Power Rangers: Esquadrão Z
67 É Melhor Olhar para Cima (Parte 1)
Notas iniciais

Naquela noite propícia para se contemplar o céu estrelado, a cúpula do observatório espacial da Alameda dos Anjos era o único ponto relativamente luminoso em meio aquela região de amplo espaço de rochas e vegetação gramada com estradas modestas de asfalto. No subsolo, onde localizava-se a Central de Comando, Karen se espreguiçava na cadeira giratória bocejando longamente. Dickerson vinha voltando de sua oficina laboratorial e notara o cansaço na tecnóloga.
— Ah, então achou novos pentes de memória?!
— Duas agulhas em um grande palheiro. — disse Dickerson, destacando os componentes de memória e indo até o computador na parte de trás dos painéis.
— Poderia ter gasto menos tempo procurando se seguisse minhas dicas de organização material.
— Que seriam...? Ahn, tudo bem, você deve ter me falado antes, mas acabei esquecendo. — disse Dickerson com ar de riso — Está me devendo um curso intensivo com exclusividade.
A tecnóloga abriu-lhe um sorriso brincalhão.
— OK, desconto de 80% para o primeiro interessado. Quer fazer sua matrícula?
— Peraí, vai mesmo oficializar um curso?
— Posso te garantir provando por A mais B que vou ser uma professora com classe, requinte e didática.
— A única coisa que pode me provar, pelo menos por agora, é que você está cansada e o seu corpo deseja sua cama pra dormir feito uma pedra. — disse Dickerson, mexendo nos circuitos. — Achou que eu não tinha percebido?
— Ufa, já tava esperando você me mandar embora.
Dickerson levantou:
— Seu lar prioritário é a sua casa. Vá descansar, seu corpo e mente estão implorando por isso.
— Tá tão óbvio assim?
— A julgar pelo seu bocejo de leoa, sim.
— Não bocejei que nem uma leoa, não tira onda comigo. — disse ela em tom descontraído — Tá legal, eu saio e você fica aqui porque é o único com direito de trabalhar mais pesado que eu sem contar os Rangers.
— Eles trabalham mais pesado que você e eu juntos e não os sobrecarrego de tarefas. É sério, Karen, desligue esse computador e vá pra casa se recarregar, tá ficando tarde.
— Eu tava monitorando a área onde vi Killvox transitando. A mesma onde há uma jazida de cristal Tiffarex bem exposta.
— Pra qual fim ele deseja extrair Tipharex? Ganho próprio ou de alguém poderoso que ofertou uma recompensa robusta?
— Seja o que for, devíamos avisar os Rangers pra confronta-lo sobre seu interesse no Tiffarex da próxima vez que ele for visto rondando essa área. Opa.
Dickerson havia voltado sua atenção ao conserto no painel, mas sua curiosidade o fez erguer a cabeça para Karen.
— O que foi? Ele reapareceu?
— Não, é uma mensagem de alerta nível 5. — contou Karen, fitando a tela com tensão.
Dickerson levantou e se juntou a ela.
— É do general Newman... da NASADA.
— Não tivemos um nível 5 desde Abram Ooze. — relembrou o mentor.
— É e não faz tanto tempo. Vamos ver o que ele tem a nos contar. — disse Karen, abrindo a mensagem de vídeo.
O General Newman apareceu na tela:
— Boa noite, Dickerson e Srta. Coleman.
— Boa noite para o senhor também, general. — cumprimentou Dickerson com seriedade. — Qual o problema desse nível 5?
Leozor entrava na videoconferência pelo monitor esquerdo, para a surpresa da dupla.
— Comandante... O senhor já foi notificado, né? — indagou Karen.
— Com eficaz antecedência. Eu e toda minha equipe de defesa planetária estamos inteirados da iminência da catástrofe que se aproxima.
— Mas não haverá catástrofe se houver como impedirmos. — disse Dickerson firmemente. — O que é exatamente? Se for o que estou pensando...
O General Newman revelara a ameaça:
— Um asteroide de grande massa entrou em rota de colisão com a Terra a partir de ontem.
— Nossa, acho que não precisava ser tão direto. — falara Karen, nervosa.
Dickerson, não menso apreensivo, necessitava detalhes:
— A probabilidade de impacto desse asteroide é...
— Alta. Diria que praticamente certa. — disse Newman.
— Acredita-se que, probabilisticamente, ele possa cair numa região montanhosa desabitada no Arizona. — acrescentou Leozor.
— Dependendo das medidas desse asteroide, esse ponto de impacto tem as condições ideais pra minimizar os danos sem que hajam vítimas fatais, certo? — indagou Karen.
— Receio que não, infelizmente. — negou Newman. — Ele possui um diâmetro coerente com a força de um impacto devastador, criando uma onda de choque muito mais expansiva e destrutiva, talvez até mais que o que extinguiu os dinossauros. Podemos estar condenados se... os Power Rangers não agirem.
— Mas ainda há um empecilho que ser vale ser discutido. — disse Leozor gerando dúvidas em Dickerson — E diz respeito aos próprios Rangers. Essa é uma ameaça da qual eles não foram preparados, uma experiência que pode ser desafiadora demais, sendo eles tão novos.
Karen defendeu os heróis em relação ao julgamento quanto à preparação e eficiência dos heróis para conterem ameaças espaciais.
— Comandante, os Rangers há poucos dias lidaram com um problema que questionava se eles eram aptos a salvarem o mundo devido as suas idades. Eles precisam de todo o incentivo para seguirem confiantes na batalha e não serem reprimidos diante de um problema como esse.
