tem sim. – Regina sorria.

—Você realmente colocou uma pessoa estranha em sua casa. Ainda custo a acreditar. Mas vendo Emma...- Zelena dia.

—Consegue entender o por quê? – Regina completou e Zelena apenas balançou a cabeça assentindo.

—Ela merece saber, você sabe disso não é? – Zelena a olhava preocupada – E o principal, ela merece saber por você. – A ruiva não precisou explicitar sobre o que estava falando. Regina sabia muito bem.

—Eu sei Zel. Eu vou achar o momento oportuno para falar para ela. – Regina evitava olhar para a cunhada, estava convicta a falar há um par de horas, mas agora não tinha tanta certeza.

—Cuidado para esse momento oportuno não chegar tarde demais. Porque se tem uma coisa que machuca as pessoas é o tarde demais. E nem você nem Emma merecem ser machucadas por ele. Ela parece ser uma boa pessoa, daquelas do tipo raro que você não vai querer perder a amizade.

—Eu sei Zelena, eu sei. – Regina suspirou. Zelena iria falar mais alguma coisa, mas a loira veio na direção delas sorrindo feito um anjo.

—Mamãe, eu quero comida. Estou morrendo de fome. – Disse entregando o Roland para Zelena que o segurou e marchou até o sofá.

—Seu sobrinho é uma graça Regina – Emma parou do lado dela.

—É eu sei. Puxou a tia.

—Sabia que você é prá lá de convencida?

—Mas é a verdade. – Emma riu balançando a cabeça – Tem até meu bom gosto para escolher as pessoas que quer perto dele. – Regina piscou para Emma que lhe retribuiu com um lindo sorriso e uma esbarrada de ombros.

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O final de semana da mudança passou como um borrão. Depois de Zelena amamentar Roland ela foi embora levando o bebê consigo. Emma voltou a arrumar suas coisas com a ajuda de Regina que fazia questão de criticar qualquer coisa geek da loira.

As duas ainda saíram às compras, pois segundo Emma a geladeira de Regina parecia de um homem solteiro. A loira pegou coisas no supermercado que a morena não fazia muita ideia para quem serviam.

Depois disso Emma só estudava e lia vorazmente seus livros, seja sentada no sofá, na mesa da cozinha, na bancada enquanto passava um café. Lia, somente lia.

A segunda-feira chegara preguiçosa e sem nenhum raio de sol. Regina levantara cedo, caminhara um pouco, já havia voltado para casa tomado banho e desfrutava de um café quente e ainda não tinha visto nenhum sinal de Emma. Será que ela já tinha saído? A morena não levou muito tempo para descobrir.

Cinco minutos e três xícaras de café depois uma Emma completamente alvoroçada passa pela cozinha chamando a atenção de Regina, que ficou em choque ao vê-la em uma saia social preta que modelava desde sua cintura até seus joelhos, a blusa social de seda em um tom rose fazia a loira parecer de porcelana.

Ela jogou o terninho na bancada enquanto amarrava as sandálias de salto alto. Seu cabelo estava preso em um coque podrinho, meio preso e meio solto, com uns fios para fora que a deixavam para lá de sensual.

—Eu esqueci de colocar o telefone para despertar. No alojamento era um barulho infernal pela manhã que nem precisava de despertador, mas aqui... – ela falava correndo – tenho um seminário para apresentar e justo hoje acordo atrasada. Droga de sandália.

Regina havia perdido a capacidade da fala por um momento, mas logo se recuperou. Era por isso que a loira lia tanto.

—Nada de blusa de desenho animado hoje Emma? – perguntou com a voz meio afetada. Talvez não tenha se recuperado do choque completamente ainda – Achei que abominava a roupa oficial de senhora das trevas.

Emma que terminava de amarrar as sandálias levantou a cabeça e olhou para Regina.

—Eu não abomino esse tipo de roupa – Regina ergueu as sobrancelhas – acontece que eu vou sair pela rua com esse semblante sereno e sorrindo, diferentemente de você. Eu acho que você – ela apontou para a morena – parece uma senhora das trevas com essa roupa porque você sai com um semblante disposto a amaldiçoar quem se atrever entrar em seu caminho. – Riu debochada. – mas não se ofenda, você não fica menos bonita nessas roupas, pelo contrário. – Piscou.

—Abusada. – Foi tudo que Regina conseguiu responder e Emma riu. – Não vai comer nada? – Perguntou ao ver a loira indo para a porta. – Não deve sair sem comer.

A loira voltou para perto da bancada e pegou uma maçã que estava em uma fruteira. Era a última. Já na porta mostrou a maça para Regina perguntando.

—Posso comer ou essa está envenenada também? Sabe né, é a última. – Fechou a porta as gargalhadas pela cara que Regina havia feito, mas ainda pode ouvir ela gritar; “vá se ferrar Swan”.

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