Dickerson interveio firmemente:
— Comandante Leozor e General Newman, eu não vou admitir que os Rangers sejam proibidos de destruir ou desviar esse asteroide com base no tempo de experiência deles. Já mostraram ser mais do que capazes de encarar perigos desse nível.
— Posso dizer que me sinto de acordo com essa incerteza de que os Power Rangers conseguiriam ao menos desviar o curso dessa rocha absurda. — disse Newman.
— A chance deles terem êxito nessa missão, por mais árdua que seja, é tão grande quanto a do impacto desse asteroide, senão até mais. — disse Dickerson, convicto — General Newman, o senhor mencionou a ocasião no ano 2000, na época o asteroide tinha Mariner Bay como marco zero e os Rangers da Lightspeed Resgate foram bem-sucedidos em destruí-lo.
— E eles possuíam na época uma tecnologia totalmente obsoleta comparada a nossa hoje. — reforçou Karen.
Newman argumentou contra:
— Mas não citei o fato de que esse asteroide destruído pelos Rangers do Capitão Mitchell possuía medidas menores com relação ao atual que já está sendo chamado aqui nos corredores da NASADA como o "exterminador da era humana".
— Já deram um apelido pra ele? — Karen preocupou-se — Imagina quando a informação vier à público e ela tem que vir.
— Pra desencadear um surto de pânico? Não podemos arriscar levar esse aviso a mídia como a verdade nua e crua. — contrapôs Newman.
— E o que irão fazer? Ninguém vai se pronunciar na TV para emitir um alerta de evacuação para bunkers criados contra esse tipo de desastre? — questionou Dickerson.
Newman replicou:
— É meio contraditório da sua parte estar tão certo de que seus Rangers são qualificados em eliminar esse tipo de ameaça e sugerir que a população se proteja com medo. Ouça, Dickerson, e você também, Leozor: caso os Rangers falhem na tentativa, minhas tropas conduzirão o protocolo nuclear.
— Detonar uma bomba nuclear pode ser eficaz pra destruir o asteroide, mas precisam considerar os efeitos disso na Terra. O problema não termina com a rocha feita em mil pedaços. — disse Karen.
Dickerson estava de pleno acordo e ressaltou:
— Ela tem razão. Os fragmentos do asteroide podem cair diretamente em cidades nos pontos mais movimentados. E podem haver resíduos de material radioativo. Uma solução efetiva gerando outro problema grave. É isso que querem?
Leozor reconheceu o risco:
— Você tem um bom argumento, Dickerson. Mas devemos registrar total certeza de que os Megazords têm estrutura adequada para aniquilar uma rocha espacial dessa magnitude. Newman me repassou cada detalhe, esse asteroide é um monstro colossal, caberiam cerca de duzentas Alamedas dos Anjos dentro dele.
— Meu Deus... — disse Karen, a aflição crescendo — Acho que só vou deitar a cabeça no travesseiro pensando nesse asteroide, sem conseguir tirar nem uma soneca.
— Será difícil para todos nós dormir tranquilo essa noite, bem mais difícil. — disse Newman.
— Qual o tempo estimado até o impacto? — perguntou Dickerson temeroso a resposta.
Newman fizera alguns segundos de silêncio dramático, seus olhos sérios fitando o mentor.
— Dentro de apenas dez horas.
Karen cobriu a boca pelo espanto e olhou para Dickerson.
O mentor tentou manter a calma:
— OK, não vamos pensar na possibilidade de falha, embora ela exista. Temos que contar com a nossa fé e esperança de que os Rangers são os únicos capazes de salvar todo o planeta.
***
Em sua nave, Lokknon, eufórico, mal aguentava-se de ansiedade quando recebeu a confirmação do asteroide que rumava para a Terra:
— Isso é verdade mesmo, Barooma? Os seus cálculos são totalmente precisos?
— Incontestáveis, mestre! Esse asteroide está se deslocando a uma velocidade que nenhum outro já registrado percorreu! O ponto exato de impacto será no território do país onde habitam os Rangers!
— Mas isso é a notícia mais fantástica que ouvi em todo esse tempo que venho tentando acabar com esses pirralhos coloridos do Dickerson! — empolgou-se Lokknon.
— Theronzinho, traga mais licor pro meu rei soberano. — disse Enckantess que sentara no colo do seu amado, o enchendo de carícias.
— Como é mesmo a palavra mágica, senhorita?
A aprendiz de feiticeira virou o rosto para o mordomo-ciborgue.
— Agora. — disse ela, rude.
— Estou gostando de ver, minha estrela etérea. — disse Lokknon entrelaçando seus dedos da mão direita aos dela — Fico impressionado com sua evolução como uma futura imperatriz cheia de autoridade que eu mereço.
— Sabe que eu morro de medo de te desapontar, momozinho. Eu sempre dou o meu melhor pra te ver feliz porque você estando feliz... faz com que eu esteja também. — declarou ela.
Aracna lia deitada na grande almofada uma revista de astronomia oferecida por Mudok, mas a experiência não foi nada prazerosa.
— Ah, que negócio mais... chato! Mudok, você me paga por me fazer perder tempo com essa revista entediante sobre o que os terráqueos descobrem do espaço.
— A perda de tempo foi minha indo atrás desse lixo pensando que um assunto diferente de roupas e acessórios agradaria você. — retrucou o androide.
— Pois eu prefiro as revistas que já sou acostumada. E daí que os terráqueos encontram novos planetas, buracos negros e nebulosas? Eles não fazem ideia nem da metade.
— Mas encontraram um asteroide que partiu de uma galáxia fora do sistema solar e muito mais distante do que poderiam observar. — disse Mudok.
— Eles certamente o detectaram a uma determinada proximidade, jamais desde o ponto de partida! — destacou Barooma.
— Que reconfortante saber disso, eles ainda são limitados. — disse Mudok.
Lokknon exigiu mais detalhes enquanto recebia de Theron a taça com licor:
— Há algo mais que devemos saber desse asteroide que transformará a Terra num deserto infértil?
— Sim, mestre! Meu detector indica que ele carrega uma massiva concentração de nitox, mas é uma versão corrompida que emite níveis de radiação altíssimos! Graças a presença desse nitox, o impacto resultaria numa onda eletromagnética que afetaria os sistemas elétricos da Terra causando um retrocesso industrial de décadas ou até séculos! — revelou Barooma.
— Eu vejo o futuro previamente como se ele estivesse ocorrendo bem diante dos meus olhos, hahahaha. — dissera Lokknon, sonhando acordado — Imaginem um cenário onde eu me torne o rei da Terra e proclamo uma nova ordem mundial em que os sobreviventes da catástrofe clamam para que eu forneça materiais de primeira linha quando sentirem que perderam eras de evolução tecnológica.
— Mestre, sem querer estragar sua felicidade, mas esse nitox corrompido não pode, sei lá, prejudicar o senhor? — especulou Aracna.
— Aracna, como você gosta de falar bobagem! Calada você é muito mais útil por aqui. — rebateu Enckantess que recebeu uma careta com língua mostrada pela princesa aracnídea.
— Aracna pode ter suposto algo razoável! — disse Barooma para a surpresa de Mudok.
— Acho que não é somente Aracna quem diz bobagens. — provocou o andróide.
— Por que essa espécie de nitox poderia me trazer prejuízos?
— O nitox desse asteroide possui uma radiação que pode causar sérios problemas de saúde no senhor, mestre!
— Isso não é algo para se preocupar quando tenho uma armadura composta de nitox puro e reformado que me blinda de uma série de radiações que poderiam matar qualquer verme abaixo de mim. Mudok, vá até o asteroide e me traga uma amostra desse nitox agora mesmo.
— Pegarei a nave compacta para ir até a superfície do asteroide neste momento. — disse o androide.
— Sejamos otimistas como os Rangers normalmente são. Mas diferentemente deles serei eu que estarei de pé triunfando com a humanidade me saudando como um rei, haha.
***
A manhã seguinte começou na Angel Grove Middle School como qualquer dia corriqueiro sem que ninguém estivesse pronto para a notícia bombástica.
Jessie e Zoe vieram até Austin, Damian e Tim que conversavam descontraídos perto dos armários.
— Oi, oi, meninos, chegaram cedo hein. — disse Jessie.
— O Damian segue sendo o titular nessa arte, hehehe. — disse Austin.
— A gente já se desafiou um bocado de vezes pra ver quem chega primeiro, mas nunca venço. — disse Tim — Aí, amigão, se tiver um segredo, melhor contar.
— Já experimentou acordar mais cedo? — disse Damian, gerando risadas.
— Ou comprar um despertador mais eficaz que a voz da sua mãe te arrancando da cama. — disse Zoe dando sua risadinha leve.
— Olha, acho que nem uma buzina de navio abala o sono do Tim. — comentou Austin.
— Ou a trombeta do apocalipse. — reforçou Damian.
— Ei, a trombeta anunciando o fim do mundo me acordaria sim, tá legal? Mas só se viesse com o som do plantão de notícias bem no pé do meu ouvido. — declarou Tim.
— A música do plantão noticiário? Ah, qual é, Tim, deixa de ser bebezão com medinho de coisa boba. — disse Owen, juntando-se ao grupo.
— Coisa boba nada, esse plantão só anuncia desastre toda vez que aparece de surpresa. — retrucou Tim.
— E aí, Owen? Vai ter treino no dojo hoje a tarde? — perguntou Austin.
— Pior que não, Austin. O mestre sofreu um acidente em casa, enxertou a perna e tudo, e a turma dele vai ficar só nas provas teóricas até ele se recuperar.
— Poxa, que chato. Tomara que ele se recupere em pouco tempo pra não ficar tão fora da prática. — desejo o Ranger Vermelho.
De repente, Brock e Stuart chegaram com estardalhaço no corredor ao virem com placas com os dizeres "O fim está próximo, fujam para as colinas". Ambos usavam alumínio grudado com fita durex na cabeça.
— Se preparem, meu povo, o fim do mundo vem chegando aí com tudo! — alardeava Brock.
— Fim do mundo? Fala sério, quem acredita? — disse Jessie.
— Ah, seus manés, passariam menos vergonha com uma melancia na cabeça. — disse Tim em voz alta.
A dupla viera até a turma. Brock apontou o megafone.
— Estão duvidando da palavra de quem ficou sabendo primeiro? — disse Brock.
— Sabendo do quê? — indagou Austin sem levar a sério nem esperar uma resposta coerente.
— Do fim do mundo, ora! — disse Stuart.
— Ouvimos dizer que um metroro tá vindo destruir toda a Terra. — disse Brock com exagero — E ainda hoje!
— Vocês só ouviram dizer e se acham os primeiros a saberem. É, faz sentido. — dissera Zoe.
— A nossa fonte é anônima! — respondeu Brock.
— Qual é a desses chapéus de alumínio? — indagou Tim.
— Um item indispensável pros conspiracionistas mais paranoicos. — disse Damian.
— E se desse meteoro saírem alienígenas devoradores de mentes? — temia Stuart gestuando para aumentar a ameaça dos Ets.
— Ah, claro, a mesma coisa que se usa pra assar um peru de ação de graças vai proteger vocês de terem suas mentes engolidas por aliens. — disse Tim.
— Podem tirar porque se eles devorarem as mentes de vocês é bem provável que tenham uma indigestão, daí vão embora da Terra. — disse Austin.
— Será que dá pra vocês acreditarem nem que seja só um pouquinho? — reclamou Stuart.
— Olhem, não tem noticiário nenhum passando na TV agora. — falou Tim apontando para a TV do corredor — Se fosse verdade, todos os canais estariam passando essa notícia.
Eis que a tenebrosa vinheta do plantão noticiário preenchia a tela de inesperado. O Ranger Azul gelara, sua expressão de puro assombro. Virou-se para a TV sentindo os pelos eriçarem.
— Eu e a minha língua grande.
A repórter estava acompanhada de dois membros da NASADA:
— Estamos aqui com alguns especialistas da NASADA para nos esclarecer acerca da tão comentada e temida possibilidade de colisão do asteroide Tri-Ômega com nosso planeta.
— Ah, legal, agora temos um meteoro realmente vindo na nossa direção e ainda por cima ele ganhou um nome. — disse Jessie.
— Asteroides e meteoros não são exatamente a mesma coisa. — ressaltou Damian.
— Os asteroides são menores, né? — indagou Stuart.
— Pelo contrário, são as rochas de maior volume a cruzarem o universo. — explicara Damian.
— Os meteoros estão mais pra estrelas cadentes, geralmente pedaços de asteroides que se soltam e ultrapassam quase intactos a atmosfera. — explicara o Ranger Preto.
— Fecha o bico, ô nerdão, ninguém pediu aula de astronomia. — rebateu Brock com sua típica grosseria.
O astrofísico Harry Vance explicou o nome e a ameaça:
— O prefixo Tri se refere a sua massa três vezes maior. Já o termo Ômega... me desculpe, é muito difícil pra mim informar algo assim em rede nacional.
— Isso significa que a taxa de acerto na probabilidade possui um alto valor desta vez? — perguntava a repórter.
— Infelizmente, sim. — disse Harry.
O número de estudantes se aglomerando para assistir crescia a cada instante ao longo da entrevista.
O engenheiro Blake Darwin tentou acalmar a população:
— É a maior rocha espacial já detectada no sistema solar em diâmetro, massa, potencial destrutivo, etc. Mas eu quero afirmar que não deve haver motivo para pânico, estamos mobilizando uma força-tarefa conjunta às forças armadas para destruir a rocha.
— Deve ser uma tremenda mentira. — disse Owen. — Eles não fazem ideia de como parar esse asteroide enorme.
— Estão minimizando e omitindo detalhes pra evitar histeria coletiva. — falou Damian.
— Histeria tipo... todo mundo gritando pelos cantos desesperado e invadindo as lojas pra estocar comida? — perguntou Tim.
— Algo desse nível. — respondeu o jovem gênio.
Austin interveio com decisão:
— Eles podem não ter nenhum plano, mas... nós com certeza temos.
— Verdade, se esse asteroide for mesmo tão grande quanto dizem... é lógico que os Power Rangers são a única opção pra salvar a Terra do impacto. — disse Zoe.
— Mas a questão é: será que a gente consegue? — questionou Jessie cautelosa na voz — Nunca encaramos isso antes. Não sei vocês, mas... eu tô apavorada.
Stuart pegou o megafone, aumentando o alarme:
— O mundo vai acabar mesmo! Quem quiser se abrigar num lugar seguro, segue a gente!
Um burburinho agitado iniciou-se entre os alunos.
— Peraí, vai ter aula e prova mesmo com o apocalipse?! — protestou Tim, apreensivo.
— Do que você tem mais medo? Da prova porque não estudou ou do asteroide devido a grandeza dele? — questionou Damian.
— Dos dois! — respondeu Tim, alarmado — Amigão, me abraça, eu tô com medo!
A voz do diretor Brewster reverberou pelos altos falantes espalhados pelo colégio.
— Ouçam com atenção: todos os estudantes devem se retirar neste momento! Retornem as suas casas! As avaliações de hoje foram adiadas e as aulas canceladas por conta dessa ameaça espacial gravíssima! Busquem abrigo no caso de uma chuva de meteoros!
— Ufa, sem prova, sem aula... — disse Tim.
— E talvez sem planeta se ficarmos aqui sem fazer nada. — disse Austin. — O Flint e o Mason faltaram hoje?
— O Mason é de outra turma no dojo e eu soube que tinha um teste prático pra agora de manhã, eles estão lá agora. — avisou Owen.
— Temos que avisa-los desse problemão e rápido. — disse Jessie.
— O Sr. Dickerson pode cuidar disso. — disse Austin. — Precisamos sair daqui, vamos.
O grupo fora andando em meio ao mutirão de estudantes quase se acotovelando para saírem as pressas do colégio. Paralelamente, Mudok retornou com a amostra de nitox corrompido.
— Bem, aqui está, mestre. Uma lasca como o senhor pediu. Pesa algumas gramas em rocha, mas em nitox chega a casa dos cem quilos. Imagine toda a fonte disponível no asteroide. O que pretende com ela?
— Hum, me dê isso. — disse Lokknon, pegando a lasca.
— Momozinho, não vai comer isso, vai? — perguntou Enckantess.
— Os nemetheanos de sangue puro como eu utilizavam o nitox para construções e armamentos sofisticados. Embora eu já tenha ouvido lendas de que os meus ancestrais misturavam o metal a alimentos com mais nutrientes, deve ser por isso que as gerações posteriores são dotadas de grande força e vigor, comigo incluso.
— Mestre, não tá sentindo nada estranho tocando nisso? — perguntou Aracna.
— Eu me sinto inteiramente bem. Tome, Mudok. Sua teoria caiu por terra, Barooma. Posso expandir esse nitox a uma fonte viva.
— Quer dizer um monstro? Uma criatura carregando o peso desse metal em concentração ampliada? Tem certeza disso, mestre?
— Absoluta! Mudok, coloque isso dentro da cabine do bio-modelador! — ordenou Lokknon, seu general logo abrindo a cabine para colocar a lasca junto ao boneco.
— O boneco foi previamente posto na cabine, mestre! Baixei dados referentes a uma criatura bruta e selvagem, porém racional, que usa uma arma pesada para transformar rochas em meteoros ativos! — disse o cientista indo baixar a alavanca — Que venha com muita saúde!
A máquina piscou seus relâmpagos e exalava seu vapor branco antes da porta abrir dando passagem ao ogro medieval de pele verde escura e portando um machado robusto.
— Afastem-se todos aqueles que tremem diante da fúria do meu machado! — disse a criatura, batendo a arma no chão.
— Mas que ser mais primitivo! Se fizer isso de novo, pode causar danos terríveis a minha nave que é a única morada que possuo! — disse Lokknon desajeitado no trono.
— Mil perdões, mestre Lokknon! Apenas quis demonstrar a intensidade da minha força para que não haja dúvidas de que sou o melhor para eliminar os Power Rangers definitivamente!
— Hum, esse seu machado me remete a armas clássicas do exército imperial do meu planeta. — disse o imperador levantando para conferir a arma — Me parece ter muita durabilidade... Uh, uh...
— Mestre, o que houve? — perguntou Mudok com urgência.
— Deixa que eu cuido dele, sai pra lá. — disse Enckantess que empurrou o androide para o lado, indo amparar Lokknon. — Momozinho, fala comigo! Onde dói?
— Eu... me sinto indisposto. — disse Lokknon se esforçando para reerguer-se — Não cheguei nem a meio metro dele...
Aracna percebeu o problema:
— Foi isso! O Meteogro carrega o nitox radioativo que tá fazendo o mestre passar mal!
— Quem está chamando de Meteogro? — indagou o monstro. — Não gosto que me deem apelidos!
— Não é apelido, seu brutamontes, é seu nome de batismo dado por sua madrinha que sou eu.
— Preciso ir a algum lugar onde eu possa criar tempestades de rochas flamejantes! Tenho sua permissão, mestre?
— Mas é claro... Suma daqui imediatamente! — disse Lokknon.
— Como quiser, meu rei. Esmagarei esses Rangers como formigas! — assegurou Meteogro, teleportando-se.
Lokknon se recompôs com a ajuda de Enckantess:
— Isso é humilhante! Fui subjugado por um ser abaixo da minha classe apenas com sua presença!
— Foi como eu avisei! — destacou Barooma. — A radiação do nitox meteórico tinha altas chances de afetar a saúde de quem usasse qualquer material de nitox!
— Mas a carcaça do Mudok é toda feita de nitox também! — apontou Aracna. — Por que ele não foi afetado?
— Não seja tola, Aracna! Obviamente porque Mudok é 100% uma máquina! — retrucou Lokknon.
Mudok perguntou:
— O que decidirá para daqui em diante, mestre? Se livrar desse monstro bárbaro?
— Não, continuarei apostando nele para a derrota dos Rangers, ele me falou com tanta garantia que é impossível não se convencer. Caso ele finalize a missão... aí o destruiremos. Você fará as honras, Mudok, sem piedade. — disse Lokknon.
— Será um grande prazer. — disse o androide.
Aracna expressou a preocupação final:
— Mas e o asteroide? Se ele cair na Terra, o mestre não vai poder reinar em absoluto como um imperador que se preze.
Barooma confirmou a catástrofe iminente:
— Infelizmente devo concordar! Segundo minha análise prospectiva, a poeira junto à radiação de nitox criará uma camada de ar altamente tóxica para o mestre, o mataria em questão de segundos!
— Ele não causará esses efeitos. — disse Lokknon em um tom decidido.
— Claro, os Power Pirralhos vão detonar a rocha e serem os maiorais do dia como sempre. — disse Aracna, revirando os olhos.
— De acordo com meus cálculos, os Megazords dos Rangers não são totalmente capazes de fragmentar a rocha num ataque devastador! Seria preciso mais reforços do que eles possuem!
— E será aí que entraremos. — afirmou Lokknon.
— Mestre, não está considerando essa ideia, está? — dissera Mudok, temente.
— Sim, estou. — afirmou Lokknon, categórico. — É terrivelmente desmoralizante admitir isso, mas... temos de nos unir aos Power Rangers.
— O quê? — disseram Enckantess e Aracna juntas, estupefatas.
Meteogro batia seu martelo fortemente num rochedo alto, o impacto dos golpes criando blocos rochosos que eram lançados pelo monstro com o machado feito um todo beisebol. As rochas se incendiavam ao ganharem velocidade após as tacadas tornando-se meteoros tais quais os legítimos.
Enquanto isso, Meteogro, na pedreira Roosevelt, batia seu machado fortemente sobre um rochedo, lançando, em direção à metrópole, como um jogador de golfe, as rochas que se inflamavam ganhando aspectos de meteoros.
— Lá vai mais uma rodada! — disse Meteogro, rindo. — Hehe, já consigo ver daqui a destruição tremenda!
Os meteoros atingiam prédios e ruas na cidade, causando explosões e desabamentos. Os Rangers, caminhavam juntos após saírem do colégio, os meteoros rapidamente vindo até eles.
— Galera, e aquelas bolas de fogo ali? — perguntou Tim, apontando temeroso. — Me digam que não são meteoros!
— Não, são estrelas cadentes. — ironizou Owen. — Aproveita e faz um pedido.
— Estão vindo na nossa direção! — alarmou Zoe.
— Pessoal, temos que correr e depressa! — alertou Austin.
Eles correram em meio às explosões e o alarido da população.
— Austin, a estação de metrô! — apontou Damian.
— Boa, vamos pra lá! — disse o líder, descendo com eles para uma área discreta do túnel. — Aqui está bom, estamos fora de vista.
Os comunicadores tocaram. Austin atendeu, com o teto vibrando:
— Na escuta, Sr. Dickerson.
— Rangers, precisam vir se quiserem saber quem está provocando essa chuva de meteoros.
— Já estamos indo. — disse o líder, desligando. — Vamos nessa, rápido.
Os seis apertaram os botões de teleporte e chegavam como pilares de luz em suas respectivas cores a base.
— Essa tá fácil de adivinhar: Lokknon se aproveitando do asteroide pra lançar um monte de pedras. — disse Jessie.
— É o que parece. — disse Dickerson, mostrando a imagem de Meteogro na tela. — Mas, como de costume, ele não está sozinho.
— Nossa, esse daí parece que saiu direto de uma mesa RPG. — disse Owen.
— Ele se nomeia de Meteogro e tem uma força bruta impressionante. — falou Karen.
— Mas se nos ocuparmos com esse monstro, pode não dar tempo de salvarmos a Terra desse asteroide. — disse Zoe. — Essa é a intenção do Lokknon. — disse Austin. — Nos manter distraídos até que seja tarde demais.
— Eu, o Flint e o Mason podíamos cuidar do asteroide enquanto vocês lidam com o Shrek do mal. — sugeriu Owen.
— Receio que nem mesmo dois Megazords sejam suficientes contra o asteroide. — disse Dickerson.
— Daí vamos deixar os caras do exército detonarem a pedrona e serem os heróis? — interrogou Tim.
— Esse não é o problema, mas o uso sugerido de bomba atômica pelo general. Temos que propor uma solução exclusiva antes que os militares assumam as rédeas. — disse Karen.
— A Intercorp não pode fazer nada? — indagou Jessie.
— Os Combanautas se dividiram em vários grupos em missões paralelas fora da galáxia. — informou Dickerson — Façamos assim: Owen se encarrega de parar Meteogro enquanto vocês cinco cuidam de minimizar os danos e ajudar pessoas a buscarem abrigo.
— Chamaremos Flint e Mason quando for gravemente necessário. — completou Karen.
— Beleza, será um dia daqueles, mas estamos firmes acreditando que podemos vencer pelo menos esse verdão feioso. — disse Austin, sacando sua célula e morfador. — Prontos? É hora de morfar!
— Touro Ônix!
— Tubarão Cobalto!
— Gorila Esmeralda!
— Arraia Rósea!
— Águia Flavescente!
— Leão Escarlate!
Os heróis surgiram na área urbana, deparando-se com a destruição.
— Gente, olha quanto estrago. — disse Jessie.
— Faz eu me sentir numa guerra. — comentou Zoe.
— Vem vindo mais, cuidado! — disse Tim.
— Corram! — disse Austin.
O quinteto corria tentando escapar dos meteoros que impactavam explosivos em volta deles. Um caíra tremendamente diante deles, os barrando.
— Droga, desse jeito fica difícil irmos até as pessoas e ajudar! — disse Austin.
— E dificultará mais ainda! Psycho-Bots, ataquem! — disse Mudok, acima de um prédio, lançando esferas que liberaram seus soldados, cercando os heróis.
— Mudok, você nos paga! Rangers, hora dos coletes Zoomorph! — determinou Austin.
As proteções corporais surgiram em simultâneo. — Invocar armas! Punhos Selvagens!
— Ferrão de arraia! — falara Zoe.
— Barbatanas Cortantes! — dissera Tim.
— Garras Raptoras! — bramiu Jessie.
— Marreta Avalanche! — exclamou Damian.
— Ativar modo trovão! — com o pequeno controle, Mudok acionava o poder elevado dos soldados que assumiram aparências eletrizadas.
Os Rangers avançaram com suas armas, o confronto iniciando intenso.
Em paralelo, na pedreira, Owen pilotava sua Beast Cycle e foi avistado por Meteogro.
— O que é aquilo? Uma ervilha mutante? Vou esmaga-la num só golpe! — disse o monstro batendo seu machado na rocha e lançando meteoros.
Owen foi desviando em ziguezague das fortes explosões aos lados.
— Tá afim de combater fogo contra fogo, verdão? Pois olha o que eu trouxe só pra você! — disse Owen. — Macro-Detonador! — após a arma surgir sobre seu ombro direito, o Ranger Verde ficara de pé sobre a moto, mirando o tiro — Preparar, apontar... Fogo!
O tiro de Owen colidiu com uma rocha de Meteogro, gerando uma forte explosão.
— Não vou deixar que se aproxime mais! — disse Meteogro, lançando outra rocha a qual atingiu certeira a Beast Cycle.
Nesse instante, Owen escapou ao pular num acrobático salto girando verticalmente segurando o Macro-Detonador.
— Tá na hora de evoluir a artilharia! Macro Duplo-Canhão!
Ele voou, disparando, mas Meteogro esquivou, contra-atacando com rochas.
— Que pontaria horrível é essa?— insultou o monstro que novamente mandava rochas incendiadas em tacadas do seu machado.
Owen foi esquivando tranquilamente das rochas.
— Esses seus meteoros mal passam raspando em mim e ainda quer me criticar?! Vai te catar! — rebateu Owen.
Dickerson alertou seriamente:
— Owen, a capacidade aérea do Macro Canhão-Duplo é limitada contra essa velocidade progressiva dos meteoros, sua esquiva não será por muito tempo!
— Ah é, eu devia ter usado o flash paralisante antes! Droga, essa burrada foi coisa de amador!
O ritmo da enxurrada de rochas prevaleceu sobre os desvios de Owen que foi atingido em cheio, a explosão destruindo o canhão duplo. O Ranger Verde caíra impactando no solo rochoso.
— Haha, eu venci! Acertei a ervilha mutante que agora será esmagada pela minha força superior! — disse Meteogro, saltando.
— Se tá pensando que uma quedinha dessas me detonou, não faz ideia do quanto eu posso aguentar! — disse Owen, levantando.
O Ranger Verde saltara para aplicar chutes velozes no ar, mas Meteogro rebatia cada golpe com o machado acompanhando o ritmo. De volta ao chão, Owen sacou a adaga Kong.
— Isso aqui duvido você defender tão bem assim! Sabre Kong, materializar! — passara a mão sobre a lâmina até a ponta dando forma ao Sabre Kong
Foi desferindo golpes faiscantes em contato ao machado metálico.
— Acha que vou fugir dessa faca de cortar peixe? Minha arma vence qualquer outra! — disse Meteogro ao brandir o machado, logo baixando a arma sobre Owen que defendeu-se com o sabre suportando o peso absurdo da arma inimiga.
— Eu... não vou ser derrubando por um grandalhão ridículo feito você! — disse Owen, flexionando os joelhos sob a pressão.
— Você está quase ajoelhado perante a mim! Que chance ainda tem? Nenhuma, hahaha!
Nas ruas da metrópole, os Rangers foram contactados por Dickerson:
— Rangers, Owen está em apuros na pedreira. Já chamei Flint e Mason para se encarregarem dos Psycho-Bots, devem ir imediatamente.
Austin chutava três robôs que o cercavam, logo recorrendo aos tiros dos Punhos Selvagens que disparou girando no ar, causando explosões faiscantes em volta dos soldados que caíram.
— Vocês ouviram, certo? O Owen precisa da nossa força pra derrubar o ogro feioso!
Flint e Mason surgiram, morfados e em suas Beast Cycles.
— Olha a cavalaria chegando! — disse Mason.
— Deixem esses sucatas com a gente! — falara Flint.
Ambos dispararam lasers contra os robôs. Um punhado de robôs reunidos dispararam raios elétricos contra a dupla, causando explosões de fogo pelos lados. Mason disparou mais lasers dos faróis, atingindo certeiro alguns robôs que eram jogados contra carros e postes de placas.
— Se liga nesse lance radical aqui! — disse Flint.
O Ranger Marrom fizera um drift inclinando a moto quase ao chão e disparando lasers que faziam os robôs atingidos voarem.
— Beleza, contamos com vocês dois pra acabar com o resto deles! — dissera Austin, reunido com os demais — Galera, vamos até o Owen!
Os cinco se teleportaram à pedreira tocando em seus morfadores. Owen estava ajoelhado, quase vencido, mas teve uma ideia:
— Se renda logo, você é só um humano fracote que não desafia meu machado com uma mera espada! — provocou Meteogro.
— Posso nem ser tão forte quanto você e esse seu machado gigante... mas o que você tem de músculo e força eu tenho de esperteza!
Arriscou suportar a pressão apenas com a mão direita segurando o cabo da espada para com a esquerda pegar um pouco de areia rapidamente e jogar nos olhos de Meteogro.
— Aaaahh! Meus olhos, jogou areia nos meus olhos, que golpe baixo! — esbravejava Meteogro. — Onde você tá, seu pirralho maldito?
— Vou deixar meu Sabre Kong te dizer! — falou Owen, energizando a espada.
O quinteto parou num morrinho, vendo a virada de Owen.
— Olha ali, o Owen se livrou do aperto! — apontou Tim.
O Ranger Verde girou com o Sabre Kong energizado, desferindo um corte horizontal que mandou Meteogro contra uma rocha, despedaçando-a.
— Yeah, mandou bem nessa, Owen! — disse Austin, contente.
— Esse ogro é péssimo na cabra cega. — comentou Zoe.
— Poder Cryog, despertar! — bradou Owen ativando os poderes da Raposa Cryog que lhe conferiam o colete e a capa — Martelo Cryog! — a arma surgiu na sua mão direita e foi erguida — Tormenta Glacial!
Lançou a esfera de gelo contra Meteogro, que tentou revidar com o machado, mas foi empurrado pela força do ataque.
— Não consegue rebater essa, né? Você já era! — disse Owen.
Não resistindo a força esmagadora da Tormenta Glacial, Meteogro deixou-se ser atingido, instantaneamente congelado. Manteve-se de pé, mas ameaçando cair para trás.
— Quer um ventinho gelado? Toma aí! — disse Owen apontando o martelo que soprou uma brisa gélida em Meteogro, derrubando-o.
Virou de costas em pose de vitória, Meteogro caindo e explodindo em fumaça gelada.
Karen conferia minuto a minuto a aproximação do asteroide e chamou a atenção de Dickerson.
— Essa não... Só restam vinte e cinco minutos para o impacto. O asteroide já passou raspando por Marte.
— O Besta Alada deve ter uma força ilimitada, é o único Megazord que podemos apostar. — disse o mentor.
— Só pra garantir, devia fazer uns cálculos de física antes.
— Não há tempo pra matemática quando o destino do mundo se transformou numa contagem regressiva. — falara ele, tenso.
Viu um sinal de Leozor em videochamada.
— O comandante Leozor em contato de novo. Espero que sejam boas notícias.
— A essa altura, acho muito difícil. — disse Karen numa apreensão pessimista.
— Olá, comandante. Atualizações sobre o cometa?
— Acabamos de obter um reforço que espero não nos arrependermos de usar. Um aliado que jamais esperávamos contar.
— Killvox? Ele está na Terra há algumas semanas, talvez tenha...
— Não, mas se trata sim de um inimigo. Não preciso dar pistas de quem seja, certo?
Dickerson sentiu um arrepio na barriga ao sacar a resposta e engoliu a saliva.
— Não pode ser... Por que razão Lokknon, em sã consciência, nos ajudaria numa hora dessas?
— Porque as implicações do impacto na Terra também o afetarão significativamente. Ele já nos contatou e acertamos um acordo nessa trégua temporária. Chame de volta os Rangers e... desligue o campo de força invisível.
— Por que eu faria isso? Sem o campo, a base será exposta ao radar de Lokknon. — Ele faz questão de querer fechar o trato em definitivo com você... pessoalmente. Sem atender essa exigência, não há parceria, infelizmente.
— Parece piada. — disse Karen, espantada. — Lokknon... aqui na Central de Comando?!
A aproximação do asteroide enfraquecia Lokknon gradualmente, sua disposição física decaindo.
— Ai, eu nunca estive tão impotente desde a única vez em que fiquei doente por intoxicação. — disse o imperador, sendo amparado por Enckantess.
— A medida que o asteroide se aproxima, o mestre tem sua força de vida reduzida! — aferiu Barooma.
— Meu momozinho não pode morrer nos meus braços, temos um noivado e um casamento nos planos!
— Dickerson... deve liberar minha entrada na base dos Rangers para que eu me recomponha. — exigiu Lokknon.
— Dickerson não será tolo de recusar, ele deve engolir seu orgulho. — disse Mudok.
Os Rangers foram até Owen parabeniza-lo, mas o chamado de Dickerson interrompeu o clima de moderada comemoração.
— Bem, menos uma dor de cabeça. Agora temos de nos concentrar no asteroide. — disse Austin. Os comunicadores tocaram — Na escuta.
— Rangers, voltem pra cá depressa. Nós... firmamos uma parceria contra o asteroide.
— É mesmo? Com quem? — indagou Owen.
— Vai ser difícil pra vocês lidarem, mas... É nossa única alternativa.
Os heróis retornaram a Central de Comando. Flint e Mason vieram logo em seguida.
— E aí, quem é esse parceiro que vai nos ajudar a destruir o asteroide? — perguntou Austin tirando o capacete.
— Não enrola com suspense que dá vontade de roer as unhas. — disse Jessie também removendo o seu.
— É alguém que conhecemos ou não? — indagou Mason.
— Deixa eu adivinhar: o exército americano. — apontou Flint.
— Negativo. — falou Dickerson.
— A NASADA? — tentou Tim.
— Também não. — negou o mentor. — Sem a ajuda dele... podemos esperar a extinção certa.
— Dele quem? — quis saber Owen.
— Falou que seria difícil pra lidarmos... — disse Damian, decifrando. — Nossa... eu não acredito.
— Redoma invisível desligada. — avisou Karen, nervosa.
— Peraí, essa redoma invisível não é o que protege a Central de Comando de ser rastreada? — indagou Jessie.
— Sim. Nosso aliado inesperado exige uma conversa cara a cara. Ele já vai aparecer. — disse Dickerson.
De repente, o sistema elétrico da base manifestou instabilidade com pisca-pisca de luzes e oscilação nos computadores.
— Nesse exato momento. — falara Dickerson vendo raios púrpuras começaram a "dançar" perto da entrada da sala de controle.
O trono de Lokknon surgia em teleporte de costas aos Rangers em meio aos relâmpagos. O imperador foi virando-se lentamente a eles, sorrindo serenamente.
— Tá... de zoação... com a minha... cara. — disse Tim, estupefato.
— Caramba, tinha que justo ele? — disse Mason.
— É inacreditável... — falou Zoe, abismada. — Lokknon está aqui... pra nos ajudar. Surreal.
— As voltas que esse mundo dá me assustam pra caramba. — comentou Owen partilhando a surpresa.
— Isso tá mesmo acontecendo? — disse Austin olhando incrédulo para Lokknon de cima a baixo, balançando a cabeça em negação devagar.
— Por mais surpreendente que seja, é tão real quanto a ameaça de extinção do asteroide. — respondeu Damian.
— Saudações, Power Rangers. — disse Lokknon, sorrindo. — Então essa é a tão secreta Central de Comando? Parece um lugar ideal como refúgio. Eu gostei.
CONTINUA NO PRÓXIMO EPISÓDIO!
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